
- Centers for Disease Control and Prevention (CDC)
- Public Health Research Institute (PHRI)
- Mayo Clinic
- Leading International Fungal Education (LIFE)
- Aspergillus website
- Infectious Diseases Society of America (IDSA)
- European Society of Clinical Microbiology and Infectious Diseases (ESCMID)
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
- National Cancer Institute (NCI)
- National Comprehensive Cancer Network (NCCN)
- Infomama: informações em um clique
Coordenadores
- Alessandro C. Pasqualotto (coordenador)
- Daniela D. Rosa (vice-coordenadora)
Comitê gestor
- Airton T. Stein
- Alessandro C. Pasqualotto
- Daniela D. Rosa
- Luciano Z. Goldani
- Maria Inês da Rosa
- Vlademir Cantarelli

Pesquisadores associados (Brasil)
| Nome | Instituições |
|---|---|
| Airton T. Stein | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Grupo Hospitalar Conceição (RS) |
| Alessandro C. Pasqualotto | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) |
| Ana Beatriz G. Da Veiga | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Andreia Buffon | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS) |
| Angela Hunsche | Hospital Moinhos de Vento (RS) |
| Antonio J. Grande | Universidade do Extremo Sul Catarinense (SC) |
| Ariane F. B. Lopes | Universidade Estadual de Campinas (SP) |
| Bernardo Garicochea | Hospital Sírio Libanês (SP) |
| Bruno Hochhegger | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) |
| Carla M. De M. Vanin | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Cibele A. Tararam | Universidade Federal de São Paulo (SP) |
| Cícero A. G. Dias | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Daniela D. Rosa | Hospital Moinhos de Vento (RS), Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama |
| Diogo A. Pilger | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS) |
| Eliana Wendland | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Hospital Moinhos de Vento (RS) |
| Fernando Adami | Universidade do Extremo Sul Catarinense (SC) |
| Fernando L. C. Lundgren | Hospital Otavio de Freitas (PE) |
| Gabriel L. B. Grossman | Hospital Moinhos de Vento (RS) |
| Gilberto B. Fischer | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS) |
| Gisele A. N. Bastos | Hospital Moinhos de Vento (RS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Helena T. Mocellin | Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) |
| Luciane C. Lopes | Universidade de Sorocaba (SP) |
| Luciano Z. Goldani | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS) |
| Louise L. de C. Pinto | Hospital Infantil Joana de Gusmão (SC) |
| Luciano S. Hammes | Hospital Moinhos de Vento (RS) |
| Luis F. A. Camargo | Universidade Federal de São Paulo (SP) |
| Maira Caleffi | Hospital Moinhos de Vento (RS), Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama (RS), Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama (SP), Instituto da mama do Rio Grande do Sul (RS) |
| Marcelo E. Z. Capra | Grupo Hospitalar Conceição (RS) |
| Marcelo Schirmer | Instituto Nacional do Câncer (RJ) |
| Márcia S. Graudenz | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS), Instituto de Patologia (RS) |
| Maria Inês da Rosa | Universidade do Extremo Sul Catarinense (SC) |
| Maria Luiza Moretti | Universidade Estadual de Campinas (SP) |
| Marisa Santos | Instituo Nacional de Cardiologia (RJ) |
| Mauro J. C. Salles | Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SP) |
| Max S. Mano | Hospital Sírio Libanês (SP), Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (SP) |
| Mila de M. B. P. Salcedo | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Mirela F. Jimenez | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Otavio B. Piltcher | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS) |
| Patrícia El Beitune | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Paulo Jose Z. Teixeira | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Universidade Feevale (RS) |
| Paulo R. G. Zen | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Pedro A. D’Azevedo | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Plínio Trabasso | Universidade Estadual de Campinas (SP) |
| Priscyla W. T. A. Simões | Universidade do Extremo Sul Catarinense (SC) |
| Rafael F. M. Rosa | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (RS) |
| Ricardo de A. Corrêa | Universidade Federal de Minas Gerais (MG) |
| Ricardo dos Reis | Hospital de Barretos (SP) |
| Rodrigo D. M. Plentz | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Rosa M. Levandovski | Grupo Hospitalar Conceição (RS) |
| Sergio Roithmann | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Hospital Moinhos de Vento (RS) |
| Sergio Daniel Simon | Centro Paulista de Oncologia (SP), Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama (SP) |
| Silvana de Almeida | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Sílvia Vidal Campos | Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SP) |
| Silvia V. De Melo | Grupo Hospitalar Conceição (RS) |
| Sharbel W. Maluf | Universidade Federal de Santa Catarina (SC), Universidade Federal do Piauí (PI) |
| Suzana A. da Silva | Amil Assistência Medica Internacional (RJ) |
| Suzana A. Pessini | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) |
| Tatiane C. Daboit | Universidade Federal do Piauí (PI) |
| Teresa C. T. Sukiennik | Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) |
| Valério R. Aquino | Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) |
| Valter Duro Garcia | Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) |
| Vlademir Cantarelli | Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS), Universidade Feevale (RS) |
Pesquisadores associados (exterior)
| Nome | Instituições |
|---|---|
| David S. Perlin | Public Health Research Institute (EUA) |
| David W. Denning | University of Manchester (UK) |
| Edith A. Perez | Mayo Clinic (EUA) |
| Gordon C. Jayson | Manchester Academic Health Sciences Centre (UK) |
| Gordon H. Guyatt | McMaster University (CA) |
| Marileila Varella-Garcia | University of Colorado (EUA) |
| Martine J. Piccart | Institut Jules Bordet (BE) |
| Raymund Razonable | Mayo Clinic (EUA) |
| Tom Chiller | Centers for Disease Control and Prevention (EUA) |

As atividades do INCT-IDM serão estrategicamente concentradas em quatro áreas: infectologia, oncologia, genética e avaliação de tecnologias em saúde.
As ações deste Instituto se darão em três pilares: (i) em curto prazo, pretende-se: realizar revisões sistemáticas sobre testes moleculares e proceder com experimentos laboratoriais para desenvolver os testes moleculares in house, que serão utilizados nas etapas seguintes de validação clínica; (ii) em médio prazo, conduzir-se-ão estudos clínicos para validar os testes moleculares desenvolvidos nas etapas iniciais; (iii) por fim, planeja-se construir, com base na melhor evidência disponível, diretrizes para o uso clínico dos testes moleculares.
Mobilidade acadêmica é prevista durante a execução deste projeto, particularmente em articulação com nossos colaboradores internacionais, em um intuito de promover crescente internacionalização. Os encontros entre os pesquisadores nacionais do INCT-IDM deverão ocorrer quando da realização de eventos científicos das sociedades afins e/ou através de web meetings.
Programa científico

O programa científico do Instituto reflete as atuais linhas de pesquisa dos pesquisadores doutores que o compõem, fortalecidos pela aquisição de equipamentos que permitirão a produção de informação cientificamente mais competitiva, amparada por uma rede nacional e internacional de colaboradores. A participação de alunos é intensamente estimulada, incluindo estudantes do ensino médio, alunos de mestrado e doutorado, e pós-doutorandos. O INCT-IDM deverá trazer benefícios adicionais à geração de conhecimento científico, incluindo o desenvolvimento de produtos potencialmente patenteáveis, os quais poderão interessar a empresas do setor. Transferência do conhecimento e tecnologias para hospitais filantrópicos e/ou ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) é meta primordial do INCT-IDM, sendo isto algo que já vem ocorrendo no grupo. Neste contexto, cabe destacar que a implementação do processo de gestão de tecnologias no sistema de saúde brasileiro é orientada pela Política Nacional de Gestão de Tecnologias em Saúde (PNGTS), a qual norteia as ações em avaliações de tecnologia em saúde no Brasil. Além disso, a Lei nº 12.401, de 28/abril/2011, que dispõe sobre a assistência terapêutica e a incorporação de tecnologias em saúde no âmbito do SUS, atribuiu à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC) a função de incorporação, exclusão ou alteração dessas tecnologias no SUS. Neste sentido, INCT-IDM se propõe a apresentar conceitos de avaliação de tecnologias em saúde, bem como orientar a elaboração de pareceres técnico-científicos em diagnóstico molecular. O parecer é uma ferramenta de resposta rápida que dá suporte à gestão e à tomada de decisão em saúde, baseada em evidências científicas. Sua execução e conteúdo devem ser simplificados e de linguagem acessível. Além de subsidiar a tomada de decisão, os resultados de um parecer podem sugerir a realização de novos estudos quando a evidência for insuficiente.
As ações do Instituto vão ao encontro do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, do Governo Federal, que envolve: (i) Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; (ii) Inovação na Sociedade e nas Empresas; (iii) Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas; (iv) Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social. Considerando que a Saúde é uma das áreas estratégicas dentro deste Plano, a geração de novos produtos, processos e serviços que proporcionem melhora nas condições de saúde para a sociedade, além de impactarem, direta ou indiretamente na economia do país, é uma das metas a serem alcançadas por este INCT.
O estabelecimento deste INCT se justificou pelos fatores a seguir: (i) benefício estratégico para nosso país de contar com um Instituto dedicado ao desenvolvimento e validação de testes moleculares, algo necessário ao Brasil; (ii) potencial melhora na qualidade da assistência médica, por meio da disponibilização, a custos reduzidos, de testes moleculares para uso em uma diversidade de doenças infecciosas, neoplásicas e genéticas; (iii) geração de conhecimento científico mais competitivo, pela melhor aparelhagem da Instituição no campo da biologia molecular; (iv) capacitação de profissionais de saúde quanto ao uso e interpretação dos testes moleculares; (v) fortalecimento de relações/redes nacionais e internacionais de pesquisa, através da mobilidade de pesquisadores; (vi) potencial geração de patentes relacionadas a testes diagnósticos, principalmente os painéis para múltiplas análises, em um processo que envolverá desenvolvimento, validação clínica, controle de qualidade e proteção do conhecimento intelectual; (vii) trabalho junto às sociedades científicas e outros agentes para elaboração de diretrizes para uso racional dos testes diagnósticos, bem como para a inclusão dos testes moleculares no rol dos exames passíveis de reembolso nos sistemas de saúde; (viii) fortalecimento dos programas de pós-graduação das Instituições envolvidas no INCT.

Breve história da biologia molecular

Desde a introdução da técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR), rápidos avanços nas técnicas de biologia molecular têm revolucionado a prática médica, principalmente no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com doenças neoplásicas, infecciosas e genéticas. Os avanços propiciados pelo Projeto Genoma Humano conduziram a uma rápida identificação e caracterização dos genes e das alterações gênicas responsáveis por doenças humanas. A base de dados “Online Mendelian Inheritance in Man” lista 4.174 características físicas e/ou bioquímicas humanas com base molecular conhecida. Com base neste conhecimento genômico, diversos testes diagnósticos passaram a ser desenvolvidos, muitos dos quais já disponíveis, principalmente no mercado internacional.
O progresso da ciência fez revelar a importância da avaliação de múltiplas regiões genômicas para o estabelecimento de diagnósticos mais fidedignos. Técnicas genômicas, transcriptômicas e citogenéticas, incluindo a transcriptase reversa seguida pela reação em cadeia da polimerase (RT-PCR), microarranjos (microarrays), sequenciamento Sanger, sequenciamento de última geração (next-generating sequencing), sequenciamento de todo o genoma (whole-genome sequencing) e a hibridização fluorescente in situ (FISH) estão disponíveis em diversos centros de excelência no exterior e propiciam uma abordagem quantitativa, sensível e específica para o diagnóstico das doenças, com potencial para gerar um tratamento mais individualizado e racional ao paciente. Neste contexto, a maioria dos centros de pesquisa e de diagnóstico, em nosso país, possui evidente carência destes equipamentos, o que os coloca em grande desvantagem competitiva em comparação com os países desenvolvidos. Além disso, estas técnicas apresentam, no geral, maior rapidez e robustez em comparação com métodos diagnósticos clássicos. Porém, os custos e o conhecimento necessários para a realização de exames moleculares requerem desenvolvimento, validação e treinamento técnico minucioso.
O acesso ampliado às ferramentas moleculares é ainda uma realidade distante em muitos países, incluindo o Brasil; portanto, esforços precisam ser empregados para que avancemos neste campo. Nos EUA, em 2008 havia 1.513 testes moleculares para uso, sendo 1.225 acessíveis para laboratórios clínicos especializados e 288 restritos a instituições de pesquisa. Na atualidade, estão disponíveis mais de 13.440 testes moleculares, muitos já tidos como padrão-ouro para o diagnóstico de doenças que, no Brasil, continuam a ser diagnosticadas por técnicas clássicas (observação micro e macroscópica) e com baixa razão de verossimilhança, baseadas em testes bioquímicos e sorológicos.

Embora a oferta de testes moleculares venha crescendo de modo acelerado, a difusão destes nos serviços de saúde é ainda muito variável, mesmo em países industrializados. Em 2001, por exemplo, nos EUA estavam disponíveis 751 testes; no Reino Unido, na Holanda e na Espanha, estavam disponíveis 273, 250 e 214 testes, respectivamente. Por outro lado, no Brasil, a disponibilidade desse tipo de exame segue ainda sendo acessível a poucos centros de referência. Um dos limitantes ao progresso desta ciência no Brasil parece ser a falta de remuneração para os procedimentos, isto sem considerar a evidente carência que possuímos em termos de equipamentos e mão de obra qualificada. Tomando como exemplo as doenças genéticas, a tabela de procedimentos disponíveis pelo SUS lista, atualmente, somente 19 testes. Na Saúde Suplementar, a partir do ano de 2008, a cobertura obrigatória para planos e seguros de saúde foi estendida a testes genéticos moleculares em algumas poucas situações. Além disso, foram incluídos testes genéticos moleculares direcionados a doenças cujo diagnóstico definitivo não possa ser alcançado por outros métodos, desde que os testes estejam disponíveis no país. A cobertura foi ampliada no início deste ano, regulamentando a oferta de alguns testes adicionais. Porém, uma ampla gama de testes moleculares segue indisponível em nosso país, em função primariamente dos elevados custos envolvidos em sua importação. É estratégico que ampliemos nossa capacidade de realizar diagnóstico molecular de condições de saúde pontuais no Brasil, preferivelmente por meio de metodologias desenvolvidas em nosso país (in house), passando pelos requeridos processos de validação clínica, com potencial para formação de pessoal, inovação e transferência de tecnologia através de novos produtos, processos e serviços e conhecimento científico competitivo.
A falta de centros especializados em diagnóstico molecular que ofereçam testes com precisão e validados para uso na assistência médica, realizados por profissionais devidamente treinados, aliados à falta de reembolso pelos sistemas de saúde, seguramente dificultam a popularização do uso de ferramentas diagnósticas modernas no Brasil, com reflexos negativos na saúde da população e na geração de conhecimento científico inovador. No país, dos 21.217 laboratórios comerciais de análises clínicas e/ou patologia/citologia, um percentual muito pequeno (em realidade desconhecido) oferece testes moleculares à população, usualmente a altos custos. Entre os que oferecem este serviço, é comum a terceirização das análises para grandes centros de diagnóstico molecular, localizados, principalmente, na região Sudeste do país e até mesmo em outros países; centros estes, em sua maioria, que pouca pesquisa realizam, fazendo-se valer amiúde de métodos comerciais para a prestação de seus serviços.

Missão
Desenvolver e validar testes moleculares por meio de pesquisa translacional para aplicação na prática clínica em doenças humanas.
Objetivos
Desenvolver, validar e difundir testes moleculares para área da saúde por meio de pesquisa translacional, formação de recursos humanos, internacionalização e transferência de conhecimento para a sociedade.





