Doutoranda da UFCSPA conquistou bolsa para desenvolver pesquisa pioneira nos Estados Unidos
A aluna de doutorado Bibiana Mayer Steckel, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação da UFCSPA, foi selecionada para receber a bolsa Fulbright de doutorado sanduíche na PennState University at Behrend. Sob orientação do professor Alcyr Oliveira e coorientação do docente João Carlos Gluz, o projeto “Integração Sensorial em Realidade Virtual Imersiva: Uma Abordagem para Atendimento de Crianças com TEA”, conduzido no laboratório do Núcleo de Estudos em Realidade Virtual (NERV), foi selecionado pela excelência acadêmica e proposta inovadora.
Em agosto, Bibiana embarca para os Estados Unidos, onde ficará nove meses trabalhando em parceria com o Virtual/Augmented Reality Lab do pesquisador Christopher Shelton. Em relação ao foco de sua pesquisa, a doutoranda explica que “existem diversas pesquisas de realidade virtual voltadas para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), principalmente para o desenvolvimento cognitivo e treinamento de habilidades”, mas destaca que seu trabalho inova ao simular uma sala de terapia ocupacional.
A abordagem, ela detalha, é “proporcionar atendimentos remotos utilizando componentes do que seria uma sala de Integração Sensorial de Ayres, facilitando o acesso à terapia, especialmente em regiões como o interior do estado, onde faltam clínicas especializadas”.
O projeto vem sendo desenvolvido em etapas, do desenvolvimento do ambiente virtual à futura aplicação em ensaio clínico com crianças com TEA. “Queremos trazer o máximo de realismo possível ao ambiente digital. A integração sensorial de Ayres é baseada em evidências no tratamento presencial, então nossa ideia é adaptar esses princípios à realidade virtual e investigar se os resultados podem ser comparáveis, mesmo diante das limitações tecnológicas”, salienta.
Nos laboratórios da PennState University, Bibiana terá contato com tecnologias de ponta que podem impulsionar a pesquisa realizada no Brasil: “Nos Estados Unidos há mais facilidade de acesso a recursos tecnológicos, e minha expectativa é aprender com essas ferramentas que não temos ainda aqui, aprimorar minha pesquisa e trazer esse conhecimento para fortalecer o laboratório e beneficiar as crianças brasileiras”.
Trabalhando com o apoio de orientadores e de uma equipe multidisciplinar composta por alunos da Informática Biomédica e da Psicologia, a doutoranda reforça que “ninguém faz nada sozinho”. “Quero trazer esse conhecimento para o Brasil, para o nosso laboratório da UFCSPA, para que possamos aprimorar o nosso campo científico aqui”, projeta.





