O projeto Conexões Negras, desta sexta-feira (8), apresenta a vida e a obra de Maria Beatriz Nascimento. Nascida em 1942, em Aracaju, aos oito anos migrou, com sua família, para o Rio de Janeiro e aos 28 anos ingressou no curso de História na UFRJ. Professora, roteirista, poeta e ativista pelos direitos humanos de negros e mulheres é considerada uma das mais expressivas intelectuais do século XX. Em 1995 morreu assassinada na capital carioca.

A estudante de Psicologia da UFCSPA, Marina Dadico falou sobre a historiadora no Conexões Negras. “Eu admiro muito a vida e a obra de Maria Beatriz Nascimento. Ela trouxe muitas discussões sobre os estudos  raciais e étnicos para o meio acadêmico”, relata.

A estudante cita duas obras que considera fundamentais para conhecer a ativista: o documentário Ôri, dirigido por Raquel Gerber e com roteiro e texto de Maria Beatriz. O filme mostra os movimentos negros brasileiros, com a tônica no Quilombo, apresentando a relação entre o Brasil e a África, tendo como fio condutor a história de Beatriz Nascimento. O documentário está disponível no link: https://drive.google.com/file/d/1PBQutmbrgakx63IUUD8qOgIM2wKVId4n/view

A outra indicação é o livro “Eu sou Atlântica”, escrito por Alex Ratts, geógrafo, antropólogo e professor. O livro é dividido em duas partes: na primeira aborda a vida de Beatriz Nascimento e na segunda apresenta artigos da historiadora. A publicação está disponível no link: https://www.imprensaoficial.com.br/downloads/pdf/projetossociais/eusouatlantica.pdf

 De acordo com Mariana, sua obra encoraja a reimaginar o sentido da libertação negra, sob o viés do feminismo negro transnacional e tem contribuições sobre a diáspora africana, estudos de gênero e feministas, além de estudos latino-americanos.

“Ela nos convoca a pensar alternativas políticas e anticoloniais para a estrutura violenta que é a estrutura social brasileira. Leiam e propaguem seu pensamento!”, clama Marina.

O projeto do Geab (Grupo de Estudos Afro-brasileiros), em parceria com o Núcleo Cultural, quer contribuir para fomentar a educação antirracista, fortalecer as políticas afirmativas na universidade e estimular novos pontos de vista, livres de preconceito. Acesse o canal do YouTube do Núcleo Cultural da UFCSPA e confira todas as edições.