Por que ler os clássicos é o tema do curso de extensão promovido pelo Programa de Línguas Adicionais (PLA) e o Núcleo Cultural (NCULT). A atividade ocorre de 27 de janeiro a 24 de março, sempre às quartas-feiras, das 18h às 20h. O intuito do curso é instigar os participantes a se aventurarem na literatura clássica, apresentando essa forma de linguagem e auxiliando na compreensão da literatura como uma forma de ver e representar o mundo. As aulas serão ministradas pelos professores da UFCSPA: Ana Rachel Salgado, professora de Língua Espanhola e doutora em Linguística Aplicada; Luciana Boose Pinheiro, professora de Literatura e doutora em Literatura Brasileira e Rodrigo Lemos, professor de Língua Francesa e doutor em em Literaturas Francesa e Francófonas.

O curso, com carga horária de 24 horas, disponibilizará atestado de participação. Para se inscrever, preencha o formulário acessível no link https://forms.gle/3TkKUnu6mAN6An7K6. As inscrições gratuitas podem ser feitas até o dia 27/01, mas atenção, a aula de abertura poderá ser acessada por todos os interessados, mesmo sem inscrição, pelo YouTube do Núcleo Cultural. São oferecidas 30 vagas por ordem de inscrição. Haverá lista de suplentes. 

O que são os clássicos e por que lê-los? São alguns dos questionamentos discutidos no curso que busca sensibilizar o participante ao gozo da literatura clássica como manifestação artística, primordial da língua e exemplar motivação para interpretação da humanidade, ampliando a bagagem cultural do leitor, o seu conhecimento linguístico, filosófico, social e humano. Embarque nesta viagem por textos clássicos da literatura mundial e percorra as suas diferentes épocas e culturas.

Quando: quartas-feiras - de 27 de janeiro a 24 de março - das 18h às 20h (8 aulas)

Aula de abertura não precisa inscrição – 27/jan. pelo YouTube Núcleo Cultural  (https://www.youtube.com/channel/UCVmHZTPRPY9I_358_VZRd1Q)

Demais aulas: 2h síncronas (Google Meet) + 1h assíncrona (com disponibilização de materiais para leitura via Google Drive)

 

CONTEÚDO: 

Aula 1 (27/jan.): Aula de abertura - Afinal, por que ler os clássicos?

Por que ler os clássicos (1991) de Italo Calvino: O que é um clássico? E por que lê-lo? Este livro fornece várias respostas a essas perguntas, algumas consensuais, outras polêmicas, mas todas certamente enriquecedoras. Em verdadeiro trabalho amoroso de ourivesaria, Calvino desentranha as diversas facetas do que seja um clássico, para depois iluminar com uma leitura penetrante seus próprios clássicos, ou seja, alguns dos autores mais importantes da tradição literária e intelectual do Ocidente. Por que ler os clássicos? A razão definitiva que Calvino dá a essa pergunta é tão simples como as grandes verdades: a única justificativa que se pode apresentar é que ler os clássicos é melhor do que não os ler...

Aula 2 (03/fev.): A teoria da literatura e o que classifica um clássico como tal.

A manifestação artística como símbolo de inconformidade com a realidade da vida é o vetor potente da criação e da criatividade humana. Todas as civilizações desenvolvem aspectos de manifestação artística ao longo de suas histórias. Muitos são os escritores e autores, artistas, porém, com o decorrer do tempo e o distanciamento/longevidade do produto artístico em interação com o público receptor, é que se descobre que algumas obras permanecem através dos tempos. Assim, autores e obras tornam-se clássicos, aquelas obras que permanecem no tempo e através de gerações. As perguntas sobre o que é um clássico e por que um objeto artístico se torna "imortal" na memória e produção cultural humanas são algumas das questões exploradas neste curso.

 Aulas 3, 4 e 5 (10/fev., 24/fev. e 3/mar.): Romance francês moderno: 

- O imoralista, de André Gide (1902). Nesse romance do célebre André Gide que causou furor em sua época, Michel é um jovem e culto burguês parisiense que embarca no processo de descoberta de si mesmo e da sua sexualidade ao viajar com a esposa em lua-de-mel pelo norte da África. 

- A condição humana, de André Malraux (1933). Além de grande escritor, André Malraux foi um grande viajante e criou este clássico do romance moderno ao relatar o levante dos comunistas na China e sua brutal repressão, evocando os temas do imperialismo, da violência política e do destino individual em confronto com as grandes crises da História.

- A peste, de Albert Camus (1947). Um dos clássicos mais comentados em 2020, devido à pandemia de coronavírus, este romance alegórico do grande escritor franco-argelino relata o cotidiano da cidade de Oran, sitiada por uma epidemia que põe à prova habitantes e forasteiros, confrontados a uma situação-limite incontrolável.

Aulas 6 e 7 (10/mar. e 17/mar.): O “século de ouro” da Literatura Espanhola:

- El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha, de Miguel de Cervantes Saávedra (1605, 1615). Nessa obra, escrita em duas partes, Cervantes narra as aventuras (e desventuras) de Dom Quixote, seu cavalo Rocinante, seu fiel escudeiro Sancho e sua amada Dulcinea del Toboso.

- Obras Escogidas, Sor Juana Inés de la Cruz (fins do século XVII, início do século XVIII). Considerada uma das maiores escritoras da língua espanhola, Juana de Asbaje escreveu poemas, teatro e cartas. A partir de Obras Escogidas, selecionaremos alguns dos textos fundamentais desta importante escritora latinoamericana.

Aula 8 (24/mar.): Encerramento.