Atendimento e acolhimento psicossocial

Em consonância com a Política de Atenção à Saúde e Segurança no Trabalho do Servidor Público Federal (Decreto 6.833/2009), que institui princípios e diretrizes em ações de saúde no trabalho, a Progesp, por meio da Divisão de Bem-Estar e Saúde no Trabalho (DBESST), desenvolve ações preventivas, educativas e de apoio à saúde de seus servidores. O atendimento psicossocial é uma intervenção individual que busca contribuir para a promoção da saúde do servidor e favorecer a busca obtenção por bem-estar, valorização e satisfação. Conforme apresenta o gráfico abaixo, observamos que houve um aumento na procura por atendimento psicossocial e também pelo acolhimento imediato durante o ano de 2022, o que demonstra reconhecimento e a necessidade deste serviço. Foi possível também observar que a procura por esse suporte está resultando em qualidade de vida no ambiente de trabalho, contribuindo com a melhoria das relações socioprofissionais e a manutenção das atividades laborais, minimizando situações de afastamento em decorrência de agravos em saúde mental.

 

Gráfico 1: Variação por categoria de licenças realizadas no ano de 2022.

Gráfico 2: Atendimentos realizados no ano de 2022 por função.

Gráfico 3: Atendimentosrealizados no ano de 2022 por sexo.

 

Licenças que envolvem bem-estar e saúde no trabalho

As licenças de tratamento de saúde e as licenças para acompanhamento de saúde de familiar são os afastamentos do trabalho que podem gerar mais impacto na força de trabalho da universidade. Sendo assim, são indicadores importantes para o planejamento estratégico em relação às políticas de saúde do trabalhador e na construção de políticas de bem-estar.

Considerando o total de 572 servidores na universidade, é possível observar que no decorrer do último ano, cerca de 20% da força laboral (121) precisou obter algum tipo de licença. Nota-se que, do total das 157 licenças realizadas, 93,6% foram licenças para tratamento de saúde, sendo aproximadamente 83% para tratamento de saúde própria e aproximadamente 11% para acompanhamento de tratamento familiar.

Outra observação importante é que houve uma redução de 9% das licenças de saúde de 2020 para 2021, porém ocorreu um aumento substancial de licenças para tratamento de saúde própria de 2021 para o ano de 2022: saltamos de 54 licenças para 130, com destaque para os meses de janeiro e maio de 2022, conforme pode ser visto no gráfico de oscilação de licenças anual.

Ressaltamos também a particularidade e a atenção cuidadosa de muitos servidores durante o retorno presencial ocorrido no último ano. Tem-se conhecimento que 52% dessas licenças (n = 68) foi em decorrência de suspeitas ou sintomas de covid, com maiores números no período de janeiro e maio de 2022. Todos os casos foram acompanhados pela DBESST, não constatado nenhum caso grave ou que exigiu internação.

 

Gráfico 4: Licenças saúde realizadas nos últimos três anos.

Gráfico 5: Variação por categoria das licenças realizadas no ano de 2022.

 

Gráfico 6: Licenças realizadas no ano de 2022, por sexo.

 

Nos gráficos, podemos observar que onúmero de servidores que tiveram licença durante o ano de 2022 é diferente do total de licenças fornecidas, porque um mesmo servidor pode ter necessitado de mais de uma licença no decorrer do ano. Portanto, constata-se que 121 servidores usufruíram de 157 licenças. Destes 121 servidores, nota-se que 101 servidores são do sexo feminino e 20 do sexo masculino.

Gráfico 7: Variação mês a mês por categoria de licenças realizadas no ano de 2022.


Apesar de 70% da Força de Trabalho da UFCSPA ser composta por mulheres, esses dados reforçam dados epidemiológicos da população brasileira de maior acesso a tratamento em saúde por pessoas do gênero feminino, além de dupla ou tripla jornada das docentes e técnicas-administrativas no cuidado de suas famílias, sendo esse um indicador importante na promoção de estratégias de intervenção em saúde das trabalhadoras. Outro apontamento são diretrizes específicas da saúde do homem para aproximação dos servidores do sexo masculino aos dispositivos de saúde e bem-estar da universidade.

 

Acompanhamento durante a pandemia de COVID-19

Desde março de 2020, a PROGESP, por meio da DBESST, tem articulado com o COE/UFCSPA diversas estratégias de prevenção e promoção de trabalho saudável e com segurança durante a pandemia. Além disso, de 2020 a 2022 foi realizado o telemonitoramento, que acompanhou todos os servidores com sintomas sugestivos de síndromes gripais.

Em 2023, o telemonitoramento foi encerrado, mas os servidores ainda recebem orientações da equipe DBESST quando comunicam o teste positivo ou suspeita de contágio - como acessar serviços de saúde pela rede interna e externa pela universidade e orientação para afastamento em todos os casos.

Podemos notar que o grupo mais afetado foram especialmente docentes do sexo feminino, correspondendo a 47% do total de casos, seguido por técnicas-administrativas (26,5% dos casos), resultando em aproximadamente 78% dos casos dentro do grupo feminino. Ainda que 70% da Força de Trabalho da UFCSPA seja composta por mulheres, o dado observado em 2022 mostra que talvez haja maior notificação por parte das mulheres.

Gráfico 8: Notificações COVID realizadas no ano de 2022, com variaçãopor sexo e função.