Trabalho foi publicado na Revista Brasileira de Enfermagem.

Um estudo sobre aplicação do mapa de empatia nas ações educativas realizadas pelos profissionais de enfermagem foi publicado na Revista Brasileira de Enfermagem. O objetivo foi avaliar as necessidades, desejos, frustrações e aspirações dos profissionais da área sobre essas ações.

A condução do trabalho seguiu a partir do problema “Como os profissionais de enfermagem avaliam as ações educativas realizadas pela instituição hospitalar?”. A professora da UFCSPA e uma das pesquisadoras responsáveis pela pesquisa, Adriana Aparecida Paz, explica que a gestão precisa considerar a educação como propulsora do desenvolvimento do ecossistema institucional, requerendo a implantação/implementação da Educação Permanente em Saúde para alcançar as metas institucionais e contribuir no aprimoramento de competências dos profissionais. “Considera-se que esses profissionais precisam de suporte e apoio para a prática, consolidação do conhecimento científico e, até mesmo, aprimoramento de competências alinhadas às demandas exigidas do novo cenário laboral”, destaca.

O trabalho trata-se de um estudo transversal, com utilização de uma abordagem quantitativa e descritiva, considerando as etapas do STrengthening the Reporting of OBservational studies in Epidemiology (STROBE), para garantir a qualidade.

A análise ocorreu em um hospital privado de médio porte, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul (RS), Brasil, no período de 2019 a 2020. A instituição é a sede de uma rede de saúde hospitalar, constituída por um total de cinco hospitais distribuídos na capital e interior do RS.

“Foram adaptadas perguntas para avaliar necessidades, desejos, frustrações e aspirações sobre as ações educativas que são ofertadas aos profissionais de enfermagem na instituição”, acrescenta Adriana.

  • O que PENSA e SENTE? O que você entende como ações educativas importantes para o seu trabalho? Quais são as suas principais aspirações relacionadas à formação profissional no seu trabalho? 
  • O que VÊ? Como você percebe (vê) sobre as orientações de educação e desenvolvimento na área e na instituição? 
  • O que OUVE? O que os colegas e o supervisor falam na área e instituição sobre as ações educativas e de desenvolvimento? 
  • O que FALA e FAZ? Quando ocorrem ações educativas ou de desenvolvimento na sua área, como é a sua participação e envolvimento? 
  • DORES? Quais são as suas frustrações ou obstáculos para participar de ações educativas na instituição? 
  • GANHOS? Quais são os seus desejos e necessidades no que se refere às ações educativas na área e na instituição? 

Resultados e contribuição para a sociedade

“Ficaram evidentes, por meio do mapa de empatia, que as ações educativas desenvolvidas no cenário do estudo qualificam as ações educativas como adequadas, outras sinalizam a oportunidade para melhoria do processo educativo, com incremento de metodologias ativas para uma formação profissional embasada na aprendizagem significativa”, informa a professora Adriana. O estudo evidenciou a importância da aplicação do mapa de empatia para a reflexão-ação do profissional de enfermagem e o repensar sobre o planejamento de ações educativas mais assertivas pela instituição.

Adriana também explica que o estudo contribui com a ciência do cuidado em enfermagem e nos programas de educação em instituições hospitalares, pois fornece subsídios para planejar estratégias e tomada de decisões com base em evidências comprovadas. “Essas evidências demonstram que ações educativas promovem a qualificação da assistência; a programação, a divulgação e a continuidade da oferta de ações educativas são essenciais; o compartilhamento de conhecimento e saberes para prática assistencial e gerencial é considerada ação diária e contínua; o planejamento das ações educativas na coletividade de todos os envolvidos incorpora a corresponsabilidade e incentiva o protagonismo na participação proativa”, discorre a docente.

A íntegra do trabalho pode ser conferida neste link.

São autores da pesquisa:

Cíntia Eliane Costa Corrêa

Mestre em Enfermagem pelo Programa Pós-Graduação em Enfermagem - Mestrado Profissional. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. Grupo de Pesquisa em Tecnologia, Gestão, Educação e Segurança no Trabalho (TeGEST). Rede Hospitalar Divina Providência. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil.

Giovana Puchalski Lopes

Enfermeira graduada pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. Grupo de Pesquisa em Tecnologia, Gestão, Educação e Segurança no Trabalho (TeGEST). Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. 

Caroline Barbosa da Silva

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. Grupo de Pesquisa em Tecnologia, Gestão, Educação e Segurança no Trabalho (TeGEST).

Julyhe Nunes Paulin

Bolsista de Iniciação Ciêntífica PROBIC/FAPERGS. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. Grupo de Pesquisa em Tecnologia, Gestão, Educação e Segurança no Trabalho (TeGEST).

Nathália Dias Oliveira

Bolsista de Iniciação Científica Voluntária. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. Grupo de Pesquisa em Tecnologia, Gestão, Educação e Segurança no Trabalho (TeGEST).

Murilo dos Santos Graeff

Doutorando em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Rede Hospitalar Divina Providência. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil.

Ana Amélia Antunes Lima

Professora do Curso de Bacharelado em Enfermagem. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. Grupo de Pesquisa em Tecnologia, Gestão, Educação e Segurança no Trabalho (TeGEST).

Adriana Aparecida Paz

Professora do Curso de Bacharelado em Enfermagem, Informática Biomédica e do Programa Pós-Graduação em Enfermagem - Mestrado Profissional. Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil. Grupo de Pesquisa em Tecnologia, Gestão, Educação e Segurança no Trabalho (TeGEST).