O movimento de poesia slam, um fenômeno cultural que se expressa através das batalhas poéticas, é tema do projeto Conexões Negras, nesta sexta-feira (1º). Para falar sobre o tema, foi convidada a jornalista e doutora em Educação, pela UFRGS, Liége Barbosa. Em sua tese de doutorado, Liége abordou o slam no contexto gaúcho, com o objetivo de compreender como o movimento se constitui e se caracteriza no campo da literatura marginal. Segundo a especialista, o termo slam foi utilizado por Marc Kelly Smith, então operário da construção civil e poeta, para dar nome ao Uptown Poetry Slam. O evento de poesia foi criado em 1986, em um bar de jazz, em Chicago, nos Estados Unidos. A proposta era popularizar a poesia. Neste bar, o tema era apresentado e julgado pelo público com pontuação.

No Brasil, o slam existe desde 2008, quando foi criada a Zona Autônoma da Palavra (ZAP), primeiro slam do país. Mas foi em 2011, quando a atriz e poeta Roberta Estrela Dalva foi finalista da Copa do Mundo de Poesia Slam, na França, que o movimento ganhou visibilidade nacional. No Rio Grande do Sul, o slam surge no final de 2016 e atualmente está espalhado em diversos municípios.  Até 2020 foram registrados 19 coletivos de slam no estado.

Saiba mais! Confira a entrevista completa de Liége Barbosa no canal do Núcleo Cultural no YouTube.