A bailarina e professora Camila Costamilan Schlichting participou na segunda-feira (27) da live Olhares Múltiplos, apresentada pelo educador Leonardo Rocha. O projeto tem trazido estudantes da comunidade UFCSPA para falar sobre sua produção artística fora da universidade. A live está disponível no canal do Núcleo Cultural no YouTube.

De forma descontraída, a bailarina contou sobre sua experiência profissional. Formada em balé clássico, disse que a dança fez parte de sua vida, desde cedo, mas que sua primeira graduação foi em direito, na época não havia o curso de dança. Quando abriu o curso na UFRGS, logo ingressou.

Entre suas atividades atuais, é professora de Artes do município de Ivoti. Camila falou sobre os desafios de ser professora de dança em escolas públicas. Ela contou que, quando fez o concurso para professora de artes, um dos diplomas aceitos era o de dança, mas que a dança ainda é algo novo nas escolas. Aos poucos isto começa a melhorar. “Tenho vivências maravilhosas e aprendemos a trocar experiências”.

Para Camila a dança é a sincronia de saúde, movimento e arte. Ela disse que ingressou no curso de Fisioterapia para ter mais conhecimento, para ser uma professora melhor. “A dança é uma arte feita com o corpo. Vamos cuidar do corpo das pessoas. Quanto mais pudermos proporcionar saúde, dança e arte, melhor”.

Sobre a atuação na dança durante a pandemia, disse ter sido difícil e que, no início, todos achavam ser possível improvisar mas, aos poucos, viram que faltava não só o piso adequado, mas a energia das pessoas. “Não dá para simplesmente transpor o trabalho feito em sala de aula. Se perdeu o brilho no olhar!”

Atualmente, Camila é professora de jazz e sapateado americano na Escola de Dança Karin Ruschel e integra o Grupo Laços (UFRGS). Com mais de duas décadas de experiência na dança, em sua trajetória atuou no Grupo Criação, no projeto Orquestra Villa-Lobos e na Developpé Escola de Dança. Participou de diversas edições do Festival de Dança de Joinville, integrou espetáculos como A Sbornia Kontr’Atracka, de Hique Gomez e Simone Rasslan e, duas vezes, foi indicada como destaque no Prêmio Açorianos de Dança.