No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres - 25 de novembro - a universidade reafirma compromisso contra assédio e discriminação

Os números relativos à violência contra mulheres no Brasil, divulgados no 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública neste segundo semestre, não apenas chocam, mas também reforçam a urgência de ações concretas para enfrentar a violência de gênero. Esta segunda-feira, 25 de novembro - Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, é um momento propício para a UFCSPA reafirmar seu compromisso contra o assédio e a discriminação.

Em 2023, mais de 1,2 milhão de mulheres foram vítimas de algum tipo de violência, segundo o anuário. Os feminicídios cresceram 0,8% em relação ao ano anterior, totalizando 1.467 assassinatos por razões de gênero, com uma taxa nacional de 1,4 feminicídios por 100 mil mulheres. A violência doméstica também registrou aumento expressivo, com 258.900 casos, um crescimento de quase 10%. Além disso, os casos de estupro chegaram a 83.988 registros, o que significa que uma mulher ou menina foi violentada a cada seis minutos no país. 

Os dados expostos pelo anuário mostram que as mulheres negras são as mais vulneráveis à violência letal — representando 63,6% das vítimas de feminicídio — e que meninas até 13 anos correspondem à maioria dos casos de estupro (61,6%). Além disso, grande parte dessas violências ocorre dentro do próprio lar ou é cometida por pessoas próximas às vítimas. Os números reforçam o papel das instituições na criação de espaços seguros e no apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Onde denunciar

Comprometida em garantir um ambiente seguro e acolhedor para sua comunidade feminina, a UFCSPA dispõe de uma série de canais para acolhimento das vítimas e denúncia de quaisquer casos de violência.

As denúncias podem ser formalizadas pela plataforma Fala.BR, sendo possível registrar casos relacionados a assédio moral, sexual ou discriminação. Outra opção é a Ouvidoria da universidade, que atende presencialmente na sala 604 do prédio 1 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Para garantir um atendimento mais sensível às necessidades das vítimas, é possível solicitar o acompanhamento por uma mulher.

Para facilitar a apuração dos casos denunciados, recomenda-se que as vítimas relatem os episódios com o máximo de detalhes possíveis e apresentem provas como mensagens, vídeos ou testemunhos.

Espaços de acolhimento

Há casos em que a pessoa que passou por uma situação de assédio ou discriminação necessita de um acolhimento mais urgente ou se sente mais confortável realizando uma conversa prévia antes de realizar uma denúncia pelas vias formais. Para esses casos, a UFCSPA oferece espaços de escuta e apoio para as vítimas.

Alunas podem contar com o Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAP), que oferece atendimento psicopedagógico com psicólogos especializados. Já servidoras, bolsistas, terceirizadas e estagiárias têm acesso ao acolhimento da Divisão de Saúde e Bem-Estar no Trabalho (DIBEST) - e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O sigilo é guardado em todos os casos.

A universidade também atua na prevenção por meio de campanhas educativas que buscam conscientizar a comunidade acadêmica sobre assédio, discriminação e violência.