Projeto é uma parceria da UFCSPA com a Secretaria Municipal de Saúde

Secretaria Municipal da Saúde

Aconteceu na última sexta-feira, 15, a formatura da primeira turma de agentes comunitários de saúde do Curso de Promotoras em Saúde Integral LGBTI+. A iniciativa é uma parceria da UFCSPA com a Secretaria Municipal de Saúde e visa a consolidar os princípios e diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral LGBT (PNSI-LGBT) e da Política Municipal de Saúde Integral da População LGBTQI+ (PMSI-LGBTQI+).

Coordenado pelos professores Alexandre Almeida e Debora Coelho, o curso foi realizado nas dependências da UFCSPA nos meses de julho e agosto, contando com a participação de 40 agentes comunitários da cidade de Porto Alegre. O projeto também recebeu o apoio do Núcleo de Inclusão e Diversidade (NID) e do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde (PPG-EnSau) da universidade.

Entre os assuntos abordados estiveram temas gênero, sexualidade, necessidades e particularidades de saúde da população LGBTQI+. "Foram adotadas estratégias para proteção e enfrentamento da orientação sexual e identidade de gênero. Por meio do compartilhamento de conhecimentos e experiências, visamos reduzir as desigualdades em saúde que são produzidas pela discriminação e preconceito institucional", salientou a professora Debora Coelho.

O coordenador da área técnica LGBTQI+ da Secretaria Municipal de Saúde, Julio Barros, explica que a parceria com a UFCSPA foi inspirada em outras iniciativas de educação permanente realizadas no município e estado, como o Curso de Promotoras e Promotores LGBT formulado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul em parceria com a UFRGS, e o Curso Municipal de Promotoras e Promotores da Saúde da População Negra formulado pela Área Técnica em Saúde Integral da População Negra.

"A compreensão de que a saúde não pode ser desvinculada do exercício pleno da cidadania pressupõe a relação, já bem consolidada pelo SUS, entre os processos sociais e a saúde. Quando esses processos revelam a exclusão histórica de certos grupos, corpos e identidades, faz-se necessário reconhecer que experiências como discriminação e estigmatização baseadas nas diferenças, como a LGBTfobia e o racismo, impactam todas as dimensões da vida das populações que são vitimizadas, especialmente na saúde", explicou.