O Som da Cena, concerto de final de ano do Coral UFCSPA, foi apresentado na noite de quinta (30), no salão nobre. A pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis, Mônica de Oliveira, saudou o público e comentou sobre os 15 anos da UFCSPA como universidade e a importância do Coral na instituição.

O espetáculo brindou o público com musicais do teatro e do cinema, interpretados pelas vozes do grupo. Pouco a pouco as canções eram interligadas, amarradas pela história de cada obra, com entrevistas de especialistas, compositores e diretores das obras originais. O espetáculo iniciou com os coralistas subindo ao palco e cantando Vedi! Le Fosche Notturne, da ópera Il Trovatore (1853). Uma bigorna ganhou espaço nobre no centro do palco e era tocada como um instrumento musical. Um dos músicos batia o martelo, dando ritmo ao coro dos ferreiros que, no musical, se passa em um acampamento de ciganos na Espanha, em meados de 1450.

“A proposta do espetáculo foi muito simples: o som ficou por conta do coral e a cena ficou por conta da imaginação de cada um na plateia”, destacou o regente Marcelo Rabello dos Santos.

A segunda peça, O Sonho Impossível, do musical Man of La Mancha (1965) ainda na Espanha, mas um século após, apresentou Dom Quixote, após o término da era dos cavaleiros andantes. Na sequência, Ouçam todos a cantar! do musical Les Miserables (1980), representa uma revolta popular na Paris do ano de 1832. O palco estava escuro quando as vozes começaram a cantar The Phantom of The Opera, do musical homônimo (1986), também em Paris, mas em meados de 1880.

A entrevista que anunciou a canção The Lion Sleeps Tonight, trouxe sua história pouco conhecida do filme (1994) e do musical The Lion King. A música foi criada em 1939 e o nome, Mbube, também se refere a um tipo de canto característico de grupos vocais da África.

Na segunda parte do programa, temos canções derivadas de espetáculos com narrativas situadas na contemporaneidade. A sexta peça foi Roda Viva, de Chico Buarque, composta para o espetáculo de mesmo nome, de 1967, seguida por Dias de Amor, do musical Rent, de 1996. O repertório encerra com Mamma Mia Medley, um pot-pourri de canções do grupo ABBA, compostas ao longo dos anos 70, mas relançadas, como um espetáculo cênico-musical, em 1999, e como filme, em 2008. E para atender o público nos pedidos de bis, a música foi uma surpresa que estava fora do repertório: a canção Horizontes, tema de Bailei na Curva, peça icônica do teatro gaúcho que completou 40 anos em 2023.