Obras de literatura latino-americana de autoria feminina serão discutidas em evento realizado na UFCSPA. Os encontros ocorrerão nos dias 8 de maio, 5 de junho e 3 de julho, das 17h às 18h30min, na sala 508 do prédio 2. A atividade objetiva difundir e estimular a reflexão sobre livros escritos por mulheres e suas vivências cotidianas na América Latina.

As inscrições gratuitas são feitas pelo Sistema Único de Registros (SIUR/UFCSPA), pelo link https://siur.ufcspa.edu.br/atividades/index/3302.

A mediação será feita por Aline Aver Vanin, linguista e professora do Departamento de Educação e Humanidades da UFCSPA, Dinaê Espíndola Martins, psicóloga e doutoranda em Psicologia Social e Institucional (UFRGS) e Tanise Medeiros, historiadora e doutoranda em Educação (UFRGS). A atividade é promovida pelo GEAB/NID, em parceria com o Núcleo Cultural.

A programação inicia no dia 8 de maio, quando será discutida a obra “Solitária”, de autoria da jornalista e escritora brasileira Eliana Alves Cruz. O livro conta a história de duas mulheres negras, Mabel e Eunice, mãe e filha, que moram no trabalho, em um condomínio de luxo de uma grande cidade brasileira. A autora constrói uma miríade de histórias que revolve o imaginário do trabalho doméstico no Brasil — ainda tão vinculado à época escravocrata — e o relaciona a questões contemporâneas como a pandemia, o debate sobre ações afirmativas e a luta por direitos reprodutivos.

No dia 5 de junho será abordado o livro “Por que você voltava todo verão?”, escrito pela jornalista argentina, Belén Peiró, membra do Coletivo Ni Uma Menos. O livro revela a situação vivida pela própria autora. Quando adolescente foi abusada sexualmente pelo tio, durante três anos, dos treze aos dezesseis, sob o olhar condescendente de parentes. Marcada pelo trauma, aos 22 anos consegue reunir forças para denunciá-lo. Para narrar a experiência sofrida, a escritora precisou recorrer às vozes de familiares, advogados, médicos e promotores, e também a documentos judiciais. O resultado é uma obra incômoda e impactante.

Encerrando os encontros, no dia 3 de julho será abordada a obra “O parque das irmãs magníficas”, da escritora transexual argentina e atriz Camila Sosa Villada. O romance é um rito de iniciação, um conto de fadas ou uma história de terror, o retrato de uma identidade de grupo, um manifesto explosivo, uma visita guiada à imaginação da escritora argentina. Nestas páginas convergem duas facetas da comunidade trans, as quais fascinam e repelem sociedades no mundo inteiro: a fúria travesti e a festa que há em ser travesti.