Discentes relataram problemas com reposições e horários do restaurante universitário.


Na última sexta-feira, 1º, coletivos de representação estudantil participaram de reunião ordinária entre a gestão da UFCSPA e os estudantes. Na pauta, a prestação de serviço no Restaurante Universitário (RU) e a relação da comunidade acadêmica com a empresa responsável pelo RU. Entre as principais problemáticas, foram relatadas pelos estudantes a falta de itens do cardápio ao longo das refeições, sem reposição dentro do tempo estipulado em contrato (15 minutos) e o encerramento do funcionamento fora dos horários previstos, entre outros problemas.

Desde a abertura do RU, em 1º de agosto, diversos grupos da universidade, como a Comissão de Implantação e Acompanhamento (CIA) e o Comitê Gestor do Restaurante Universitário (CGRU), além do Gabinete da Reitoria, têm monitorado o funcionamento deste equipamento tão importante para a comunidade acadêmica.

No que cabe à universidade, em permanente diálogo com a empresa, a UFCSPA tem buscado alinhar as informações, divulgar todos os ajustes e detalhes que impactam o dia a dia dos usuários, solucionar os problemas de sua competência, fiscalizando o contrato com base nas necessidades da comunidade e alinhada à legislação cabível. No entanto, a prestação do serviço, desde a venda dos tickets até a entrega da alimentação, é de responsabilidade da empresa, conforme o contrato que a mesma assinou. Todos os contratos firmados pela universidade seguem a legislação específica para licitações públicas e contém um termo de referência que especifica os serviços a serem prestados.

“É responsabilidade da empresa cumprir os termos do contrato. É responsabilidade da universidade, através da CIA, CGRU e administração, fiscalizar o cumprimento do contrato. Recebemos alguns questionamentos sobre o RU, desde por que é um serviço terceirizado até porque não disponibilizamos marmitas. Nesse sentido, precisamos entender que, atualmente, nenhuma universidade consegue ter servidores próprios para trabalhar nos RUs, devido a extinção de cargos como o de cozinheiro e outros. Sobre a forma de serviço contratado, ela foi discutida coletivamente na universidade. O serviço de buffet foi escolhido pelo GT, à época, em preferência às marmitas, pois permite uma maior opção de quantidades e tipos de alimentos, além de causar menor desperdício. As embalagens das marmitas são extremamente nocivas ao meio ambiente e a sua fiscalização é muito mais difícil. O que temos que fazer agora é cobrar que o que contratamos seja entregue à comunidade universitária", ressaltou a reitora Lucia Campos Pellanda.

Para Juliana Berman, estudante de Farmácia e representante discente no CGRU, "precisamos manter todas essas instâncias bem informadas sobre a situação. Sem notificações formais, ficamos com dificuldades de mapear, fiscalizar e acompanhar o serviço. Os usuários devem procurar o comitê por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Além disso, vale ressaltar que o problema majoritário que temos hoje é com a empresa", reforça a discente.

O estudante de Psicologia, Valmor Barbosa do Amaral, que também é do Centro Acadêmico de Psicologia (CAIC), propôs estratégias de mobilização estudantil em torno do compartilhamento de informações sobre o RU. "É preciso que o Movimento estudantil da UFCSPA tenha todas as informações possíveis e vamos pensar numa estratégia de articular o repasse dessas informações, para além das divulgações da comunicação institucional da universidade".

“Esta é uma universidade da saúde, que leva muito a sério a questão da segurança alimentar. Temos docentes, técnicos, bolsistas e estudantes com profundo conhecimento sobre a administração de unidades de alimentação, que auxiliaram a elaborar o Termo de referência para o contrato e compõem as equipes de fiscalização. Esses profissionais estão disponibilizando os seus conhecimentos para ajudar a empresa a prestar um serviço adequado, mas não podem realizar o trabalho pela mesma. Todos os dias são coletadas amostras dos alimentos para análise e também realizadas várias mensurações técnicas pelas profissionais da CIA. Além disso, o Comitê Gestor está atento ao funcionamento, fluxos e filas, atuando para sugerir melhorias”, completou a reitora Lucia Pellanda. 

O termo de referência do contrato foi assinado para um período de 12 meses, podendo ser renovado por até 60 meses. Ele prevê o fornecimento de 849 almoços e 699 jantares por dia. O cardápio considera uma dieta de 2 mil calorias, sendo constituído por uma porção de leguminosas (feijão ou similar), arroz branco e arroz integral, uma porção de proteína (um dia da semana será substituída por ovos), uma guarnição (pode ser vegetal, farofa, polenta ou massa) uma porção de vegetal cru e uma de vegetal cozido, além da oferta de duas frutas (preferencialmente da estação) e uma sobremesa. O funcionamento está estabelecido para das 11h às 14h e das 17h30 às 20h. A íntegra do termo de referência pode ser conferida neste link.

A reunião teve como encaminhamento que os estudantes procurariam transmitir as informações via ações do movimento estudantil e de que as críticas, elogios e sugestões sejam enviados ao e-mail do Comitê Gestor (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) para que através destes dados a empresa responsável pelo fornecimento de alimentações possa ser acompanhada para que adeque os serviços que não estiverem de acordo com o contratado.