Primeiramente, mesmo através de modelos matemáticos de predição e estudos epidemiológicos já disponíveis, não há como afirmar se todas as pessoas irão de fato contrair a COVID-19. A doença manifesta-se diferentemente de pessoa para pessoa e depende de uma série de fatores, desde a carga viral infectiva à resposta produzida pelo sistema imune. Além disso, diferentes vacinas estão em fase final de testes para serem produzidas e disponibilizadas à população, o que irá proteger a maioria das pessoas frente à exposição ao SARS-CoV-2. Porém, é seguro dizer que o SARS-CoV-2 é um vírus com alta taxa de transmissibilidade. Ainda que a taxa de letalidade da doença não seja tão elevada (ao redor de 0,6%, segundo a Organização Mundial de Saúde), ao considerarmos que a população mundial é de 8 bilhões de pessoas, se de fato todos contrairmos a COVID-19, significaria que mais de 50 milhões de pessoas poderiam vir a falecer. Assim, enquanto ainda não dispomos de tratamento eficaz ou vacina, as medidas de prevenção são muito importantes no combate ao vírus: utilizar máscaras, manter distanciamento físico das demais pessoas, principalmente aquelas pertencentes aos grupos de risco, e seguir as medidas de higienização.
Fonte: https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/estimating-mortality-from-covid-19





