
Atravessamos a década de 90 em meio ao avanço tecnológico, uma época da incipiente internet em que as ferramentas analógicas apresentaram um ambiente de contato interpessoal entre colegas e docentes de uma forma aproximada. As boas lembranças são o produto desses momentos conjugados, não como etéreas nostalgias, mas sim como saudades de um período que foi vivido em toda a sua significância.
Conhecíamos os funcionários pelos seus nomes próprios e apelidos, estudávamos em livros e periódicos impressos e nos reuníamos no bar junto ao estacionamento. A universidade foi um instrumento de validação das escolhas de adolescentes que se sentiam acolhidos e fazendo parte de um processo de formação acadêmica de qualidade proporcionada por uma instituição pública que cumpriu e cumpre o seu papel institucional, deixando marcas afetivas em seus alunos e egressos.
Os valores deixados pela instituição não são somente de qualificação ou formação. A interconexão com a Santa Casa possibilitou um olhar social mais abrangente e vinculado ao nosso futuro. A proximidade com os professores nos deu a oportunidade de ter um contato de diálogo e questionamentos individualizados que transitavam entre questões éticas e tomadas de decisões médicas. Tivemos muita sorte de ter estado sob os cuidados da nossa querida universidade.





