Proposta foi aprovada em seleção pública para projetos que contribuam com a ampliação do acesso da população à saúde

A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) teve uma proposta aprovada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), dentro da chamada pública Mais Inovação Brasil – Saúde/ICTs – Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para Reduzir as Vulnerabilidades do SUS e Ampliar o Acesso à Saúde. A proposta, estruturada com o apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (ProPPG), sob coordenação das professoras Dras. Cristina Bonorino e Elizandra Braganhol terá um aporte de R$ 7.800.000,00 em recursos não reembolsáveis. O recurso será aplicado em estudos pré-clínicos e clínicos para o desenvolvimento de terapias baseadas em anticorpos monoclonais e terapias de siRNA (sigla do inglês para RNA interferente) para tratamento oncológico. A Fundação Médica do Rio Grande do Sul (FundMed) participa como proponente do projeto e a UFCSPA como instituição executora.

A seleção pública da FINEP tem o objetivo de financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação que envolvam risco tecnológico e que contribuam para ampliar o acesso da população à saúde, por meio de pesquisas para o aproveitamento das potencialidades nacionais e para a autonomia tecnológica e produtiva do Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS).

De acordo com a professora Elizandra Braganhol, com a verba serão adquiridos equipamentos e reagentes e serão abertas seis bolsas de pós-doutorado para a continuidade de experimentos que a equipe dos estudos já realiza. Também há a intenção de realizar análises em condições BPL (Boas Práticas de Laboratório) para solicitar à Anvisa a aprovação à realização de Estudo Clínico de Fase 1.

Elizandra explica que o Brasil é referência em ensaios clínicos de Fase 3 e de Fase 4, conduzidos por indústrias farmacêuticas, e de produtos que são desenvolvidos no exterior. Nesse sentido, há uma relevância específica da aprovação no caso deste projeto. “A gente precisa de pesquisas aqui no nosso país. E temos que tirar esses produtos que a gente desenvolve dentro dos laboratórios das universidades e levá-los para os pacientes. Por meio da realização de ensaios clínicos de Fase 1, a gente desenvolve essa expertise no nosso país e essa é a única possibilidade que temos de transformar aqueles achados de bancada em produtos e serviços que realmente atendam os usuários do SUS”, completa a coordenadora.