Alunos se organizam em um mutirão para auxiliar a Prefeitura de Porto Alegre com a realização de exames e a digitalização de notificações

Desde o início da semana, segunda-feira (29), alunos dos cursos de Biomedicina e da Farmácia da UFCSPA integram um mutirão para a realização de exames de dengue junto ao Laboratório Central da Prefeitura de Porto Alegre (LABCEN). Os estudantes se organizam em grupos de quatro por turno para os testes laboratoriais, com o bojetivo de diminuir a sobrecarga sobre as equipes da Prefeitura no atual aumento de casos. Alunos de outros cursos também auxiliam na digitação das notificações dos diagnósticos de dengue no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

A ação faz parte das ações de voluntariado organizadas pelo Comitê Técnico de Informações Estratégicas e Respostas Rápidas à Emergência em Vigilância em Saúde na UFCSPA (COE/UFCSPA). A professora Claudia Bica coordena a iniciativa, com auxílio da professora Liane Rotta. Pela Prefeitura, a coordenação é da biomédica Gabriele Brehen, do LABCEN, e Evelise Tarouco, da Vigilância Epidemiológica. 

O tipo de exame aplicado é o teste rápido a partir de coleta de sangue do paciente com suspeita de dengue, com resultado em até 20 minutos. De acordo com a professora Claudia Bica, a prefeitura de Porto Alegre está com exames represados devido ao aumento dos casos da doença no município, o que pode ser um indício de subnotificação. “Penso que em breve os números de resultados positivos vão aumentar, pois os testes estavam acumulados. Por isso, a Universidade organizou essa força-tarefa para realizar os testes de diagnóstico. É a UFCSPA unindo esforços em prol da sociedade!”, destaca a professora.

Entenda o SINAN

O Sistema de Informação de Agravos de Notificação é alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória (Portaria de Consolidação nº 4, de 28 de Setembro de 2017, Anexo). 

Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população, podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas e contribuir, assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica. 

O seu uso sistemático, de forma descentralizada, coopera para a democratização da informação, ao permitir que todos os profissionais de saúde tenham acesso à informação e as tornem disponíveis para a comunidade. É, portanto, um instrumento relevante para auxiliar o planejamento da saúde, definir prioridades de intervenção e permitir que seja avaliado o impacto das intervenções.