02/03/2023 - UNA-SUS

https://www.unasus.gov.br/noticia/matriculas-abertas-para-nova-oferta-do-curso-prevencao-da-transmissao-vertical-do-hiv-aids-hepatites-virais-e-sifilis

Matrículas abertas para nova oferta do curso Prevenção da Transmissão Vertical do HIV/AIDS, Hepatites Virais e Sífilis

O conteúdo é apresentado de forma interativa, por meio de vídeos, podcast e casos complexos contextualizados em cidade virtual.

A Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) está com matrículas abertas para a nova oferta do curso online Prevenção da Transmissão Vertical do HIV/AIDS, Hepatites Virais e Sífilis, produzido pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), instituição integrante da Rede UNA-SUS.

A capacitação é aberta a estudantes e todas as categorias profissionais da saúde, gratuita e tem início imediato. As matrículas podem ser realizadas até o dia 31 de janeiro de 2024, pelo link.

Com carga horária de 70h, divididas em quatro módulos, a capacitação oferece as ferramentas necessárias para que profissionais de saúde dos diferentes níveis de atenção atuem na identificação, rastreio, manejo e prevenção desses agravos. Além disso, estarão alinhados com os processos, protocolos e as linhas de cuidado.

O conteúdo é apresentado de forma interativa, por meio de vídeos, podcast e casos complexos contextualizados em cidade virtual.

Para a coordenadora da UNA-SUS/UFCSPA Aline Soares, com a realização do curso, os profissionais estarão preparados para atuarem localmente, de acordo com a sua realidade e realizando o planejamento das ações de saúde com o objetivo de prevenir a transmissão vertical dessas enfermidades.

A unidade introdutória tem carga horária de 10h e aborda Políticas Públicas, Rede de Atenção e Processo de Trabalho; as demais, focam respectivamente na prevenção da transmissão vertical da Sífilis (20h), Hepatites Virais (15h) e HIV/AIDS (25h).

Para saber mais sobre este e outros cursos UNA-SUS, acesse www.unasus.gov.br/cursos.

 

02/03/2023 - Portal da Saúde Piauí

http://www.saude.pi.gov.br/noticias/2023-03-02/11642/teresina-recebe-mutirao-para-pesquisa-de-sobre-o-impacto-da-vacinacao-contra-o-hpv.html

Teresina recebe mutirão para pesquisa de sobre o impacto da vacinação contra o HPV

O objetivo do estudo é avaliar o impacto da vacinação contra o HPV em todas as capitais do país.

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), realiza neste sábado (4) um mutirão para coleta de dados e exames para detecção do HPV em adolescentes de 16 a 25 anos na Unidade Básica de Saúde (UBS) Santa Isabel, localizada no bairro Morada do Sol, na zona Leste de Teresina

O Estudo de Prevalência do Papilomavírus no Brasil (POP Brasil) é uma iniciativa do Ministério da Saúde, do Hospital Moinhos de Vento (RS) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) em parceria com as secretarias municipais de saúde das capitais brasileiras e secretarias estaduais de saúde.

O objetivo do estudo é avaliar o impacto da vacinação contra o HPV em todas as capitais do país. Para participar da pesquisa, a pessoa responde a um questionário sobre suas características pessoais e seu estado de saúde e realiza um exame para detecção da doença. Todos os dados fornecidos serão mantidos em sigilo.

A coleta de dados na capital piauiense acontece até o mês de abril, nas UBS dos bairros Angelim, Esplanada, Santa Isabel, Renascença e na comunidade rural Boquinha. Depois desse período as informações serão consolidadas e enviadas para análise dos pesquisadores do Ministério da Saúde e da UFCSPA.

Disponibilizada gratuitamente em toda a rede de atenção básica, a vacina HPV é eficaz e protege homens e mulheres contra várias doenças, como a redução em 70% para o risco de cancer de colo de útero, 90% câncer anal, 63% do câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de orofaringe e 90% das verrugas genitais.

28/02/2023 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2023/02/destinada-ao-diagnostico-e-a-pesquisa-de-doencas-raras-casa-dos-raros-inicia-oficialmente-suas-atividades-cleont62800al017lmp5mqexb.html

Destinada ao diagnóstico e à pesquisa de doenças raras, Casa dos Raros inicia oficialmente suas atividades

Espaço idealizado pelo médico geneticista e professor Roberto Giugliani começa a operar nesta quarta-feira (1°) com registro de interesse de pacientes

Sonho do médico geneticista e professor Roberto Giugliani, a Casa dos Raros materializou-se em um prédio de quatro andares no bairro Santa Cecília, em Porto Alegre, que inicia oficialmente suas atividades a partir desta quarta-feira (1°), quando começa a receber registro de interesse de pacientes. O propósito é grande: ser o primeiro centro exclusivo para diagnóstico e pesquisa de doenças raras da América Latina, além de treinamento de profissionais.

Referência no assunto, Giugliani, que é docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e médico do Hospital de Clínicas, idealizou o projeto ainda em 2017, mas precisou aguardar o período mais severo da pandemia de covid-19 para finalizar o espaço de 2.200 metros quadrados inteiramente destinado a esse tipo de enfermidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em torno de 6% da população mundial é acometida por alguma doença rara. No Brasil, são 13 milhões de pessoas e no Rio Grande do Sul, cerca de 700 mil, estima o professor.

Como a identificação de uma doença rara e seu respectivo tratamento são de difícil acesso tanto pelo sistema público de saúde quanto privado, a Casa dos Raros promete dar agilidade a pacientes SUS e convênios. Por ora, o espaço não irá funcionar de portas abertas, mas pessoas com suspeita ou até mesmo já diagnosticadas podem manifestar interesse no site crd.org.br. Uma equipe irá avaliar cada caso e retornar o contato agendando uma consulta ou oferecendo orientações.

— Pacientes com doenças raras ficam perdidos no sistema de saúde, peregrinando em busca de atendimento, e costumam esperar até dois anos para conseguirem uma consulta. Depois, mais um ano para realizar um exame. Queremos fazer a diferença, dando um diagnóstico e traçando um plano de tratamento que pode ser conduzido em outras unidades de saúde — diz Giugliani, que é cofundador da Casa dos Raros.

Como não há tratamento para a maioria das doenças raras - o percentual de casos tratáveis varia de 5% a 10%, sendo que o restante requer apenas manejo e cuidados -, o espaço também funcionará para dar acolhimento e orientações a pacientes e familiares. Uma das grandes propostas é capacitar estudantes e profissionais da saúde para lidar com essas enfermidades e até mesmo para fazer pesquisas na área.

O prédio conta com sete consultórios e três laboratórios, sendo que um pertence à Dasa Genômica, especializada em exames genéticos e genômicos. O outro é de biossegurança, reservado ao manejo de materiais perigosos como vírus, e o terceiro destinado não só ao diagnóstico de doenças, mas também a estudos feitos em parceria com alunos de universidades como UFRGS, Universidade Federal de Ciência da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e instituições integrantes do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung).

Um tratamento inicial a quem chegar à Casa dos Raros será realizado em uma enfermaria equipada com cinco leitos, sem opção de internação. Posteriormente, a terapia poderá ser levada adiante pelas equipes de saúde das unidades de referência dos pacientes - profissionais que podem até mesmo receber capacitação no espaço, se houver necessidade.

— A ideia é que nessa enfermaria a gente antecipe o início do tratamento e o faça o mais rápido possível, até que o local de origem do paciente esteja preparado para seguir com a terapia — explica Larissa Pozzebon, enfermeira da Casa dos Raros.

Há 50 anos empenhado em desvendar as doenças raras, Giugliani acredita que a Casa dos Raros pode até mesmo aumentar o índice de pacientes tratáveis.

— Somos o primeiro centro da América Latina destinado exclusivamente para atendimento e educação em doenças raras. Queremos aumentar de 10% a 20% o percentual de pacientes com chances de tratamento — reforça.

O prédio é inovador por ser um modelo arquitetônico sustentável, com iluminação natural, reutilização de água da chuva, telhado verde, energia limpa, bicicletário e tomada para carros elétricos. O investimento foi de cerca de R$ 20 milhões, valor oriundo de doações físicas e de empresas. Para funcionar, a Casa dos Raros, terá convênios com o Sistema Único de Saúde (SUS) e seguradoras de saúde. Mas o projeto segue recebendo doações da comunidade, que pode destinar recursos pelo site cdr.org.br.

27/02/2023 – Portal da Câmara Municipal de Porto Alegre

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Câmara concede Comenda Porto do Sol à Lucia Campos Pellanda

Na tarde desta segunda-feira (27/02), a Câmara Municipal de Porto Alegre entregou a Comenda Porto do Sol à reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lucia Campos Pellanda. A homenagem foi de autoria do vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB).

Culau destacou os esforços realizados pela UFCSPA durante a pandemia de Covid-19, como a ampliação da testagem, a distribuição de álcool em gel e o atendimento à demanda crescente. Conforme o vereador, em um momento marcado pelo obscurantismo, a reitora foi voz importante na defesa da vacina como a solução efetiva e eficaz no enfrentamento à pandemia. “Hoje, nós prestamos um agradecimento e um reconhecimento que é coletivo. Um agradecimento da luta em defesa da educação, num momento em que a educação foi tratada como balbúrdia. E também pela defesa da vida diante de um projeto de morte”, salientou o parlamentar.

A homenageada agradeceu e falou sobre o trabalho da Universidade durante a pandemia. Segundo Lucia, foi um período de desafios, dúvidas e tristeza, mas também de descoberta de recursos, de resiliência e força. De trabalho intenso e de reafirmação do compromisso com a saúde e com a educação.

Para a reitora, as universidades são fundamentais ao desenvolvimento do país, à produção de ciência e diálogo com a sociedade. “Quanto maior o desenvolvimento humano e tecnológico do país, mais soluções para os nossos principais desafios. Mais qualidade de vida, mais atração de investimentos, é um círculo vicioso. Educação não é gasto, educação é investimento”, enfatizou.

26/02/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/c%C3%A2mara-concede-comenda-porto-do-sol-%C3%A0-lucia-campos-pellanda-1.993137

Câmara concede Comenda Porto do Sol à Lucia Campos Pellanda

Reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) recebeu homenagem proposta pelo vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB)

A Câmara Municipal de Porto Alegre entregou, nesta segunda-feira, a Comenda Porto do Sol à reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lucia Campos Pellanda. A homenagem foi de autoria do vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB). O parlamentar destacou os esforços realizados pela UFCSPA durante a pandemia de Covid-19, como a ampliação da testagem, a distribuição de álcool em gel e o atendimento à demanda crescente.

Conforme o vereador, em um momento marcado pelo obscurantismo, a reitora foi voz importante na defesa da vacina como a solução efetiva e eficaz no enfrentamento à pandemia. “Hoje, nós prestamos um agradecimento e um reconhecimento que é coletivo. Um agradecimento da luta em defesa da educação, num momento em que a educação foi tratada como balbúrdia. E também pela defesa da vida diante de um projeto de morte”, salientou o parlamentar.

A homenageada agradeceu e falou sobre o trabalho da Universidade durante a pandemia. Segundo Lucia, foi um período de desafios, dúvidas e tristeza, mas também de descoberta de recursos, de resiliência e força. De trabalho intenso e de reafirmação do compromisso com a saúde e com a educação.

Para a reitora, as universidades são fundamentais ao desenvolvimento do país, à produção de ciência e diálogo com a sociedade. “Quanto maior o desenvolvimento humano e tecnológico do país, mais soluções para os nossos principais desafios. Mais qualidade de vida, mais atração de investimentos, é um círculo vicioso. Educação não é gasto, educação é investimento”, enfatizou. Lucia Campos Pellanda é médica, doutora em Ciências da Saúde (Cardiologia), professora de Epidemiologia da UFCSPA. Está cumprindo seu segundo mandato como reitora.

A UFCSPA foi transformada em universidade em 2008, através de um decreto do Ministério da Educação. Antes atuava como Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), desde sua federalização em 1980. Foi originalmente criada pela Santa Casa como Faculdade Católica de Medicina.

26/02/2023 – Rádio Guaíba

Link: https://guaiba.com.br/2023/02/26/rs-tem-580-vagas-abertas-em-concursos-publicos/

RS tem 580 vagas abertas em concursos públicos

Salário chegam até R$ 20 mil

Os concursos públicos no Rio Grande do Sul têm 580 vagas em todo o Estado. São, ao menos, 20 processos em aberto, com diferentes prazos de inscrição. O concurso com maior número de postos disponíveis no RS é o da Prefeitura de Casca: 149. Os salários chegam a R$ 15.773,84 e as inscrições devem ser feitas até 3 de março, pelo site da Fundatec, com taxas entre R$ 49,90 e 109,90.

Os maiores salários estão previstos no edital do concurso para a Prefeitura de Candelária. São rendimentos que ultrapassam os R$ 20 mil, para o preenchimento de cadastro reserva. No concurso para a Prefeitura de Pinhal os salários também estão entre os mais altos, chegando a mais de R$ 17 mil. Também é um dos certames que ofertam o maior número de vagas, com 74 em aberto.

Confira outros concursos abertos no RS:

(...)

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

Número de vagas: 2

Remuneração: até R$ 9.616,18

Situação: inscrições até 3 de março

Informações: Cargos – vagas no Magistério de Ensino Superior para lotação no Departamento de Educação e Humanidades e no Departamento de Clínica Médica: disciplinas de Pedagogia (1) e Medicina interna (1). Inscrições, com taxas variam entre R$ 130 e R$ 175.

(...)

26/02/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/rs-tem-580-vagas-abertas-em-concursos-p%C3%BAblicos-1.991984

RS tem 580 vagas abertas em concursos públicos

Salário chegam até R$ 20 mil

Os concursos públicos no Rio Grande do Sul têm 580 vagas em todo o Estado. São, ao menos, 20 processos em aberto, com diferentes prazos de inscrição. O concurso com maior número de postos disponíveis no RS é o da Prefeitura de Casca: 149. Os salários chegam a R$ 15.773,84 e as inscrições devem ser feitas até 3 de março, pelo site da Fundatec, com taxas entre R$ 49,90 e 109,90.

Os maiores salários estão previstos no edital do concurso para a Prefeitura de Candelária. São rendimentos que ultrapassam os R$ 20 mil, para o preenchimento de cadastro reserva. No concurso para a Prefeitura de Pinhal os salários também estão entre os mais altos, chegando a mais de R$ 17 mil. Também é um dos certames que ofertam o maior número de vagas, com 74 em aberto.

Confira outros concursos abertos no RS:

(...)

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

Número de vagas: 2

Remuneração: até R$ 9.616,18

Situação: inscrições até 3 de março

Informações: Cargos – vagas no Magistério de Ensino Superior para lotação no Departamento de Educação e Humanidades e no Departamento de Clínica Médica: disciplinas de Pedagogia (1) e Medicina interna (1). Inscrições neste link, clicando no link indicado para público externo e realizando cadastro no sistema em até 48 horas antes de findar o prazo de inscrições. As taxas variam entre R$ 130 e R$ 175.

(...)

24/02/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/ensino/acad%C3%AAmicos-iniciam-novo-semestre-letivo-no-rs-1.992041

Acadêmicos iniciam novo semestre letivo no RS

Tradicionais atividades de recepção, que incluem shows e oficinas, marcam o momento de reencontros e novos aprendizados de jovens

Após o retorno dos ensinos Infantil, Fundamental e Médio, agora é a vez dos acadêmicos gaúchos voltarem às universidades e faculdades. A retomada dos calendários letivos de 2023 acontece neste mês, em especial na próxima semana, garantindo as tradicionais atividades de recepção, que incluem shows, oficinas, ações culturais e de integração. Nesta semana, Ulbra, Unisc e Feevale já receberam novamente seus alunos, cheios de expectativas para o semestre.

Na segunda-feira (27), será a vez da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e da Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS), em Porto Alegre, darem início ao ano letivo.

No ano em que celebra seus 75 anos, a PUCRS receberá os graduandos e pós-graduandos com atividades especiais, que seguirão até 30 de março. Haverá um espetáculo idealizado pela atriz Denise Fraga, peças teatrais, curso de violão e aconselhamento de carreira. Programação completa neste link.

Na Universidade do Vale do Taquari (Univates), em Lajeado, que retornou quarta-feira (22), as ações seguem até 28 de fevereiro. A programação é gratuita, e está disponível neste link. Na Universidade de Caxias do Sul (UCS), o semestre começará na próxima  quarta-feira (1º), e será celebrado com o Festival Vem pra UCS. No campus sede, em Caxias, haverá show da banda Maskavo e atrações gratuitas no dia 5 de março, das 15h às 22h. O evento também ocorrerá no Campus Universitário da Região dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, no dia 4 de março, às 16h30min.

No dia 1º de março haverá o evento de volta às aulas para os alunos da UPF no Campus Passo Fundo, que retornaram em 14 de fevereiro. Também iniciam na próxima quarta, as aulas de mestrado e doutorado da instituição.

A Universidade La Salle, em Canoas, terá recepção na quarta-feira (1º), dia que marca o retorno dos cursos presenciais e à distância (EAD). Às 18h30min vão acontecer atividades musicais e, após, encontro de boas-vindas no Salão de Atos. Alunos de EAD contarão, dia 6 de março, com encontro de boas-vindas on-line.

Na Universidade Estadual do RS (Uergs), com sede em Porto Alegre, o retorno ao 1º semestre letivo do ano será em 6 de março. Duas semanas depois, no dia 20 de março, será a vez dos alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em Bagé; e de veteranos da Universidade Federal das Ciências da Saúde (UFCSPA), em Porto Alegre. Os calouros da UFCSPA vão iniciar os estudos no dia 3 de abril.

No Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), o retorno da graduação foi em 23 de fevereiro, enquanto o da pós-graduação será na próxima segunda-feira (27). Nas Faculdades Integradas de Taquara (Faccat), o início será em 1º de março. Na Unijuí, os campi estão organizando diferentes atividades de recepção, que iniciaram em 22 de fevereiro, em Ijuí e Santa Rosa, que voltam a ter programação especial em 28. No dia 27, será a vez de Três Passos. Para encerrar, em 2 de março, a movimentação será em Panambi.

24/02/2023 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2023/02/semestre-letivo-recomeca-nas-universidades-privadas-da-regiao-metropolitana-de-porto-alegre-cleizkg8a0011017lebl8guqc.html

Semestre letivo recomeça nas universidades privadas da região metropolitana de Porto Alegre

Instituições federais da Capital seguem com cronogramas alterados devido a atrasos causados pela pandemia

É tempo de retornar aos estudos também no Ensino Superior. As universidades privadas da região metropolitana de Porto Alegre já retornaram às aulas ou devem iniciar o novo semestre letivo na próxima semana. Confira o calendário de retorno das principais instituições:

A Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) retomam as atividades na segunda-feira (27). A Atitus Educação retoma suas aulas na terça-feira (28), enquanto o calendário acadêmico da Unilasalle tem seu início marcado para quarta-feira (1°).

Outras instituições particulares já iniciaram o semestre letivo. É o caso da Universidade Feevale, na qual as atividades ocorrem desde quarta-feira (22). Já a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), o Centro Universitário Fadergs e a Uniritter têm aulas desde a quinta-feira (23). A retomada dos estudos nas instituições particulares de Ensino Superior inclui aulas presenciais e a distância.

Universidades federais seguem cronogramas ajustados pela pandemia

Por conta dos atrasos causados pela pandemia, as universidades federais com campus na Capital seguem calendários ainda com ajustes. O semestre 2022/2 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) iniciou em novembro do ano passado e segue até abril de 2023. No fim do ano passado, a universidade divulgou que o semestre 2023/1 da instituição iniciaria apenas em maio.

Já a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) encerrou suas aulas para 2022/2 no fim de janeiro. O próximo semestre iniciará apenas no fim de março para veteranos e em abril para calouros.

23/02/2023 – Agência GBC

Link: https://agenciagbc.com/2023/02/23/incendio-atinge-complexo-hospitalar-santa-casa/

Incêndio atinge Complexo Hospitalar Santa Casa

A casa de máquinas, a lavanderia e uma cozinha foram atingidas

Um incêndio atingiu uma casa de máquinas no Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia, no centro de Porto Alegre, na manhã desta quinta-feira (23). A estrutura fica entre o Hospital Santa Rita e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Além da casa de máquinas, a lavanderia e uma cozinha também foram atingidas.

O Corpo de Bombeiros utiliza três caminhões para combater às chamas, mas o fogo já está controlado. Ninguém se feriu e não há alteração no funcionamento do hospital.

23/02/2023 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2023/02/incendio-atinge-casa-de-maquinas-no-complexo-hospitalar-santa-casa-em-porto-alegre-cleh70o9k0033016m9t87b940.html

Incêndio atinge casa de máquinas no Complexo Hospitalar Santa Casa, em Porto Alegre

Estrutura fica junto ao Hospital Santa Rita; situação está controlada e não prejudica funcionamento da instituição

Correção: o incêndio começou em uma casa de máquinas, que fica sobre uma lavanderia, e não na lavanderia, como publicado entre 11h22min e 11h55min de 23 de fevereiro. O texto está corrigido.

Um incêndio atingiu uma casa de máquinas no Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia, no centro de Porto Alegre, na manhã desta quinta-feira (23). O fogo teria iniciado por volta das 10h30min. A estrutura fica entre o Hospital Santa Rita e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Uma lavanderia e uma cozinha, próximas à casa de máquinas, também foram atingidas.

O Corpo de Bombeiros foi ao local com três caminhões, além de uma ambulância e um ônibus. Por volta das 11h, segundo a corporação e a assessoria do complexo hospitalar, o fogo estava controlado.

Ninguém se feriu e não há alteração no funcionamento nem do hospital, nem da universidade. Não houve ordem para evacuação, mas pessoas que estavam nos dois primeiros andares do Santa Rita deixaram o local, de forma espontânea, segundo os bombeiros, mas às 11h30min o retorno à normalidade já era possível.

— A parte da casa de máquinas, da lavanderia e da cozinha seguem interditadas — disse o oficial dos bombeiros Felipe Backes, que atuou na ocorrência.

Os espaços vão passar por perícia.

Brigada Militar e EPTC também estiveram no local. O atendimento da ocorrência chegou a complicar bastante o trânsito no entorno, mas às 11h30min havia somente bloqueio de uma faixa na Rua Sarmento Leite, junto ao hospital.

23/02/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/princ%C3%ADpio-de-inc%C3%AAndio-%C3%A9-controlado-na-santa-casa-em-porto-alegre-1.991199

Princípio de incêndio é controlado na Santa Casa, em Porto Alegre

Fogo originou-se na casa de máquinas da lavanderia

O 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM) mobilizou três viaturas na manhã desta quinta-feira para combater um princípio de incêndio registrado no Complexo Hospitalar da Santa Casa, no Centro Histórico de Porto Alegre. O sinistro ocorreu por volta da 10h30min na rua Sarmento Leite, entre o Hospital Santa Rita e a sede da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Uma densa fumaça escura gerada pelo fogo, que espalhou-se pelos dutos, chamava a atenção até externamente.

“As guarnições conseguiram rapidamente apagar os focos”, resumiu o oficial de serviço do 1º BBM, capitão Felipe Backes. Ele disse que os pacientes e funcionários do 1º e do 2º pavimento do Hospital Santa Rita afastaram-se por precaução de onde estavam por se encontrarem mais próximos do prédio da lavanderia. Conforme o Complexo Hospitalar da Santa Casa, não houve o acionamento de nenhum protocolo de evacuação.

Policiais militares do 9º BPM prestaram apoio no entorno, além dos agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que bloquearam parcialmente o trecho da rua Sarmento Leite. Houve congestionamento nas imediações durante o atendimento da ocorrência.

Conforme a direção do Complexo Hospitalar da Santa Casa em nota oficial, o fogo foi registrado na casa de máquinas da lavanderia e foi “prontamente controlado”. “Felizmente, não há registro de feridos e não foi necessária a evacuação de pacientes de qualquer uma das unidades da Santa Casa. Os danos materiais são de pequeno porte e as causas ainda serão apuradas”, informou.

Inaugurada no ano passado, a lavanderia fica em um prédio próprio de dois andares. O setor é responsável por lavar e higienizar por dia aproximadamente 15 toneladas entre roupas, lençóis, fronhas, cobertores e toalhas hospitalares.

Os prejuízos estão sendo avaliados pela direção do Complexo Hospitalar da Santa Casa. A equipe de engenharia elétrica da instituição deve agora apurar as causas do princípio de incêndio. 

o dia 2 deste mês, um outro susto havia sido registrado na área hospitalar da Capital. No Hospital Nossa Senhora da Conceição (HCC), na rua Francisco Trein, no bairro Cristo Redentor, um princípio de incêndio que atingiu a sala de quadros elétricos, no 1º andar do prédio. Houve necessidade de evacuação de duas enfermarias e do setor de emergência, sendo retirados pacientes e funcionários. Três viaturas do 1º BBM foram mobilizadas.

Na ocasião, cerca de 30 pessoas internadas foram transferidas para outras instituições de saúde, como o Hospital de Pronto Socorro, Hospital Cristo Redentor, Hospital de Clínicas, Hospital Vila Nova e Hospital Moinhos de Vento. Já os pacientes da UTI do Hospital Criança Conceição foram levados para a Emergência do Hospital Cristo Redentor.

23/02/2023 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2023/02/saude-mental-dos-alunos-preocupa-universidades-que-oferecem-servicos-gratuitos-com-ajuda-profissional-cled6e85i0072017lf9uuorvi.html

Saúde mental dos alunos preocupa universidades, que oferecem serviços gratuitos com ajuda profissional

Ansiedade, depressão e sentimento de impotência estão entre os sintomas mais comuns, dizem os coordenadores das iniciativas de apoio das instituições

Os quase três anos de pandemia impactaram a saúde mental de muitos alunos do Ensino Superior. Estudantes de universidades, que já são naturalmente afetados pelas incertezas, dúvidas sobre permanência no curso escolhido, acompanhamento da aulas, provas e pressões pessoais e profissionais passam, por vezes, a experimentar exaustão e ansiedade.

Os impactos da pandemia na saúde mental já foram tema de várias pesquisas, não só no Brasil. Uma delas, realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) com 2,6 mil pessoas, revelou cenários elevados de insuficiência de atividade física (67,2%), depressão (19%), ansiedade (30%), insegurança alimentar (33,3%) e persistência de sintomas pós-infecção (75%), a covid longa. Os resultados foram divulgados em outubro de 2022, dentro da quarta etapa do estudo. Novos levantamentos devem ser feitos em 2023 e 2024. 

Não é à toa que as instituições estão mais atentas ao cenário e buscando ampliar os serviços gratuitos de ajuda profissional dentro dos campi para os estudantes.

A reportagem de GZH procurou as quatro maiores universidades da Capital: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Unisinos e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) — apenas esta última não respondeu. Os serviços oferecidos pelas três primeiras mudam conforme a entidade, mas, em linhas gerais, os objetivos são os mesmos: identificar, acolher e atender, de forma gratuita, quem precisa de apoio. Na teoria, parece simples. Na prática, é um pouco diferente, começando por um ponto crucial: muitas vezes, há resistência em pedir e aceitar ajuda.

O alerta é da assistente social Angélica da Costa, responsável pelo Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE) da Unisinos, que existe desde 2010 e está à disposição de todos os alunos da graduação e pós-graduação dos campi de São Leopoldo e Porto Alegre.

— Nós observamos que é mais fácil oferecer do que pedir ajuda. A maioria dos nossos estudantes chega por encaminhamento de outro colega, que já foi atendido e nos indica. Ou por algum professor que identificou algo — relata Angélica.

Segundo ela, a procura pelo serviço aumenta quando começa o período de provas. O mesmo também ocorre no final do curso, quando há mais cobrança e maior sobrecarga:

—Os sintomas mais comuns são ansiedade, sentimentos de tristeza, impotência e solidão. Há uma pressão, que pode vir de fora, da família, ou dos estudantes mesmos, para dar conta de tudo e ter bons resultados. Também percebemos questões pessoais e familiares. Muitas vezes, o aluno é o primeiro da família a fazer um curso superior. Alguns relatam que os pais não entendem, que encaram como perda de tempo ficar tanto tempo escrevendo o trabalho de conclusão de curso, por exemplo.

Percepção parecida é relatada pela pedagoga Simone Martins da Silva, coordenadora do Centro de Apoio Discente da PUCRS. Na instituição, são três núcleos, que atuam de forma integrada desde 2019: de apoio psicossocial (onde há psicólogos e psiquiatras, por exemplo), de apoio à educação inclusiva e de apoio à aprendizagem. De acordo com ela, a demanda também aumenta no fim do semestre e no fim do curso.

— Nesses períodos, em especial, a gente identifica ansiedade, depressão, desmotivação, adiamento das atividades acadêmicas e até ideias suicidas. O aluno chega de diversas maneiras, mas tem sido bem comum familiares, colegas e professores nos avisarem sobre alguma situação que consideram estranha, diferente ou delicada. São serviços que atuam na dimensão do cuidado com a vida e incidem diretamente na permanência, aprendizagem e participação nas diferentes atividades do campus e, principalmente, nos propósitos dos alunos ao acessarem a universidade  — relata Simone.

Uma vez acionados, os núcleos realizam escuta e acolhimento, com um ou dois profissionais, dependendo do caso. Eles analisam a situação e realizam os encaminhamentos necessários.

— O ponto de partida é a necessidade de cada estudante. A equipe vai analisar se ele segue no centro, é encaminhado para outro setor da universidade ou até para algum profissional de fora — diz Simone.

Na UFRGS, há diversas iniciativas relacionadas à saúde mental para todos os alunos de graduação e pós-graduação (leia mais abaixo). Uma delas é o Programa Saber Viver, lançado em dezembro de 2022 e em fase de implementação, que integra diferentes políticas, serviços e ações, como foco na promoção da saúde e bem-estar estudantil.

— O objetivo é promover um ambiente saudável para que o estudante possa desenvolver suas atividades e concluir sua formação. Como são diferentes ações, os atendimentos também são variados. Existem atividades individuais, outras em grupo, online e presencial. Cada ação possui profissionais específicos: algumas são com psicólogos, outras são profissionais capacitados por psiquiatras e psicólogos, outras são estudantes orientados por professores de psicologia — destaca Ludymila Barroso Mallmann, pró-reitora de Assuntos Estudantis.

Procura aumentou na pandemia

Angélica afirma que a pandemia foi um período muito específico, com mais procura. Em um primeiro momento, o desafio era ajudar os alunos a lidar com o isolamento. Depois, eles tiveram que enfrentar situações de morte e luto.

— Tudo isso agravou aquela ansiedade já natural dos universitários, porque eles vivem dois momentos de transição: a entrada na faculdade, depois de toda a jornada do vestibular, e, depois, a entrada no mercado de trabalho, com aquela expectativa de conseguir emprego. Em torno de 70% do nosso público são mulheres, porque elas culturalmente buscam mais ajuda — completa Angélica.

Os serviços da PUCRS e da UFRGS também foram mais procurados conforme aumentava a duração da pandemia.

— No primeiro ano (2020), houve primeiro uma queda na busca de acolhimento realizado pela universidade. Talvez, em virtude da pouca familiaridade com os atendimentos online. Mas, desde 2021, a procura vem aumentando muito. Todos fomos afetados — explica a pró-reitora da Ufrgs, Ludymila Barroso Mallmann.

Como funcionam e onde encontrar

Os serviços das três universidades ouvidas são gratuitos para os alunos da graduação e pós-graduação. Os atendimentos podem ser presenciais ou online, individuais ou coletivos. Por isso, seguem os canais de comunicação para os alunos buscarem mais informações e até já fazer o agendamento, se quiser.

Unisinos - Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE)

O Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE) é um espaço físico dentro da universidade, com salas de atendimento presencial ou online. De preferência, com agendamento pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. . Também é possível conhecer o serviço pelo Instagram @naeunisinos. É formado por uma equipe multiprofissional, com  de Psicologia, Pedagogia, Serviço Social e Educação Inclusiva e Especial. Quando o aluno chega, os profissionais fazem um trabalho de acolhimento, escuta e atendimento psicológico. Em média, são cinco encontros para fazer a análise e dar um encaminhamento a uma rede externa de profissionais. No entanto, dependendo da situação, o aluno pode ser atendido por mais tempo na universidade. 

PUCRS - O Centro de Apoio Discente 

O Centro está disponível para todos os alunos a todos os alunos, nos turnos manhã, tarde e noite, de 2ª a 6ª feira. O atendimento pode ser presencial, no prédio Living 360º, no terceiro andar, sala 302. Também é possível entrar em contato pelo telefone (51 3353-6036) ou por e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O objetivo é fazer a escuta, o acolhimento e o atendimento dos alunos. 

UFRGS- diferentes iniciativas

A universidade conta com diferentes ações voltadas para a saúde mental. Algumas delas são: o Projeto Pega Leve, que trabalha com a prevenção e promoção da saúde mental dentro do ambiente universitário; o Programa Medusa, com espaços de escuta, acolhimento e intervenções com estudantes sobre questões de saúde mental e vivências na universidade; e o Programa Saber Viver, lançado em dezembro de 2022 e em fase de implementação, que integra diferentes políticas, serviços e ações desenvolvidas pela universidade, como foco na promoção da saúde e bem-estar estudantil. Os atendimentos também variam. Existem atividades individuais, outras em grupo, online e presenciais. Para saber mais, é possível entrar em contato com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, pelo telefone (51) 3308-3240 ou pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

22/02/2023 – GAZ

Link: https://www.gaz.com.br/casa-do-estudante-santa-cruzense-em-porto-alegre-seleciona-moradores/
Casa do Estudante Santa-cruzense em Porto Alegre seleciona moradores

Espaço é destinado para jovens que procuram moradia durante a jornada acadêmica na capital; veja como participar

A Casa do Estudante Santa-Cruzense, localizada no Bom Fim, em Porto Alegre, realizará uma nova seleção de moradores no próximo mês. Acadêmicos interessados em ter moradia acessível em valores e próxima dos campus Centro e Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde (UFCSPA) enquanto estudam na Capital, podem participar da seletiva que ocorre de forma presencial no dia 18 de março, a partir das 14h.

A estadia oferece acesso a lavanderia, cozinha, sala de estudos, sala de estar, pátio, banheiros, incluindo também água, luz e internet. O valor mensal é de R$ 200 - para estudantes de Santa Cruz - ou R$ 300 - para pessoas de outras cidades. Mais informações podem ser obtidas clicando aqui ou no email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

13/02/2023 – Portal Simers

Link: https://www.simers.org.br/noticia?name=simers-lanca-edital-para-selecionar-comissoes-organizadoras-do-trote-solidario-2023/1

Simers lança edital para selecionar comissões organizadoras do Trote Solidário 2023/1

O Núcleo Acadêmico do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (NAS) está realizando chamamento público para constituição das comissões organizadoras da edição do primeiro semestre de 2023 da ação Trote Solidário. O foco da publicação, que pode ser conferida na íntegra no site do Simers (aqui), visa a seleção de grupos organizadores vinculados à instituições gaúchas de Ensino Superior, a fim de dar seguimento, organização e visibilidade regional da ação solidária, por meio dos diretores dos Núcleos Acadêmicos de cada Faculdade de Medicina.

As inscrições das comissões serão recepcionadas de 13 a 19/02, e a seleção dos grupos ocorre a partir de 20/02 com encerramento no dia 24/02, sendo essa a data da divulgação dos selecionados.

De acordo com Vinícius de Souza, diretor de Políticas Estratégicas do Simers, em 2023, o Trote Solidário completa 15 anos, uma história que mudou a realidade da recepção aos calouros de Medicina, em todo o Estado. “Trata-se de um projeto que substituiu as ações violentas por atividades de cidadania e respeito ao próximo, como a doação de alimentos, produtos de higiene, livros, tampinhas plásticas, além da doação de sangue. Desde o início, já foram arrecadadas mais de 360 toneladas de produtos”, salientou o diretor.

O impacto social da ação já repercute em mais de 720 mil vidas, em uma parceria com a Fundação Gaúcha de Bancos Sociais. Além disso, já são mais de 31 mil livros doados, três toneladas de tampinhas e 28 mil vidas beneficiadas com a doação de sangue, envolvendo a participação de 15 mil estudantes.

Na edição 2022/1, o Trote Solidário teve 2.224 futuros médicos de 19 universidades participando da ação, em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Santa Maria, Pelotas, Erechim, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Uruguaiana, Lajeado, Caxias do Sul e Ijuí. Sem falar na parceria com a Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais, os hemocentros do Estado, o Instituto da Criança com Câncer e o curso Fleming.

 Na Capital os alunos de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) saíram na frente e alcançaram o primeiro lugar, seguida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Já no interior, a campeã foi a Universidade Franciscana (UFN), de Santa Maria. Em segundo ficou a Universidade do Vale do Taquari (Univates) e a Universidade de Passo Fundo (UPF) em terceiro.

12/02/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/concursos-com-inscri%C3%A7%C3%B5es-abertas-t%C3%AAm-mais-de-800-vagas-no-rs-1.985579

Concursos com inscrições abertas têm mais de 800 vagas no RS

São 23 processos seletivos com cargos de nível fundamental a superior, com salários que chegam a R$ 15 mil

O Rio Grande do Sul tem 859 vagas em aberto, distribuídas em 23 concursos. Alguns dos certames também contam com formação de cadastro reserva. O maior número de vagas divulgado no Estado é de 149, para a Prefeitura de Casca, com oportunidades de nível fundamental, médio, técnico e superior. O concurso para o município da Serra também registra os maiores salários, de até R$ 15.773,84. As inscrições ficam abertas até 3 de março, pelo site www.fundatec.org.br, com taxas entre R$ 49,90 e 109,90, conforme o nível de escolaridade da vaga.

Em nível nacional, o concurso do Banco do Brasil é o que disponibiliza mais oportunidades. No total, são 6 mil novas vagas, sendo 4 mil imediatas para os cargos de Agente de Tecnologia e Agente Comercial (Escriturário Nível Médio), além de 2 mil vagas para cadastro reserva. A remuneração inicial é de R$ 3.622,23 para uma jornada de 30 horas semanais, além de benefícios, como plano de saúde, auxílio-alimentação e refeição, plano odontológico e possibilidade de ascensão de carreira, entre outros. As inscrições vão até 24 de fevereiro de 2023, exclusivamente no site www.cesgranrio.org.br. A taxa de inscrição é de R$ 50 e as provas objetivas serão em 23 de abril de 2023.

Confira outros concursos abertos no RS:

(...)

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

Número de vagas: 2

Remuneração: até R$ 9.616,18

Situação: inscrições até 3 de março

Informações: Cargos – vagas no Magistério de Ensino Superior para lotação no Departamento de Educação e Humanidades e no Departamento de Clínica Médica: disciplinas de Pedagogia (1) e Medicina interna (1). Inscrições pelo site do SEI UFCSPA, clicando no link indicado para público externo e realizando cadastro no sistema em até 48 horas antes de findar o prazo de inscrições. As taxas variam entre R$ 130 e R$ 175.

(...)

09/02/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/ensino/porto-alegre-tem-aluna-nota-mil-na-reda%C3%A7%C3%A3o-do-enem-2022-1.985024

Porto Alegre tem aluna nota mil na Redação do Enem 2022

Jovem de 21 anos deseja utilizar a nota para ingressar em uma universidade federal

Com a antecipação da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022, os candidatos já podem conferir seus desempenhos e se preparar para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que acontecerá entre 16 e 24 de fevereiro.

As notas do Enem, formadas por provas objetivas e de Redação, permitem ao candidato disputar vagas públicas em Instituições de Ensino Superior no país e no exterior. As redações são avaliadas com base em cinco competências, podendo atingir até mil pontos; e com fatores que levam à nota zero. Maria Fernanda Simionato de Lemes, 21 anos, está entre os poucos participantes do Enem 2022 que tiraram nota máxima da Redação. Moradora de Porto Alegre, ela já fez a prova cerca de sete vezes, algumas delas como treineira, saindo de uma nota 520, nas primeiras tentativas, para a nota máxima nesta edição.

Natural de Maravilha (SC), ela mora há seis anos no Rio Grande do Sul. Cursou o Ensino Médio em Passo Fundo, no Centro de Ensino Médio Integrado da Universidade de Passo Fundo (UPF). E, em 2019, mudou-se para Porto Alegre para iniciar o pré-vestibular Fleming Medicina, em busca da tão sonhada aprovação no curso mais concorrido da área da saúde. “Sempre tive interesse em cursar Medicina, mas também gostava de Biologia. Quando entrei no cursinho, vi que era mesmo o que queria. Minha mãe é dentista, já da área da saúde, e meu pai é advogado, mas sempre me incentivou na busca da Medicina. Meu padrinho é médico, em Porto Alegre, e é meu maior exemplo. No último ano, comecei a me enxergar na profissão e acho muito bacana poder ajudar as pessoas. Sempre a vi como uma questão mais humana”, relata.

Quando foi conferir o resultado, ainda no fim da noite de quarta-feira, a jovem desacreditou do que viu. “Eu nunca acreditei que eu poderia tirar mil na Redação do Enem. Eu fui olhar a nota, sem muita expectativa. Já esperava que fosse boa, mas não esperava nota máxima. Na hora, não caiu a ficha.” O momento de alegria e emoção foi celebrado junto com a mãe.

Após se preparar para a prova, no Fleming, a jovem deseja utilizar sua média geral de 795 pontos para garantir vaga em uma universidade federal, por meio do Sisu. “Meu objetivo é continuar em Porto Alegre, e estudar na Ufrgs (Universidade Federal do RS) ou na UFCSPA (Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre). De qualquer forma, já estou matriculada na PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do RS), onde passei em novembro. Ela ainda é uma opção, assim como outras universidades que fiz vestibular. Mas estou na expectativa para ficar aqui”, destaca.

Para quem for fazer o Enem 2023, Maria Fernanda recomenda muita prática, aliada à repetição de exercícios nas matérias em que houver maior dificuldade. “Algo que sempre me ajudou foi fazer exercícios e práticas de prova, que permitem reconhecer falhas para rever conteúdos”. Já para a Redação, o mais útil foi a prática. Durante os quatro anos que permaneceu no cursinho, realizava, no mínimo, um texto por semana. “Para Redação, eu acredito que leitura é muito importante, além de praticar semanalmente. Eu sempre li muitos artigos de opinião, de jornais nacionais e internacionais. E também conversar com os professores, para saber o que pode ser melhorado”, orienta.

08/02/2023 – Jornal Digital UOL

Link: https://jc.ne10.uol.com.br/colunas/enem-e-educacao/2023/02/15175987-nota-do-enem-2022-veja-resultado-do-enem-2022-na-pagina-do-participante-e-quando-abre-o-sisu-2023.html

NOTA DO ENEM 2022: Veja resultado do Enem 2022 na Página do Participante e quando abre o Sisu 2023

A divulgação do resultado do Enem 2022 foi antecipada para esta quinta-feira (9)

A divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 foi antecipada da segunda (13) para esta quinta-feira (9).

As notas do Enem 2022 podem ser usadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, os participantes do Enem 2022 podem pleitear financiamento estudantil em programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Quando abre o Sisu 2023?

O período de inscrições no Sisu 2023 é de 16 a 24 de fevereiro de 2023.

O resultado será divulgado no dia 28 de fevereiro.

A inscrição é gratuita e feita pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

A primeira edição do Sisu 2023 oferece 226.399 mil vagas em 128 instituições públicas participantes, sendo 63 universidades federais. Ao todo, são 6.402 cursos de graduação.

SISU 2023: veja todas as universidades participantes

(...)

Rio Grande do Sul - RS
FURG - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
IFSUL - INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
UERGS - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL
UFCSPA - FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE
UFPEL - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
UFRGS - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
UFSM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
UNIPAMPA - FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA - UNIPAMPA

08/02/2023 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2023/02/como-planejar-uma-formatura-e-evitar-problemas-como-no-caso-da-usp-cldumhdmt002o0157bq6otd8r.html

Como planejar uma formatura e evitar problemas como no caso da USP

Confira dicas para ajudar nos cuidados na gestão de recursos

A investigação sobre desvio de quase R$ 1 milhão do fundo de comissão de formatura de uma turma de Medicina na Universidade de São Paulo (USP) acendeu um alerta entre estudantes que sonham com festas para celebrar a conquista de seus diplomas. Só em 2020, cerca de 1,2 milhão de brasileiros concluíram a graduação, de acordo com o Censo do Ensino Superior do Ministério da Educação.

A arrecadação de altos valores para grandes bailes por comissões de formandos, como no caso da USP, não é comum no Rio Grande do Sul, mas trata-se de um mercado que tem crescido nos últimos anos, principalmente em cursos de Medicina, de acordo com empresários do setor de formaturas ouvidos por GZH. Segundo eles, há boas práticas que podem ser adotadas por formandos para evitar que as turmas sejam vítimas de fraudes.

— É sempre importante que haja ao menos duas pessoas responsáveis por aprovar as movimentações financeiras do fundo de formatura, e não uma pessoa só — diz o produtor de eventos Michel Brucce, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Formatura (Abeform).

Na avaliação dele, é importante que as turmas fiscalizem suas comissões e cobrem  relatórios mensais sobre pagamentos, rendimentos e recebimentos, para evitar a má gestão.

Em eventos como o planejado pela turma de Medicina paulista, estudantes costumam abrir um CNPJ com um estatuto social e representantes nomeados para cuidar do dinheiro.

— O que a turma da USP poderia ter implementado: a regra de que nenhum aluno poderia mexer sozinho naquele recurso. O segundo erro foi permitir a movimentação de valores para as contas de pessoas físicas da própria comissão — diz o cientista da computação Diogo Nemésio, sócio do aplicativo alagoano Sua Formatura, criado para auxiliar comissões de formandos na gestão de seus recursos.

Hoje, o mercado de formaturas ainda se recupera da crise causada pela covid-19. A estimativa é de que o setor retome índices pré-pandemia a partir de 2024, com um faturamento de R$ 7 bilhões ao ano, segundo o presidente da Abeform.

Quando o barato sai caro

De modo geral, estudantes gaúchos não fazem bailes conjuntos e preferem investir individualmente na cerimônia de colação de grau e fotografias. Depois, cada formando faz a sua própria festa, segundo o relações públicas Pedro Moreira, proprietário da Applause Formaturas, produtora de Porto Alegre. Esses casos também exigem cuidados e a contratação de produtoras confiáveis.

— Poucos levantam a documentação da empresa, mas é importante entender quem ela é no papel, se a sede existe e quem são os sócios, ou ver se há entidades relacionadas a eles, como a Abeform. Também vale ver o histórico dela e outras formaturas realizadas — aconselha Moreira, que ressalta ser preciso desconfiar de cotações abaixo da média do mercado.

Segundo os empresários consultados por GZH, há empresas que oferecem preços menores para “alavancagem” e usam o dinheiro pago por uma festa futura para cobrir custos de outra que está sendo feita no presente, prática arriscada que pode fazer com que os eventos não saiam do papel. Por isso, recomenda Brucce, formandos podem consultar a Abeform para averiguar a confiabilidade das companhias do setor. A ÁS Formaturas, envolvida no caso da USP, por exemplo, não é associada da entidade.

No fim de janeiro, o programa Fantástico, da TV Globo, revelou que uma empresa sediada em Florianópolis aplicou golpes em formandos após ofertar pacotes tentadores, com viagens e decorações luxuosas a preços baixos. Logo após, uma turma de medicina da Universidade de Caxias do Sul (UCS) tentou cancelar no Procon caxiense um contrato que firmou com essa empresa, que chegou a aplicar um golpe de R$ 3 milhões em futuros médicos de Maringá, no Paraná.

— Um dos principais erros que mapeamos e enfrentamos hoje é que estudantes se deslumbram muito com brindes e eventos que fogem da capacidade financeira da turma. Não existe almoço grátis. A empresa precisa ganhar. Foi um problema para nós desenvolvermos um projeto de marketing porque trabalhávamos muito com racional e turmas agem de modo emocional — diz Nemésio, sócio do aplicativo Sua Formatura.

Como algumas universidades gaúchas acompanham formandos

De acordo com Brucce, instituições de Ensino Superior não costumam intermediar os contatos entre formandos e produtoras. Números do Mapa do Ensino Superior, mantido pelo Instituto Simesp, apontam que cerca de 70,9 mil estudantes concluíram suas graduações no Rio Grande do Sul em 2020, cerca de 60% deles alunos da modalidade presencial. No total, são 554 instituições de Ensino Superior no Estado.

GZH contatou a Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), a Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) para questionar como as instituições mediam a interlocução entre formandos e empresas de formatura.

A PUCRS disse manter um banco de empresas cadastradas que serve para informar os estudantes de companhias “legalmente estáveis” e que “possuem experiência na área de formaturas em instituições de Ensino Superior”. Os contratos são feitos pelos alunos, mas a universidade afirmou participar dos encontros com essas empresas e realizar feedbacks com os estudantes.

Já a Unisinos informou ter um setor responsável por manter contato com alunos, comissões de formatura, fornecedores e produtoras para evitar episódios como o ocorrido na USP. A instituição disse ter um banco com 10 produtoras cadastradas e afirmou que revisa os contratos firmados pelas comissões de formatura para certificar que ele atende aos protocolos da universidade.

A UFRGS afirmou que não credencia produtoras e que “os formandos têm liberdade na escolha”. As regras da instituição se aplicam à cerimônia de formatura e ao uso de espaços da universidade. Existe uma normativa que estabelece como comissões de formatura devem ser formadas, mas, na prática, elas “são organizadas pelos formandos de maneira bastante autônoma”, segundo a nota enviada a GZH.

A UFCSPA disse que mantém um banco de produtoras credenciadas que precisam atender às normas da instituição. Os formandos têm autonomia para contratar uma das empresas listadas, mas também devem seguir as regras estipuladas pela universidade para a realização da colação de grau, de acordo com a instituição.

Festeje a formatura sem medo de sofrer um golpe

Especialistas ouvidos nesta reportagem dão as dicas:

Em formaturas que envolvem altos valores, a turma deve criar um CNPJ de uma associação sem fins lucrativos para a gestão dos fundos com um estatuto que exija a autorização de, no mínimo, dois formandos para movimentações financeiras.

Faça relatórios mensais de rendimentos, arrecadações ou pagamentos para que toda a turma acompanhe a situação dos fundos, ou utilize aplicativos que permitam aos estudantes acompanharem e aprovarem o uso dos recursos.

Antes de contratar uma empresa de eventos e formaturas, faça uma pesquisa de mercado e desconfie de preços com descontos superiores a 15% da média no mercado ou de grandes brindes e promessas.

Antes de firmar contrato com uma empresa, verifique a documentação dela, a sede, existência de sócios, histórico de eventos realizados e se está associada a entidades, como a Abeform, que também pode ser consultada por formandos. Faça o mesmo na hora de escolher aplicativos.

02/02/2023 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2023/02/tratamento-para-metastases-cerebrais-de-gloria-maria-deixou-de-fazer-efeito-informa-globo-cldn6oqo900420157jhoxnmfh.html

Tratamento para metástases cerebrais de Gloria Maria deixou de fazer efeito, informa Globo

Jornalista recebeu diagnóstico inicial de câncer no pulmão e no cérebro em 2019

O setor de Comunicação da Globo divulgou uma nota oficial (veja íntegra abaixo) sobre a morte da jornalista Gloria Maria, ocorrida nesta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro. De acordo com o texto, o tratamento para metástases cerebrais deixou de fazer efeito nos últimos dias.

Metástase é quando o câncer inicial acaba atingindo outras partes do organismo. Gloria recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão e metástase no cérebro em 2019. Para o pulmão, foi submetida a imunoterapia (o sistema de defesas do paciente é fortalecido para ele próprio atacar a enfermidade), iniciativa que obteve sucesso. A metástase cerebral foi removida cirurgicamente, em procedimento que foi considerado, a princípio, também exitoso.

Segundo a emissora, nova fase do enfrentamento da doença começou no ano passado, quando foram descobertas novas metástases cerebrais. A conduta nesta etapa, conforme o texto, “deixou de fazer efeito nos últimos dias”.

Coordenador do Serviço de Oncologia da Santa Casa, o oncologista Rafael Vargas detalha o que são metástases. 

— O tumor é uma colônia de células. Essa colônia tem várias subpopulações (células diferentes), e algumas dessas subpopulações, que podemos chamar de clones ou sementes, têm a capacidade de se desgrudar da colônia, cair na corrente sanguínea e se alocar em qualquer órgão, como ossos, fígado, cérebro. A segunda fase é se adaptar no novo ambiente — explica Vargas, professor de Oncologia do curso de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). 

Além da corrente sanguínea, a disseminação do câncer pode se dar pelos vasos linfáticos ou por contiguidade (proximidade). Cerca de 90% das mortes por câncer são decorrentes de complicações dessas metástases. 

— Todo tumor maligno tem potencial de gerar metástase. Uns têm potencial maior, como o de pulmão, e outros menor, como o de pele não melanoma — completa o médico. 

Íntegra da nota divulgada pela Comunicação da Globo:

“A jornalista Gloria Maria morreu essa manhã. Em 2019, Gloria foi diagnosticada com um câncer de pulmão, tratado com sucesso com imunoterapia, e metástase no cérebro, tratada cirurgicamente, inicialmente também com êxito. Em meados do ano passado, a jornalista iniciou uma nova fase do tratamento para combater novas metástases cerebrais que, infelizmente, deixou de fazer efeito nos últimos dias. 

Glória marcou a sua carreira como uma das mais talentosas profissionais do jornalismo brasileiro, deixando um legado de realizações, exemplos e pioneirismos para a Globo e seus profissionais. Glória deixa duas filhas, Laura e Maria.”

02/02/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/ensino/universidades-ga%C3%BAchas-divulgam-vagas-no-sisu-confira-a-lista-1.981544

Universidades gaúchas divulgam vagas no Sisu; confira a lista

Oito instituições no Rio Grande do Sul oferecem oportunidades por meio do sistema do MEC. UFSM lidera, com mais de 3 mil vagas

Mais de 226 mil vagas em instituições públicas de Ensino Superior estarão abertas para a primeira edição de 2023 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC). As oportunidades oferecidas estão distribuídas em 6.402 cursos de graduação em 128 estabelecimentos de ensino (federais, estaduais ou municipais), sendo 63 universidades federais, no país. Parte delas, já disponíveis para consulta, está em oito instituições federais com sedes no Rio Grande do Sul, que oferecem vagas nesta modalidade.

Quem deseja cursar o Ensino Superior no Estado pode buscar vagas na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (Ifsul), na Universidade Estadual do RS (Uergs), na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), na Universidade Federal De Pelotas (UFPel), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e na Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

Na Furg, em Rio Grande, são 2.425 vagas distribuídas em 63 cursos. No IFSul, com sede em Pelotas, são 446 vagas em 27 graduações. Com reitoria na Capital, a Uergs oferece oportunidades para 40 cursos, em um total de 1.370 vagas. Na UFCSPA, também em Porto Alegre, são 660 vagas para 16 graduações. Na UFPel, em Pelotas, 2.773 oportunidades são destinadas a 82 cursos. Na Ufrgs, com sede na Capital, as 1.703 vagas são para 97 cursos. Na UFSM, em Santa Maria, 3.431 vagas são distribuídas em 89 cursos. Na Unipampa, sede em Bagé, são oferecidas 2.208 vagas em 72 cursos.

A Universidade Federal Fronteira do Sul (UFFS) também está presente no Rio Grande do Sul (com campus nos municípios de Erechim, Passo Fundo e Cerro Largo) e também oferta vagas via Sisu. São ofertadas 247 vagas para os campi Erechim e Cerro Largo.

As inscrições para o Sisu ocorrem de 16 a 24 de fevereiro. No entanto, a visualização das oportunidades já está disponível, no site do Sisu, onde é possível fazer a consulta por modalidade de concorrência, curso, turno, instituição ou localização. No mesmo endereço na internet, o interessado pode acessar também a íntegra do documento de adesão de cada um dos estabelecimentos de ensino participantes. Ou ainda conferir as vagas em cada curso acessando os links no final da matéria.

Para participar da seleção, o interessado precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio 2022 e não ter zerado a nota da prova de Redação. No ato da inscrição, o candidato deve indicar as opções de curso desejadas. O resultado deve ser divulgado no dia 28 de fevereiro.

Número de vagas

Furg: 2.425

IFSul: 446

Uergs: 1.370

UFCSPA: 640

UFPel: 2.773

Ufrgs: 1.703

UFSM: 3.431

Unipampa: 2.208

UFFS: 247

 

23/01/2023 – Portal Impacto Mais

Link: https://impactomais.com.br/geral/ministerio-da-saude-oferece-50-mil-vagas-para-curso-sobre-hepatites-virais/

Ministério da Saúde oferece 50 mil vagas para curso sobre hepatites virais

Capacitação é direcionada aos profissionais de enfermagem, mas aberta ao público geral

A UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre), instituição integrante da Rede UNA-SUS, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, está oferecendo vagas para o curso online “A Enfermagem no Contexto das Hepatites Virais”.

São 40 horas-aula voltadas a profissionais de enfermagem, mas também aberto a demais interessados no tema. As inscrições seguem até 29 de novembro de 2023. Após a matrícula, o início do curso é imediato. No total, estão disponíveis 50 mil vagas.

Os enfermeiros serão apresentados aos conceitos de políticas de saúde para ampliar o acesso à prevenção, rastreio, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de grupos sociais vulneráveis, além de elementos sobre o enfrentamento das hepatites virais, considerando o processo saúde-doença nos grupos sociais de seus territórios de atuação.

Metas

Uma das metas do Ministério da Saúde é eliminar as hepatites virais até 2030 e para isso, a enfermagem é uma área estratégica, com atuação direta na elaboração, implementação, ampliação e gestão das políticas públicas no SUS (Sistema Único de Saúde), em virtude do seu potencial multiplicador e articulador junto às equipes, em todos os níveis de atenção, principalmente na APS (Atenção Primária à Saúde).

O Brasil é signatário da proposta da Organização Mundial de Saúde para eliminar as hepatites virais como problema de saúde e o objetivo é reduzir em 90% as novas infecções e 65% a mortalidade por esses agravos. Nesse contexto, a capacitação da enfermagem para o cuidado às pessoas com hepatites virais é uma das estratégias. (Com informações do Ministério da Saúde).

23/01/2023 – Sul 21

Link: https://sul21.com.br/noticias/educacao/2023/01/adufrgs-e-proifes-realizam-atividade-autogestionada-no-forum-social-mundial/

ADUFRGS e PROIFES realizam atividade autogestionada no Fórum Social Mundial

Encontro que ocorrerá nesta terça-feira (24) debaterá o papel dos professores da educação pública na reconstrução do Brasil

Dentro da programação do Fórum Social Mundial de Porto Alegre 2023, a ADUFRGS-Sindical – Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande do Sul, junto ao PROIFES-Federação, realiza nesta terça-feira (24), às 9 horas, o debate “O papel dos professores da educação pública na reconstrução do Brasil”, no auditório do Sindicato.

O FSM POA acontece de 23 a 28 de janeiro com atividades autogestionadas presenciais, híbridas ou virtuais.

Para debater o tema foram convidados o reitor eleito e não nomeado da Universidade Federal do RS (UFRGS), Rui Oppermann, o pró-reitor de Ensino no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Lucas Coradini, a coordenadora do Núcleo de Inclusão e Diversidade (NID) da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Luiza Maria de Oliveira Braga Silveira, o professor titular da Faculdade de Educação da UFRGS, Fernando Seffner, o professor titular de História no IFCH-UFRGS, Francisco Marshall, e a professora de Artes Visuais no IFSul Campus Sapucaia do Sul, Carla Giane Fonseca do Amaral.

As vagas são limitadas, conforme a capacidade do auditório, que é de 120 lugares. O Auditório da ADUFRGS-Sindical  está localizado na rua Barão do Amazonas, 1581, Bairro Jardim Botânico)

21/01/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/blogs/di%C3%A1logos/diagn%C3%B3stico-com-mais-precis%C3%A3o-1.975543

Diagnóstico com mais precisão

Um estudo tem deixado um grupo de médicos otimista em relação ao diagnóstico e à prevenção do Câncer de Colo de Útero. Chamado de “Colposcopia móvel de baixo custo e geração de imagens confocais para a prevenção global de câncer de colo uterino”, o projeto é patrocinado pelo Instituto de Saúde dos Estados Unidos, sendo executado na Santa Casa de Porto Alegre e também no Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, com a colaboração da Universidade Rice e MD Anderson Câncer Center. Na Santa Casa, quatro médicos participam da pesquisa. Entre eles, o especialista em Ginecologia e Obstetrícia, professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e doutor em Ciências da Saúde pela Ufrgs Regis Kreitchmann. Docente investigador principal do estudo na Santa Casa, ele afirma que o estudo é inédito ao não usar de PCR do HPV, método seguido pela maioria dos estudos que existem na área da prevenção do câncer do colo. A pesquisa teve início na Santa Casa em 2021 e até agora já incluiu 340 pacientes entre 25 e 64 anos.

Como se chama o projeto? Quais entidades/universidades o estão desenvolvendo? Há quanto tempo?

Estamos realizando, desde abril de 2022, o projeto de pesquisa intitulado “Colposcopia móvel de baixo custo e geração de imagens confocais para a prevenção global de câncer de colo uterino”. O projeto é patrocinado pelo Instituto de Saúde dos Estados Unidos, sendo executado na Santa Casa de Porto Alegre e também no Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, com a colaboração da Universidade Rice e MD Anderson Câncer Center. Além de mim, os médicos que também estão envolvidos neste estudo na Santa Casa são as doutoras Fernanda Uratani e Giovana Cabreira e o doutor Felipe Luzzatto.

Qual é o diferencial em relação aos estudos anteriores e já existentes?

Trata-se de um estudo completamente inovador na área, que aplica a tecnologia para qualificar e agilizar o processo diagnóstico das lesões pré-malignas do colo uterino. O computador vai sendo alimentado com imagens de lesões e com informações obtidas por uma sonda, que detecta a concentração de células em diversos pontos do colo uterino obtidos por meio dos dados de biópsias realizadas nas áreas suspeitas. Durante o estudo, ele aprende a identificar as imagens geradas e ajuda a localizar as áreas com maiores graus de alterações, sendo capaz de auxiliar na indicação de onde as biópsias devem ser realizadas. Esperamos que, por meio do uso dessa tecnologia de baixo custo, consigamos aumentar o grau de precisão dos diagnósticos e assim auxiliar no manejo médico. A maioria dos estudos que existem na área da prevenção do câncer do colo são relacionados ao uso de PCR do HPV, o que torna o nosso estudo ainda mais importante pelo seu ineditismo.

Quantas pacientes participaram dos testes e qual o perfil delas? Quais foram os resultados?

Na Santa Casa, foram incluídas, até o momento, 340 mulheres entre 25 e 64 anos que precisam ser avaliadas pela presença de alguma alteração na citologia do colo uterino e que consentiram participar do estudo. Elas são submetidas aos exames de imagem e, em alguns casos, à biópsia do colo uterino. A previsão do estudo é de durar mais três anos com a inclusão de um total de 1 mil mulheres. Na Santa Casa de Porto Alegre, todas as pacientes elegíveis que chegam ao ambulatório de Ginecologia pelas Unidades de Saúde são convidadas a participar da pesquisa. Os resultados obtidos ainda são preliminares, mas muito encorajadores.

O que falta para ser de fato comprovado e efetivado na medicina? Qual é a previsão de tempo para que seja aplicado no Brasil?

O estudo precisa ser concluído e seus resultados precisarão ser publicados e discutidos pelos especialistas na área para definir mais claramente o papel que poderá ser ocupado por essa nova tecnologia e em que situações ela poderá ser aplicada. É difícil definir quando estará disponível para às pacientes na prática clínica, mas esperamos que, dentro dos próximos três anos, possamos, na posse dos resultados finais do estudo, discutir seu uso potencial na prevenção do câncer do colo uterino.

Como está a incidência de câncer de colo de útero no Brasil e no mundo? Houve aumento nos últimos anos? Qual perfil mais afetado?

O câncer do colo do útero é o terceiro em incidência entre os tipos de câncer que acometem mulheres, perde apenas para câncer de mama e o colorretal no Brasil. São identificados 17 mil novos casos por ano no país. Ele é a terceira causa de morte por câncer em mulheres e isso se deve aos diagnósticos tardios e as perdas do seguimento das pacientes durante os passos necessários ao seu diagnóstico, tratamento e acompanhamento até a plena recuperação.

Tivemos um período longo durante a pandemia da Covid-19 em que muitos pacientes deixaram de realizar exames preventivos para o câncer de colo, o chamado exame citopatológico, causando agora um acúmulo de diagnósticos dos casos novos e uma sobrecarga nos serviços para os procedimentos cirúrgicos. Os dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 20% das mulheres entre 25 e 64 anos não realizaram exame citopatológico nos últimos três anos e que a cobertura vacinal para o HPV entre meninas de 11 a 14 anos foi de apenas 55%. Essas estratégias são fundamentais para prevenir o câncer de colo uterino. É importante destacar que as lesões pré-malignas do colo uterino não causam sintomas e só podem ser detectadas com a realização do exame citopatológico.

21/01/2023 – Portal da Prefeitura de Porto Alegre

Link: https://prefeitura.poa.br/sms/noticias/saude-tera-programacao-voltada-ao-dia-nacional-da-visibilidade-trans

Saúde terá programação voltada ao Dia Nacional da Visibilidade Trans

O Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro, tem o significado da luta por direitos, debates e reflexão, levando em consideração que essa é uma população vulnerável. Para debater assuntos relacionados ao tema, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) irá realizar seminário nos dias 26 e 27, na Universidade Federal de Ciências da Saúde (UFCSPA). As inscrições podem ser feitas até o dia 27 neste link. A programação é voltada a profissionais da saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As vagas são limitadas à capacidade do auditório.

Para Gabriela Tizianel, coordenadora do Ambulatório T, localizado no Centro de Saúde Santa Marta, é importante estabelecer um momento para se pensar em visibilidade trans. "Estamos falando de uma população que é constantemente invisível e excluída, tanto no cotidiano quanto nos espaços públicos". A invisibilização, nesse sentido, faz com que essas pessoas tenham dificuldade de acessar direitos básicos como saúde, educação, segurança e o mercado de trabalho. “O ambulatório é o início de uma tentativa de reduzir a desigualdade na saúde”, explica Gabriela.

Jordana Machado Lange, 18, é paciente do ambulatório há seis meses e em breve começará sua hormonização, oferecida no local. Para além de acompanhamento em saúde, ela conta que, no espaço, encontrou uma família, onde se pode compartilhar e trocar experiências de vida que, muitas vezes, não é possível em outros ambientes. A família a qual ela se refere está no grupo de apoio realizado uma vez por semana, quando os assuntos são trazidos de forma livre, não somente sobre questões voltadas a gênero e sexualidade.

Em 2018, durante lançamento da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 11), a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a transexualidade do capítulo de doenças mentais. A classificação aconteceu 28 anos depois da decisão de retirar o termo homossexualidade da lista de doenças, no dia 17 de maio de 1990.

O 1º Seminário pela Visibilidade Trans: Avanços e Desafios para a Rede Equitativa em Saúde é realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Programação:

26/01 - 8h30 às 12h - 13h às 17h30

- Retrospecto e análise do contexto atual

- O atendimento ambulatorial e hospitalar às pessoas trans e travestis: repensando a assistência e o acesso além do modelo do processo transexualizador

- Saúde mental e violências: a transfobia institucional e a invisibilidade como instrumentos de adoecimento psíquico

27/01- 8h30 às 12h - 13h às 17h30

- Infâncias trans e intersexo: como estamos cuidando de nossas crianças que fogem a cisheteronormatividade?

- Particularidades e especificidades no atendimento de pessoas trans e travestis

Vinculados à Secretaria Municipal de Saúde, os dois Ambulatórios Trans disponibilizam atendimento integral para homens e mulheres trans e travestis e pessoas não-binárias residentes em Porto Alegre – consultas, exames, hormonização, grupo de convivência, acolhimento e encaminhamentos.

Ambulatório Trans Centro:

Centro de Saúde Santa Marta (rua Capitão Montanha, 27, 1º andar – Centro Histórico)

Atendimento de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h

WhatsApp (51) 9506-9632

Ambulatório Trans Zona Sul:

Clínica da Família Álvaro Difini (rua Álvaro Difini, 520 – Restinga)

Atendimento sextas-feiras, das 8h30 às 12h30

20/01/2023 – Sul 21

Link: https://sul21.com.br/geral-1/2023/01/reitores-gauchos-destacam-simbolismo-de-encontro-com-lula-a-ciencia-voltou-ao-planalto/

Reitores gaúchos destacam simbolismo de encontro com Lula: ‘a ciência voltou ao Planalto’

Segundo a Andifes, último encontro de reitores com um presidente ocorreu em 2016, ainda na gestão de Dilma Rousseff

Reitores e representantes de todas as universidades e institutos federais se reuniram nesta quinta-feira (19), em Brasília, com o presidente Lula e com os ministros da Educação, Camilo Santana, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Em conversa com o Sul21, reitores de universidades gaúchas que estiveram no encontro destacaram que o evento foi uma sinalização positiva de que o governo federal está retomando o diálogo, quase inexistente durante a gestão de Jair Bolsonaro, e de que ampliará investimentos na educação superior.

Para o reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Luciano Schuch, a realização do encontro já teve um “simbolismo muito forte” para os reitores. De acordo com a Andifes, entidade que reúne os dirigentes de instituições federais de ensino superior, a última reunião do conjunto de reitores com um presidente da República ocorreu em 2016, ainda na gestão de Dilma Rousseff.

“O presidente na segunda semana do seu governo chama os reitores para conversar, para escutar, dá a palavra para ter cobrança e para ter discussão, isso é muito forte, porque a gente não era mais escutado. A ciência não estava mais no Planalto, a discussão sobre as universidades não fazia mais parte e isso traz um retorno do diálogo. Não o respeito pelo reitor, mas o respeito pelo papel das universidades, do seu papel no desenvolvimento econômico e social do nosso País”, diz Luciano.

O reitor da UFSM pontua que, no encontro, as universidades foram convocadas a auxiliar no desenvolvimento do ensino fundamental e ensino básico. “Volta a ter ciência no Palácio do Planalto. Ou seja, o presidente e o ministro perguntando às universidades o que deve ser feito para melhorar o sistema educacional, a ciência e a academia colaborando. Para mim, essa é a maior sinalização dessa reunião”, complementa.

Na mesma linha, a reitora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Isabela Fernandes Andrade, também destaca o “simbolismo” do encontro, especialmente pela indicação de retomada do diálogo entre governo federal e instituições de ensino. Ela avalia que a sinalização ao diálogo já havia sido dada com a nomeação de Denise Carvalho, que era reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para o comando da Secretaria de Educação Superior (Sesu).

“É uma pessoa que atravessou toda a pandemia liderando uma instituição federal de ensino, atravessou todo esse momento difícil de cortes orçamentários, de bloqueios, como reitora de universidade e que sabe exatamente a situação que nós todos estamos”, diz.

Encaminhamento de prioridades

Vice-reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Jenifer Saffi destaca que o primeiro compromisso assumido pelo governo foi o de retomar as obras inacabadas e os investimentos retirados das instituições com a sequência de cortes e bloqueios orçamentários. “Por exemplo, a Clínica da Família que estava prevista, a gente ainda não conseguiu executar porque teve muito pouco investimento”, diz.

Luciano Schuch, da UFSM, pontua que esta sinalização de conclusão das obras possibilitará, por exemplo, a conclusão do campus de Cachoeira do Sul da instituição. “O compromisso do MEC é de concluir os projetos dos campi fora da sede. Isso também é muito bom para nós, porque em vez de nós colocarmos recursos próprios da universidade para manter o campus de Cachoeira do Sul, esse recurso vem direto do MEC e o outro recurso a gente consegue reinvestir na própria universidade”, diz.

Jenifer diz que Lula também sinalizou para a expansão das universidades federais e, principalmente, para a ampliação da relação das instituições federais de ensino com a população. “É o que nós queremos também, para que a gente possa diminuir cada vez mais a desigualdade. Nós somos um País muito desigual em vários sentidos, e o que esse governo também acredita é que a universidade vai ter esse papel de ser um dos grandes pilares para essa transformação e para que a gente se torne um País menos desigual, mas inclusivo, mais justo”, diz.

A respeito da expansão das vagas, ela afirma que o governo indicou que ela será feita de forma estratégica, aliando as preferências dos estudantes com as necessidades do País. “Ele falou muito em expansão dos cursos de Medicina e das engenharias, que ele vê como necessidades, mas principalmente no interior do Brasil, que é onde a gente precisa muito dessas profissões com bastante qualificação”, diz.

Luciano Schuch, da UFSM, pontua que outra sinalização importante do governo foi o compromisso de que não haverá interferência na escolha de reitores, com as escolhas das comunidades acadêmicas sendo respeitadas. “São coisas que têm um simbolismo muito forte para nós, porque dá tranquilidade para trabalhar”.

Outra preocupação do MEC evidenciada no encontro foi o enfrentamento á evasão escolar. Durante a reunião, o ministro Camilo Santana informou que a evasão em universidades privadas está na casa dos 60% e que, nas públicas, é de 50%.

“Eles vão investir para reduzir isso. E como se faz isso? Nós vamos ter que investir mais para que o aluno que entra na universidade tenha condições de permanecer na cidade, que tenha a sua bolsa, que tenha alimentação, que tenha acesso à cultura para ele poder continuar. Essa caminhada em busca do conhecimento acaba sendo difícil. Se não tiverem apoio, alunos de baixa renda muitas vezes não conseguem se manter na universidade”, diz Luciano.

O reitor também diz que foi sinalizado que o Ministério da Educação terá R$ 2 bilhões de recursos a mais do que o previsto no orçamento de custeio de 2023, hoje na casa dos R$ 5 bilhões, para serem disponibilizados para as instituições federais de ensino. Isso seria possível em razão das mudanças nas regras para distribuição das emendas do chamado “orçamento secreto”. “Agora o MEC chama os nossos representantes para discutir a forma de distribuição”, destaca.

No caso da UFSM, o orçamento de custeio para 2023 é R$ 3 milhões inferior ao de 2022, quando já havia sido insuficiente e fez com que a instituição fechasse o ano no vermelho em R$ 8 milhões.

A respeito do aporte extraordinário de R$ 2 bilhões, a reitora Isabela Andrade, da UFPel, prefere adotar uma postura cautelosa e esperar a confirmação dos recursos. “Acho que é importante a gente ter expectativa por um momento melhor, que de fato certamente a gente está num momento muito melhor para educação. Mas ainda não temos alguma alteração, até porque acredito que estejam sendo feitas análises, reconhecimento dos espaços e das contas do governo”, diz.

Isabela afirma que necessidade mais imediata da UFPel, e das demais universidades, é de recomposição do orçamento, pois a federal de Pelotas também fechou 2022 com déficit orçamentário. “Para nós, é super importante a recomposição ao orçamento no mínimo de 2019, porque a lei orçamentária anual que foi aprovada para esse ano de 2023 apresenta um valor menor. Se a gente for fazer uma análise simples e rápida, tudo tem aumentado e o orçamento reduziu. Então, o que a gente espera é uma recomposição pelo menos ao que era em 2019”, diz.

Em 2019, o orçamento de custeio da UFPel foi de R$ 74,2 milhões (em valores não reajustados pela inflação). Em 2023, foi de R$ 67,2 milhões. Para que a UFPel recupere o mesmo nível de operação de 2019, o orçamento atual deveria ser de aproximadamente R$ 94 milhões.

Procurado, o MEC não confirmou até o fechamento desta matéria a informação sobre o montante de recursos extraordinários que serão disponibilizados para as universidades.

19/01/2023 – Brasil de Fato / Rede TV / Correio Braziliense / Jornal CGN / Diário de Pernambuco

Link Brasil de Fato: https://www.brasildefato.com.br/2023/01/19/lula-recebe-reitores-e-diz-que-universidades-e-institutos-federais-vao-sair-das-trevas
Link Rede TV: https://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/politica/lula-tem-reuniao-com-reitores-de-universidades-e-institutos-federais
Correio Braziliense: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2023/01/5067284-lula-se-reune-com-reitores-saindo-das-trevas-para-voltar-a-luminosidade.html
Jornal CGN: https://jornalggn.com.br/politica/lula-encontro-reitores-universidades-intuicoes-federais/
Diário de Pernambuco: https://www.diariodepernambuco.com.br/ultimas/2023/01/lula-se-reune-com-reitores-saindo-das-trevas-para-voltar-a-luminosid.html

Lula recebe reitores e diz que universidades e institutos federais vão "sair das trevas"

"Eu sei do obscurantismo que vocês viveram nesses últimos quatro anos", disse presidente da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, durante reunião na manhã desta quinta-feira (19) com reitores de universidades e de institutos federais no Palácio do Planalto, que as instituições de ensino conviveram com o "obscurantismo" durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Não existe na história da humanidade nenhum país que conseguiu se desenvolver sem que antes tivesse resolvido o problema da formação do seu povo. Nós estamos começando um novo momento", afirmou o presidente.

"Eu sei do obscurantismo que vocês viveram nesses últimos quatro anos e eu quero dizer que estamos saindo das trevas para voltar à luminosidade de um novo tempo", disse Lula aos reitores.

Além de convite diretamente encaminhado a cada reitor, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), presidida pelo reitor Ricardo Marcelo Fonseca, e representantes do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) também participaram do encontro.

O ministro da Educação, Camilo Santana, também participou do encontro. A principal pauta debatida foi a questão financeira das instituições de ensino, que têm convivido com restrições orçamentárias graves.

Lula e Camilo reforçaram a intenção de engrossar os investimentos na educação superior. Cortes no orçamento já prejudicaram diversas instituições, que atrasaram desde o pagamentos básicos como água e energia elétrica até bolsas de estudos.

O governo anterior, chefiado por Bolsonaro, foi marcado por atritos, críticas e redução de verbas nas universidades. No fim de novembro, a gestão Bolsonaro congelou R$ 344 milhões destinados para as instituições de ensino superior, segundo cálculos do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Planejamento e de Administração das Instituições Federais de Ensino Superior (Forplad). Dias depois, o Ministério da Educação (MEC) recuou e desbloqueou o montante.

Leia as instituições que estavam representadas no encontro com Lula:

BAHIA

Instituto Federal Baiano - IFBA

Instituto Federal da Bahia - IFBA

Universidade Federal da Bahia - UFBA

Universidade Federal do Oeste da Bahia - UFOB

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB

RIO DE JANEIRO

Colégio Pedro II - CP II

Instituto Federal do Fluminense - IFF

Instituto Federal do Rio de Janeiro - IFRJ

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Universidade Federal Fluminense - UFF

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ

Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET

MARANHÃO

Universidade Federal do Maranhão – UFMA

PARÁ

Instituto Federal do Pará - IFPA (CONIF)

Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA

Universidade Federal do Pará - UFPA

Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – UNIFESSPA

PERNAMBUCO

Instituto Federal de Pernambuco - IFPE

Instituto Federal do Sertão Pernambucano IFSERTAO

Universidade Federal do Agreste de Pernambuco - UFAPE

Universidade Federal do Rural de Pernambuco - UFRPE

Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF

SÃO PAULO

Instituto Federal de São Paulo - IFSP

Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP

Universidade Federal do ABC – UFABC

MINAS GERAIS

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET-MG

Instituto Federal de Minas Gerais - IFMG

Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG

Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais - IFSUDESTE MG

Instituto Federal do Sul de Minas - IFSULDEMINAS

Instituto Federal do Triângulo Mineiro IFTM

Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL-MG

Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI

Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF

Universidade Federal de Lavras - UFLA

Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP

Universidade Federal de São João Del-Rei - UFSJ

Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Universidade Federal de Vicosa - UFV

GOIÁS

Instituto Federal de Goiás - IFG

Instituto Federal Goiano - IF Goiano

Universidade Federal de Catalão - UFCAT

Universidade Federal de Goiás - UFG

Universidade Federal de Jataí – UFJ

MATO GROSSO

Fundação Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

Instituto Federal de Mato Grosso - IF-MT

Universidade Federal de Rondonópolis – UFR

RIO GRANDE DO SUL

Instituto Federal do Rio Grande do Sul - IFRS

Instituto Federal Farroupilha - IFFar

Instituto Federal Sul-Rio-Grandense - IFSUL

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA

Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA

Universidade Federal do Rio Grande - FURG

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

CEARÁ

Instituto Federal Catarinense do Ceará - IFCE

Universidade da Integração Internacional da Lusofonia AfroBrasileira - UNILAB

Universidade Federal do Cariri - UFCA

Universidade Federal do Ceará - UFC

PARAÍBA

Instituto Federal da Paraíba - IFPB

Universidade Federal da Paraíba - UFPB

Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

ESPÍRITO SANTO

Instituto Federal do Espírito Santo - IFES

Universidade Federal do Espírito Santo – UFES

PIAUÍ

Instituto Federal do Piauí - IFPI

Universidade Federal do Delta do Parnaíba - UFDPAR

Universidade Federal do Piauí – UFPI

RIO GRANDE DO NORTE

Instituto Federal do Rio Grande do Norte - IFRN

Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA

SANTA CATARINA

Instituto Federal Catarinense - IFC

Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC

Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

ALAGOAS

Instituto Federal de Alagoas - IFAL

Universidade Federal de Alagoas – UFAL

SERGIPE

Instituto Federal de Sergipe - IFS

Universidade Federal de Sergipe – UFS

AMAZONAS

Instituto Federal do Amazonas - IFAM

Universidade Federal do Amazonas - UFAM

Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA

PARANÁ

Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA

Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR

Instituto Federal do Paraná

ACRE

Instituto Federal do Acre - IFAC

Universidade Federal do Acre – UFAC

DISTRITO FEDERAL

Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior - ANDIFES

Instituto Federal de Brasília - IFB

Universidade de Brasília – UnB

MATO GROSSO DO SUL

Instituto Federal de Mato Grasso do Sul - IFMS

Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS

RONDÔNIA

Instituto Federal de Rondônia - IFRO

Universidade Federal de Rondônia - UNIR

TOCANTINS

Instituto Federal do Tocantins - IFTO

Universidade Federal do Norte do Tocantins - UFNT

Universidade Federal do Tocantins – UFT

AMAPÁ

Instituto Federal do Amapá - IFAP

Universidade Federal do Amapá – UNIFAP

RORAIMA

Instituto Federal de Roraima - IFRR

Universidade Federal de Roraima

17/01/2023 – ZH

Artigo de opinião da reitora Lucia Pellanda no ZH – versão impressa e digital

A federal da saúde faz 15 anos

No dia 11 de janeiro, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) completou 15 anos como universidade, embora tenha mais de 61 anos de história como Faculdade Católica de Medicina e Fundação Faculdade de Ciências Médicas, formando eminentes profissionais de saúde do nosso meio.

A UFCSPA tem nota máxima na avaliação do Ministério da Educação (nota 5) e é a segunda melhor no quesito graduação do país, entre mais de 2 mil instituições avaliadas. É a única universidade federal especializada em saúde e fica aqui no Rio Grande do Sul.

A visão da universidade é de ser uma instituição inovadora e inclusiva, referência no ensino da saúde, produzindo conhecimento de nível internacional com impacto na sociedade.

A comunidade universitária trabalhou intensamente para tornar esta visão realidade. A UFCSPA ingressou nos principais rankings internacionais, como o Times Higher Education e o QS ranking, aumentou sua produção científica e sua visibilidade.

Inovadora, a UFCSPA tem um moderno centro de simulação realística e um centro de inovação em saúde, juntamente com a Santa Casa, e investe em inovação pedagógica para dar conta das mudanças no mundo, que exigem profissionais com habilidades e atitudes reflexivas e de trabalho em rede.

O impacto social ficou muito evidente durante a pandemia, com mais de 4,5 toneladas de álcool gel produzidas no laboratório de farmácia, mais de 200 mil testes e 100 mil atendimentos em saúde, além de projetos de pesquisa, atividades educativas e participação nas campanhas de vacinação, em parceria com a Santa Casa, as secretarias estadual e municipal de Saúde e a UFRGS, entre outras.

Este ano, a universidade recebeu o prêmio Capes-Elsevier de produção científica voltada para políticas públicas, o que também mostra a importância do conhecimento produzido para a sociedade.

A UFCSPA pode ser uma adolescente de 15 anos, mas ao mesmo tempo tem uma sólida história, que une tradição e inovação, excelência e respeito, ética e cuidado.

17/01/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/editais-cursos-e-concursos-no-setor-cultural-1.973567

Editais, cursos e concursos no setor cultural

Há inscrições para encontro sobre Lei de Incentivo à Cultura e as seleções do Música na UFCSPA, do Movimento Coral Feevale, de Residência artística, do Prêmio Sesc de Literatura, além de concurso fotográfico

Uma seleção de editais, cursos e concursos na área cultural. Há inscrições para Música na UFCSPA, Movimento Coral Feevale, Residência artística promovida pelo Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, o renomado Prêmio Sesc de Literatura, além de encontro sobre Lei de Incentivo à Cultura, concurso fotográfico e oficinas.

Lei de Incentivo à Cultura

A Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) realiza nesta quarta-feira, dia 18, das 9h às 12h, uma Audiência Pública para discutir a Lei de Incentivo à Cultura (LIC-RS), um mecanismo de fomento indireto que integra o Sistema Estadual Unificado de Apoio e Fomento às Atividades Culturais – Pró-cultura RS. Serão abordados também os critérios de avaliação previstos em resoluções específicas do Conselho Estadual de Cultura (CEC-RS).  A audiência será realizada em formato virtual. O público poderá participar por meio deste link (acessar na hora da reunião).

Drink and Draw

O Instituto Ling, em parceria com a Cervejaria Fil, receberá duas edições da experiência Drink and Draw, um misto de oficina com happy hour que une o prazer e a diversão do desenho com o espírito de uma confraternização entre amigos. Os encontros acontecem nos dias 18 de janeiro e 8 de fevereiro, quartas-feiras, das 19h às 21h30. Entre uma cerveja e outra, os participantes irão desenhar sob a tutela de um artista convidado, dentro da temática “Memórias de um verão”. Na primeira edição, a convidada será a artista e ilustradora Carla Barth. Já no próximo mês, quem conduz a atividade é o artista visual Gustavo Assarian. As inscrições, com vagas limitadas, podem ser feitas separadamente, no valor de R$ 140 para cada experiência, no site Instituto Ling.

Seleção de show e recitais

O Núcleo Cultural da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) está com edital para seleção de propostas de apresentações musicais para integrar a série de concertos Música na UFCSPA 2023. Serão selecionados projetos de shows, recitais e espetáculos musicais de diferentes estilos e gêneros encaminhados até o dia 29 de janeiro, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. As apresentações serão realizadas nas quartas-feiras, às 20h, no Teatro Moacyr Scliar, localizado no Prédio 2 da UFCSPA. Conferir edital aqui.

Residência artística

A Sociedade de Amigos do Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (SAMALG), através do projeto “Trânsitos Excêntricos — programa de residências no MALG”, abriu edital para seleção de artistas individuais ou coletivos de arte participarem de residências com tema “migrações”. Os selecionados participarão de residências híbridas, com ações presenciais e virtuais, com o acompanhamento dos curadores, da equipe do MALG e do educativo do programa a fim de estreitar a conexão e proporcionar novos diálogos com o acervo do Museu. Através do edital, serão escolhidas duas pessoas candidatas: uma na categoria de artista local (domiciliada em Pelotas-RS) e uma na categoria de artista regional (domiciliada no RS, exceto em Pelotas). Serão concedidas, a cada selecionado, (artista ou coletivo), uma bolsa-auxílio no valor de R$ 2,5 mil. As inscrições estão abertas até o dia 31 de janeiro. Ver edital no site do Museu.

[ver mais informações pelo link]

17/01/2023 – Diário de Santa Maria

Link: https://diariosm.com.br/hepatites-virais-ministerio-da-saude-abre-vagas-para-curso-voltado-a-capacitacao-de-profissionais-da-enfermagem/

Brasil segue proposta da OMS e projeta eliminação de hepatites virais até 2030

Com foco na proposta da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil busca eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030. O objetivo é reduzir em 90% as novas infecções e 65% a mortalidade por esses agravos.

Nesse contexto, a capacitação da Enfermagem para o cuidado às pessoas com hepatites virais é uma das estratégias, por conta da atuação direta destes profissionais na elaboração, implementação, ampliação e gestão das políticas públicas no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como na articulação das equipes, em todos os níveis de atenção, principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS).

Capacitação

As inscrições para o curso online “A Enfermagem no Contexto das Hepatites Virais” estão abertas. No total, estão disponíveis 50 mil vagas. A capacitação é destinada a profissionais de Enfermagem e demais interessados no tema. As inscrições seguem até 29 de novembro deste ano. Após a matrícula, o início do curso é imediato.

O curso possui 40 horas-aula. Os enfermeiros serão apresentados aos conceitos de políticas de saúde para ampliar o acesso à prevenção, rastreio, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de grupos sociais vulneráveis, além de elementos sobre o enfrentamento das hepatites virais, considerando o processo saúde-doença nos grupos sociais de seus territórios de atuação.

A capacitação é ofertada pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – instituição integrante da Rede UNA-SUS, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (SVSA/MS).

*com informações do Ministério da Saúde

12/01/2023 – Rádio Guaíba

Link: https://guaiba.com.br/2023/01/12/ufcspa-reitora-associa-gastos-maiores-com-viagens-a-alta-do-dolar-e-compromissos-acumulados-na-pandemia/

UFCSPA: reitora associa gastos maiores com viagens à alta do dólar e compromissos acumulados na pandemia

Reportagem questionou Lúcia Campos Pellanda sobre despesas da universidade com viagens e diárias de servidores, proporcionalmente maiores que as da Ufrgs em 2022

A Reitoria da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) apontou, em resposta a um questionamento da Rádio Guaíba, que os valores gastos pela instituição com viagens e diárias, em 2022, decorrem de compromissos acumulados durante a pandemia e da alta do dólar. A manifestação ocorre após a reportagem pedir explicações sobre a quantia de R$ 822.052,52 usada para custear roteiros nacionais e internacionais de servidores no ano passado.

No início de dezembro, a universidade havia denunciado que ‘instituições federais de ensino superior vêm sofrendo com progressivas reduções do orçamento’, conforme nota assinada por reitorias gaúchas. As instituições declaravam estar sem recursos para pagamentos de ‘assistência estudantil, bolsas e contas básicas’, e foram relatados prejuízos ‘de mais de 45 milhões’ por conta de repasses que ainda não haviam sido realizados pelo governo federal.

Segundo a reitora da UFCSPA, Lúcia Campos Pellanda, a devolução dessa verba acabou sendo feita antes do fim do ano. No entanto, segundo ela, não foram restituídos valores referentes à redução de 7,2% no orçamento do Ministério da Educação (MEC). “Ficamos em uma situação bastante crítica mas, antes de finalizar o ano, o recurso financeiro foi devolvido. Ficou um corte de 7,2%, feito em junho. O restante do valor cortado, em novembro, foi devolvido”, destacou.

Os mais de R$ 822 mil gastos em itinerários da UFCSPA, conforme a reitora, são proporcionais a valores economizados na pandemia. Com a impossibilidade de realizar os roteiros, segundo ela, as despesas com viagens de funcionários estiveram na casa dos R$ 68 mil, em 2020, e R$ 81 mil, em 2021.

“Como não foram feitas as visitas técnicas e cursos previstos, por causa da pandemia, economizamos este valor e, em 2022, foram realizadas mais viagens. Este valor não é o usual, por dois motivos: compromissos acumulados e alta do dólar. Também houve um aumento do valor das diárias pelo governo, em julho. Então, realmente não é o que tínhamos planejado quando firmamos os convênios. Mesmo assim, ainda tivemos a possibilidade de executar, sabendo que era uma situação bastante particular”, declarou a reitora.

Lúcia Pellanda também citou esforços para poupar recursos, como o cancelamento de um contrato de uso de um carro pela Reitoria. Conforme a docente, só essa medida resultou, em cinco anos, em uma economia de R$ 800 mil.

“É claro que nesse ano foi um gasto maior, pois já tínhamos feito uma programação. Só com o [cancelamento do] contrato de carro e outros gastos pessoais, como celulares, a gente conseguiu pagar todo o processo de internacionalização da faculdade”, enfatizou.

Internacionalização

Os roteiros internacionais, de acordo com a reitora, foram planejados entre 2018 e 2020, antes dos bloqueios e desbloqueios orçamentários dos últimos anos, baseando-se em um objetivo estratégico de inovação pedagógica.

A internacionalização, segundo a docente, é um dos pilares das universidades em geral. Ela destaca que, nos últimos cinco anos, o programa permitiu a entrada da UFCSPA em rankings internacionais que colocaram a instituição em 76º entre as universidades da América Latina e entre as 550 melhores da área de Medicina.

“Pode olhar, na Ufrgs e em todas as universidades, esse valor [de viagens e diárias] é muito importante para a internacionalização”, completa a docente.

Conforme o Portal da Transparência, no ano passado, o orçamento executado pela UFCSPA chegou a R$ 161.570.287,81. Já o da Ufrgs, mais de 11 vezes maior, atingiu R$ 1.807.501.927,97. No mesmo período, os gastos com viagens da segunda foram de R$ 2.314.814,42.

Comparados os orçamentos, o executado da UFSCPA representa 9% do da Ufrgs. Já o custo de viagens da primeira corresponde a 36% do da segunda.

Proporcionalmente, a UFCSPA gastou cerca de quatro vezes mais com os itinerários do que a Universidade Federal do RS em 2022.

Passagens e diárias da reitora 

No ano passado, dos R$ 129.107.52 utilizados em viagens pela reitora Lúcia Campos Pellanda, R$ 67.253,42 foram gastos entre o dias 15 de setembro e 3 de outubro. Os custos correspondem a um Programa de Formação em Pedagogia da Inovação, na Finlândia, e ao 4º Simpósio de Intercâmbio em Medicina da Rede de Cooperação das Escolas Médicas de Língua Portuguesa, em Portugal.

“A viagem para a Finlândia foi um convênio que fizemos com a Universidade de Turco. É um projeto que envolve toda a universidade e, inclusive, os professores finlandeses vem para cá em março. É um projeto de inovação pedagógica que está dentro da visão do programa de desenvolvimento institucional da UFCSPA, de ser uma instituição referência em inovação no ensino da saúde. Temos 30 servidores fazendo esse curso”, declarou a reitora.

Questionada pela reportagem sobre um registro de voos entre a Finlândia e Holanda, em 24 de setembro, com desembarque em Porto Alegre, no dia seguinte, a educadora disse se tratar de um erro no Portal da Transparência. Segundo ela, a informação é referente a um trecho que acabou sendo cancelado. As passagens, conforme o site, custaram mais de R$ 10 mil.

“Este trecho foi cancelado. Era do bilhete original. Vou verificar por que consta o valor como gasto, porque este foi modificado”, declarou a reitora.

De acordo com a professora, a viagem seguiu da capital finlandesa para Portugal, já que as datas entre os eventos eram próximas e não valia a pena retornar ao Brasil. O convite da Universidade do Porto, segundo ela, ocorreu após a compra das passagens.

08/01/2023 – Jornal do Comercio

Link: \https://www.jornaldocomercio.com/cultura/2023/01/880111-nucleo-cultural-da-ufcspa-oferta-cinco-cursos-de-formacao-musical-em-janeiro.html

O ano de 2023 inicia na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) com uma grande variedade de ofertas de atividades de formação musical. Serão realizados cinco cursos presenciais, gratuitos e abertos à população: Por que ouvir os clássicos (2ª Ed.); A música e as américas (2ª Ed.); O Tratado de Harmonia (1722) de Rameau: contexto, princípios e perspectivas; Uma abordagem cultural da taxonomia musical: gêneros, estilos e genealogias; e Uma introdução à leitura da partitura musical (3ª Ed.). As inscrições devem ser feitas pelo SIUR - Sistema Único de Registros da UFCSPA. O curso dá direito a certificados.

08/01/2023 – Notícias ao Minuto

Link: https://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/1979880/invictos-para-covid-e-pessoas-com-varias-reinfeccoes-intrigam-cientistas

Invictos para Covid e pessoas com várias reinfecções intrigam cientistas

Veja o que dizem os especialistas sobre os casos adversos de covid-19

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em 7 de abril de 2020, o médico Marcelo Sapienza, 55, começou a sentir febre. Dois dias depois, não sentia cheiro de nada. O quadro lembrava o da Covid-19, doença descoberta meses antes e que, naquele momento, já era uma pandemia.

Marcelo fez um exame em 10 de abril, e o resultado foi positivo. A febre continuou, além de dores musculares e no quadril. "Perto do sétimo dia do quadro, fiquei mais ansioso por saber que poderia haver um agravamento por quadro inflamatório exacerbado, mas felizmente os sintomas foram progressivamente melhorando", conta.

O médico morava com sua esposa, Maria Tereza Sapienza, 57, e o filho do casal. Marcelo isolou-se dentro da sua casa a partir do dia em que perdeu o olfato. Mesmo assim, eles sabiam que tinham uma chance da transmissão ter ocorrido antes, até porque nenhuma vacina estava disponível naquele momento.

aAA realidade, no entanto, foi outra: tanto Maria Tereza quanto o filho apresentaram testes negativos para a doença.

O cenário se repetiu, agora em 2022. Já vacinados, Marcelo novamente teve Covid, mas nada de Maria Tereza apresentar a doença. "Novamente ficamos um pouco surpresos por ela não ter adoecido", diz o médico.

O casal faz parte de um estudo do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-tronco, também conhecido como Genoma USP. Pesquisadores da instituição identificaram outros casais que passaram pela mesma experiência e buscaram entender as razões pelas quais um dos parceiros ficou doente e o outro não.

Em paralelo a essa investigação, outra ocorria com uma finalidade parecida. Nesse segundo estudo, o objetivo era entender a razão de alguns idosos com mais de 90 anos apresentarem quadros leves para Covid-19 quando estavam doentes. Até o final de 2020, já eram mais de cem pessoas acompanhadas pela pesquisa, alguns até centenários.

"Se você pensar num idoso com 100 anos que passou pela Covid antes da vacina com a cepa que veio da China e se espalhou pelo mundo, os dados mostravam que a chance de essa pessoa ter complicações eram muito altas", afirma Mateus Vidigal, pesquisador do Genoma.

A explicação, tanto para os idosos sem complicações quanto para os casais em que um dos companheiros não se infectou, pode ser genética.

No caso dos mais velhos, análises dos genomas foram performadas, e alguns genes associados com o sistema imune foram encontrados com maior frequência. Um desses é o gene MUC-22. Ele é responsável pela produção de mucina, uma proteína associada ao muco. Este, por sua vez, desempenha um papel importante no combate à Covid.

Os pesquisadores ainda compararam os genomas dos idosos com os de adultos de até 50 anos que tinham morrido pela Covid-19. Nesses adultos, as alterações não foram observadas.

Nos casais, sequenciamentos dos genomas também foram realizados, com resultados parecidos daqueles vistos nos mais velhos. "A gente também identificou esses genes de resistência", afirma Vidigal.

A resposta, no entanto, ainda não é definitiva. A próxima etapa da pesquisa envolve ensaios celulares para concluir se, na prática, esses genes realmente fornecem uma resposta diferenciada frente à Covid-19.

Outro ponto diz respeito aos inúmeros fatores envolvidos no sistema imunológico de uma pessoa. Um exemplo é outra investigação, igualmente do Genoma, sobre gêmeos. Vidigal relata o caso de duas gêmeas idênticas que tiveram Covid no começo da pandemia. Depois disso, uma delas voltou a se infectar pela doença, tendo um quadro mais grave, enquanto a irmã não passou por isso.

"Na teoria, elas compartilham o mesmo DNA, então a gente esperaria uma apresentação da doença parecida, só que essa menina acabou se reinfectando e a irmã gêmea idêntica não", explica.

O caso demonstra como, muito além da genética, diversos fatores podem influenciar a resposta imune de alguém. Tabagismo, prática de atividades físicas e alimentação são só alguns exemplos que afetam o sistema de defesa do organismo de uma pessoa. "Tudo isso acaba modulando a resposta imunológica, que é única para cada indivíduo", explica Vidigal.

REINFECÇÕES TAMBÉM GERAM DÚVIDAS

Em novembro, a consultora Ana Carolina Oyafuço, 27, fez uma viagem de férias na Espanha. Ainda no país europeu, ela começou a sentir sintomas gripais, como dor de garganta e febre. Já de volta ao Brasil, Ana fez dois autotestes para Covid-19 -ambos com resultados positivos.

Ela não tem certeza se a infecção aconteceu na Espanha, mas suspeita que sim. "Eu cheguei numa segunda, e na terça já testei positivo", afirma.

Ana conta que ficou ansiosa e com medo. Seu avô morreu pela doença em julho, e sequelas a preocupavam. Mas não era bem uma novidade um teste positivo de Covid -na realidade, essa era a terceira vez que a consultora tinha resultados confirmando a infecção.

Assim como com pessoas que nunca pegaram a doença, exemplos de reinfecções como de Ana intrigam cientistas, mas algumas hipóteses já indicam por que isso ocorre.

Cristina Bonorino, imunologista e professora titular da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre), afirma que uma explicação envolve o polimorfismo, concepção de que os indivíduos apresentam respostas imunes diferentes. Pessoas com reinfecção, por exemplo, podem ter um padrão de resposta imunológica que possibilita os repetidos casos da doença.

Outra razão se relaciona à capacidade do vírus de passar por mutações. Ao ocorrer isso, o patógeno desenvolve mecanismos que podem burlar os mecanismos de defesa já adquiridos em infecções anteriores ou mesmo com a vacinação. Sendo assim, casos de reinfecção seriam mais prováveis de acontecer.

Essas duas explicações, no entanto, ainda carecem de maiores evidências. Bonorino afirma que há escassez de estudos sobre reinfecções, tanto para Covid quanto para outras doenças.

"Em geral, não fazemos esses estudos para nenhum vírus, e talvez fosse uma boa ideia programar pesquisas para todos esses vírus alvo de vacinação a fim de instrumentar políticas de saúde pública", diz.

06/01/2023 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/verao/noticia/2023/01/clima-de-amizade-a-rotina-dos-aposentados-que-jogam-bocha-em-tramandai-clcl3tzaz00fa01813l12npes.html

Clima de amizade: a rotina dos aposentados que jogam bocha em Tramandaí

Atividade aumenta a capacidade cardiovascular e faz com que os idosos se mantenham socialmente ativos

O som de uma bocha batendo contra a outra logo é abafado por risadas ou reclamações — neste caso, do time que teve a sua tirada de perto do bolim (a bola pequena que determina quem marca ponto). Entre muitas brincadeiras, conversas e discussões por pontos e jogadas, o clima de amizade predomina na cancha de bocha Dr. Darci Ribeiro Pinto, localizada no centro de Tramandaí, no Litoral Norte. É lá que, todas as tardes, de segunda a sexta-feira, um grupo de idosos se reúne para a prática do tradicional esporte de origem italiana.

Natural de Rio do Sul, em Santa Catarina, o aposentado Vitorino Pedroso, 78 anos, se mudou de Novo Hamburgo para Tramandaí com a esposa há mais de duas décadas. Desde então, passou a jogar bocha na cancha que já existia antes mesmo de sua chegada ao litoral gaúcho. 

— Estava passando por aqui com a minha mulher e um senhor me perguntou se eu jogava bocha. Daí eu vim e, a partir daquilo, estou aqui até hoje. Não tinha como não me dar bem com pessoas que brincavam comigo sem nem me conhecer, daí simpatizei com eles (os frequentadores da época) — relembra o catarinense, que jogava bocha quando era criança e, hoje, é presidente do local.

De acordo com Vitorino, os encontros na cancha ocorrem a partir das 14h30min. No inverno, o grupo costuma jogar até as 17h — horário que é estendido nos meses de verão, quando o número de frequentadores aumenta. Nesta época do ano, cerca de 12 idosos se reúnem diariamente no local, que conta inclusive com uma arquibancada para quem quiser acompanhar as partidas. 

A movimentação na cancha começou a aumentar perto das 15h na última quinta-feira (5). Em alguns minutos, dois times de quatro jogadores já estavam formados para iniciar uma partida. O presidente conta que o grupo se conhece há muitos anos e que todos os frequentadores são amigos:

— Esse tempo todo que estou aqui, não tenho inimizade com ninguém. É interessante. Lógico que se eu disser que não dá nenhuma discussãozinha, vou estar mentindo, isso é no jogo de carta, sinuca, qualquer espécie de jogo tem a discórdia. Claro que acontece, mas tudo dentro do padrão, ninguém se ofende. Discorda, mas não fica ofendido.

Os aposentados não sabem afirmar com exatidão a data em que a cancha foi inaugurada, mas Azor Tesser, 89 anos, esclarece que a tradição das partidas de bocha começou no pátio de uma residência, em outra rua de Tramandaí. Um dos jogadores mais antigos, o capitão reformado conta que um amigo, já falecido, conseguiu autorização com a prefeitura para construir o espaço no canteiro da Rua Dr. Darci Ribeiro Pinto.

— Foi feito no chão. Depois, com outras pessoas, foi feita a cobertura, banheiro e melhorou. Não perdemos a tradição, é um prazer, uma alegria pelo movimento e entretimento — relata Azor, que mora em Porto Alegre, mas costuma passar os meses de verão no Litoral Norte.

A manutenção da cancha é por conta dos associados, que pagam uma taxa anual de R$ 200 para arcar com despesas como luz, água e pequenas reformas do espaço. Segundo Vitorino, atualmente a cancha tem cerca de 30 associados — a pandemia diminuiu o número, afirma, já que alguns morreram em decorrência do coronavírus. A compra das bochas e outros itens também é de responsabilidade do grupo, mas esses itens costumam durar muitos anos.

— Nesse tempo que eu estou aqui, o único que quebrou uma bocha fui eu, sem querer. Dei um tiro, quebrei e entrei para a história como o único que quebrou uma bocha — diverte-se o presidente.

Benefícios para a saúde física e mental

Vitorino garante que a bocha é um esporte tranquilo de praticar e que a atividade melhora sua saúde, por isso, é sagrada em sua rotina. Ele afirma que, enquanto puder, vai continuar rolando bochas pela cancha:

— É uma coisa que tu exercita o corpo inteiro para jogar, para agachar. Quem atira, faz força também. É muito interessante e, para quem é idoso, é muito bom. A gente se movimenta, não quer dizer que vamos durar para sempre, mas o exercício ajuda muito o físico da pessoa e a cabeça também. Quando tu está aqui, tu se distrai, conversa com um e com outro, esquece as preocupações, se diverte.

— É um esporte de origem italiana que é justamente para se mexer. Eu aprendi desde pequeno e a gente gosta, porque é movimento. Eu gosto de ler também, mas para ler tem que ficar sentadinho, aqui é exercício — acrescenta Azor.

O chefe do serviço de geriatria da Santa Casa de Misericórdia e professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Virgilio Olsen, afirma que a prática da atividade física traz muitos benefícios para a saúde dos idosos, como o aumento da capacidade cardiovascular, cardiopulmonar, aeróbica e da força muscular. Também destaca que a bocha, especialmente, tem outro aspecto importante, já que é um esporte feito em grupo.

— Quando a gente fala de envelhecimento bem-sucedido, um dos pilares é a saúde e, para manter a saúde, a atividade física é extremamente importante. Mas existem outros pilares, de aprendizagem ao longo da vida, de segurança e de interação social. E a bocha tem um poder incrível de manter esses idosos engajados na sociedade, convivendo com amigos, tendo opiniões e compartilhando de opiniões e conversas — ressalta. 

Conforme o especialista, a rotina de movimento e o fortalecimento da musculatura e das articulações também ajudam no controle da dor causada por doenças que são mais comuns no envelhecimento, como a artrose. No entanto, aponta que o ideal é que os idosos continuem fazendo exercícios durante todo o ano, não apenas na época de veraneio. Olsen também indica a necessidade de fazer alongamentos antes e depois da prática do esporte.

Além disso, é preciso ficar atento aos sinais de alerta: 

— Se tem alguma dor que esteja incapacitando a atividade, dor no peito, falta de ar ou um cansaço além do usual, merece uma avaliação médica. Mas, fora isso, é ótimo que eles façam esse exercício, que sigam fazendo e que levem cada vez mais amigos para compartilhar desses momentos.

05/01/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/cursos-gratuitos-de-forma%C3%A7%C3%A3o-musical-em-janeiro-1.968091

Cursos gratuitos de formação musical em janeiro

Promovido pelo Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, os cursos são presenciais, gratuitos, abertos à população e com direito a certificados

O ano de 2023 inicia na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) com a oferta de atividades de formação musical. Serão realizados cinco cursos presenciais, gratuitos e abertos à população. As inscrições devem ser feitas pelo SIUR - Sistema Único de Registros (SIUR/UFCSPA). Veja Eventos de Extensão.: https://siur.ufcspa.edu.br/.  O curso dá direito a certificados.

Os quatro primeiros cursos citados serão realizados, presencialmente, no campus da UFCSPA, na Av. Sarmento Leite, 245, no Anfiteatro Heitor Masson Cirne Lima, no Prédio 2 da universidade e o de “Leitura de partitura” ocorrerá, presencialmente, no Zona Norte, no Bairro Rubem Berta, na sede da Alvo Associação Cultural, localizada no Vida Centro Humanístico, na Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2132.

Conheça os cursos e a programação:

Por que ouvir os clássicos (2ª Ed.)  - O curso objetiva incentivar o hábito da escuta musical ativa e criativa, questionar e aprofundar o conceito de “clássico musical”, a partir de paralelismos com a literatura e outras artes.Quando: 10 de janeiro, terça-feira, 15h às 17h. Na UFCSPA (Sarmento Leite 245). Com Marcelo Rabello dos Santos.

 A música e as américas (2ª Ed.) - O curso objetiva oferecer uma visão geral das músicas das américas, considerada como território de intersecção cultural entre os fazeres musicais de matriz ameríndia, europeia e africana. A partir de uma abordagem que reconhece e valoriza as contribuições de diferentes culturas, “A Música e as Américas” justifica-se por questionar o etnocentrismo e preconceitos arraigados do campo musical. Quando: 17 de janeiro, terça-feira, 15h às 17h. Na UFCSPA. Ministrado por Marcelo Rabello dos Santos.

O Tratado de Harmonia (1722) de Rameau: contexto, princípios e perspectivas – O curso objetiva elucidar aspectos do Tratado de Harmonia de Rameau de forma a permitir uma apreciação das perspectivas que a obra legou para a experiência musical contemporânea.Quando: 24 de janeiro, terça-feira, 15h às 17h. Na UFCSPA. Palestrante: Danton Oestreich.

Uma abordagem cultural da taxonomia musical: gêneros, estilos e genealogias - O curso objetiva apresentar os conceitos de gênero e estilo em música em sua acepção tradicional, discutir a limitações destes conceitos, a partir da compreensão da ideia de genealogia musical, abordar visões contemporâneas do problema da taxonomia musical. Quando: 31 de janeiro, terça-feira, 15h às 17h. Com Marcelo Rabello dos Santos. Na UFCSPA.

Uma introdução à leitura da partitura musical (3ª Ed.) - O curso objetiva oferecer, em três encontros, uma introdução à leitura de partitura e tópicos de teoria musical, informando a respeito do sistema de notação musical empregado no contexto da tradição cultural do ocidente.Formato: três encontros de 90 minutos às sextas-feiras pela manhã.Quando: 13, 20 e 27 de janeiro, das 9h30 às 11h. Na  Associação Cultural – Vida Centro Humanístico: Baltazar de Oliveira Garcia, 2132. Com Marcelo Rabello dos Santos.

01/01/2023 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/ga%C3%BAchos-podem-se-inscrever-em-30-concursos-abertos-em-janeiro-de-2023-1.944735

Gaúchos podem se inscrever em 30 concursos abertos em janeiro de 2023

Há vagas em âmbitos municipal, estadual e federal, com salários que chegam a R$ 21 mil

Para quem pensa em começar uma nova carreira neste ano que se inicia, há cerca de 30 concursos e processos seletivos com inscrições abertas e vagas tanto para início imediato, quanto para formação de cadastro reserva (CR). A maior remuneração é para as 300 vagas nos cargos para a Advocacia-Geral da União (AGU) de advogado da União, procurador federal e procurador da Fazenda Nacional, de R$ 21.014,49. Inscrições no site https://www.cebraspe.org.br, até 7 de fevereiro, com taxa de R$ 180.

O concurso do Banco do Brasil é o que disponibiliza mais oportunidades no Brasil. No total, são 6 mil novas vagas, sendo 4 mil imediatas para os cargos de Agente de Tecnologia e Agente Comercial (Escriturário Nível Médio), além de 2 mil vagas para cadastro de reserva. A remuneração inicial é de R$ 3.622,23 para uma jornada de 30h semanais, além de benefícios, como plano de saúde, auxílio-alimentação e refeição, plano odontológico e possibilidade de ascensão de carreira, entre outros.

Há vagas para todos os estados brasileiros. O período de inscrições vai até 24 de fevereiro de 2023, exclusivamente no site da Fundação Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br). A taxa de inscrição é de R$ 50 e as provas objetivas serão em 23 de abril de 2023.

[...]

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre-RS (UFCSPA-RS)

Número de vagas: 11

Remuneração: até R$ 9.616,18

Situação: inscrições até dia 20 de janeiro

Informações: Cargos para Professor Adjunto nas áreas: Enfermagem Pediátrica (1), Nutrição e Saúde Coletiva (1), Alimentação Coletiva/UAN (1), Psicologia Social (1), Radiologia-Diagnóstico por Imagem (1), Nefrologia e Semiologia (1), Gastroenterologia (1), Farmácia Clínica (1), Imunologia Clínica, Líquidos Corporais e Citologia Clínica, Uroanálise e Parasitologia Clínica (1), Cirurgia Torácica (1) e Coloproctologia (1). Inscrições no site https://sei.ufcspa.edu.br/externo/. O valor da taxa de inscrição vai de R$ 160 a R$ 175.

12/12/2022 – Brasil de Fato RS

Link: https://www.brasildefators.com.br/2022/12/12/no-rs-cortes-na-educacao-deixam-bolsistas-sem-dinheiro-para-alimentacao-moradia-e-transporte

No RS, cortes na educação deixam bolsistas sem dinheiro para alimentação, moradia e transporte

Bolsas e auxílios de assistência são a única fonte de renda dos estudantes de cursos em período integral

Bolsistas de universidades e institutos federais de todo o país têm sentido os impactos dos cortes de verbas no Ministério da Educação (MEC) decretado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) nos últimos dias. Com as incertezas quanto ao pagamento das bolsas de graduação, pós-graduação e extensão, os estudantes relatam preocupação com o futuro e temem não ter dinheiro para arcar com contas básicas: alimentação, moradia e transporte.

De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o bloqueio realizado no início de dezembro é de R$ 431 milhões. Além das bolsas estudantis, esse cenário compromete salários de funcionários terceirizados e outras despesas essenciais, como água e luz.

No Rio Grande do Sul, seis universidades federais informaram que somam, juntas, um corte de R$ 24,8 milhões: UFSM (R$ 12 milhões), UFCSPA (R$ 4 milhões), UFFS (R$ 3 milhões), Unipampa (R$ 2,4 milhões), Furg (R$ 1,7 milhão) e UFPel (R$ 1,7 milhão). A UFRGS, a maior Universidade do estado, não divulgou déficit. Já o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul teve uma perda de R$ 12,88 milhões.

“Essa medida de corte das bolsas afeta grupos muito específicos”

Natural de São Paulo, o estudante Giorgio Pereira veio para a capital gaúcha para realizar um sonho. Atualmente, ele está cursando o 4º semestre de Medicina na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Cotista de escola pública e renda, Giorgio vive exclusivamente do dinheiro que recebe do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).

“Eu fui pego de surpresa com a notícia de que os institutos federais estavam sem dinheiro. Foi aí que o pesadelo de fato começou. Eu dependo exclusivamente desses auxílios concedidos pelo governo federal por meio da bolsa de permanência, bolsa alimentação e a da bolsa de extensão no Núcleo de Inclusão e Diversidade (NID) da UFCSPA.”

Ele conta que, apesar da renda da Universidade ajudar, não é o suficiente: “Eu preciso fazer trabalho por fora, trabalho em bar para complementar essa renda”.

Na última quinta-feira (8), o governo anunciou a liberação para cobrir de forma integral bolsas e auxílios Pnaes. No entanto, de acordo com Giorgio, o pagamento de suas bolsas não foi realizado até o fechamento desta matéria. “As ações afirmativas garantiram que eu pudesse estar realizando o meu sonho de cursar Medicina em uma universidade pública de qualidade, mas agora isso está sendo colocado em risco”, relata.

Para o estudante, cortes de recursos da educação fazem parte de uma conjuntura necropolítica. “Essa medida de corte das bolsas afeta grupos muito específicos que são estudantes de baixa renda, sobretudo pessoas negras. Pois, assim como eu, outros estudantes negros são frutos das ações afirmativas”, enfatiza Giorgio.

“É por esses cortes que é fomentada a pobreza de estudantes, a subalternidade, a falta de acessos. Não tem como negar que o curso de Medicina é um fator de ascensão de vida pra mim e para os meus familiares porque o acesso ao ensino superior garante que eu tenha uma condição de vida melhor.”

Sem dinheiro para chegar ao campus

Hayra Kohler Schleicher, estudante do último ano do Curso Técnico em Química Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), conta não ter previsão de receber o valor da sua bolsa no Núcleo de Memória do IFRS (NuMem/IFRS), oferecida pelo Programa Institucional de Bolsas de Extensão (Pibex). Após os cortes, ela relata medo de ficar sem dinheiro para passagens.

“Moro em Nova Petrópolis e estudo em Caxias do Sul, passo quatro horas por dia no transporte ou na rodoviária. Não consigo trabalhar em algum lugar físico, por isso, as bolsas são muito importantes pra mim. Estudar no IFRS sempre foi meu sonho, mas não é fácil”, conta.

Além dos custos com as passagens de ônibus, Hayra também precisa pagar van. “Por mês, é como se eu pagasse a mensalidade de uma escola particular. O valor da bolsa, apesar de não ser muito, ajuda bastante a ter o mínimo de ‘independência financeira’. Mas no momento, não temos previsão de quando vamos receber.”

“Mesmo sem investimento, conquistamos coisas incríveis, prêmios nacionais e mundiais no âmbito da pesquisa, ensino e extensão. Imagina o que poderia ser feito com incentivo e recurso?”, questiona a estudante.

A bolsa como única fonte de renda

Doutorando em Ciências Farmacêuticas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Cesar Hoffmann é pesquisador da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Sem o repasse da bolsa, ele diz não ter como pagar alimentação, aluguel e demais gastos pessoais. “A sorte é que eu divido o apartamento com um pessoal e eles sabem dos cortes, então eu consigo negociar”, conta.

“É a minha única fonte de renda, a gente não consegue ‘trabalhar’ pela Capes porque ela exige dedicação exclusiva”, destaca Cesar. Pelas próprias regras da Capes, os beneficiários não podem manter vínculo empregatício CLT durante o período que exercem atividades de pesquisa.

A Capes informou na última sexta-feira (9) ter efetuado o pagamento de todas as bolsas de pós-graduação. Os depósitos deveriam ter sido feitos até o quinto dia útil do mês, mas, por causa dos bloqueios de verba anunciados pelo Ministério da Educação (MEC), a instituição havia declarado que todos os bolsistas ficariam sem salário.

Ao Brasil de Fato RS, o doutorando confirmou ter recebido o pagamento. No entanto, o valor é referente ao mês de novembro. “A gente recebe retroativo, agora é esperar alguma novidade até o fim do ano, pois a bolsa de dezembro [a que deve ser efetivada no início de janeiro] está comprometida e não tem previsão”, explica.

Com dez anos de formado, o doutorando comenta nunca ter presenciado um cenário tão grave. “É bem complicado ser bolsista no Brasil, mas eu nunca tinha visto uma situação como essa de afetar todos os bolsistas.”

Linha do tempo dos cortes nas verbas destinadas ao MEC

Em junho, o MEC já havia sofrido um corte de R$ 1,6 bilhão. No entanto, a primeira ameaça ao funcionamento das instituições públicas de ensino superior aconteceu ainda em janeiro, quando Jair Bolsonaro (PL) sancionou o Orçamento de 2022. A pasta da Educação perdeu R$ 739,9 milhões do total de R$ 113,4 bilhões aprovados pelo Congresso em dezembro.

O valor retirado de universidades e institutos federais em junho foi de R$ 438 milhões. Em outubro, houve um bloqueio temporário de R$ 328,5 milhões nas instituições; a verba foi liberada posteriormente. Em novembro, o corte foi de R$ 366 milhões, que chegou a ser "cancelado" e retomado no mesmo dia. O bloqueio mais recente é de R$ 431 milhões.

Caso a verba não seja liberada, as instituições públicas de ensino superior temem pelo funcionamento em 2023.

09/12/2022 – Portal da UFPEL

Link: https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2022/12/09/reitores-gauchos-se-encontram-com-governador-eleito-do-rs/

Reitores gaúchos se encontram com governador eleito do RS

A reitora da Universidade Federal de Pelotas, Isabela Andrade, mediou, na manhã desta sexta-feira (9), reunião de diversos reitores de instituições federais de ensino com o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Durante a reunião virtual, os dirigentes apresentaram a Leite a problemática das instituições a partir do último bloqueio orçamentário.

Participaram, além de Isabela, os reitores dos Institutos Federais do Rio Grande do Sul (IFRS), Júlio Heck, Farroupilha (IFFar), Nídia Heringer, e Sul-Rio-Grandense (IFSul), Flávio Nunes, o reitor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Roberlaine Jorge, e da vice-reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Jenifer Saffi.

Isabela iniciou a reunião trazendo o cenário do atual corte, que diferente dos demais ocorridos no ano, impediram o empenho de compromissos financeiros já assumidos pelas instituições, pois este deixou o caixa zerado. Além disso, houve a suspensão dos repasses destinados à assistência estudantil.

O governador eleito manifestou sua posição sobre o ocorrido, descrevendo a ação do Ministério da Economia como um desincentivo à ciência; também destacou o impacto dos cortes especialmente para uma camada tão necessitada dos recursos, que são os estudantes em vulnerabilidade socioeconômica. Colocando-se à disposição dos reitores gaúchos, Leite disse considerar importante o envolvimento da bancada do estado no Congresso Nacional, à qual se comprometeu a contatar.

08/12/2022 – Sul 21

Link: https://sul21.com.br/noticias/educacao/2022/12/sob-pressao-mec-libera-parte-do-orcamento-bloqueado-para-pagar-assistencia-estudantil/

Sob pressão, MEC libera orçamento bloqueado para pagar assistência estudantil e bolsas

Entre quarta e esta quinta-feira, Victor Godoy anunciou duas liberações de recursos para o Ministério

Depois de dias de tensão, com universidades federais pelo País todo anunciando que não tinham dinheiro para contas básicas e de estudantes apavorados com o bloqueio de recursos destinados a bolsas, a situação começou a ser resolvida. Na terça-feira (6), o governo federal publicou uma portaria liberando R$ 300 milhões do orçamento bloqueado pelo Ministério da Economia para o Ministério da Educação (MEC). Na noite de quarta (7), o MEC garantiu às universidades a utilização desse dinheiro para o pagamento de bolsas e auxílios do Programa Nacional de Assistência Estudantil, que estava inviabilizado pela suspensão de repasses. Após uma reunião com representantes de instituições, o Ministério Público Federal (MPF) enviou, nesta quinta (8), uma recomendação aos ministérios para a suspensão dos bloqueios e a recomposição do orçamento.

Ao final da tarde, o ministro Victor Godoy anunciou em suas redes sociais a liberação de R$ 460 milhões para a educação, dinheiro a ser usado para as despesas discricionárias das instituições. Godoy também garantiu que os R$ 300 milhões liberados anteriormente serão usados para bolsas PET, Prouni e outras, além da assistência estudantil. As bolsas da Capes devem ser pagas até a terça-feira (13).

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) divulgou que, até segunda-feira (12), deve realizar todos os pagamentos de auxílios previstos no mês para quase 4 mil estudantes. “A liberação de recursos financeiros ocorreu nesta quinta-feira, 08 de dezembro de 2022, e é específica para a assistência estudantil. Dessa forma, outros gastos cotidianos, como energia elétrica, água e contratos terceirizados, a exemplo de limpeza e vigilância, seguirão em aberto”, diz o texto, publicado no site do Instituto.

Diversas universidades e institutos federais haviam emitido comunicados informando sobre a dificuldade para as instituições e, principalmente, para seus estudantes. Lucia Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), demonstrou preocupação com a situação dos estudantes, mesmo após a liberação da assistência estudantil. “Está sendo muito difícil, os alunos estão desesperados porque as pessoas precisam disso pra comer, pra pagar aluguel, pra vir pra universidade”, disse.

Esse é o caso de Paulo Cesar de Santana Filho, estudante de Biomedicina e pesquisador da UFCSPA. Ele entrou na universidade com cota de escola pública e de renda, e, desde 2018, recebe R$ 400 de auxílio moradia e R$ 300 de auxílio alimentação. “Eu sou do interior de São Paulo, São José dos Campos, e meus pais moram de aluguel lá também. Então, o dinheiro do auxílio é fundamental pra eu conseguir me virar aqui em Porto Alegre. Não receber o auxílio da faculdade faz com que as minhas contas aqui fiquem difíceis e meus pais precisariam mandar dinheiro para mim.”

Luíza Faustino de Souza, estudante de nutrição, explica que se torna inviável complementar a renda trabalhando por não ser possível conciliar com os horários da graduação, e por isso se torna necessário o auxílio permanência. “Muitos não conseguem trabalhar, não conseguem estagiar por conta dos horários de turno integral, a maioria do pessoal estuda de manhã e de tarde, então muitos dependem somente dos auxílios para se manter em Porto Alegre. Um mês de bloqueio é o suficiente para causar uma tragédia.”

Os estudantes de pós-graduação enfrentavam situação semelhante. Júlia Klein Caldas, bolsista de doutorado em Linguística Aplicada na Unisinos, temia não receber os recursos devidos. “Minha bolsa é integral e exige dedicação exclusiva, o que torna a pesquisa o meu trabalho. Além de desenvolver a tese, temos que publicar em revistas científicas, participar de eventos e nos envolvemos com cursos e atividades de extensão. Com esse calote do governo, não receber significa trabalhar de graça e não saber como pagar as contas do mês. A bolsa é minha única fonte de renda”, relata.

Mellanie Fontes-Dutra, biomédica, neurocientista e pesquisadora, vê um ataque constante à ciência a partir dos diversos contingenciamentos na pós-graduação. “A gente precisa que a ciência tenha prioridade de investimento e não prioridade de contingenciamento, até porque muitas pesquisas precisam desse financiamento”, observa. Ela reforça, ainda, que o valor das bolsas não sofre reajuste e é abaixo do valor necessário para cobrir despesas básicas. “Eu fico me colocando na posição desses vários estudantes de pós-graduação que têm aluguel para pagar que precisam da bolsa para transporte, para comida, não receber a bolsa coloca toda essa subsistência em risco. A gente não tá falando só da pesquisa. A gente tá falando das pessoas também.”

Entidades de estudantes e profissionais da UFCSPA convocaram um ato de mobilização na segunda-feira (12):

“Devido aos graves bloqueios sofridos pelas Instituições Federais de Ensino, incluindo a UFCSPA, os Conselheiros Discentes, DCE, APG, CA’s, ASSUFRGS, ADUFRGS, em diálogo com a reitoria e demais membros da comunidade acadêmica da UFCSPA, organizaram proposta de mobilização da nossa comunidade para um ATO UNIFICADO neste dia 12/12. A proposta inclui uma Sessão Conjunta Pública CONSUN/CONSEPE às 15:30, direcionada a toda comunidade interna e externa à UFCSPA e Ato de Rua após ao término da sessão, às 17:00 na Sarmento Leite, onde estaremos lutando contra o bloqueio de verbas e a falta de dinheiro para o pagamento de bolsas, auxílios e despesas universitárias básicas como luz e água. Cada aluno, técnico, terceirizado e professor é fundamental para a sobrevivência da UFCSPA, de nossas atividades e de nossos acadêmicos neste momento. Contamos com a sua ajuda na mobilização! Defendemos uma Educação Pública de qualidade, defendemos o respeito às Instituições Federais e aos nossos pesquisadores. A UFCSPA RESISTE, e juntos iremos mobilizar o maior número de pessoas contra o desmonte na Ciência e Educação no nosso país!”

08/12/2022 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2022/12/meu-cartao-de-credito-vence-amanha-e-nao-vou-pagar-minhas-contas-diz-pesquisadora-apos-cortes-no-mec-clbfn5mjp005r014u571wkfsg.html

“Meu cartão de crédito vence amanhã e não vou pagar minhas contas”, diz pesquisadora após cortes no MEC

Mais de 200 mil bolsistas de mestrado e doutorado da Capes não receberam salário; ministro da Educação anuncia que pagamento ocorrerá na semana que vem

Nesta sexta-feira (9) que marcará nove dias após o Ministério da Economia cortar R$ 5,72 bilhões no orçamento do governo federal, a estudante de doutorado em Fisiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Vanise Pereira de Medeiros, 36 anos, lidará com um amargo problema: a fatura do cartão de crédito vence, mas ela não terá como pagar.

A bióloga é uma entre 200 mil pesquisadores de mestrado e doutorado que não receberam o salário na quarta-feira (7) devido aos bloqueios orçamentários no governo federal para cumprir o teto de gastos, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), agência de fomento à ciência. A instituição não informou o número de afetados no Rio Grande do Sul.

— O valor que a gente recebe por mês da bolsa no doutorado é de R$ 2,2 mil. Com esse valor, pago aluguel e todas as despesas de alimentação, condução, remédio, sobrevivência. Não temos fim de semana, não temos feriado, não temos férias remuneradas, não temos 13º, não temos FGTS, não temos INSS, não temos passagem de ônibus. Meu cartão de crédito vence amanhã, não vou conseguir pagar. Não tenho outra fonte de renda, nós assinamos um contrato de exclusividade, não podemos ter outro tipo de trabalho, nem vender brigadeiro na esquina. Na minha vida, eu não pagarei as contas neste mês. É triste — diz a pesquisadora.

A situação deverá ser revertida: após ampla repercussão negativa, o ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou na tarde desta quinta-feira (8) que obteve, do Ministério da Economia, liberação de R$ 460 milhões. O valor será usado para assistência em moradia, transporte e alimentação de alunos de baixa renda, bolsas de permanência do Programa Universidade para Todos (ProUni), bolsas PET, bolsistas de pós-graduação da Capes, entre outros.

Vanise estuda as variantes da covid-19 em Porto Alegre e foi responsável, com colegas, por identificar o primeiro caso de Ômicron na capital gaúcha. Com a incerteza de pagamento, sente-se desvalorizada.

— Tudo que a gente se empenha, a gente não vê valorização por parte do governo. Com a defasagem do valor, está bem complicado sobreviver. As pessoas perguntam por que estou nessa área. É a única forma de fazer pesquisa no Brasil, precisamos passar por mestrado e doutorado. Mas sinto vontade de desistir - diz Vanise.

O corte de R$ 5,72 bilhões foi definido pelo Ministério da Economia, mas cada pasta decide onde a redução será feita. Pressionado, o governo publicará nesta semana portaria liberando R$ 3,3 bilhões para despesas não obrigatórias em várias áreas. Desses valores, R$ 300 milhões foram para o MEC — nesta quinta, o valor liberado subiu para R$ 460 milhões.

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) também sofreram cortes, de R$ 35,4 milhões. Um protesto de residentes na manhã desta quinta-feira (8) manifestou indignação contra a medida, uma vez que ficarão sem salário. Um dos afetados é o farmacêutico Gabriel Chiomento da Motta, 27 anos, que recebe bolsa de R$ 4,1 por mês.

— Não tendo dinheiro, não tem como pagar aluguel, internet, telefone e gastos do dia a dia. Nenhuma pessoa quer trabalhar para não receber salário. Não tenho quem pague o aluguel por mim. Tenho família, mas ela não consegue pagar aluguel e custo de alimentação. É chocante: num dia tá tudo certo, mas no próximo tu pode não receber nada — afirma Motta.

A Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) convocou todos os bolsistas de pesquisa do país a paralisar as atividades nesta quinta-feira. “São milhares de jovens pesquisadores que têm sua sobrevivência ameaçada concretamente pela quebra de contrato ao não serem pagos por seu trabalho produzindo ciência no país. Estamos falando de milhares de jovens, o qual possuem como única renda as bolsas de estudos”, diz a entidade, em nota.

É o caso da doutoranda em Biociências na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Helena de Castro e Glória, 32 anos, que estuda células cancerígenas desde o primeiro ano da graduação em Biomedicina.

Neste ano, foi selecionada pela Capes para um período de estudos na França. Em novembro, deveria ter recebido cerca de R$ 5 mil para pagamento das passagens aéreas e custos de instalação, mas ainda não viu o dinheiro pingar na conta. Tampouco recebeu o salário de novembro, que deveria ter caído nesta semana.

Sob risco de perder a vaga no Exterior, ela recebeu dinheiro emprestado de sua orientadora para passagens, seguro-saúde e primeiro mês de aluguel. Nesta quinta-feira, Helena embarcou a Toulouse para assegurar a continuidade da pesquisa. Levará na mala 140 amostras a serem analisadas e dinheiro para sobreviver, no máximo, um mês e meio. Aguarda apreensiva que o dinheiro seja depositado.

— Não recebi a bolsa para ir para lá e deixei de receber a bolsa do que trabalhei em novembro aqui no Brasil. É uma situação assustadora, não sei quanto tempo levará para o dinheiro liberar. Ser pesquisador no Brasil é difícil, estamos há nove anos sem reajuste nos valores das bolsas, a gente faz muito com pouco dinheiro, mas o problema é que tiraram o pouco que a gente tinha — desabafa.

Orientadora de Helena há quase uma década, a professora de Bioquímica Jenifer Saffi, coordenadora do Laboratório de Genética Toxicológica, diz que a situação é frustrante, mas que quis ajudar a aluna porque, anos atrás, recebeu bolsas do governo para ser pesquisadora.

— A Helena está há 10 anos no meu grupo de pesquisa. Assim como fui ajudada quando era estudante, porque na época o governo honrava com as bolsas que se comprometia, eu também quis ajudar. Essa pesquisa pode de fato trazer resultados no tratamento contra o câncer. Vejo um descaso com a ciência e a educação que nunca vivenciei. Jamais vou deixar ela na mão, é a minha “filha científica”. O brasileiro acaba dando um jeito e cria uma rede de solidariedade, mas precisamos de investimento. Não dá para tirar a esperança, os jovens são nosso futuro. Vamos segurar essa onda — afirma a professora.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) não informou a GZH quantos alunos foram afetados, mas diz que “está em contato permanente com o Ministério da Educação e associações que representam as universidades, acompanhando assim todas as evoluções das questões do financiamento pública da educação”. Na UFCSPA, mais de 400 estudantes tiveram bolsas cortadas. A reitora Lucia Pellanda diz que alunos de pós-graduação são os grandes responsáveis pela produção de ciência brasileira.

— Esses bolsistas são as pessoas que, quando veio a pandemia, trabalharam de segunda a segunda, enfrentando um vírus desconhecido com muita coragem e dedicação para fazer pesquisa, campanha de conscientização e produzir álcool em gel. Chegar perto do Natal e retirar os recursos é muito cruel: eles têm dedicação exclusiva, não podem se dedicar a outras atividades que não seja ao projeto de pesquisa deles. Países que investem em educação e ciência têm a possibilidade de ter uma economia mais baseada em conhecimento e menos em produtos básicos — afirma.

A possível liberação de recursos fora antecipada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que representa reitores. A entidade se reuniu na quarta-feira com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI).

Segundo a Andifes, Nogueira afirmou que “surgiu uma luz no fim do túnel com a possibilidade de obtenção de recursos, após uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) autorizando a abertura de crédito extraordinário ao governo para cobrir o pagamento do Benefício de Prestação Continuada, do seguro-desemprego e de despesas judiciais”.

A Andifes ainda diz que há a possibilidade de universidades receberem verba oriunda da PEC da Transição, aprovada no Senado e que será apreciada pela Câmara dos Deputados na semana que vem.

O que diz o governo

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) não retornou à reportagem. O MEC foi contatado, mas repassou questionamentos à Capes. A Capes informa que, após sofrer dois cortes do Ministério da Economia, foi surpreendida com a medida que “zerou por completo a autorização para desembolsos financeiros durante dezembro” para o pagamento dos mais de 200 mil bolsistas brasileiros pelos quais é responsável.

Na nota enviada à reportagem, a Capes ainda afirma que cobrou das autoridades competentes a imediata desobstrução dos recursos financeiros essenciais para o desempenho regular de suas funções, "sem o que a entidade e seus bolsistas já começam a sofrer severa asfixia”. Os pedidos ocorreram principalmente “para conferir tratamento digno à ciência e a seus pesquisadores”.

Na tarde de quinta-feira, a Capes afirmara que obteve R$ 50 milhões do MEC para pagamento de 100 mil bolsas dos Programas de Formação de Professores da Educação Básica referentes a dezembro.

Em nota divulgada à imprensa na segunda-feira (5), o Ministério da Economia afirma que precisou impor corte de R$ 5,72 bilhões nos gastos do governo federal para cumprir o teto de gastos neste fim de ano, uma vez que as despesas do governo cresceram além do esperado em 2022, em especial da Previdência Social.

Em novo posicionamento na quarta-feira (7), a pasta diz que “diante da execução orçamentária e financeira desafiadora já relatada neste fim de ano, segue acompanhando de perto as demandas dos diversos órgãos do Poder Executivo e trabalha para o atendimento desses pleitos, sempre respeitando o arcabouço fiscal. O Ministério da Economia reforça também que estão assegurados os pagamentos de todas as despesas obrigatórias que serão de fato executadas até o fim do exercício”.

08/12/2022 – Portal Camaquã

Link: https://www.portaldecamaqua.com.br/noticias/56720/defensoria-publica-da-uniao-une-se-a-mobilizacao-contra-os-cortes-orcamentarios.html

Defensoria Pública da União une-se à mobilização contra os cortes orçamentários

Também participou o assessor do Gabinete da Reitoria Marco Fernandes

A reitora da Universidade Federal de Pelotas, Isabela Andrade, juntamente com os reitores dos Institutos Federais Sul-Rio-Grandense, Flávio Nunes, e do Rio Grande do Sul, Júlio Heck, e o pró-reitor de Administração da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Leandro Souza, reuniu-se no início da tarde da quarta-feira, dia 7, com o defensor regional de Direitos Humanos, da Defensoria Pública da União, Daniel Cogoy. Também participou o assessor do Gabinete da Reitoria Marco Fernandes.

O encontro serviu para apresentar a situação crítica em que se encontram as instituições federais de ensino após o último corte orçamentário, que incluiu a suspensão das verbas voltadas para assistência estudantil, ou seja, para os recursos que permitem a subsistência de estudantes em vulnerabilidade socioeconômica. Segundo Isabela, o momento é para estudar as possibilidades de judicialização da questão, de forma a forçar o governo federal a liberar o montante. A situação é tão esdrúxula, conforme colocado pelos gestores das instituições, que ainda não se encontrou um consenso na situação.

A insegurança alimentar dos estudantes é, de acordo com Cogoy, a principal bandeira a ser levantada estando ao alcance da Defensoria Pública da União, pelo fato de haver um entendimento de violação de Direitos Humanos. Para isso, será necessário um contato por meio de oficio com o Ministério da Economia para que sejam pedidos esclarecimentos, antes de se ingressar com algum tipo de ação. Cogoy salientou ainda que não é possível que se garanta algum tipo de resultado com a ação, mas sim a participação da DPU na mobilização em torno dessa pauta.

 07/12/2022 – Jornal do Comércio

Link: https://www.jornaldocomercio.com/cultura/2022/12/875977-coral-ufcspa-comemora-10-anos-com-concerto-especial.html

Coral UFCSPA comemora 10 anos com concerto especial

Em comemoração a uma década de contribuição musical e cultural, o Coral da UFCSPA apresenta, na próxima quinta-feira (8), às 20h, um concerto que reunirá cerca de 80 vozes e terá como convidada especial a Banda Comunitária da UFCSPA. O espetáculo acontece no Salão Nobre da Universidade (rua Sarmento Leite, 245) e tem entrada franca.

 

07/12/2022 – G1 RS

Link: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2022/12/07/bloqueio-de-verbas-federais-torna-incerta-permanencia-de-alunos-em-universidade-do-rs-nao-tenho-como-pagar-meu-aluguel.ghtml

Bloqueio de verbas federais torna incerta permanência de alunos em universidade do RS: 'não tenho como pagar meu aluguel'

Auxílios para assistência e bolsas de extensão são a única fonte de renda dos estudantes de cursos em período integral. Universitários de instituição de Porto Alegre relatam preocupação com o futuro.

O bloqueio de verbas que seriam repassadas pelo Ministério da Educação (MEC) a instituições de ensino superior da rede federal tem deixado universitários de Porto Alegre em alerta. Os valores, destinados a auxílios para assistência e bolsas de extensão, são a única fonte de renda dos alunos dos cursos em período integral.

A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) afirma estar sem recursos financeiros para realizar pagamentos de rotina, incluindo fornecedores (terceirizados, água, luz, internet, manutenção), programas de apoio à pesquisa e auxílios estudantis. A Universidade alega que se o não repasse persistir poderá haver prejuízo da folha de pagamento de dezembro.

Diante do contingenciamento, estudantes da UFCSPA relatam preocupação com o futuro e temem ter que trancar o curso.

Ramiro Machado da Luz Neto, de 25 anos, é um deles. O estudante do 6º semestre do curso de Farmácia recebe, mensalmente, R$ 1.100. São R$ 400 do Auxílio-Moradia, R$ 300 do Auxílio-Alimentação e R$ 400 da bolsa de extensão pela participação em um podcast sobre ciência.

Natural de Camaquã, na Região Sul do RS, Ramiro conta que se mudou para Porto Alegre em 2020 para estudar. Segundo ele, sem o repasse do valor será inviável arcar com as despesas e se manter na Capital.

Carlos Daniel Vieira estuda Medicina na UFCSPA. O universitário de 22 anos é cotista de renda. Ele ingressou na universidade em 2020 pela chamada Cota L2, reservada para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio e que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas.

O estudante recebe R$ 400 mensais de subsídio desde abril de 2020. Ele diz que foi bolsista em um podcast e depois criou um projeto de extensão com uma professora. A iniciativa vai completar dois anos em abril. Segundo ele, foi a forma que encontrou de "conseguir manter os gastos durante a faculdade".

Nota das Instituições Federais

As Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) signatárias desse documento foram surpreendidas, na segunda feira 29/11, por um bloqueio dos limites de empenho das universidades e institutos federais, sem prévia comunicação do ministério da economia.

No dia 01/12, após intensa mobilização da sociedade, o MEC anunciou a devolução dos limites de empenho. No entanto, algumas horas depois, ocorreu novo bloqueio, conforme decreto Decreto nº 11.269 de 30/11/2022.

Os prejuízos, de mais de 45 milhões em repasse não realizados, são gravíssimos e afetam diretamente a autonomia das instituições, representando prejuízo do direito à educação dos estudantes de todas as instituições, além de risco judicial para as instituições.

As IFES estão, no momento, sem recursos financeiros para honrar pagamentos já previstos no orçamento, como a assistência estudantil, bolsas e contas básicas para o funcionamento das universidades, como água, luz, trabalhadores terceirizados e outras obrigações imediatas. Caso a situação persista, poderá afetar também a despesa obrigatória da folha de pagamento.

Considerando que a Educação é o futuro da nação, a sociedade tem o direito de contar com instituições federais de ensino fortes, que formem cidadãos, produzam pesquisa, extensão, cultura e dialoguem com as comunidades. Todo o planejamento orçamentário do ano é realizado no ano anterior e aprovado pelo Congresso Nacional.

As instituições federais de ensino superior já vêm sofrendo com progressivas reduções do orçamento discricionário. No entanto, este derradeiro bloqueio, com seu caráter inesperado e extremamente prejudicial, nos coloca em uma posição crítica perante os compromissos assumidos e afeta diretamente o cumprimento de nossa missão institucional.

07/12/2022 – Portal Extra

Link: https://extra.globo.com/noticias/educacao/nao-consigo-ir-para-faculdade-sem-bolsa-bloqueios-no-mec-impedem-universitarios-vulneraveis-de-frequentarem-curso-25623111.html

'Não consigo ir para faculdade sem bolsa': bloqueios no MEC impedem universitários vulneráveis de frequentarem o curso

Mateus Santos, de 24 anos, vive no limite. Os R$ 880 de duas bolsas e um auxílio que recebe por mês da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), dão para pagar uma república que divide com 17 pessoas e itens de necessidades básicas. A alimentação é garantida pelo bandejão, onde ele faz todas as refeições do dia. Neste mês, no entanto, ele não sabe o que fará. Isso porque, após um bloqueio de R$ 431 milhões determinado pelo Ministério da Educação, diversas instituições federais anunciaram que não poderão pagar qualquer conta em dezembro, inclusive as bolsas e auxílios que mantêm os estudantes mais pobres no ensino superior.

— Ainda estou devendo o empréstimo de quase R$ 4 mil que peguei quando vim para Minas Gerais para me manter até começar a receber as bolsas. Pedi para pagar o aluguel só no dia 16. Mas, sinceramente, não sei o que fazer — conta o estudante do 2º período de serviço social.

As universidades federais tiveram, neste ano, dois grandes bloqueios de orçamento que, juntos, somam R$ 869 milhões — um de R$ 437 milhões em junho e o outro de R$ 432 milhões na última sexta-feira — de desfalques nos cofres das instituições e que, na prática, deixou elas sem dinheiro para pagamentos básicos em dezembro.

Dados do Censo de Educação Superior apontam que o país teve em 2021, último ano disponível, 257 mil universitários da rede federal recebendo algum tipo de apoio social. Esse número era 26% maior em 2019.

A verba havia sido bloqueada, inicialmente, em 28 de novembro. Três dias depois, o MEC voltou atrás, anunciando um desbloqueio do valor. Após intervalo de algumas horas, voltou a bloquear.

Além da UFU, pelo menos outras 23 instituições informaram que não conseguirão pagar esses auxílios no último mês do ano. Estão nessa lista, por exemplo, as universidades federais de Minas Gerais (UFMG); de Mato Grosso (UFMT); de Mato Grosso do Sul (UFMS); de Rondônia (Unir); do Oeste da Bahia (Ufob), do Sul da Bahia (UFSB); e de Pelotas (Ufpel), que pagaria as bolsas ontem. Gigantes como a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade de Brasília (UnB) passam pela mesma situação. Segundo a reitoria da UnB, "parar, não vai", mas não se sabe em quais condições os estudantes terão aulas.

— A Universidade de Brasília sofreu mais um golpe. Foram retirados R$ 17 milhões de tudo o que nós temos para gastar em 2022 ainda. Não temos mais dinheiro para pagar nada — afirmou a reitora da UnB, Márcia Abrahão.

Já a universidade do Norte de Tocantins (UFNT) e a de São João del-Rei (UFSJ) afirmaram que, mais do que não conseguir pagar nenhuma bolsa ou auxílio, estão com o caixa completamente zerados a 24 dias do fim do ano. Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), há R$ 5,8 milhões a pagar em dezembro com bolsas e contas de custeio que não serão pagas por conta dos bloqueios.

— A situação é gravíssima. Não vamos pagar os auxílios emergenciais e nem a compensação pelo fechamento do restaurante universitário, que é a única segurança alimentar de alguns discentes em vulnerabilidade socioeconômica. Vamos deixar de pagar serviços para priorizar o que dá e não deixar as bolsas. Mesmo assim, acho que não poderemos pagar todas. Nunca vivemos tantos desmandos e desrespeito. Não há planejamento que se sustente. Esperamos dias melhores — afirmou Luciana Elias, a pró-reitora de Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Jataí, no Sudoeste Goiano.

Já a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) informou que até os salários dos servidores — despesa que é paga com recursos diferentes dos que bancam os auxílios e são considerados gastos obrigatórios — podem ser afetados pela falta de recursos.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também está nessa lista. Lá, Jéssica Pinheiro, de 20 anos, conta com três auxílios para se manter no curso de ciências sociais. Por morar em São João do Meriti, na Baixada Fluminense, a 40km do campus, a jovem depende do auxílio transporte e da bolsa permanência, que juntas somam R$ 830 reais. Segundo ela, quase todo o valor é gasto na locomoção. Além destas, ela recebe R$ 250 para ajudar nos materiais didáticos. Sem esses valores, ela teme não conseguir frequentar as aulas presencialmente em dezembro.

— Minha mãe é auxiliar de cozinha e meu pai autônomo. Eu não recebo ajuda deles porque eles não têm como. Comecei um emprego agora, mas para este mês não tenho dinheiro. A UFRJ é a única forma de eu permanecer na faculdade — afirma a estudante, que é cotista e está no quarto período da graduação.

A jovem ainda iniciaria um projeto de iniciação científica, que além de ajudá-la financeiramente, traria experiências na área da pesquisa acadêmica, que deseja se aprofundar. Esses tipos de bolsas também não serão pagas em diversas universidades. Ontem, o ministro da Educação, Victor Godoy, informou que 14 mil residentes de hospitais federais e 100 mil bolsistas da Capes, alunos de mestrado e doutorado, também não devem receber por falta de recursos.

— Meu primeiro contato na faculdade foi com manifestações contra cortes de verbas. Mas nos anteriores houve um recuo. Eu espero que desta vez haja também, porque muitos alunos dependem desse dinheiro para sobreviver e conseguir estudar dignamente — diz Jéssica.

Em nota nesta terça-feira, a Capes afirmou que foi surpreendida pelo bloqueio de recursos feito pelo governo e que a medida impedirá o pagamento de cerca de 200 mil bolsas.

"Isso retirou da CAPES a capacidade de desembolso de todo e qualquer valor - ainda que previamente empenhado - o que a impedirá de honrar os compromissos por ela assumidos, desde a manutenção administrativa da entidade até o pagamento das mais de 200 mil bolsas, cujo depósito deveria ocorrer até amanhã, dia 7 de dezembro", diz o comunicado.

A entidade afirma ainda que a falta de recursos faz com que " entidade e seus bolsistas já começam a sofrer severa asfixia" e pede que o governo reverta a medida.

Em nota, a UFRJ disse ter adotado "suspensão de pagamentos das concessionárias de água e luz" após as subtrações do Ministério. “A situação de “limite zero” que nos foi imposta, associada à falta de previsões de liberações até o final do ano, nos impede de continuar, pois nosso orçamento definido em lei tornou-se inacessível e isso coloca em risco a continuidade do funcionamento se os cortes não forem revertidos em poucos dias”, emenda nota.

Ontem, integrantes da transição acenderam o alerta em relação à possibilidade de riscos ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no próximo ano. No caso do Enem, Paim afirmou que o exame para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL), que ocorre em janeiro, está garantido, já que os contratos já estão vigentes. Mas há preocupação em relação ao Enem do ano que vem, cuja licitação ainda será feita pelo atual governo.

— Temos preocupação com o Enem 2023 porque tem um processo licitatório em curso. A gente sabe que o estudante não vai esperar, o Sisu tem que estar funcionando, o Prouni, todos os sistemas têm que estar funcionando para que não prejudique os calendários das instituições de ensino superior — disse o ex-ministro da Educação e um dos coordenadores do grupo de transição, Henrique Paim.

Nesta semana, a equipe de transição tem uma reunião com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, para aprofundar o tema.

Paim explicou ainda que há recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-geral da União (CGU) para que contratos da área de tecnologia de informação sejam revistos, o que poderia afetar a operação de sistemas informatizados no próximo ano, como o Sisu e o SisProuni. Ambos os sistemas atuam na seleção de estudantes para o ensino superior.

Luiz Cláudio Costa, ex-presidente do Inep e membro da transição, afirma que qualquer mínimo atraso no cronograma prejudicará o acesso dos estudantes ao ensino superior. Ele criticou o fato de no próximo ano as inscrições do Sisu serem abertas somente em 28 de fevereiro, próximo do início do ano letivo.

— Além de ter o calendário que já não é adequado, o ideal é sempre fazer com antecedência, se der qualquer problema no sistema é gravíssimo, porque o estudante não consegue entrar nas universidades e institutos — disse.

07/12/2022 – Portal O Outro Lado da Notícia

Link: https://outroladodanoticia.com.br/2022/12/07/no-rs-bolsistas-e-tercerizados-sao-os-principais-afetados-pelo-bloqueio-bolsonarista-as-universidades/

No RS, bolsistas e tercerizados são os principais afetados pelo bloqueio bolsonarista às universidades

Os cortes realizados por Bolsonaro atingiram em cheio as universidades no RS visto que o valor seria utilizado por parte delas no pagamento de despesas para funcionamento das instituições de ensino, bolsas de estudo e de salários de trabalhadores terceirizados. É necessário desde já preparar a mobilização para barrar esse ataque do Bolsonaro, sem nenhuma ilusão no novo governo, que desde o Governo de Transição já aponta favorecer os barões da educação privada.

Há 1 mês para terminar o mandato, o Ministério da Educação (MEC), sob comando do bolsonarista Victor Godoy, realizou mais uma série de cortes no orçamento do Ministério na semana passada, trata-se de um deliberado calote em milhares de terceirizados e bolsistas.

Na UFRGS, depois de dias do silencio ensurdecedor da reitoria interventora, foi declarado que o corte atinge em cheio a assistência estudantil, pagamento de bolsas e os salários dos trabalhadores terceirizados, além de contas básicas de luz e água, afirmando que caso a situação persista, poderá afetar também a folha de pagamento. Trazemos aqui o impacto em cada universidade do estado:

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM): R$ 12 milhões;

Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA): R$ 4 milhões;

Universidade Federal de Pelotas (UFPel): 1.6 milhão;

Universidade Federal do Pampa (Unipampa): R$ 2,4 milhões;

Universidade Federal do Rio Grande (Furg): R $1,7 milhão;

Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS): R$ 3 milhões.

Algumas destas, como a FURG, já anunciaram que não terão condições de funcionamento após o final do mês.

Sentimos há pelo menos 8 anos consecutivos os cortes na educação, e como reflexo destes estão a falta de assistência estudantil, infraestrutura, demissão de terceirizados e calote aos terceirizados e bolsistas.

É frente a essa situação que todos os DCEs e CAs pelo país deveriam estar pondo de pé uma forte mobilização contra o bloqueio, com assembleias para organizar os estudantes contra os seguidos cortes à educação que estão a serviço do pagamento da dívida pública e que correspondem ao Teto de Gastos e outras reformas que o novo governo Lula e Alckmin já se comprometem que não vão revogar de conjunto.

Diferente disso, o DCE da UFRGS, dirigido pela UJC, não falou uma palavra sobre os bloqueios, mostrando sua adaptação à política de apassivamento do movimento estudantil levada à frente pela UNE, que não mobilizou os estudantes em nenhuma universidade e ainda comemorou como uma “vitória dos estudantes” um recuo momentâneo dos bloqueios. Isso porque a UNE, dirigida pelo PT e PCdoB, busca se localizar no governo de transição ao lado de Alckmin e dos articuladores da desastrosa reforma do ensino médio, localização esta que inclui UP e PSOL também.

É preciso que o DCE da UFRGS dê exemplo de auto-organização estudantil, convocando assembleias para mobilizar os estudantes contra os cortes e a UNE precisam organizar a luta pela base, com assembleias em cada local de estudo e trabalho, para organizar os estudantes e trabalhadores da educação pela reversão dos cortes orçamentários e contra as manifestações reacionárias dos bolsonaristas. É necessário confiar na nossa força e mobilização, de forma independente do governo eleito, pois somente com a unidade de estudantes e trabalhadores será possível enfrentar os cortes à educação, as reformas e o bolsonarismo. (Esquerda Diário)

07/12/2022 – Portal Camaquã

Link: https://www.portaldecamaqua.com.br/noticias/56688/ufpel-e-ifsul-participam-de-reuniao-com-ministerio-publico-sobre-a-crise-orcamentaria.html

UFPel e IFSul participam de reunião com Ministério Público sobre a crise orçamentária

Os representantes levaram ao procurador regional dos Direitos do Cidadão no RS, um levantamento sobre os valores bloqueados

O caixa zerado das instituições federais de ensino superior com novo bloqueio de recursos orçamentários e financeiros motivou uma reunião entre as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) gaúchos e o Ministério Público Federal (MPF).

A reitora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Isabela Andrade, e o reitor do Instituto Federal Sul-Rio-Grande (IFSul), Flávio Nunes, estiveram no encontro, que ocorreu virtualmente na terça-feira, dia 6, à tarde.

Os representantes das IFES do estado levaram ao procurador regional dos Direitos do Cidadão no RS, Enrico Rodrigues de Freitas, um levantamento sobre os valores bloqueados em cada instituição e explanaram acerca dos impactos da medida.

Enquanto ocorre a continuidade da pressão sobre o governo federal para a reversão do bloqueio - por meio das universidades, Associação Nacional dos Dirigentes

das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e Conselho Nacional das Instituiçoes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), o Ministério Público irá acionar os Ministérios da Educação e da Economia para explicações. Depois disso, o órgão ponderará sobre a possibilidade de ajuizar uma ação - que poderá ser concentrada no Distrito Federal ou pulverizada entre todos os estados.

As IFES irão enviar ofício ao MP com informações para subsidiar a análise, mencionando o inquérito civil já instaurado em função dos cortes orçamentários anteriores e detalhando o efeito concreto do decreto, em especial o prejuízo aos estudantes.

A respeito de uma possível responsabilização dos reitores por improbidade administrativa por não conseguirem honrar seus compromissos financeiros, o procurador salientou que a procura pelo MP para tratar da pauta já demonstra a boa-fé dos gestores.

Participaram do encontro, também, o reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Júlio Xandro Heck, e o pró-reitor de Administração da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Leandro Souza.

Articulação

Também na tarde desta terça-feira, 6, as reitorias da UFPel e do IFSul estiveram reunidas com a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas e apresentaram uma coletiva de imprensa para trazer informações à comunidade sobre o assunto.

06/12/2022 – GZH

Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2022/12/mpf-instaura-procedimento-sobre-bloqueio-do-governo-federal-de-verbas-de-universidades-e-institutos-clbcpzhpv007x0170ozqql80b.html

MPF instaura procedimento sobre bloqueio do governo federal de verbas de universidades e institutos

Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão analisará medidas possíveis

Buscado por representantes de universidades e institutos federais do RS, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para acompanhar o cenário envolvendo bloqueio de recursos e falta de repasses por parte do governo federal. Atualmente, as instituições de ensino não têm dinheiro sequer para o pagamento de bolsas estudantis e de contas como luz e água.

O caso está sendo acompanhado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no RS, Enrico Rodrigues de Freitas. Nesta terça-feira (6), reitores de universidades e institutos federais apresentaram ao procurador, em reunião, dados sobre o assunto e as dificuldades causadas pela falta dos recursos. Agora, Freitas analisará as informações e as medidas possíveis de serem implementadas.

A audiência teve a participação dos reitores Júlio Xandro Heck, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Flávio Nunes, do Instituto Federal Sul-riograndense (IFSul) e Isabela Fernandes Andrade, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), além de Leandro Souza, pró-reitor de Administração da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). A comitiva falou em nome de todos os reitores de instituições federais de ensino localizadas no Estado.

— Formalizamos o tamanho do problema, as questões atuais, que são latentes e graves, e explicamos as limitações trazidas por esses movimentos do governo federal. Contamos com o Ministério Público Federal como um grande parceiro e como uma instituição de Estado, que sempre defende os mais vulneráveis, que nesse caso, sem dúvida, são os nossos estudantes — pontuou o reitor do IFRS.

O novo corte feito pelo governo federal foi repleto de idas e vindas. O bloqueio inicial ocorreu no dia 28 de novembro, mas foi revogado na última quinta-feira (1º) de manhã pelo Ministério da Educação (MEC). No final da tarde, porém, um decreto do Ministério da Economia bloqueou o orçamento recém liberado. A Setorial Financeira do MEC enviou um comunicado às instituições informando que as unidades vinculadas à pasta só poderão efetuar pagamentos com recursos que já possuem e que não será possível obter novas liberações de verba ao longo de dezembro, uma vez que o governo zerou o limite de pagamento das despesas discricionárias.

Após esses movimentos, a segunda-feira (5) foi dia de muitas contas nas universidades e institutos federais na tentativa de entender o que conseguiriam ou não pagar. O cenário é descrito como caótico pelos reitores e pelas instituições, que, via de regra, priorizam o pagamento de bolsas e outras assistências estudantis, mas, desta vez, não poderão fazer esse repasse, que costuma ocorrer nos primeiros dias de cada mês.

A Adufrgs-Sindical, sindicato que representa professores de instituições federais de Ensino Superior no Rio Grande do Sul, apresentou ainda na segunda-feira um pedido de providências ao MPF contra o bloqueio de verbas. No texto, a entidade destaca que o corte foi feito por meio de uma deliberação da Junta de Execução Orçamentária criada pelo governo de Jair Bolsonaro, que tem “caráter apenas de assessoramento do presidente da República”, e não na forma usual de decretos presidenciais de contingenciamento. A entidade defende que, por isso, houve “flagrante ofensa à autonomia de gestão financeira” das universidades e institutos federais.

06/12/2022 – Sul 21

Link: https://sul21.com.br/noticias/educacao/2022/12/bloqueio-no-orcamento-de-instituicoes-federais-de-ensino-impede-pagamentos-de-auxilios-e-servicos/

Bloqueio no orçamento de instituições federais de ensino impede pagamentos de auxílios e serviços

Após corte na metade do ano, governo Bolsonaro volta a congelar verbas da Educação

Na quinta-feira (1º), após liberar verba congelada anteriormente, o Ministério da Economia voltou atrás e bloqueou outra vez R$ 344 milhões no orçamento das universidades e institutos federais. Ao todo, o orçamento do Ministério da Educação teve cerca R$ 1,4 bilhão bloqueado em 2022. A justificativa é de que os cortes orçamentários seriam necessários para garantir que não se ultrapasse o teto de gastos.

No dia 5, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) divulgou uma nota das Instituições Federais de Educação Superior (IFES) do Rio Grande do Sul: “Os prejuízos, de mais de R$ 45 milhões em repasses não realizados, são gravíssimos e afetam diretamente a autonomia das instituições, representando prejuízo do direito à educação dos estudantes de todas as instituições, além de risco judicial para as instituições.”

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) também publicou uma nota à comunidade alegando não ter recursos para o pagamento de bolsas e de despesas após o bloqueio na Lei Orçamentária Anual (LOA). “A principal consequência disso é a impossibilidade de pagamento de bolsas estudantis, auxílios, entre outros benefícios. Somente em bolsas mantidas pela UFSM, trata-se de mais de R$ 600 mil, além de outras bolsas mantidas pela CAPES, como residência multiprofissional e de mestrado/doutorado, para as quais não há garantia de pagamento no momento.”

Nas contas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), o corte de verbas em junho, de R$ 4,53 milhões, somado ao bloqueio recente, de R$ 8,35 milhões, resultou em um orçamento 20,4% menor do que o previsto em lei para o ano. Em nota, nesta terça-feira (6), o IFRS informou que não tem recursos para pagamentos durante o mês de dezembro, afetando bolsas de assistência estudantil, ensino, pesquisa e extensão.

“O governo federal zerou o limite para pagamentos de despesas discricionárias do IFRS, que são todos os gastos cotidianos, como energia elétrica, água, bolsas aos estudantes, contratos terceirizados como limpeza e vigilância, entre outros, à exceção de salários de servidores efetivos e aposentadorias”, diz o comunicado da instituição.

Para reitor do IFRS, Júlio Xandro Heck, a situação é desesperadora e uma crise sem precedentes. “A gente teve um bloqueio de crédito orçamentário que é o que a gente poderia executar até o dia 13, a gente tinha um monte de processos em andamento, de licitações de obras e de contratações que seriam feitas. Ainda era o saldo do ano que a gente faria uso para uma série de coisas.”

lém disso, o que preocupa ainda mais as instituições são os programas de assistência estudantil, que não poderão ser pagos sem a liberação do orçamento. “A gente não tem o dinheiro de fato, o financeiro para pagar o que já foi executado no mês de novembro. São aproximadamente R$ 5 milhões em pagamentos que eram para ser feitos até o dia 8. Assim, a gente já se torna devedor para o nosso estudante, para os credores que executaram algum serviço, não temos como pagá-los”, explica.

Outro agravante é o bloqueio acontecer no final do ano. “Nós nunca tínhamos passado por isso, de termos, ao mesmo tempo, um bloqueio de crédito e a falta do financeiro. Para agravar mais ainda, isso acontece em dezembro, quando não há margem para qualquer tipo de reprogramação. Bloqueio sempre é péssimo, mas quando ele acontece em maio, em junho, a instituição tenta se reorganizar, reagir. Quando ele acontece em dezembro fica absolutamente impossível fazer qualquer reorganização, então ele tem impactos muito mais severos.”

Lucia Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), concorda com a análise de Heck. “Esse corte nos pegou muito de surpresa porque ele veio no fim do ano e zerou totalmente nossas contas. Antes, a gente conseguia priorizar a assistência estudantil, quem é mais vulnerável, só que agora não temos nada e já tínhamos assumido compromissos. Temos contas para pagar, é como se a gente tivesse um cheque sem fundo. Está sendo muito difícil, os alunos estão desesperados porque as pessoas precisam disso pra comer, pra pagar aluguel, pra vir pra universidade”, relata.

Uma possibilidade de reversão desse estado é a aprovação da PEC da Transição na Câmara dos Deputados e no Senado, onde o texto foi aprovado nesta terça pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e segue para o plenário. A proposta expande o limite do teto de gastos em R$ 145 bilhões e liberaria algum valor de crédito para as instituições ainda no ano de 2022.

Para Lucia, o bloqueio atual pode impor complicações para o novo governo federal. “Vai ser bem complexo ter que dar conta de todos esses atrasos de pagamentos e do problema orçamentário, para depois poder propor coisas novas. O orçamento de 2023 é feito em 2022 e enviado para o Congresso, esse orçamento já está 20% menor do que o previsto. Se isso não for revertido na votação, tem mais esse desafio.”

Segundo o reitor do IFRS, representantes de IFES participaram, nesta terça, de uma reunião com o Ministério Público Federal para buscar soluções. “A gente fala desse assunto com profunda tristeza, porque implica a vida de centenas de milhares de pessoas, não só no IFRS mas em todas as instituições públicas, a gente atende basicamente um estudante que tem um perfil de vulnerabilidade. A gente sabe o quanto isso é importante, esse dinheiro todo mês, e nos sentimos absolutamente impotentes. O que conseguimos fazer é reclamar, é denunciar, é apontar o que deveria e o que pode ser feito.”

“A gente quer manifestar a solidariedade e dizer que é um assunto muito grave e que nós estamos dedicando todo o nosso tempo na busca de uma solução, não é por falta de esforço dos reitores e das instituições, infelizmente a solução não passa por nós. Literalmente, as instituições federais de ensino pedem socorro, esse é o nosso recado”, conclui.

Nota das Instituições Federais de Educação Superior do RS

As Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), signatárias desse documento, foram surpreendidas, na segunda feira 29/11, por um bloqueio dos limites de empenho das universidades e institutos federais, sem prévia comunicação do Ministério da Economia. No dia 01/12, após intensa mobilização da sociedade, o MEC anunciou a devolução dos limites de empenho. No entanto, algumas horas depois, ocorreu novo bloqueio, conforme Decreto nº 11.269 de 30/11/2022.

Os prejuízos, de mais de R$ 45 milhões em repasse não realizados, são gravíssimos e afetam diretamente a autonomia das instituições, representando prejuízo do direito à educação dos estudantes de todas as instituições, além de risco judicial para as instituições. As IFES estão, no momento, sem recursos financeiros para honrar pagamentos já previstos no orçamento, como a assistência estudantil, bolsas e contas básicas para o funcionamento das universidades, como água, luz, trabalhadores terceirizados e outras obrigações imediatas. Caso a situação persista, poderá afetar também a despesa obrigatória da folha de pagamento.

Considerando que a Educação é o futuro da nação, a sociedade tem o direito de contar com instituições federais de ensino fortes, que formem cidadãos, produzam pesquisa, extensão, cultura e dialoguem com as comunidades. Todo o planejamento orçamentário do ano é realizado no ano anterior e aprovado pelo Congresso Nacional.

As instituições federais de ensino superior já vêm sofrendo com progressivas reduções do orçamento discricionário. No entanto, este derradeiro bloqueio, com seu caráter inesperado e extremamente prejudicial, nos coloca em uma posição crítica perante os compromissos assumidos e afeta diretamente o cumprimento de nossa missão institucional.

Reitor Roberlaine Ribeiro Jorge – Unipampa;

Reitora Lúcia Campos Pellanda – UFCSPA;

Reitora Isabela Fernandes Andrade – UFPel;

Reitor Danilo Giroldo – FURG;

Reitor Júlio Xandro Heck – IFRS;

Reitor Flávio Luis B. Nunes – IFSul;

Reitora Nídia Heringer – IF Farroupilha;

Reitor Luciano Schuch – UFSM;

Reitor Carlos André Bulhões – UFRGS.

06/12/2022 – Portal Esquerda Diário

Link: https://www.esquerdadiario.com.br/No-RS-bolsistas-e-tercerizados-sao-os-principais-afetados-pelo-bloqueio-bolsonarista-as

Urgente! | No RS, bolsistas e tercerizados são os principais afetados pelo bloqueio bolsonarista às universidades

Os cortes realizados por Bolsonaro atingiram em cheio as universidades no RS visto que o valor seria utilizado por parte delas no pagamento de despesas para funcionamento das instituições de ensino, bolsas de estudo e de salários de trabalhadores terceirizados. É necessário desde já preparar a mobilização para barrar esse ataque do Bolsonaro, sem nenhuma ilusão no novo governo, que desde o Governo de Transição já aponta favorecer os barões da educação privada.

Há 1 mês para terminar o mandato, o Ministério da Educação (MEC), sob comando do bolsonarista Victor Godoy, realizou mais uma série de cortes no orçamento do Ministério na semana passada, trata-se de um deliberado calote em milhares de terceirizados e bolsistas.

Na UFRGS, depois de dias do silencio ensurdecedor da reitoria interventora, foi declarado que o corte atinge em cheio a assistência estudantil, pagamento de bolsas e os salários dos trabalhadores terceirizados, além de contas básicas de luz e água, afirmando que caso a situação persista, poderá afetar também a folha de pagamento. Trazemos aqui o impacto em cada universidade do estado:

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM): R$ 12 milhões;

Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA): R$ 4 milhões;

Universidade Federal de Pelotas (UFPel): 1.6 milhão;

Universidade Federal do Pampa (Unipampa): R$ 2,4 milhões;

Universidade Federal do Rio Grande (Furg): R $1,7 milhão;

Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS): R$ 3 milhões.

Algumas destas, como a FURG, já anunciaram que não terão condições de funcionamento após o final do mês.

Sentimos há pelo menos 8 anos consecutivos os cortes na educação, e como reflexo destes estão a falta de assistência estudantil, infraestrutura, demissão de terceirizados e calote aos terceirizados e bolsistas.

É frente a essa situação que todos os DCEs e CAs pelo país deveriam estar pondo de pé uma forte mobilização contra o bloqueio, com assembleias para organizar os estudantes contra os seguidos cortes à educação que estão a serviço do pagamento da dívida pública e que correspondem ao Teto de Gastos e outras reformas que o novo governo Lula e Alckmin já se comprometem que não vão revogar de conjunto.

Diferente disso, o DCE da UFRGS, dirigido pela UJC, não falou uma palavra sobre os bloqueios, mostrando sua adaptação à política de apassivamento do movimento estudantil levada à frente pela UNE, que não mobilizou os estudantes em nenhuma universidade e ainda comemorou como uma "vitória dos estudantes" um recuo momentâneo dos bloqueios. Isso porque a UNE, dirigida pelo PT e PCdoB, busca se localizar no governo de transição ao lado de Alckmin e dos articuladores da desastrosa reforma do ensino médio, localização esta que inclui UP e PSOL também.

É preciso que o DCE da UFRGS dê exemplo de auto-organização estudantil, convocando assembleias para mobilizar os estudantes contra os cortes e a UNE precisam organizar a luta pela base, com assembleias em cada local de estudo e trabalho, para organizar os estudantes e trabalhadores da educação pela reversão dos cortes orçamentários e contra as manifestações reacionárias dos bolsonaristas. É necessário confiar na nossa força e mobilização, de forma independente do governo eleito, pois somente com a unidade de estudantes e trabalhadores será possível enfrentar os cortes à educação, as reformas e o bolsonarismo.

07/12/2022 – Serra Litoral

Link: https://www.portaldecamaqua.com.br/noticias/56688/ufpel-e-ifsul-participam-de-reuniao-com-ministerio-publico-sobre-a-crise-orcamentaria.html

UFPel e IFSul participam de reunião com Ministério Público sobre a crise orçamentária

Os representantes levaram ao procurador regional dos Direitos do Cidadão no RS, um levantamento sobre os valores bloqueados

O caixa zerado das instituições federais de ensino superior com novo bloqueio de recursos orçamentários e financeiros motivou uma reunião entre as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) gaúchos e o Ministério Público Federal (MPF).

A reitora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Isabela Andrade, e o reitor do Instituto Federal Sul-Rio-Grande (IFSul), Flávio Nunes, estiveram no encontro, que ocorreu virtualmente na terça-feira, dia 6, à tarde.

Os representantes das IFES do estado levaram ao procurador regional dos Direitos do Cidadão no RS, Enrico Rodrigues de Freitas, um levantamento sobre os valores bloqueados em cada instituição e explanaram acerca dos impactos da medida.

Enquanto ocorre a continuidade da pressão sobre o governo federal para a reversão do bloqueio - por meio das universidades, Associação Nacional dos Dirigentes

das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e Conselho Nacional das Instituiçoes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), o Ministério Público

irá acionar os Ministérios da Educação e da Economia para explicações. Depois disso, o órgão ponderará sobre a possibilidade de ajuizar uma ação - que poderá ser concentrada no Distrito Federal ou pulverizada entre todos os estados.

As IFES irão enviar ofício ao MP com informações para subsidiar a análise, mencionando o inquérito civil já instaurado em função dos cortes

orçamentários anteriores e detalhando o efeito concreto do decreto, em especial o prejuízo aos estudantes.

A respeito de uma possível responsabilização dos reitores por improbidade administrativa por não conseguirem honrar seus compromissos financeiros, o procurador salientou que a procura pelo MP para tratar da pauta já demonstra a boa-fé dos gestores.

Participaram do encontro, também, o reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Júlio Xandro Heck, e o pró-reitor de Administração da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Leandro Souza.

Articulação

Também na tarde desta terça-feira, 6, as reitorias da UFPel e do IFSul estiveram reunidas com a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas e apresentaram uma coletiva de imprensa para trazer informações à comunidade sobre o assunto.

05/12/2022 – Serra Litoral

Link: https://serraelitoral.com.br/noticia/9807/universidades-federais-gauchas-nao-tem-dinheiro-para-pagar-bolsas-estudantis-e-contas-de-luz-e-agua.html

Universidades federais gaúchas não têm dinheiro para pagar bolsas estudantis e contas de luz e água

Instituições como Furg e UFCSPA anunciaram que, com o novo bloqueio, até mesmo o pagamento dos servidores pode ficar comprometido

As universidades federais gaúchas não estão mais no limite – com o novo bloqueio orçamentário realizado na quinta-feira (1º), muitas já não têm mais recursos sequer para pagar bolsas e outros auxílios estudantis e contas básicas, como luz e água.

No caso de manutenção do corte, nem mesmo a folha de pagamento dos servidores poderia ser honrada em instituições como a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Nos institutos federais gaúchos, o corte deve comprometer bolsas e até alimentação estudantil.

Outros bloqueios já foram feitos e desfeitos pelo governo federal no orçamento do Ministério da Educação (MEC) ao longo dos últimos anos. Este, no entanto, preocupa especialmente os reitores – foi feito após decreto assinado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e gerou um comunicado da Setorial Financeira do MEC que informa às instituições de ensino que as unidades vinculadas à pasta só poderão efetuar pagamentos com recursos que já possuem e que não será possível realizar novas liberações de verba ao longo de dezembro, uma vez que o governo zerou o limite de pagamento das despesas discricionárias.

O bloqueio foi de R$ 344 milhões entre as universidades federais e aconteceu seis horas após o MEC liberar o uso dessa mesma verba, que dias antes já tinha sido bloqueada. A pasta condicionou que o recurso fosse utilizado para o pagamento de compromissos já assumidos, como contas de água, luz, segurança e contratos terceirizados. No entanto, não houve tempo de as instituições quitarem as dívidas.

— De um lado, o Ministério da Educação restituiu os limites dos nossos gastos, de outro, o Ministério da Economia simplesmente retirou os recursos. É uma situação absolutamente inédita, e nos deixa sem recursos e sem possibilidade de honrar os gastos das universidades, inclusive bolsas, conta de luz e água, coleta de lixo e nossos terceirizados — destaca o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Ricardo Marcelo Fonseca.

As universidades federais gaúchas estão analisando seus orçamentos para definir o que poderão ou não pagar. Até o fechamento desta reportagem, das sete existentes no RS, cinco já tinham se manifestado publicamente ou respondido a perguntas da repórter sobre o assunto. Todas as cinco – Furg, Unipampa, UFCSPA, UFSM e UFPel – informaram que não têm recurso, no presente momento, para pagar bolsas estudantis, auxílios para estudantes de baixa renda e contas básicas, como o pagamento de terceirizados, luz, água, manutenção e internet. Procuradas, a UFFS e a UFRGS não retornaram os questionamentos até o momento.

No Twitter, a reitora da UFCSPA, Lucia Pellanda, fez um resumo da situação e pontuou que o bloqueio se soma à redução progressiva do orçamento nos últimos cinco anos, a um bloqueio ocorrido em maio que não foi devolvido e a uma previsão para o ano que vem de 20% menos recursos do que em 2022. "Isto atrasa obras importantes e dá uma impressão de que nunca conseguimos realizar nada novo, só sobreviver. E agora, talvez nem isso. É impossível organizar o caos orçamentário", destacou.

05/12/2022 – GZH

Link: Universidades federais gaúchas não têm dinheiro para pagar bolsas estudantis e contas de luz e água | GZH (clicrbs.com.br)

Universidades federais gaúchas não têm dinheiro para pagar bolsas estudantis e contas de luz e água

Instituições como Furg e UFCSPA anunciaram que, com o novo bloqueio, até mesmo o pagamento dos servidores pode ficar comprometido

As universidades federais gaúchas não estão mais no limite – com o novo bloqueio orçamentário realizado na quinta-feira (1º), muitas já não têm mais recursos sequer para pagar bolsas e outros auxílios estudantis e contas básicas, como luz e água. No caso de manutenção do corte, nem mesmo a folha de pagamento dos servidores poderia ser honrada em instituições como a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Nos institutos federais gaúchos, o corte deve comprometer bolsas e até alimentação estudantil.

Outros bloqueios já foram feitos e desfeitos pelo governo federal no orçamento do Ministério da Educação (MEC) ao longo dos últimos anos. Este, no entanto, preocupa especialmente os reitores – foi feito após decreto assinado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e gerou um comunicado da Setorial Financeira do MEC que informa às instituições de ensino que as unidades vinculadas à pasta só poderão efetuar pagamentos com recursos que já possuem e que não será possível realizar novas liberações de verba ao longo de dezembro, uma vez que o governo zerou o limite de pagamento das despesas discricionárias.

O bloqueio foi de R$ 344 milhões entre as universidades federais e aconteceu seis horas após o MEC liberar o uso dessa mesma verba, que dias antes já tinha sido bloqueada. A pasta condicionou que o recurso fosse utilizado para o pagamento de compromissos já assumidos, como contas de água, luz, segurança e contratos terceirizados. No entanto, não houve tempo de as instituições quitarem as dívidas.

— De um lado, o Ministério da Educação restituiu os limites dos nossos gastos, de outro, o Ministério da Economia simplesmente retirou os recursos. É uma situação absolutamente inédita, e nos deixa sem recursos e sem possibilidade de honrar os gastos das universidades, inclusive bolsas, conta de luz e água, coleta de lixo e nossos terceirizados — destaca o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Ricardo Marcelo Fonseca.

As universidades federais gaúchas estão analisando seus orçamentos para definir o que poderão ou não pagar. Até o fechamento desta reportagem, das sete existentes no RS, cinco já tinham se manifestado publicamente ou respondido a perguntas da repórter sobre o assunto. Todas as cinco – Furg, Unipampa, UFCSPA, UFSM e UFPel – informaram que não têm recurso, no presente momento, para pagar bolsas estudantis, auxílios para estudantes de baixa renda e contas básicas, como o pagamento de terceirizados, luz, água, manutenção e internet. Procuradas, a UFFS e a UFRGS não retornaram os questionamentos até o momento.

No início da noite desta segunda-feira (5), a Unipampa divulgou pelas redes sociais uma nota conjunta, assinada por nove instituições federais do Estado, entre elas a UFRGS, a respeito dos cortes. Na nota (leia abaixo na íntegra) é citado que "os prejuízos, de mais de R$ 45 milhões em repasses não realizados, são gravíssimos e afetam diretamente a autonomia das instituições, representando prejuízo do direito à educação dos estudantes de todas as instituições, além de risco judicial para as instituições". Destaca, ainda, que o "caráter inesperado e extremamente prejudicial" do mais recente bloqueio coloca as universidades em uma "posição crítica perante os compromissos assumidos".

No Twitter, a reitora da UFCSPA, Lucia Pellanda, fez um resumo da situação e pontuou que o bloqueio se soma à redução progressiva do orçamento nos últimos cinco anos, a um bloqueio ocorrido em maio que não foi devolvido e a uma previsão para o ano que vem de 20% menos recursos do que em 2022. “Isto atrasa obras importantes e dá uma impressão de que nunca conseguimos realizar nada novo, só sobreviver. E agora, talvez nem isso. É impossível organizar o caos orçamentário”, destacou.

Leia na íntegra a nota das Instituições Federais de Educação Superior do RS

As Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), signatárias desse documento, foram surpreendidas, na segunda-feira (29/11), por um bloqueio dos limites de empenho das universidades e institutos federais, sem prévia comunicação do Ministério da Economia. No dia (1º/12), após intensa mobilização da sociedade, o MEC anunciou a devolução dos limites de empenho. No entanto, algumas horas depois, ocorreu novo bloqueio, conforme Decreto nº 11.269 de 30/11/2022.

Os prejuízos, de mais de R$ 45 milhões em repasse não realizados, são gravíssimos e afetam diretamente a autonomia das instituições, representando prejuízo do direito à educação dos estudantes de todas as instituições, além de risco judicial para as instituições. As IFES estão, no momento, sem recursos financeiros para honrar pagamentos já previstos no orçamento, como a assistência estudantil, bolsas e contas básicas para o funcionamento das universidades, como água, luz, trabalhadores terceirizados e outras obrigações imediatas. Caso a situação persista, poderá afetar também a despesa obrigatória da folha de pagamento.

Considerando que a Educação é o futuro da nação, a sociedade tem o direito de contar com instituições federais de ensino fortes, que formem cidadãos, produzam pesquisa, extensão, cultura e dialoguem com as comunidades. Todo o planejamento orçamentário do ano é realizado no ano anterior e aprovado pelo Congresso Nacional.

As instituições federais de ensino superior já vêm sofrendo com progressivas reduções do orçamento discricionário. No entanto, este derradeiro bloqueio, com seu caráter inesperado e extremamente prejudicial, nos coloca em uma posição crítica perante os compromissos assumidos e afeta diretamente o cumprimento de nossa missão institucional.

Rio Grande do Sul, 5 de dezembro de 2022.

Reitor Roberlaine Ribeiro Jorge – Unipampa;

Reitora Lúcia Campos Pellanda – UFCSPA;

Reitora Isabela Fernandes Andrade – UFPel;

Reitor Danilo Giroldo – FURG;

Reitor Júlio Xandro Heck – IFRS;

Reitor Flávio Luis B. Nunes – IFSul;

Reitora Nídia Heringer – IF Farroupilha;

Reitor Luciano Schuch – UFSM;

Reitor Carlos André Bulhões - UFRGS.

05/12/2022 – Correio do Povo

Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/ensino/bloqueio-de-verbas-do-mec-j%C3%A1-afeta-dia-a-dia-das-institui%C3%A7%C3%B5es-federais-no-rio-grande-do-sul-1.933133

Bloqueio de verbas do MEC já afeta dia a dia das instituições federais no Rio Grande do Sul

Pagamentos de rotina, como bolsas, auxílios e salários de fornecedores podem ser afetados pela falta de repasse financeiro

Após o último bloqueio dos limites de empenho das universidades e institutos federais, pelo Ministério da Educação (MEC), na última semana (em 1º/12), as instituições no Rio Grande do Sul já sentem no seu dia a dia o impacto da medida. A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) divulgou nota, na tarde desta segunda-feira, explicando que está sem recursos para realizar pagamentos de rotina, como fornecedores, auxílios estudantis (Pnaes) para alunos em vulnerabilidade e bolsas pagas com verbas institucionais. Também disse que caso o não repasse de financeiro persista, poderá haver prejuízo da folha de dezembro com pagamento em janeiro.

A Reitoria da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com sede em Bagé, informou que, devido aos cortes e bloqueios orçamentários, não há previsão para pagamento das bolsas de ensino, extensão e assistência estudantil. Já a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) informou que ainda não ocorreu repasse de financeiro e que aguarda liberação para arcar com compromissos. A instituição disse que está parada em relação à execução orçamentária e a ameaça de descontinuidade de alguns serviços fica mais iminente.

A  Adufrgs/Sindical apresentou ao Ministério Público Federal pedido de providências contra o bloqueio das verbas. Para a entidade, “houve flagrante ofensa à autonomia de gestão financeira das IFES [Instituições Federais de Ensino Superior]”. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), os cortes estão estimados em R$ 431 milhões.

No dia 28 de novembro, o MEC anunciou bloqueio dos limites de empenho das universidades e institutos federais. Após repercussão,  a pasta anunciou em 1º de dezembro que os limites seriam devolvidos. Algumas horas depois, no entanto, ocorreu novo bloqueio, desta vez pelo Ministério da Economia que é ainda maior do que o anterior.

05/12/2022 – Rádio Guaíba

Link: https://guaiba.com.br/2022/12/05/bloqueio-de-verbas-do-mec-ja-afeta-dia-a-dia-das-instituicoes-federais-no-rs/

Bloqueio de verbas do MEC já afeta dia a dia das instituições federais no RS

Pagamentos de rotina, como bolsas, auxílios e salários de fornecedores podem ser afetados pela falta de repasse financeiro

Após o último bloqueio dos limites de empenho das universidades e institutos federais, pelo Ministério da Educação (MEC), na última semana (em 1º/12), as instituições no Rio Grande do Sul já sentem no dia a dia o impacto da medida.

A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) divulgou nota, na tarde desta segunda-feira, explicando que está sem recursos para realizar pagamentos de rotina, como fornecedores, auxílios estudantis (Pnaes) para alunos em vulnerabilidade e bolsas pagas com verba institucional. Também disse que caso o não repasse de financeiro persista, pode haver prejuízo da folha de dezembro com pagamento em janeiro.

A Reitoria da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com sede em Bagé, informou que, devido aos cortes e bloqueios orçamentários, não há previsão para pagamento das bolsas de ensino, extensão e assistência estudantil.

Já a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) informou que ainda não ocorreu repasse de financeiro e que, para arcar com compromissos, aguarda a liberação. A instituição disse que está parada em relação à execução orçamentária e a ameaça de descontinuidade de alguns serviços fica mais iminente.

A Adufrgs/Sindical apresentou ao Ministério Público Federal pedido de providências contra o bloqueio da verba. Para a entidade, “houve flagrante ofensa à autonomia de gestão financeira das IFES [Instituições Federais de Ensino Superior]”. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), os cortes foram estimados em R$ 431 milhões.

No dia 28 de novembro, o MEC anunciou bloqueio dos limites de empenho dos institutos federais e universidades. Após a repercussão, a pasta anunciou em 1º de dezembro a devolução dos valores. Algumas horas depois, no entanto, ocorreu novo bloqueio, dessa vez pelo Ministério da Economia.

01/12/2022 – Portal Brasil de Fato

Link: https://www.brasildefators.com.br/2022/12/01/governo-bolsonaro-volta-atras-em-corte-de-verba-de-universidades-e-institutos-federais

Governo Bolsonaro volta atrás em corte de verba de universidades e institutos federais

Bloqueio estimado era de R$ 366 milhões, instituições do Rio Grande do Sul temiam pelo funcionamento

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) afirmou nesta quinta-feira (1º) que o Ministério da Educação (MEC) desbloqueou os R$ 366 milhões do orçamento das universidades e institutos federais que haviam sido congelados três dias atrás. Segundo a entidade, o corte inviabilizaria o orçamento para o pagamento de despesas básicas, como contas de luz, bolsas de estudo e salários de funcionários terceirizados.

Enquanto o país inteiro estava com as atenções voltadas para o jogo do Brasil contra a Suíça, ocorrido na última segunda-feira (28) na Copa do Mundo do Catar, o governo federal fazia novo corte de R$ 366 milhões no orçamento do Ministério da Educação (MEC). Um ofício enviado aos reitores de instituições públicas de ensino superior informava o bloqueio de R$ 244 milhões das universidades e R$ 122 milhões dos institutos federais.

"O governo parece 'puxar o tapete' das suas próprias unidades com essa retirada de recursos, ofendendo suas próprias normas e inviabilizando planejamentos de despesas em andamento. Esperamos que essa inusitada medida de retirada de recursos, neste momento do ano, seja o mais brevemente revista, sob pena de se instalar o caos nas contas das universidades", criticou a Andifes em nota. O presidente da associação, Ricardo Marcelo Fonseca, chegou a estimar que o impacto total no MEC seria de R$ 1,68 bilhão.

No RS, instituições temiam pelo funcionamento

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) emitiram notas se posicionando sobre o assunto.

Segundo a UFSM, o bloqueio de repasses impactaria a instituição em R$ 978 mil. O déficit da Universidade para o ano fiscal de 2022 poderia ser milionário. Isso porque, considerando o corte já realizado em junho, de R$ 9,3 milhões, o valor total representaria R$ 10,3 milhões.

"Não há recurso para honrar os pagamentos de novembro e dezembro, o que prejudica seriamente o funcionamento da instituição. O valor total do corte de orçamento no ano de 2022 representa, por exemplo, um semestre inteiro de funcionamento do Restaurante Universitário. Também é superior aos contratos de vigilância ou de limpeza", dizia a nota.

A UFPel afirmou que o MEC zeraria "os limites de empenho das instituições federais de ensino, como uma forma de bloqueio adicional do orçamento das instituições". Com o corte, a instituição do Sul do estado deixaria de receber R$ 1,67 milhão.

"A maioria das instituições utiliza o período final de execução orçamentária para agrupar e recolher os saldos não executados de suas diversas despesas, destinando-os para as despesas de execução prioritária. Ao zerar o limite de empenho neste momento, o MEC compromete todo o (re)planejamento", dizia a nota da UFPel.

A Unipampa afirmou em nota que teria tido bloqueio de cerca de R$ 2,4 milhões, o que inviabilizaria "várias ações e pagamento de despesas previstas até 31 de dezembro". A Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) informaram que, juntas, somariam um bloqueio orçamentário de mais de R$ 8 milhões.

No IFRS, o impedimento de empenho seria de mais de R$ 2,72 milhões. Em junho, a instituição já havia sofrido um corte de R$ 4,5 milhões em seu orçamento anual, o que adiaria a realização de melhorias nas unidades.

A UFRGS, a maior Universidade do estado, foi procurada pelo Brasil de Fato RS, mas não se manifestou sobre a decisão federal. O atual reitor, Carlos Bulhões, foi nomeado para o cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em setembro de 2020. Desde então, a comunidade acadêmica da instituição tem alegado que a reitoria se encontra sob intervenção.

Comunicado via Siafi

A União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou em suas redes sociais uma imagem do comunicado que havia sido enviado do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), do Tesouro Nacional. No texto foi informado que a Junta de Execução Orçamentária (JEO) aprovou um bloqueio de verbas e citava unidades vinculadas ao MEC. O comunicado não apontava valores.

Linha do tempo dos cortes nas verbas destinadas ao MEC

Em junho, o MEC já havia sofrido um corte de R$ 1,6 bilhão. No entanto, a primeira ameaça ao funcionamento das instituições públicas de ensino superior aconteceu ainda em janeiro, quando Jair Bolsonaro (PL) sancionou o Orçamento de 2022. A pasta da Educação perdeu R$ 739,9 milhões do total de R$ 113,4 bilhões aprovados pelo Congresso em dezembro.

O valor retirado de universidades e institutos federais em junho foi de R$ 438 milhões. Em outubro, houve um bloqueio temporário de R$ 328,5 milhões nas instituições; a verba foi liberada posteriormente. O bloqueio mais recente chegava a R$ 366 milhões.

Caso a verba das universidades federais não fosse liberada, as instituições públicas de ensino superior poderiam começar 2023 no vermelho.

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