Já houve quem dissesse que John Hughes inventou a adolescência de quem viveu a década de 1980 e 1990. Como roteirista e diretor, emplacou uma série incrível de sucessos como “Clube dos Cinco”, “Gatinhas e gatões”, “Mulher nota mil” e “A garota de rosa shocking”, sem contar, é claro, o filme que alçou Macaulay Culkin ao estrelato, “Esqueceram de mim”. Dentro todos, confesso, Curtindo a vida adoidado segue sendo o meu preferido. Ferris Bueller decide matar aula e passar o dia com sua namorada e seu melhor amigo, rodando pela cidade de Nova York. Para isso, faz os seus pais acreditarem que está doente e precisa fugir do diretor da escola, que o odeia e de sua irmã, que inveja a sua cara de pau. Cenas antológicas, ao sabor dos filmes de “Sessão da Tarde”, uma bela trilha sonora e a filosofia de Ferris: às vezes a gente precisa dar um tempo, senão a vida passa rápido demais. Disponível na Netflix.

Éder Silveira é historiador e professor do DEH.