
Junto com países como os Estados Unidos, a Alemanha, a França e o Japão, o cinema que vem da Rússia é um dos mais importantes cinemas do mundo. Uma boa porta de entrada para conhecer mais da língua, da cultura e da história russas são seus grandes diretores, dos vanguardistas durante a Revolução comunista (Dziga Vertov, Sergei Eisenstein) até os ultra-premiados contemporâneos, como Alexander Sokurov (A Arca Russa) ou o jovem Kantemir Balagov (Uma mulher alta, indicado ao Oscar do ano passado). De todos esses grandes nomes do cinema russo, talvez aquele que tenha alcançado uma reputação mais sólida de cult seja Andrei Tarkovski. Ele fez filmes durante o período comunista e logo despontou como um dos mais modernos e ousados criadores russos. Morreu jovem, ainda nos anos 80, mas deixou filmes que definem a identidade nacional russa no país e no exterior. Seus filmes, desafiadores, situam-se em vários gêneros, da ficção científica ao filme de época. No streaming do site Petra Belas Artes, tu encontras Solaris (1972) e Stalker (1980), dois filmes futuristas belíssimos e estranhos, além de Andrei Rublev (1966), épico impressionante sobre um pintor de ícones na Idade Média. São maneiras maravilhosas de descobrir as belezas do cinema, da literatura e da cultura russos.
Rodrigo de Lemos é professor de língua e cultura francesa na UFCSPA e grande apreciador de cinema, literatura e artes em geral.





