
“Não basta não ser racista; é preciso ser antirracista”. É inspirada nesta frase de Angela Davis que a filósofa brasileira Djamila Ribeiro escreve o Pequeno Manual Antirracista (Companhia das Letras, 2019). O debate sobre o racismo estruturante da nossa sociedade é necessário e urgente para a reflexão em direção ao reconhecimento e a responsabilização de cada um de nós para que lutemos por uma sociedade igualitária de verdade. Porém, não basta compreender-se racista, é preciso unir-se na luta antirracista. Nos 11 capítulos desta obra repleta de referências, a autora é didática sobre como ir da teoria à ação: ela propõe que nos informemos, reconheçamos os privilégios da branquitude, apoiemos políticas educacionais afirmativas, leiamos autoras e autores negros, questionemos a cultura que consumimos, entre outras práticas possíveis. Um livro necessário em um tempo em que ainda temos tantos casos como o de Miguel Otávio Santana da Silva (5 anos), de Ágatha Felix (8 anos), Marcos Vinícius (14 anos), João Pedro (14 anos), Cláudia Silva Ferreira (38 anos), Evaldo dos Santos (51 anos), Marielle Franco (38 anos), entre tantas vidas negras interrompidas abruptamente.
Aline Aver Vanin é linguista e professora do DEH/UCSPA.





