Maudie: sua vida e sua arte (2016), de Aisling Walsh, cinebiografia que retrata a vida de uma mulher forte e sensível, que sofre de artrite reumatoide e é negligenciada pela família, motivo que a leva e buscar sua independência pelo trabalho, apesar das limitações físicas decorrentes da doença e do preconceito sofrido pelo fato de ser mulher e, ainda, coxa. Maudie é uma pintora amadora que encontra na arte o porto seguro para superar o machismo e o preconceito do próprio marido, bem como da sociedade da época, que a considerava incapaz seja para o cuidado de si, seja para o cuidado de outrem. A pintura transforma sua vida, seu casamento e a torna uma artista de sucesso.  O filme é um convite para um mergulho no universo do sensível, do improvável e de questionamentos sobre a vida: É possível ensinar a ver o mundo com olhos de artista? É possível transformar desafios e limitações físicas a partir de um propósito de vida simples, mas feliz? É possível, a partir de diferenças, encontros e rupturas físicas e emocionais, se reconstruir como ser humano? Um ser humano mais leve, mais flexível e mais sensível para olhar para o mundo sem necessariamente enquadrar-se em uma moldura? Disponível no Netflix.

Cleidilene Ramos Magalhães é Pedagoga. Sua atuação no DEH/UFCSPA dialoga com o ensinar e o ensinar a ensinar na área da saúde.