Fazemos escolhas, mais ou menos conscientes, todos os dias. Nosso modo de vida decorre, em grande parte, do meio em que nascemos, nossa família, nossos amigos, o bairro, a cidade, o país. Aspectos externos nos constituem. Mas, crescemos, e nos tornamos cada vez mais autônomos em relação ao que, quando somos crianças e adolescentes, pode ser tomado como algo necessário. Ailton Krenak em Ideias para adiar o fim do mundo (Companhia das Letras, 2019) nos provoca a pensar de que maneira aceitar o que parece dado, um mundo violento baseado principalmente em relações de consumo, está contribuindo para destruir a possibilidade de vida humana na Terra.

Ana Carolina da Costa e Fonseca é professora de Filosofia na UFCSPA.