30/09/2022 – Portal Plural

Em trote solidário, crianças com câncer cortam cabelos de calouros da área da saúde – Portal Plural

Em trote solidário, crianças com câncer cortam cabelos de calouros da área da saúde

Aos sete anos, Helena Souza Gomes ainda não decidiu o que quer ser: cabeleireira, maquiadora ou policial. Na manhã desta sexta-feira (30), pôde testar suas habilidades com um desses sonhos, manuseando tesoura e cabelos de verdade, durante o Trote Solidário promovido pelo Hospital da Criança Santo Antônio e pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

A menina, diagnosticada com um tumor renal em fevereiro, perdeu o cabelo em função do tratamento. Ela foi a primeira a se aventurar pelas cabeças dos voluntários — universitários que estão no primeiro semestre de cursos da área da saúde. Orientada pelo barbeiro Cael Cristian Dias Albrecht, Helena empunhou a máquina e tosou os cachos de Laura Teixeira, 18 anos, caloura de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Voluntários da ONG Doutorzinhos animaram o salão de beleza improvisado no ambulatório, com música e gritos de incentivo.

— Acho que é um momento legal para as crianças — disse Laura, que aprovou a mudança radical numa rápida espiada na câmera de um celular.

Camila Voos Soares, oncologista pediátrica do hospital, explica que o tratamento contra câncer costuma ser prolongado e, infelizmente, inclui procedimentos invasivos. Atividades lúdicas como o Trote Solidário representam um alívio na rotina tão limitada pela doença.

— São interações sociais que melhoram a autoestima, o aspecto psicológico. E o evento desmistifica um pouquinho as carecas — comenta Camila.

A dona de casa Catiane da Silveira Souza, 45 anos, mãe de Helena, recorda como a mudança na fisionomia abalou a filha. O processo foi conduzido em etapas.

— Olha só que legal essa boneca diferente! — anunciou Catiane ao presentear Helena com uma Barbie careca.

30/09/2022 – Correio do Povo

Link: Após dois anos, ação Careca Amiga volta a emocionar no Hospital Santo Antônio (correiodopovo.com.br)

Após dois anos, ação Careca Amiga volta a emocionar no Hospital Santo Antônio

Crianças cortaram cabelos de alunos da UFCSPA durante trote solidário em Porto Alegre

O ambulatório de Oncologia do Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre, foi local de festa na manhã desta sexta-feira. Duas pequenas pacientes, Isadora, de 10 anos, e Helena, 7, auxiliadas por barbeiros profissionais, cortaram os cabelos de alunos da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), em uma nova edição do trote solidário Careca Amiga, promovido em parceria entre as instituições e a ONG Cabelaço. O ato, realizado depois de dois anos, em razão da pandemia, encheu o local de emoção, alento e afeto.

As mãos das meninas manuseavam com cuidado as máquinas. Cada corte dos 18 participantes representava um novo sopro de esperança, já que as mechas compridas serão reaproveitadas como perucas para novos pacientes de câncer. “Os pacientes passam por um tratamento prolongado e internações longas. Isto faz com que a interação social diminua. Eventos como este fazem com que haja melhora da autoestima, tanto para eles, quanto para os pais e para nós, profissionais”, afirma a médica oncologista pediátrica do Santo Antônio, Camila Voss Soares.

“Esta é uma forma de eles se sentirem confiantes e se identificarem com a pessoa que cortou o cabelo”, acrescenta. A mãe de Isadora, a esteticista Daniela Roliano, moradora do bairro Belém Velho, na Capital, assistiu a filha realizar os cortes. “Ela ficou muito contente com o convite feito pela doutora Camila no começo da semana. É possível ver na expressão dela que ela está muito bem, tranquila, sem dores. Ela está superanimada, bem disposta, brincando com o pessoal. E para mim, é um momento muito feliz, em que saímos da nossa realidade”, conta Daniela, ao comentar que tanto ela quanto o marido têm com frequência os cabelos cortados pela filha.

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre organizou os inscritos em grupos de cinco, para evitar maiores aglomerações e pela própria limitação do espaço. A presidente da Liga do Câncer da UFCSPA, Nathália Oliveira, conta que este retorno da atividade trouxe uma diferença na realização do trote solidário. Antes, ele era restrito apenas aos calouros dos cursos, mas, nesta edição, foi aberto aos demais estudantes.

“É um evento que fazemos com muito amor, porque vemos que todos gostam de participar. Há um propósito muito grande envolvido. Como estudantes da saúde, temos um pouco desta noção do que os pacientes passam. Então, é muito bom termos este lado humano no evento”, diz Nathália. O aluno Rodrigo Santos, do 6º semestre de Biomedicina, foi um dos que raspou a cabeça na ação Careca Amiga.

“Tenho muito interesse nesta área de Oncologia Pediátrica, portanto bastante contato com estes pacientes. No primeiro ano da faculdade, queria muito participar, mas não pude por causa da Covid-19. É um momento de descontração, então é legal que possamos passar uma imagem mais divertida e conversar. Passa mesmo uma emoção muito grande e gratidão por conseguirmos fazer algo tão bom para estas crianças que estão em situação muito delicada”, diz ele.

30/09/2022 – GZH

Link: Em trote solidário, crianças com câncer cortam cabelos de calouros da área da saúde | GZH (clicrbs.com.br)

Em trote solidário, crianças com câncer cortam cabelos de calouros da área da saúde

Mechas coletadas durante o evento serão encaminhadas à ONG Cabelaço, que confecciona perucas para pacientes oncológicos

Aos sete anos, Helena Souza Gomes ainda não decidiu o que quer ser: cabeleireira, maquiadora ou policial. Na manhã desta sexta-feira (30), pôde testar suas habilidades com um desses sonhos, manuseando tesoura e cabelos de verdade, durante o Trote Solidário promovido pelo Hospital da Criança Santo Antônio e pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

A menina, diagnosticada com um tumor renal em fevereiro, perdeu o cabelo em função do tratamento. Ela foi a primeira a se aventurar pelas cabeças dos voluntários — universitários que estão no primeiro semestre de cursos da área da saúde. Orientada pelo barbeiro Cael Cristian Dias Albrecht, Helena empunhou a máquina e tosou os cachos de Laura Teixeira, 18 anos, caloura de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Voluntários da ONG Doutorzinhos animaram o salão de beleza improvisado no ambulatório, com música e gritos de incentivo.

— Acho que é um momento legal para as crianças — disse Laura, que aprovou a mudança radical numa rápida espiada na câmera de um celular.

Camila Voos Soares, oncologista pediátrica do hospital, explica que o tratamento contra câncer costuma ser prolongado e, infelizmente, inclui procedimentos invasivos. Atividades lúdicas como o Trote Solidário representam um alívio na rotina tão limitada pela doença.

— São interações sociais que melhoram a autoestima, o aspecto psicológico. E o evento desmistifica um pouquinho as carecas — comenta Camila.

A dona de casa Catiane da Silveira Souza, 45 anos, mãe de Helena, recorda como a mudança na fisionomia abalou a filha. O processo foi conduzido em etapas.

— Olha só que legal essa boneca diferente! — anunciou Catiane ao presentear Helena com uma Barbie careca.

Quando os cachos louros começaram a cair, optou-se por um corte na altura dos ombros. Helena questionou a mãe:

— Foi por isso que tu me deu a Barbie, né?

Isadora Roliano Miranda da Silva, 10 anos, trata um osteossarcoma (tumor ósseo) desde novembro do ano passado. Chegou ao Trote Solidário exibindo experiência: costuma cortar o cabelo da mãe, a dona de casa Daniela Roliano Faleiro, 40 anos. Quando a família foi abalada pela notícia da doença, todos rasparam a cabeça.

— Enquanto tu não tiver cabelinho, eu também não vou ter — disse Daniela à caçula, encorajando-a nas saídas em público, quando a garota pensa que todos a estão observando.

As mechas coletadas durante o evento serão encaminhadas à ONG Cabelaço, que confecciona perucas para crianças e jovens com câncer. O Trote Solidário, interrompido durante a pandemia e retomado agora, também contou com o apoio da Liga Feminina de Combate ao Câncer.

29/09/2022 – GZH

Link: Aos 51 anos, morre o infectologista Cláudio Stadnik | GZH (clicrbs.com.br)

Aos 51 anos, morre o infectologista Cláudio Stadnik

O médico estava tratando problemas cardíacos

O médico infectologista e professor universitário Cláudio Marcel Berdun Stadnik, 51 anos, faleceu na quarta-feira (28), em decorrência de problemas cardíacos. O velório foi nesta quinta-feira (29), no Cemitério da Santa Casa, em Porto Alegre.

Nascido no Uruguai, em janeiro de 1971, Stadnik  se mudou ainda jovem, com sete anos, com a família para Porto Alegre. Ele se formou em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 1993. 

— Eu tive a honra de entregar o diploma para ele, quando tinha cinco anos —, conta a filha Marjorie Stadnik. Ele entrou na faculdade aos 16 anos e, quando tinha 17 e ainda era o mais novo da turma de Medicina, Marjorie nasceu. Depois, aos 24, quando já estava mais estabelecido, teve a segunda filha, Raissa.

Cláudio Stadnik recebeu o título de especialista com residência médica em Clínica Médica pela PUCRS, se tornou mestre em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 2011 e concluiu o doutorado em Patologia na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPA). 

Desde o início da pandemia de covid-19, Stadnik foi referência nacional no trabalho de pesquisa e prevenção contra a nova doença, estava sempre atualizado nos estudos da área e, constantemente, era fonte para matérias de GZH sobre o assunto. Como fonte e profissional, era sempre solícito, didático e divertido. 

Foi presidente da Associação Gaúcha dos Profissionais em Controle de Infecção Hospitalar (AGIH), de 2003 a 2005, era professor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) há 14 anos, lecionando na área de Infectologia. A filha, Marjorie, conta que está cursando Medicina na Ulbra e, neste semestre, estava tendo aulas com o pai. Em sala de aula, não a chamava nem de filha e nem de Marjorie, mas sim de Margot, como ele sempre a tratou. A filha mais nova, Raissa, era chamada de princesa.

Atualmente, era médico do Serviço de Controle de Infecção do Complexo Hospitalar Santa Casa, atuando na área de infecções em transplantes e imunossuprimidos, além de coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa.

Um apaixonado pela medicina, como resume a filha, Stadnik também gostava de aproveitar o tempo livre, quando costumava ler e jogar videogames. Marjorie conta que o pai adorava discutir assuntos como filosofia e ética.

— Ele sabia tudo sobre tudo e adorava aprender e ensinar. Não tinha nada que ele fizesse que não desse a explicação. Ele era curioso para tudo — lembra.

Aos sábados, era de lei reunir a família na casa dos pais. Os pratos dos almoços eram sempre da culinária uruguaia, visto que a família era de lá. Além disso, Marjorie conta que nhoque era dos pratos comuns nos almoços na casa dos avós paternos.

Stadnik deixa os pais, duas filhas, Marjorie e Raissa, e dois filhos de coração, Bernardo e Rafaela, enteados de relacionamentos antigos com quem Cláudio ainda mantinha contato e por quem tinha muito carinho.

28/09/2022 –  Blog Políbio Braga

Link: https://polibiobraga.blogspot.com/2022/09/dica-do-editor-dia-3-governo-estadual.html

Dia 3, governo estadual fará seminário para saber por que a cada 6 horas um gaúcho se mata

Irão até o dia 3 de outubro, semana que vem, as inscrições para o seminário de Promoção da Vida e Prevenção do Comportamento Suicida na Infância e Adolescência, que será realizado no Salão Nobre da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, dia 5, das 13h às 17h.

O Rio Grande do Sul é o estado com maior índice de suicídios no país. Conforme os últimos dados fechados, em 2020, o Estado apresentou uma média de quatro dessas ocorrências por dia. 80% são do sexo masculino.

27/09/2022 – Correio do Povo

Link: Cerimônia emocionante marca o Dia Nacional da Doação de Órgãos no Palácio Piratini (correiodopovo.com.br)

Cerimônia emocionante marca o Dia Nacional da Doação de Órgãos no Palácio Piratini

Profissionais foram homenageados durante evento em Porto Alegre

O Rio Grande do Sul ainda tem um baixo índice na doação de órgãos. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o “não” da família faz com que, em 40% das notificações por morte encefálica no Estado, um órgão não possa ser aproveitado. Nesta terça-feira, durante a celebração do Dia Nacional da Doação de Órgãos, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, o governo do Estado recordou a difícil missão de fazer com que haja mais adesão da sociedade à prática, e ainda lembrou os esforços de diversos profissionais que trabalham para salvar outras vidas.

A cerimônia emocionante reuniu profissionais da saúde, que foram condecorados por seu esforço, e autoridades, como o governador Ranolfo Vieira Júnior, a primeira-dama, Sônia Vieira, e a secretária da SES, Arita Bergmann. Entre os depoimentos, estiveram o do servidor público James Cassiano da Silva, transplantado em 2020 após um diagnóstico de insuficiência cardíaca. “Doar órgãos salva vidas. É o maior ato de amor que você pode ter. Ela pode ser a resposta da partida de seu ente querido. Ele vai continuar vivo em outras pessoas e em sua memória”, disse ele.

O diretor médico do Centro de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia, José de Jesus Peixoto Camargo, agradeceu o convite. “Para a memória dos que nos antecederam e como estímulos aos que nos sucederão, temos que assumir hoje aqui entre amigos nosso compromisso de retomarmos os transplantes com a energia que vivemos antes da pandemia. Nossa única redenção possível depende da reabilitação da nossa capacidade de cuidar e proteger as pessoas que dependem de ajuda”, discursou.

Outro momento de emoção foi uma homenagem póstuma ao cirurgião cardiovascular Ivo Abrahão Nesralla, falecido em 2020, em Porto Alegre. O médico foi responsável por realizar a primeira cirurgia robótica da América Latina, bem como a primeira de ponte de safena no Rio Grande do Sul. “Mais do que um notável, o mestre da cirurgia foi um grande parceiro. Na busca da excelência ele era incansável na captação dos recursos que permitissem a contínua qualificação dos serviços”, disse Camargo.

A secretária Arita afirmou que há o desafio de recolocar o Rio Grande do Sul “no lugar em que já esteve na captação de órgãos e realização de transplantes”. “Certamente este ano de 2022 está mostrando uma leve tendência de aumento dos números de notificações e transplantes, graças principalmente a esse trabalho incansável dos nossos hospitais hoje aqui destacados. Temos esperança de que é possível salvarmos mais vidas”, afirmou. Conforme a SES, a fila de pessoas aptas a receber órgãos no Estado alcança 2.544 pessoas.

UFCSPA

Também hoje, uma placa foi descerrada na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) para relembrar os jovens André Augusto Barrionuevo, Cláudio Ataíde Lança, Jackson Luis Ávila, Jean Carlo Kohmann e Marcos Stédile. Os médicos foram vítimas fatais de um acidente aéreo enquanto viajavam para retirar órgãos de um paciente em Chapecó/SC, para transplantes em Porto Alegre. O acidente foi em 1º de outubro de 1997, e a placa foi iniciativa da universidade, da Associação dos Doutorandos de 1990 da UFCSPA e da Santa Casa.

26/09/2022 – Portal Grupo Independente

Link: Jumed reúne mais de 2 mil estudantes de Medicina na Univates (independente.com.br)

Jumed reúne mais de 2 mil estudantes de Medicina na Univates

Delegações disputaram jogos de futsal, basquete, vôlei, handebol e provas de atletismo

Mais de 2 mil pessoas participaram da terceira edição dos Jogos Universitários de Medicina do Rio Grande do Sul (Jumed-RS), realizada entre sexta-feira (23) e domingo (25), no campus da Univates, em Lajeado.

O evento, organizado pela Associação Atlética Acadêmica de Medicina Univates (AAAMU), com apoio de diversos setores da universidade, contou com a presença de 21 delegações representando cursos de Medicina de todo o Estado. A maior parte dos visitantes ficou hospedada no campus, onde foi preparada uma estrutura especial com alojamentos, alimentação e espaços de integração para o público.

Durante o final de semana, os estudantes participaram de disputas de futsal, basquete, vôlei, handebol e provas de atletismo. Algumas atividades foram realizadas no Complexo Esportivo Univates e outras no Parque do Imigrante e no Centro Esportivo Municipal Mário Lampert. A atlética da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) conquistou o primeiro lugar geral nos jogos.

Confira a classificação final do Jumed-RS 2022

1º – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

2º – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs)

3º – Universidade Católica de Pelotas (UCPel)

4º – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

5º – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs)

6º – Feevale

7º – Universidade de Passo Fundo (UPF)

8º – Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

9º – Universidade do Vale do Taquari (Univates)

10º – Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)

11º – Universidade Luterana do Brasil (Ulbra)

12º – Universidade Franciscana (Unifra)

13º – Universidade de Caxias do Sul (UCS)

14º – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí)

15º – Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

16º – Unisinos

17º – Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI Erechim)

26/09/2022 – Portal ANAHP

Link: Hospital Ernesto Dornelles inaugura centro de Neurologia e Neurocirurgia (anahp.com.br)

Hospital Ernesto Dornelles inaugura centro de Neurologia e Neurocirurgia

Espaço oferece um novo conceito em atendimento especializado de patologias complexas da base do crânio e coluna vertebral

Aconteceu no dia 9 de setembro a inauguração do Centro de Neurologia e Neurocirurgia (CNNc) do Hospital Ernesto Dornelles (HED). O CNNc é um serviço integrado de atendimento, que oferece acompanhamento neurológico completo e é especializado em patologias complexas da base do crânio e coluna vertebral.

Com área de 200m2, localizado no 10o andar do Centro Clínico do HED, o espaço conta com infraestrutura completa para o atendimento qualificado do paciente, realização de análise diagnóstica e integração das técnicas mais modernas de tratamento e reabilitação. O CNNc possui 04 consultórios, sala de reuniões e telemedicina, contando com a estrutura hospitalar do HED, sala cirúrgica exclusiva, microscópio cirúrgico, endoscopia, ultrassom transoperatório e sala endovascular. Entre os procedimentos e exames que serão oferecidos estão: neurocirurgia de crânio e coluna vertebral, cirurgia da base do crânio, neuroreabilitação e tratamentos neurológicos. Doenças como tumores cerebrais, acidente vascular cerebral e demências serão atendidas no local, com a ferramenta diagnóstica pioneira no RS, conhecida como brain4care, utilizada em consultório médico, que possibilita o diagnóstico não invasivo da pressão intracraniana, complacência cerebral e dinâmica vascular encefálica.

O CNNc é constituído por uma equipe multidisciplinar formada por 15 profissionais (neurocirurgiões, neurologistas, anestesistas, oncologistas, cardiologistas, radioterapeutas e intensivistas) liderados pelo Dr. Carlos Eduardo da Silva, neurocirurgião e cirurgião da base do crânio, reconhecido no Brasil e no exterior. O médico é professor adjunto de Anatomia Humana na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA, Supervisor e chefe do Programa de Residência Médica em Neurocirurgia SBN/MEC do HED. O Serviço de Neurocirurgia e Cirurgia da Base do Crânio do hospital também é referência no tratamento dos tumores complexos que comprometem as estruturas nervosas e vasculares da base do crânio, em especial os meningiomas, onde o serviço é o pioneiro do estudo citogenético no estado, contando com um grupo de consultoria integrada nestes tumores.

26/09/2022 – Portal Prefeitura Porto Alegre

Link: Seminário sobre suicídio na infância e adolescência tem inscrições abertas até 3 de outubro - Portal do Estado do Rio Grande do Sul

Seminário sobre suicídio na infância e adolescência tem inscrições abertas até 3 de outubro

Estão abertas, até 3/10, as inscrições para o seminário de Promoção da Vida e Prevenção do Comportamento Suicida na Infância e Adolescência, que será realizado no Salão Nobre da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, no dia 5/10, das 13h às 17h. As inscrições podem ser realizadas pelo link https://forms.gle/FMZnXDrbLrw9UCjt5

O evento é promovido pelo Comitê Estadual de Promoção da Vida e Prevenção ao Suicídio, presidido pela Secretaria da Saúde e formado pelas secretarias da Educação, Segurança Pública, Justiça e Sistema Penal e Socioeducativo, entre outras entidades governamentais e não governamentais e conta com apoio da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). A programação inclui temas como prevenção da violência autoprovocada em instituições de ensino e as interfaces no trabalho de prevenção do comportamento suicida em crianças e adolescentes.

  • As vagas são limitadas. Para a entrada no evento, os participantes devem apresentar comprovante de vacinação e usar máscaras. A UFCSPA fica localizada na Rua Sarmento Leite, 245, Porto Alegre/RS.

Cenário epidemiológico

O Rio Grande do Sul é o estado com maior índice de suicídios no país. Conforme os últimos dados fechados, em 2020, o Estado apresentou uma média de quase quatro dessas ocorrências por dia. O cenário epidemiológico mostra uma frequência maior de óbitos na população masculina, chegando a 80% com 1132 casos. Suicídios femininos foram na ordem de 20%, com 287 casos. Por faixa-etária, o maior índice é entre 70 a 79 anos e em maiores de 80 anos, com uma taxa de 21,5 do número de habitantes.

Lesões autoprovocadas

Em 2020, a cada dia ainda foi notificada uma média de mais de 22 casos de lesões autoprovocadas, que englobam situações de tentativas de suicídios e autolesões, entre outras formas.

Esta frequência, no entanto, teve uma redução de 12.251 registros em 2019, para 8.058, em 2020, sendo 68% entre meninas de 15 a 19 anos. Do total destes casos, 46,2% já haviam ocorrido anteriormente.

23/09/2022 – Diário Campanário

Link: IPBeja: Bolsas-Viagem mudam a vida de estudantes e impactam relações entre Países de língua Portuguesa! - Rádio Campanário (radiocampanario.com)

IPBeja: Bolsas-Viagem mudam a vida de estudantes e impactam relações entre Países de língua Portuguesa

Realizou-se esta quinta-feira um encontro online entre os mais recentes bolseiros beneficiários da Bolsa-Viagem da Organização de Estados Ibero-americanos e da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), para uma sessão de partilha sobre os impactos da mobilidade na sua vida profissional e para o fortalecimento de relações entre os países de língua portuguesa.

Este apoio decorre do Protocolo de Cooperação assinado a 27 de maio de 2015 entre a OEI e a AULP, e apoia mobilidades académicas para a internacionalização do conhecimento, para a melhoria da qualidade da aprendizagem e das competências dos estudantes.

No total e neste quadro, a OEI já atribuiu 17 bolsas, das quais estão em curso três para este ano letivo: uma estudante brasileira de Biotecnologia na Universidade do Algarve; e de dois moçambicanos, um em Medicina na Universidade Federal de Ciências da Saúde, em Porto Alegre e outro de Engenharia Hidráulica Agrícola e Água Rural no Instituto Politécnico de Beja.

Participaram nesta reflexão, que testemunha na primeira pessoa as oportunidades que este programa proporciona aos estudantes, quatro bolseiros do segundo semestre do ano letivo 2021/2022.

Pedro Augusto Oliveira da Universidade Federal de Uberlândia em Minas Gerais, no Brasil, do curso de Ciências Biológicas, efetuou mobilidade para Universidade de Aveiro e refere que acredita “ser de extrema importância a missão do Programa em estreitar as relações dos países de língua oficial portuguesa. Pude ter contato com diversos estudantes e professores falantes da língua, desenvolver amizades e discutir diferentes realidades. Foi um bom intercâmbio cultural”.

Luiza Demiquei Gonzatti da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Brasil, do curso de Psicologia, esteve no Instituto Universitário da Maia e relata que “A oportunidade de estudar em outro país é, sem dúvida, uma das experiências mais ricas, desafiadoras e gratificantes. Contribuiu de forma imensurável para ficar uma profissional mais empática, com maior conhecimento de mundo.”

Keneth José Inácio oriundo da Universidade Joaquim Chissano, em Moçambique, do curso de Administração Pública, esteve no Instituto Politécnico de Leiria e refere que “participar no Programa Mobilidade AULP foi uma experiência inesquecível e com grande impacto para a minha vida pessoal, académica e profissional. Olhando para as minhas condições financeiras, sem o apoio da Bolsa de Viagem OEI-AULP não seria possível deslocar-me para Portugal.”

Lucas Neto Gonçalves da Silva da Universidade Federal Fluminense, também no Brasil, do curso de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, esteve em mobilidade no Instituto Politécnico de Santarém e testemunha que “foi uma experiência única na minha formação. Através do programa da AULP e Bolsa de Viagem OEI-AULP pude conhecer um novo país, diversas culturas, crescer profissionalmente, ampliar a minha visão de mundo, encontrar velhos e novos amigos, e interagir com pessoas de todo o mundo”.

Este apoio decorre do Protocolo de Cooperação assinado a 27 de maio de 2015 entre a OEI e a AULP, e apoia mobilidades académicas para a internacionalização do conhecimento, para a melhoria da qualidade da aprendizagem e das competências dos estudantes, na perspetiva da sua preparação para o mundo laboral, bem como para o reforço das relações entre instituições de ensino superior de todo o mundo. São elegíveis estudantes universitários de 1.º e 2.º graus, equivalente a licenciatura e mestrado dos países da CPLP que queiram frequentar uma universidade no Brasil ou em Portugal. A atribuição destas bolsas visa facilitar o processo de deslocação dos estudantes para os países onde ficarão a estudar em mobilidade.

No total e neste quadro, a OEI já atribuiu 17 bolsas, das quais estão em curso três para este ano letivo: uma estudante brasileira de Biotecnologia na Universidade do Algarve; e de dois moçambicanos, um em Medicina na Universidade Federal de Ciências da Saúde, em Porto Alegre e outro de Engenharia Hidráulica Agrícola e Água Rural no Instituto Politécnico de Beja. Foram atribuídas em anos anteriores outras 10 Bolsas, destas, cinco em 2020-21 outras cinco em 2021-22.

23/09/2022 – GZH

Link: Máscaras não são mais obrigatórias na maioria das universidades públicas do RS | GZH (clicrbs.com.br)

Máscaras não são mais obrigatórias na maioria das universidades públicas do RS

Razão está no avanço da vacinação e na flexibilização das medidas de controle do coronavírus em todo o Rio Grande do Sul

Com o avanço da vacinação e a flexibilização das medidas de controle do coronavírus em todo o Rio Grande do Sul, a maioria das universidades públicas do Estado já deixou de cobrar o uso das máscaras. A exceção é a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), que segue exigindo o acessório em alguns espaços.

Segundo a reitora da UFSCPA, Lucia Pellanda, como a instituição tem contato direto com um dos maiores hospitais de Porto Alegre, a Santa Casa de Misericórdia, manter a máscara ainda é importante para a segurança da comunidade acadêmica. Mas informou que flexibilizará o uso quando for adequado.

Outras duas grandes instituições do Ensino Superior, a Unisinos e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que são particulares, também deixaram de cobrar o acessório.

Veja, abaixo, como estão as regras para o uso da máscara nas seguintes universidades do Estado:

UFRGS - O uso de máscaras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul deixou de ser obrigatório no dia 6 de setembro, passando a ser facultativo. A universidade mantém a recomendação para uso do acessório em todos os espaços, principalmente em ambientes com pouca ventilação, salas de aula com muitos alunos e para integrantes do grupo de risco.

UFSCPA - O uso de máscaras ainda é obrigatório nos laboratórios, salas de aula e nos serviços de saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. A universidade informou que, por se tratar de uma instituição voltada à saúde, o acessório ainda é importante.

Unisinos - O uso de máscaras na Unisinos não é obrigatório. A instituição informou que segue os protocolos vigentes dos municípios em que atua, São Leopoldo e Porto Alegre. Mas reforçou que há um comitê que age pela segurança e conscientização no cuidado em relação à covid-19.

PUCRS - A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul deixou de obrigar o uso de máscaras no dia 18 de março, quando a prefeitura de Porto Alegre flexibilizou a medida. A universidade reforçou que segue incentivando o acessório como forma de autocuidado.

Uniritter -A Uniritter informou que, em conformidade com o município de Porto Alegre, não obriga mais as máscaras. Mas segue recomendando o uso do acessório.

UFSM - Desde o dia 5 de maio o uso de máscaras não é mais obrigatório nos quatro campi da Universidade Federal de Santa Maria (Santa Maria, Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões). No entanto, a universidade ainda recomenda que o acessório seja utilizado ambientes fechados e, principalmente, em casos de sintomas respiratórios.

UFPel - Foi no dia 29 de agosto que a Universidade Federal de Pelotas tirou a obrigatoriedade do uso das máscaras, mas seguiu recomendando o acessório em ambientes externos e internos.

FURG - É recente a decisão da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) de flexibilizar o uso das máscaras. Foi nesta segunda-feira (19) que a instituição tirou a obrigatoriedade do acessório, tornando-o facultativo. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, foi uma medida cautelar da própria instituição manter a obrigatoriedade por mais tempo. A regra é válida para os cinco campi (dois em Rio Grande, um em São Lourenço do Sul, um em Santo Antônio da Patrulha e outro em Santa Vitória do Palmar).

Unipampa - A Unipampa tirou a obrigatoriedade do uso da máscara no dia 20 de maio e passou apenas a recomendar que o acessório seja usado em ambientes internos e externos nos 10 campi espalhados pela campanha, fronteira oeste e sul do Estado.

UFFS - A Universidade Federal da Fronteira Sul informou que as máscaras já não são obrigatórias nos três campi do Rio Grande do Sul - Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo. Porém, sempre orienta o uso para quem estiver com sintomas gripais.

22/09/2022 – Portal Coletiva.Net

Link: Instituições de educação e MP divulgam campanha sobre a varíola do macaco - Coletiva.net - Tá todo mundo aqui.

Instituições de educação e MP divulgam campanha sobre a varíola do macaco

Ação foi criada pela Rede Interinstitucional de Enfrentamento da Desinformação em Saúde, formada por universidades, institutos federais e Ministério Público

A desinformação pode aumentar a transmissão, o adoecimento e até a mortalidade causada por doenças infecciosas. É para disseminar os dados verdadeiros que foi criada a Rede Interinstitucional de Enfrentamento da Desinformação em Saúde (Redes). Composto por quatro universidades federais, dois institutos federais de educação com sede no Rio Grande do Sul e três unidades do Ministério Público brasileiro, o grupo lançou, em setembro, a primeira campanha. A ação esclarece sobre a varíola do macaco.

Com uma página on-line dedicada ao tema, a iniciativa tem ainda um documento em pdf com informações detalhadas sobre o que é a Monkeypox, formas de contágio, transmissão, sintomas e dados sobre o surto no Brasil. Entre as explicações está a de que os macacos não são transmissores, e sim hospedeiros eventuais, como o ser humano e que o contágio ocorre de pessoa para pessoa. "Então, lembre-se: não agrida os animaizinhos nem repasse esse engano adiante. As formas de evitar a doença são outras", destaca um dos slides.

Redes

Criada em abril de 2022, a Rede Interinstitucional de Enfrentamento da Desinformação em Saúde (Redes) tem o intuito de ampliar o diálogo a respeito de doenças infecciosas que, por meio da disseminação de informações falsas, podem ser mais transmitidas, levando a um maior número de pessoas adoecendo e morrendo.

Jornalistas, cientistas, médicos e pesquisadores de diversas áreas compõem a equipe, que elabora materiais informativos para as redes sociais das instituições, realiza oficinas explicativas para crianças em escolas e para profissionais da saúde. A intenção é ainda ministrar minicursos sobre as doenças infecciosas para que radialistas do interior transmitam corretamente notícias acerca do tema.

Integram a iniciativa as seguintes instituições: Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFFRS), Instituto Federal Farroupilha (IFFar), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Universidade Federal de santa Maria (UFSM), Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Procuradoria da República no Rio Grande do Sul (MPF/PRRS), Procuradoria Regional da República na 4ª Região (MPF/PRR4).

22/09/2022 – Portal Prefeitura Porto Alegre

Link: Próximas ações do programa Cidade Educadora são apresentadas a secretários | Prefeitura de Porto Alegre

Próximas ações do programa Cidade Educadora são apresentadas a secretários

Com a intenção de compartilhar a estrutura do programa Porto Alegre Cidade Educadora e divulgar as ações do último trimestre de 2022, a Secretaria de Transparência e Controladoria (SMTC) promoveu uma reunião com secretários e representantes das pastas envolvidas no projeto. O encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira, 22, no auditório do Departamento Municipal de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Porto Alegre (Previmpa). 

De acordo com titular da SMTC, Gustavo Ferenci, é fundamental que os gestores dos órgãos municipais compreendam a extensão do Cidade Educadora. “Essa iniciativa articula poder público, as principais universidades locais, sociedade civil organizada e empresas em prol da mudança cidadã”, destaca Ferenci.

Na oportunidade foram apresentadas as atividades elaboradas pelos integrantes dos nove Grupos de Trabalho (GT): Mobilidade Humana, Culturas e Identidades, InComunidades, Pedagogias da Cidade, Educação e Saúde, Movimenta POA, Educação Fora da Caixa, Infraestrutura e Primeiros Passos. Quatro dos noves GTs são coordenados pela sociedade civil. “No total são cerca de 500 pessoas trabalhando para transformar Porto Alegre em um modelo de educação que vá além dos muros da escola”, acrescenta Ferenci.

Durante o encontro foi divulgado o 1º Congresso Internacional Porto Alegre Cidade Educadora, que acontecerá  entre os dias 29 e 30 de novembro, na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPA), na Unisinos Porto Alegre e em diferentes pontos da cidade. “A ideia é criar uma oportunidade de trocas e estudos e uma agenda de experiências educadoras”, esclarece Kátia Beppler Macagnan, da equipe do GT Pedagogias da Cidade. 

Também estiveram presentes o secretário municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), Léo Voigt; o secretário da Inovação, Luiz Carlos Pinto da Silva Filho; secretário adjunto da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Richard dos Santos Dias; secretária municipal de Educação (Smed), Sônia Maria Oliveira da Rosa,  secretária municipal de Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ), Débora Rios Garcia; secretário municipal de Cultura, Gunter Axt;  diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Paulo Ramires; a coordenadora de projetos da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) Fabiana Kruse; o chefe de gabinete do prefeito Sebastião Melo, Thyago Duarte; e representantes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

  Cidades Educadoras - No dia 4 de março, a Capital reingressou oficialmente na Rede Internacional das Cidades Educadoras, conjunto de municípios de diversos países que compartilham princípios básicos de educação. Desde o ano passado, a prefeitura, através da SMTC, vem articulando o retorno de Porto Alegre ao programa.

22/09/2022 – GZH

Link: Excesso de peso e obesidade na infância desafiam famílias a mudarem de hábitos após a pandemia | GZH (clicrbs.com.br)

Excesso de peso e obesidade na infância desafiam famílias a mudarem de hábitos após a pandemia

Ainda que faltem dados atualizados sobre a situação no Brasil, médicos alertam para as péssimas consequências do aumento de peso das crianças

Meses ou anos de rotina forçosamente modificada imprimiram marcas preocupantes na rotina das crianças. Ainda que o cenário pós-pandemia careça, e muito, de números que mostrem com precisão o aumento da dimensão do problema do excesso de peso e da obesidade, pode-se inferir que a situação que já era preocupante antes de 2020, quando tiveram início a crise sanitária do coronavírus e as restrições de circulação, piorou. Neste mês, entidades e especialistas promovem o Setembro Laranja, com o objetivo de chamar a atenção para o problema.

Médicos, mães, pais e professores percebem como a brusca redução da atividade física — ou até mesmo a passagem para o completo sedentarismo — transformou a rotina e o corpo dos pequenos. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2020, entre os acompanhamentos realizados na atenção primária da rede pública, 15,9% dos menores de cinco anos e 31,7% do grupo de cinco a nove anos tinham excesso de peso — nessas duas parcelas, 7,4% e 15,8%, respectivamente, apresentavam obesidade. Considerando-se todos os indivíduos menores de 10 anos, estima-se que cerca de 6,4 milhões tenham excesso de peso, e 3,1 milhões, obesidade. 

O cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), utilizado para adultos, também norteia a avaliação do peso infantil, mas especialistas consideram outros fatores relativos ao desenvolvimento, segundo Carolina Leães Rech, chefe do Serviço de Endocrinologia da Santa Casa e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Do começo da era da covid-19 para cá, o panorama se agravou, principalmente, de duas maneiras: crianças que não tinham sobrepeso passaram a ter, e aquelas que já estavam acima do peso ou obesas ganharam quilos a mais.

— O maior tempo de tela foi uma regra na pandemia. Muita inatividade, muita dificuldade para retomar (a prática de) uma hora de atividade física por dia — resume Carolina. 

É muito mais do que uma questão estética. O excesso de peso e a obesidade na infância significam piora da saúde e risco de diagnósticos cada vez mais precoces de diabetes tipo 2, hipertensão e esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), antes doenças associadas a fases posteriores da vida. O alerta é do endocrinologista pediátrico Fabiano Sandrini, da Comissão de Endocrinologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM).

— A grande maioria das crianças com excesso de peso serão adultos com excesso de peso. É muito difícil fazer essa redução quando criança, mas pior ainda na vida adulta. A infância é uma janela de oportunidade para que a gente consiga deixar uma herança mais saudável aos nossos filhos. Claro que há exceções, mas o aspecto com o qual você entrou na adolescência deve se manter na vida adulta. Este será um adulto jovem com gordura no fígado mais grave, diabetes tipo 2, hipertensão. Câncer é mais comum em pessoas obesas — ressalta Sandrini, também professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Carolina reforça esse discurso com uma estimativa assustadora: 85% das crianças hoje obesas serão obesas quando adultas. Quando classificada em estágio grave, a obesidade reduz a expectativa de vida em 10 anos. Para evitar, conter e reverter os danos, tudo começa pela adoção e manutenção de bons hábitos — movimento que deve envolver toda a família. Valorizar o momento das refeições é fundamental. 

— Já havia a falta de uma rotina mais estruturada antes da pandemia. Abandonar o uso de telas é uma das coisas mais importantes. Fazer refeições em família, ter refeições mais naturais. O nosso combustível é a alimentação. É mais fácil abrir um pacotinho e botar no micro do que ir à feira e cozinhar. Não dá para colocar tanta porcaria para dentro — comenta a médica da Santa Casa.

Desemprego, queda no orçamento doméstico, inflação. São inúmeros os fatores que podem dificultar a implementação de cardápios melhores. A população de classe média-alta é a que tem mais chance de se recuperar, aponta a pediatra Fabíola Isabel Suano, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Preste atenção ao que tem sido oferecido à mesa e no lanche escolar. Dar preferência a alimentos in natura e minimamente processados é essencial. 

— Se é possível fazer esse investimento, faça. Comprar alimentos da estação ajuda na balança econômica. Prefira a compra em feiras, onde sempre haverá mais variedade. No supermercado, tem a rivalização com os produtos em pacotes — diz Fabíola, que também destaca que a iniciativa deve ser abraçada por todos em casa. — Tem que dar modelos positivos para os filhos. A criança vai entrar no hábito da família. Não existe criança obesa sem família que come mal.

Outro pilar essencial da transformação é a atividade física. Não é preciso matricular o filho em uma escolinha ou clube para a prática de esportes, ainda que as aulas programadas sejam uma boa escolha para quem deseja. Criança precisa de movimento, e o dia a dia oferece uma série de oportunidades: brincadeiras ao ar livre, jogos com bola, andar de bicicleta, passear com o cachorro, acompanhar os pais, a pé, na ida à padaria, ao supermercado, à feira, à farmácia. 

— A pandemia fez com que as crianças ficassem paradas em casa. Elas não só ganharam peso como se adaptaram a uma realidade que é “não vou brincar na rua”. A principal atividade da criança é a brincadeira, encontrar amigos para fazer isso — orienta Sandrini.

Mesmo com a melhora da situação epidemiológica da covid-19, alguns hábitos mudaram a longo prazo ou até mesmo em definitivo, como mães e pais que passaram a trabalhar de casa e suprimiram parte dos deslocamentos. É preciso readaptar as rotinas, frisa o professor da Unioeste.

— Antes íamos ao parque passear, pedalar, e de repente se criou um hábito de ficarmos reclusos. Compramos tudo para deixar em casa — observa Sandrini. 

Reconhecer o problema é o primeiro passo. A família precisa admitir que precisa de ajuda. O papel do pediatra é fundamental na condução desse processo. Se necessário, o médico pode indicar o acompanhamento por outros especialistas. 

A percepção do excesso de peso e as restrições

Fabiano Sandrini, endocrinologista pediátrico da SBEM, salienta que a análise visual da criança é um indicativo importante, além do cálculo da massa corporal adequada e de outros fatores considerados pelo pediatra. Considerando-se uma criança e um adulto, em termos de composição corporal, ela deveria ser, em geral, mais magra.

— Uma criança de seis ou sete anos com aspecto do que seria normal em um adulto, encorpada, já tem um peso alto. Muitas vezes, os pais a enxergam como uma criança normal fortinha. Tem-se a ideia de que a criança doente é a magrinha. Até algumas décadas atrás, uma forma de demonstrar amor e carinho era dar uma comida extra. Acho que isso ainda persiste. É comum, no consultório, pais comentando: “Mas como não vou dar um bolo, um chocolate, uma bala para o meu filho quando ele pede?” O excesso de peso tem essa característica que as famílias não percebem, e os pediatras precisam interferir — fala Sandrini.  

A conversa entre médico e familiares do paciente, relata o endocrinologista, pode enfrentar percalços:

— É muito comum os pais chegarem ao consultório por uma queixa ou outra, serem avisados do excesso de peso e dizerem que nunca haviam falado disso para eles. Também se cria um pouco de receio. Há dificuldade para falar a eles que a criança tem excesso de peso, alguém pode se sentir depreciado. Mas é muito importante pesar, medir. Nosso objetivo é prevenir a doença no adulto. 

Sandrini afirma que estudos demonstram que o ganho excessivo de peso se inicia por volta dos quatro ou cinco anos. Isso não significa uma eternidade de privações — o sucesso está na moderação. 

— Deixem salgadinhos e refrigerantes para datas comemorativas, festas de aniversário. Tomar um sorvete no final de semana é gostoso. Vamos a pé ou de bicicleta? Comer um bolo: vamos à padaria caminhando? — exemplifica o especialista. — Refeição é refeição: vamos sentar à mesa, desligar as telas. Tendemos a comer melhor — complementa. 

Bons hábitos para toda a família

Para prevenir ou tratar o excesso de peso e a obesidade na infância, toda a família precisa manter hábitos alimentares saudáveis. Crianças seguem o exemplo dos pais — os bons e os ruins. É pouco efetivo dizer para seu filho comer verduras e legumes se você não coloca essas opções no próprio prato. Faça um esforço, busque variedades, adapte-se. 

Adote horários regulares para alimentação e sono. 

Valorize o momento do café da manhã, do almoço e do jantar. O foco em de ser a refeição em família, à mesa. Desligue a televisão, deixe o celular de lado. 

Prefira alimentos naturais e reduza o consumo do que é comprado em embalagens. Evite bolachas, refrigerantes, bebidas açucaradas. 

É importante saber interpretar as informações dos rótulos dos produtos. Busque informações a esse respeito. 

Inclua frutas no lanche da escola. Se quiser mandar um suco de caixinha, compre a melhor opção possível. Há desde produtos com 100% de fruta na composição até aqueles que são, basicamente, puro açúcar. 

Não utilize comida como se fosse conforto ou prêmio. A comida saudável está mais cara, mas analise se não há excessos na compra de itens que não são essenciais. 

Habitua-se a oferecer água. 

Se tiver dificuldade para iniciar a implementar mudanças, procure ajuda. O pediatra que acompanha a criança pode dar boas orientações e, se necessário, encaminhar a outros especialistas. 

Criança precisa de movimento

O ideal é que a criança tenha, pelo menos, uma hora de atividade física por dia. A intensidade deve ser entre moderada e intensa.

Não é preciso matricular seu filho em um clube ou academia para ter aulas formais. Para compor uma hora de movimento, vale correr, brincar na rua, pedalar, caminhar, andar de patins ou skate, jogar futebol ou praticar outro esporte com os amigos. 

Se, por algum motivo, a criança não pode brincar na rua ou no pátio, proporcione outras situações em que ela consiga encontrar seus pares para se divertir, como passeios ao parque ou à pracinha.

Planeje programas em família em lugares que permitam e convidem ao movimento: praças, parques, ciclovias, quadras esportivas.

O engajamento do pai e da mãe é necessário e sempre bem-vindo, mas se permita aliar atividades de seu gosto ao programa em família: enquanto as crianças brincam no parque, você pode ficar lendo em um banco próximo.

22/09/2022 – GZH

Link: UFRGS é a única gaúcha entre as 50 melhores universidades da América Latina, aponta ranking | GZH (clicrbs.com.br)

RS tem 14 universidades entre as melhores da América Latina

Levantamento foi divulgado hoje pela QS Quacquarelli Symonds analista internacional de Educação Superior

O Rio Grande do Sul tem 14 instituições em uma lista das melhores universidades da América Latina. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (22) no QS Latin America Ranking 2023, levantamento feito pela QS Quacquarelli Symonds, analista internacional de Educação Superior. A lista traz a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na 17ª colocação geral e na sexta no Brasil.

Entre as 14 universidades incluídas no estudo, sete são públicas e sete são privadas ou comunitárias. Quatro universidades melhoraram posições no último levantamento: UFRGS, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade do Vale do Rio Dos Sinos (Unisinos) e Universidade de Passo Fundo (UPF).

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) caiu seis posições, mas manteve o posto de segunda melhor instituição privada do Brasil, atrás apenas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). No Estado, a PUC é a melhor entres as privadas/comunitárias.

A UFSM se destaca nesse contexto: saiu da 93ª no ranking 2022 para a 81ª no último levantamento. Quatro instituições gaúchas mantiveram a mesma colocação nas duas listas e seis perderam postos.

A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) não figura na lista, após ter ficado na posição 136 no estudo anterior. À reportagem de GZH, a reitoria da instituição informou que isso ocorreu devido à mudança dos critérios da avaliação. Para participar, é necessário que a universidade atenda pelo menos duas áreas do conhecimento, e a UFCSPA atua apenas na saúde. Por isso, a federal não foi incluída na lista deste ano.

Assim, no ranking 2023, o Estado perdeu um representante, porque nenhuma nova instituição ingressou no levantamento mais recente.

O ranking faz referência a 2023 porque o trabalho pretende ser um guia para quem busca escolher onde estudar no próximo ano. Conforme a Quacquarelli Symonds, o ranking latino-americano deste ano é o maior já publicado, com 428 instituições em 20 países, acima das 418 de 2021. A Pontifícia Universidad Católica de Chile manteve o primeiro lugar geral, com a Universidade de São Paulo (USP) em segundo e a Universidad de Chile em terceiro.

O trabalho indica que o Brasil é o país latino-americano mais representado no ranking deste ano. Das 98 universidades brasileiras classificadas, 23 melhoraram posições, 24 caíram e 47 permanecem estáveis no último ano. Quatro universidades brasileiras entraram pela primeira vez no ranking este ano.

Melhor universidade gaúcha da lista, a UFRGS passou do 19º para o 17º lugar entre todas as instituições, a melhor colocação no ranking.

— A universidade não trabalha para os rankings. Eles são ferramentas de diagnóstico, mas fazem um recorte da realidade, porque cada um trabalha com um grupo específico de indicadores. O QS é um ranking que usa bases científicas internacionais muito boas — diz Soraya Tanure, Secretária de Avaliação Institucional da UFRGS.

A metodologia do levantamento usa oito indicadores, que tratam desde o impacto da universidade na internet até a qualificação acadêmica do corpo docente. Em cada item a instituição pode receber nota máxima cem. Os quesitos têm pesos distintos e compõem a nota final, que, no caso da UFRGS, foi 76.3. Em três avaliações, a instituição gaúcha se aproximou do cenário perfeito: nos indicadores de rede de pesquisa internacional (99.6), professores com doutorado (99.8) e produção científica (97.1).

— Esses são indicadores que a UFRGS sempre pontua muito bem, porque ela é uma universidade de excelência em pesquisa e, por consequência, tem parcerias fortes com pesquisadores e universidade de fora do país — comenta Soraya.

Posição das universidades gaúchas no ranking 2023 (a partir da posição 150, o ranking deixa de informar a colocação individual e passa a incluir as instituições apenas em grupos).

  1. Universidade Federal do Rio Grande Do Sul (UFRGS)
  2. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
  3. Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
  4. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  5. Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
  6. Universidade do Vale do Rio Dos Sinos (Unisinos)

190-201. Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

251-300. Universidade de Caxias do Sul (UCS)

251-300. Universidade de Passo Fundo (UPF)

301-350. Universidade Luterana do Brasil (Ulbra)

301-350. Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)

351-400. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)

351-400. Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí)

 401+. Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter)

14/09/2022 – TV Brasil / Repórter Brasil Tarde

Link: Pesquisa no RS vai desenvolver medicamentos para tratamento de câncer | Repórter Brasil Tarde | TV Brasil | Notícias (ebc.com.br)

Pesquisa no RS vai desenvolver medicamentos para tratamento de câncer

Uma pesquisa conduzida por especialistas da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) vai desenvolver imunoterápicos para tratamento de câncer. É a primeira vez que esses medicamentos vão ser desenvolvidos com tecnologia nacional.

O objetivo é patentear remédios para o setor produtivo, tornando o tratamento mais acessível para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Assista a matéria no link acima.

12/09/2022 – Matinal Jornalismo

Link: Núcleo Cultural da UFCSPA promove debate sobre dança nos espaços públicos e privados - Matinal Jornalismo

Núcleo Cultural da UFCSPA promove debate sobre dança nos espaços públicos e privados

Exclusivo para assinantes.

12/09/2022 – Portal UFRGS

Link: Health Meeting – Encontro de Startups recebe inscrições – SEDETEC (ufrgs.br)

Health Meeting – Encontro de Startups recebe inscrições

Evento Health Meeting – Encontro de Startups, que conta com apoio da Pró-Reitoria de Inovação e Relações Institucionais da UFRGS, nasce como evento preparatório para a feira Health Meeting Business & Innovation que ocorrerá em 2023 e tem como propósito

Sobre o Health Meeting – Encontro de Startups

O Health Meeting – Encontro de Startups busca atender algumas das principais “dores” das instituições do setor da saúde.

O evento está dividido em três áreas temáticas:

Segurança e experiência do paciente – promovendo o cuidado centrado no paciente e em suas necessidades;

Logística e eficiência operacional – automatizando processos e otimizando os custos;

Coordenação de cuidado dos pacientes – atuando proativamente na prevenção e promoção da saúde.

A programação é composta por pitches de startups, em fase de tração com produtos e soluções já estabelecidos no mercado, focadas nas temáticas propostas, seguida por rodadas de negócios que têm como objetivos:

  • Proporcionar aos profissionais/gestores de saúde o acesso às inovações cientificas e tecnológicas do setor;
  • Conectar o mercado e aproximar compradores e fornecedores do setor, promovendo relacionamento e negócios;
  • Apresentar soluções inovadoras para minimizar as dores das instituições de saúde;
  • Apresentar a feira Health Meeting 2023;
  • Estabelecer pontes entre os atores do ecossistema de saúde.

Como participar

Membros de startups e profissionais da área da saúde podem realizar suas inscrições gratuitas diretamente na página do evento: hmbrasilfeiras.com.br/healthmeeting

Health Meeting – Encontro de STARTUPS (Evento Híbrido)

Data: 03 de outubro de 2022 das 8h às 18h

Local: PUCRS

O Health Meeting – Encontro de Startups é uma realização da HM Brasil Feiras & Eventos com apoio da Aliança para Inovação (UFRGS, PUCRS e UNISINOS), das aceleradoras GROW, VENTIUR, a WOW, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – SICT/RS, do SEBRAE/RS e do Sindicato dos Hospitais e Clinicas de Porto Alegre – SINDIHOSPA.

 

09/09/2022 – GHZ

Link: Popularmente chamada de infecção generalizada, sepse é uma das causas de morte mais frequentes nos hospitais | GZH (clicrbs.com.br)

Popularmente chamada de infecção generalizada, sepse é uma das causas de morte mais frequentes nos hospitais

Síndrome é a resposta do organismo a uma agressão provocada por um agente infeccioso — bactéria, vírus ou fungo. 13 de setembro é a data mundial de alerta

data de 13 de setembro marca a preocupação de profissionais de saúde e a necessidade de informar a população sobre uma das causas mais frequentes de morte nos hospitais. O Dia Mundial da Sepse, que motiva campanhas internacionais, chama a atenção para as infecções que configuram emergências médicas e requerem atendimento imediato — cada hora é importante e essencial para que se inicie o tratamento adequado, impedindo a progressão para situações de maior gravidade.

Mais conhecida do grande público como infecção generalizada, a sepse é a resposta do organismo a uma agressão provocada por um agente infeccioso — bactéria, vírus ou fungo. Essa reação se dá de forma desorganizada, segundo o médico intensivista Fernando Suparregui Dias, coordenador médico do Serviço de Terapia Intensiva do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Sepse não é doença, mas uma síndrome. Pneumonia pode piorar e virar sepse. Infecção urinária também. Os sinais específicos, como escarro purulento ou urina de cheiro forte, dependem de onde está o foco da infecção. 

— Em termos gerais, além dos sintomas locais, o paciente pode ter febre, dificuldade para respirar, aumento da frequência dos batimentos cardíacos. A inflamação em decorrência da infecção causa alterações em funções de órgãos — explica Dias.

Números no mundo

  • Estima-se a ocorrência de 47 milhões a 50 milhões de casos de sepse por ano
  • 40% dos casos são de crianças menores de cinco anos
  • Pelo menos 11 milhões de pacientes não sobrevivem
  • Uma a cada cinco mortes está associada à sepse
  • Até 50% dos sobreviventes de sepse sofrem com complicações físicas e/ou psicológicas de longo prazo
  • 80% dos casos de sepse ocorrem fora do hospital

Fonte: Global Sepsis Alliance

Para que se caracterize a sepse, deve haver alteração em pelo menos um de seis sistemas orgânicos: neurológico, cardiovascular, respiratório, renal, hematológico e hepático. A avaliação especializada considera diversas variáveis do estado do doente.

— Quando a resposta é intensa o suficiente para comprometer de maneira significativa o sistema cardiovascular, a pressão baixa. E quando baixa e não conseguimos fazer com que volte, precisando de medicamentos para que suba, aí temos o choque séptico. O ideal é que o paciente vá para a UTI antes da queda da pressão — acrescenta o intensivista do São Lucas. 

O encaminhamento tardio para a terapia intensiva é um aspecto preocupante no Brasil, mas não só aqui. 

— Pacientes acabam indo para a UTI quando a pressão já baixou. Muitas vezes, eles já vão entubados e com medicamentos para a pressão. Precisamos melhorar em processos. Além do reconhecimento do quadro, tem a questão de recursos. Nossas emergências vivem lotadas — observa Dias.

Ferimentos podem precisar de cuidados especializados

Roselaine Pinheiro de Oliveira, médica intensivista e coordenadora médica da UTI do Hospital Dom Vicente Scherer da Santa Casa de Porto Alegre, constata que há confusão sobre sepse e choque séptico inclusive entre colegas de profissão. 

— O choque séptico é quando esse processo evolui com hipotensão (pressão baixa). Quanto mais rápido se identificar (o quadro) e se iniciar o tratamento, menos chance tem de evoluir para choque séptico — ressalta Roselaine, também professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

— Muita gente pensa que "tudo bem" ter uma infecção. As pessoas costumam ter medo do coração, do cérebro, mas precisam entender que infecção é algo sério — completa.

De acordo com a Global Sepsis Alliance, são registrados entre 47 milhões e 50 milhões de casos de sepse por ano no mundo, o que resulta em, pelo menos, 11 milhões de óbitos. Não se trata de um problema apenas para pacientes já hospitalizados. O objetivo não é alarmar a comunidade, sugerindo que a pessoa corra para o hospital ao menor indicativo de problema, destaca Dias. Há uma série de sinais e sintomas que podem sugerir que um ferimento, por exemplo, precisa de cuidado especializado, como um corte no pé que começa a expelir secreção e provoca inchaço, vermelhidão e calor local. A pandemia deixou ainda mais evidente a importância da higienização das mãos, que podem levar sujeira para dentro da ferida.

— Já atendi um menino que, jogando bola, chutou um botijão de gás e se infectou a partir da unha. Foi piorando e teve uma infecção grave. Às vezes, a pessoa banaliza ou acha que pode resolver se automedicando — diz o intensivista. 

Integrantes de grupos de risco (diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca) ficam mais vulneráveis a complicações quando têm infecção e são os que devem buscar atendimento logo. Outras pessoas, se apresentarem manifestações muito intensas (febre alta, problemas para urinar), também. 

— A sepse ou o choque séptico podem atingir qualquer um. As faixas mais suscetíveis são os extremos de idade: recém-nascidos, crianças e idosos — salienta Dias. 

Entre os focos mais frequentes de sepse estão o sistema respiratório, seguido do intra-abdominal (apendicite que rompe, período pós-cirúrgico de um tumor no aparelho digestivo) e, em terceiro lugar, o trato urinário. 

— Quem tem condição de risco precisa manter higiene corporal adequada, evitar situações que possam provocar agravamento, seguir as orientações médicas, corrigir hábitos como tabagismo ou álcool em excesso. Tudo isso minimiza infecções mais graves em quem já tem outros problemas — diz o intensivista do Hospital São Lucas.

— Se o paciente não urinou nas últimas oito ou 10 horas ou se o volume da urina caiu muito, está com odor forte, se há prostração, coração batendo mais rápido, todas essas são alterações que precisam ser levadas em conta — acrescenta Dias.

Sobre a febre (acima de 38ºC), Roselaine pontua: 

— É um sinal de alerta. Quando tem febre, alguma coisa está acontecendo. Não se tem febre "do nada". Pode não ser nada de mais, mas alguma coisa está acontecendo. 

Após a alta, pacientes que enfrentaram infecções graves, principalmente aqueles que se submeteram a tratamento intensivo com terapias de suporte (ventilação mecânica, diálise), podem ter algum tipo de comprometimento em decorrência dessas significativas alterações no funcionamento do corpo. A recuperação das funções cognitivas, da autonomia e da massa muscular pode demandar tempo e apoio de equipe multidisciplinar. 

O que é sepse

Resposta do organismo a uma agressão provocada por agente infeccioso (bactéria, vírus, fungo). Qualquer pessoa pode desenvolver sepse, mas há grupos mais vulneráveis.

Pacientes sob maior risco

Prematuros, bebês de até um ano, idosos a partir de 65 anos, pacientes com câncer, HIV ou que se submetem a tratamentos que enfraquecem o sistema de defesa do organismo, doentes crônicos (insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes), doentes internados usando antibióticos, cateteres ou sondas.

Diagnóstico

Não há sintomas específicos, mas deve procurar serviço médico com urgência quem estiver com uma infecção e apresentar febre (acima de 38ºC), aceleração dos batimentos cardíacos, respiração mais rápida, fraqueza intensa, tremores e tontura, além de pelo menos um sinal de gravidade, como pressão baixa, diminuição da quantidade de urina (passar muito tempo sem urinar), falta de ar, sonolência excessiva, confusão mental e fala arrastada (principalmente em idosos). Na pele, equimoses (extravasamento de sangue que forma manchas roxas), manchas escuras ou palidez também são sinais que demandam atenção

Quadros que podem evoluir para sepse

Pneumonia, infecções abdominais e infecção urinária, em apresentações leves ou graves. Quanto menor o tempo passado com a infecção, menor o risco de que se estabeleça a sepse.

Tratamento

As primeiras horas são fundamentais. Devem ser administrados os antibióticos adequados, conforme avaliação médica e resultados de exames.

Fonte: Global Sepsis Alliance e Ministério da Saúde

Cuidados dos sobreviventes

Pacientes que passaram por um quadro de sepse e cuidadores devem observar determinados sinais e sintomas, entre eles:

  • Problemas no coração
  • Fraqueza muscular
  • Novas infecções
  • Dificuldade para engolir
  • Depressão, tristeza e dificuldade de atenção
  • Dificuldade para realizar tarefas do dia a dia (vestir-se, tomar banho)
  • Piora do funcionamento dos rins e dos pulmões (diminuição da urina, dificuldade para respirar)

Pacientes a partir de 65 anos têm mais risco de desenvolver complicações após a sepse, precisando de nova internação.

Fonte: Instituto Latino-Americano de Sepse

09/09/2022 – Sul 21

Link: Manifesto: professores federais se mobilizam em defesa da ciência e da educação pública - Sul 21

Manifesto: professores federais se mobilizam em defesa da ciência e da educação pública

Movimento lançado pela Adufrgs-Sindical defende o voto em candidatos que se comprometam com a pauta

O Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande do Sul (Adufrgs-Sindical), que engloba professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Fundação Universidade das Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), do Colégio de Aplicação e de institutos federais do Estado, lançou um manifesto em que defende o voto nas eleições presidenciais em candidatos que se comprometam com a defesa da ciência e da educação pública gratuita laica e de qualidade.

O documento, integrado à uma articulação que inclui também as 12 entidades que compõem a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação), critica os cortes orçamentários feitos pelo governo federal em áreas estratégicas para o desenvolvimento, como ciência, educação e saúde. “Não podemos nos abster. Temos de ir às urnas. Vamos trabalhar para eleger candidatos que valorizam a educação pública e a ciência”, diz o texto. Segundo o documento, o corte total chega a R$ 7,4 bilhões para 2023.

As supressões são fruto de duas medidas provisórias (MPs) editadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no final de agosto. A expectativa no governo é de que as duas medidas abram caminho a um desbloqueio de verbas na avaliação bimestral do Orçamento, programada para 22 de setembro – a pouco mais de uma semana da eleição de outubro.

Os maiores cortes atingem o Ministério da Saúde: os R$ 2,7 bilhões perdidos pela pasta afetam mais severamente o programa Farmácia Popular. O programa, que distribui remédios gratuitamente a famílias em vulnerabilidade social, perdeu 59% do orçamento previsto para 2023. O Farmácia Popular terá apenas R$ 842 milhões para gastar no fornecimento de remédios contra hipertensão, diabetes e asma para cerca de 21 milhões de brasileiros.

No Ministério da Educação os cortes contabilizam R$ 1,7 bilhão; em Ciência, Tecnologia e Inovações, R$ 3 bilhões – incluindo verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para o financiamento da pesquisa científica. Um dos fatores que contribui para a redução no orçamento da educação e da saúde é a Emenda Constitucional 95/2016, sancionada ainda no governo de Michel Temer (MDB), que estabelece um teto de gastos federais.

“Recomendamos que nossos filiados prestem muita atenção na hora de votar. Nós lutamos cotidianamente em defesa da educação pública e da ciência, mas muitas vezes as nossas lutam são barradas pelos representantes da sociedade. Nesse período eleitoral, por exemplo, não há candidato que não defenda a educação. Só que existe uma grande diferença em relação à qual educação estão falando. Por isso estamos focados em chamar a atenção dos eleitores, neste momento, que para avançar precisamos ter um Parlamento mais comprometido do que o atual, ter governos mais comprometidos com ciência e educação pública do que o atual”, disse o presidente da Adufrgs-Sindical, Jairo Bolter.

A Proifes, junto às entidades que constituem a Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento Brasileiro (ICTP.Br), também criticou a MP que submete a pesquisa e a inovação no Brasil a uma severa limitação de recursos. A medida altera uma lei aprovada no ano passado pelo Congresso que havia vetado a possibilidade de contingenciamento dos recursos do fundo. A MP estipula que, dos R$ 9 bilhões previstos na lei orçamentária de 2022 para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal fonte de financiamento à inovação do país, o governo ficará autorizado a usar R$ 5,5 bilhões para outros fins – leia-se “emendas de relator”. Ou orçamento secreto.

“Desde 2021 assistimos à essa insistência do governo federal em retirar recursos das universidades, institutos e dos centros de pesquisa através de manobras para contingenciar os recursos do FNDCT. É mais uma tentativa de começar outra vez o contingenciamento do fundo, o que certamente, se aprovada no Congresso, resultará no colapso na pesquisa cientifica nas nossas universidades e institutos”, alertou o diretor de Ciência e Tecnologia do Proifes-Federação, Enio Pontes.

A medida provisória estabelece que, a partir do ano que vem, o fundo venha a ser recuperado de forma escalonada, só chegando aos 100% do orçamento previsto em 2027. Em 2023, por exemplo, o limite de gastos do FNDCT será de 58% da receita anual prevista. Em 2024, 68%; em 2025, 78%; e em 2026, 88%.

Em nota, o ICTP.Br alertou que a medida provisória representará grandes prejuízos na liberação de orçamento necessário para desenvolvimento e projetos de pesquisa e de desenvolvimento importantes, sendo um “desastre” para a economia do país. “As entidades que compõem o ICTP.Br solicitam ao presidente do Senado [Rodrigo Pacheco, do PSD] para que seja devolvida a MP à Presidência da Republica, pois esta ameaça gravemente colapsar o sistema brasileiro de fomento à produção do conhecimento científico”, conclui a nota.

08/09/2022 – Portal TRT 15

Link: “Liderança em tempo de mudanças” é tema de encontro de gestores do TRT-15 | Justiça do Trabalho - TRT da 15ª Região - Campinas (trt15.jus.br)

“Liderança em tempo de mudanças” é tema de encontro de gestores do TRT-15

A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região promove mais um encontro de seus gestores, neste ano inspirado no tema “Desenvolvimento gerencial: liderança em tempo de mudanças”. Ao todo são 130 gestores que ocupam cargo de assistente-chefe, coordenador(a), assessor(a), secretário(a) e diretor-geral, e que se dividem para o encontro, realizado ainda no formato telepresencial (aulas ao vivo e por meio do Zoom) em duas turmas, a primeira nos dias 8, 9, 12, 14 e 15 de setembro e a segunda nos dias 17, 18, 21, 22 e 24 de novembro.

Entre os docentes, o escritor, palestrante e arquiteto de aprendizagem autodirigida Alex Bretas, a juíza Patrícia Maeda, membro da Comissão de Prevenção de Enfretamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual do TRT-15, e a professora e atual pró-reitora de Gestão com Pessoas da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Ana Cláudia Souza Vazquez.

O encontro de gestores é uma atividade de capacitação obrigatória para titulares de funções de natureza gerencial. Neste ano, o tema  “liderança em tempos de mudança” vai abordar aspectos da “cultura de aprendizagem”, com objetivo de promover a reflexão de uma relação com o aprendizado na vida e no trabalho de forma mais prazerosa e proativa, o “assédio moral”, com vista a permitir o reconhecimento de situações de assédio nos termos da Resolução 351/2020 do CNJ, bem como a atuação dos gestores para a  prevenção e enfrentamento do problema. Por fim, no aspecto da “liderança engajadora”, os participantes deverão ser capazes de reconhecer e valorizar os pontos positivos da equipe, incentivar o trabalho saudável e aplicar técnicas de engajamento.

Na abertura do primeiro dia do curso, na quinta-feira (8/9), a presidente da Corte, desembargadora Ana Amarylis Vivacqua de Oliveira Gulla, saudou os participantes com uma mensagem gravada em vídeo e elogiou a escolha do tema “liderança em tempo de mudanças” feita pela Escola Judicial, sempre “atenta ao novo cenário”, especialmente nessa retomada dos trabalhos presenciais depois do período de pandemia, que “exigiu equilíbrio emocional de todos nós para lidar com tantas adversidades e  transformações”. A magistrada destacou o time de especialistas que abordarão os três eixos temáticos do curso, cujo principal objetivo é de capacitar os gestores para “o desenvolvimento de uma nova relação com o aprendizado, não só no trabalho, como também na vida!”.

O diretor da Escola, desembargador João Batista Martins César, em sua mensagem aos gestores, ressaltou a importância do aprendizado nos tempos modernos, e fez um paralelo com a história recente do país, em que quase 700 mil mortos vítimas da pandemia “escreveram” uma lição que “o Brasil vai precisar aprender a passar a limpo, aprendendo com os erros para não cometer novos erros no futuro”. O magistrado encerrou sua mensagem com o pensamento do filósofo e educador brasileiro Paulo Freire, de que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”, e também do pensador Samuel Lima, de que “a educação gera conhecimento, conhecimento gera sabedoria, e só um povo sábio pode mudar seu destino”.

07/09/2022 – DOL / Portal Diário do Pará

Link: Estudo comprova que corpos se mexem um ano após a morte (dol.com.br)

Estudo comprova que corpos se mexem um ano após a morte

O estudo científico foi publicado recentemente no jornal Forensic Science International: Synergy

[Foto da notícia do Museu de Anatomia da UFCSPA]

Parece que o tal sono eterno não é tão tranquilo assim. Uma recente pesquisa australiana comprovou que os corpos humanos continuam a se mover por mais de um ano após a morte. De acordo com os pesquisadores, esse fenômeno se deve ao processo de decomposição. O estudo científico foi publicado recentemente no jornal Forensic Science International: Synergy

A experiência foi feita em uma "fazenda de corpos" criada com o objetivo de investigar a fundo o processo de decomposição. Para o estudo, foi utilizado corpos doados voluntariamente para a ciência e os pesquisadores replicaram condições de cenas de crimes. A ideia é aprimorar as técnicas forenses aplicadas em investigações policiais.

Usando câmeras de vídeo, a cientista Alyson Wilson observou todo o processo de decomposição de um corpo em intervalos de 30 minutos durante 17 meses. Ela esperava observar certo movimento nos primeiros dias após a morte, mas as imagens mostraram que o cadáver se mexeu por mais de um ano e meio. A pesquisa ainda indicou que os movimentos podem ser o resultado da secagem dos ligamentos.

"Descobrimos que os braços se moveram significativamente, de forma que os membros que estavam esticados para baixo, ao lado do corpo, foram parar voltados para fora", disse Wilson à ABC News da Austrália.

"Esta pesquisa é muito importante para ajudar a polícia a resolver crimes, além de auxiliar nas investigações de desastres".

Ao todo, mais de 70 corpos foram doados para o projeto, chamado Australian Facility for Taphonomic Experimental Research (AFTER - Estação Australiana de Pesquisa Experimental Tafonômica).

01/09/2022 – Prefeitura de Porto Alegre

Link: Profissionais da Saúde recebem capacitação para exames referentes à hanseníase | Prefeitura de Porto Alegre

Profissionais da Saúde recebem capacitação para exames referentes à hanseníase

Profissionais que atuam no atendimento a pacientes com hanseníase na Capital e no Rio Grande do Sul receberam orientações práticas nesta quinta-feira, 1º, sobre exame para detecção da doença. Participaram da qualificação médicos, biomédicos, enfermeiras, auxiliar de enfermagem, farmacêuticos e técnicos de laboratório. A Baciloscopia de Raspado Intradérmico na Hanseníase, que incluiu coleta, coloração e microscopia, é complementar à hipótese clínica para confirmação da doença. Com consultoria do Ministério da Saúde, a iniciativa integra uma semana de capacitação sobre este exame. O curso conta com apoio da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

De acordo com Alexandre Casimiro de Macedo, consultor técnico da Coordenação-Geral de Vigilância de Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, o curso integra as ações previstas no plano nacional de enfrentamento da hanseníase em áreas com baixa incidência. “A metodologia mostra-se muito valiosa, pois mesmo que cada profissional tenha uma área específica de atuação, todos recebem as mesmas orientações teórico-práticas, permitindo conhecimento de todas as etapas do processo e visando diminuir a incidência de erros”, enfatiza.

Da Secretaria Municipal de Saúde participam do curso, que tem aulas previstas também nesta sexta-feira, 2, profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) e da Coordenação da Assistência Laboratorial (CAL).

O Laboratório Central de Saúde Pública Municipal (LabCen) fará as baciloscopias de hanseníase. No LabCen já são realizadas análises com técnica muito similar de coloração para as baciloscopias de tuberculose. “O objetivo é ampliar o atendimento com exames para as necessidades das políticas públicas. A capacitação permitirá ao laboratório a conexão com a rede dos locais que irão realizar esse exame”, destaca a biomédica Gabriele Brehm, que coordena a CAL.

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a doença atinge, de forma majoritária, a pele e nervos periféricos, fazendo com que o paciente perca, por exemplo, a sensibilidade térmica, dolorosa e tátil. Entre 2017 e 2021, foram confirmados 38 casos na cidade, a maior parte em pacientes na faixa etária dos 50 aos 79 anos (61%), seguido de 20 a 49 anos, com 34%. O sexo feminino foi o mais atingido com 58% dos casos e 42% no sexo masculino. A população branca é a mais atingida, com 71% do diagnóstico e 29% na população negra de Porto Alegre. Em 2022, não houve notificação de casos novos de hanseníase no estágio inicial.

O diagnóstico precoce da hanseníase e o seu tratamento adequado evitam a evolução da doença e, consequentemente, impedem a instalação das incapacidades físicas por ela provocadas.

Sinais e sintomas -  Merecem atenção manchas no corpo, com alteração de sensibilidade; dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas; caroços e inchaços pelo corpo, podendo, em alguns casos, ser avermelhados ou doloridos. Em caso de identificação de alguns dos sintomas, a recomendação é a avaliação clínica em atendimento de saúde. Quanto mais precoce é o diagnóstico, maior a chance de prevenir sequelas físicas. A transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com pessoas doentes sem tratamento.