1. O que é DC? https://youtu.be/pMjXjvPHWDo?is=MvpykBOp1f1lq2sd - Vídeo do módulo 1 de um curso da Pró Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de São Paulo sobre divulgação científica.
  2. História da DC no Brasil https://youtu.be/T0WmChfVBIM?is=POw9h-XtKe59eBZq - Vídeo de Augusto Salgado, professor e cientista social sobre o histórico da DC no Brasil.

Se você tem interesse em traduzir o conhecimento da universidade em ações práticas para a comunidade, você é super bem-vindo! Para participar ou tirar dúvidas, você pode entrar em contato conosco de algumas formas:

  • Pelo Instagram: Mande um direct para o nosso perfil oficial: @educa.lingua.saude_ufcspa;
  • Com a nossa equipe: Fale diretamente com as acadêmicas que já participam do projeto: Renata Saul dos Reis, Carolina Strake e Ana Júlia Assunção.
  • Com a coordenação: Entre em contato direto com o professor responsável pelo projeto: Bernardo K. Limberger.

Ao tentar entender a bula de um remédio, discutir com familiares a veracidade de uma notícia recebida no WhatsApp, ou até mesmo tomar o cuidado para não misturar produtos de limpeza na faxina, a ciência já está presente na sua rotina. Ela não vive trancada em laboratórios nem pertence exclusivamente a especialistas; faz parte direta das decisões mais simples do nosso cotidiano.

No entanto, por muito tempo, o conhecimento científico pareceu algo distante, trancado em laboratórios ou apresentado em uma linguagem inacessível. Quando a divulgação científica funciona como uma ponte e um diálogo real ao invés de ser uma lição dada pelos “donos” do conhecimento, ela ganha sentido prático: ajuda a combater fakes news, fortalece a nossa autonomia e transforma a ciência em uma ferramenta de cidadania acessível a todos.

A divulgação científica, segundo os pesquisadores Marcelo Valério e Roberto Takata (2025), é um termo plural e complexo que vai além da mera tradução de conhecimentos científicos para a população em geral. Diferentes estudiosos sobre o tema discutem que a divulgação científica funciona como uma ponte, pois ela adapta e contextualiza o conhecimento dos laboratórios para uma linguagem acessível, garantindo que qualquer pessoa possa ter acesso à ciência (Brito; Massarani; Moreira, 2002; Bortoliero; Brotas; Porto, 2011; Valério; Takata, 2025).

Sob essa perspectiva, ao analisar as teorias da divulgação científica, de acordo com os pesquisadores Guilherme da Silva Lima e Marcelo Giordan (2021), é necessário questionar a ideia da transmissão de informações ao público considerado “leigo”, que assume, de forma equivocada, que a população é desprovida de saberes próprios. Essa postura, para alguns estudiosos como Luisa Massarani, Ildeu de Castro Moreira e Fátima Brito (2002), bem como Marcelo Valério e Roberto Takata (2025), coloca o conhecimento acadêmico em um pedestal e desvaloriza a bagagem cultural dos cidadãos não acadêmicos, impondo uma hierarquia que já deveria ter sido ultrapassada na produção do conhecimento. Em vez de uma transmissão vertical de informações, a comunicação científica eficiente precisa reconhecer a experiência da sociedade e construir pontes entre a ciência e os saberes do cotidiano.

Portanto, a relevância da divulgação científica se consolida por meio de sua capacidade de: 

  • Buscar a legitimação da prática social da comunidade científica, bem como a ampliação das formas de interlocução com a sociedade (Gentilli; Silva, 2024);
  • Ampliar a alfabetização científica e tecnológica da sociedade e, consequentemente, consolidar uma cultura e uma cidadania científica (Takata; Valério, 2025);
  • Complementar, enriquecer, ampliar, contextualizar e atualizar a educação formal no ambiente escolar, oferecendo materiais escolares; despertando o interesse de crianças e jovens para a ciência (Takata; Valério, 2025);
  • Gerar autonomia suficiente para a emancipação intelectual e humana da população, melhorando o entendimento da população sobre ciência (Gentilli; Silva, 2024).
  • Possivelmente promover o combate à desinformação e às fake news (Deccache-Maia, 2020).
  • Democratizar culturalmente a sociedade, permitindo que o conhecimento científico, antes restrito a uma elite, se difunda por toda a população (Dantas; Deccache-Maia, 2020).

Para acompanhar como o conhecimento é compartilhado no dia a dia, vale a pena conhecer projetos que traduzem conceitos complexos em conteúdos acessíveis, criativos e confiáveis. A seguir, veja alguns exemplos práticos de iniciativas e canais de divulgação científica organizados por formato:

 

  • Sites e portais

 

      1. Portal Drauzio Varella: https://drauziovarella.uol.com.br/ 
      2. Site da Fiocruz: https://fiocruz.br/ 
      3. Portal de Divulgação Científica e Tecnologia: https://canalciencia.ibict.br/ 

 

  • Podcasts

 

      1. O que te trouxe aqui?: https://open.spotify.com/show/2JZWXz1FRqtWNOciCaUAaQ?si=c2ba0f411be242d9
      2. Microbiando: https://open.spotify.com/show/1hayp7uiB8wGBaolMLy128?si=14ed6ec51d354fd3 
      3. Podcastelinho: https://ufcspa.edu.br/noticias/noticias-para-as-comunidades-interna-e-externa/3219-podcast-como-recurso-de-divulgacao-cientifica-e-debatido-em-mesa-redonda?highlight=WyJkaXZ1bGdhXHUwMGU3XHUwMGUzbyIsImNpZW50aWZpY2EiLCJkaXZ1bGdhXHUwMGU3XHUwMGUzbyBjaWVudFx1MDBlZGZpY2EiXQ== 

 

  • Canais no Youtube

 

      1. Nunca Vi 1 Cientista:  https://www.youtube.com/@nuncavi1cientista 

 

  • Redes sociais Instagram e TikTok

 

    1. Tik Tok -  Mell, tua cientista de bolso! - https://www.tiktok.com/@mellziland?lang=pt-BR 
    2. Instagram - Mari Kruger: https://www.instagram.com/marikrugerb/ 
    3. Instagram - Sci.Doctor: https://www.instagram.com/sci.doctor/ 
    4. Instagram - Raquel Bressanini: https://www.instagram.com/raquelbressanini/