Embora o Brasil tenha avançado em diversos indicadores de saúde pública, muitas condições parasitárias relacionadas à falta de saneamento básico e à precariedade das condições de higiene ainda persistem, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade social. As enteroparasitoses permanecem altamente prevalentes não apenas entre crianças de até 10 anos, mas também em idosos institucionalizados em Instituições de Longa Permanência (ILPIs), evidenciando que o acesso ao saneamento e à educação em saúde segue como um desafio central no cenário atual. Além disso, outras condições de importância coletiva, como escabiose e pediculose, são frequentemente identificadas nesses grupos. Tais acometimentos afetam negativamente o bem-estar psicossocial, o desempenho escolar, o nível de independência funcional e a qualidade de vida, especialmente nos extremos etários da população. É fundamental, contudo, que as estratégias de prevenção e intervenção considerem as especificidades de cada público. No caso das crianças, abordagens lúdicas, interativas e didáticas são mais eficazes para promover a internalização de conceitos básicos de higiene e autocuidado — além do fato de que crianças funcionam como importantes disseminadoras de informações em seus núcleos familiares e escolares. Já entre os idosos em ILPIs, a efetividade das ações está diretamente associada à capacitação dos cuidadores e à adoção de intervenções coletivas simples, de baixo custo e alta efetividade, com foco em medidas práticas e rotineiras. As atividades serão conduzidas por acadêmicos dos cursos de Medicina e Enfermagem durante a disciplina de Parasitologia e Micologia. Esses estudantes deverão planejar e executar ações educativas dinâmicas e adaptadas às necessidades de cada público (crianças entre 6 e 12 anos e idosos), promovendo a disseminação de informações sobre prevenção de parasitoses e incentivando a adoção de práticas que evitem sua transmissão. Estima-se que, a cada ano, aproximadamente 600 pessoas sejam diretamente beneficiadas pelas ações, incluindo crianças, idosos institucionalizados, familiares, professores e cuidadores.

  • Coordenador: Adilia Maria Pereira Wiebbelling
  • Colaboradoras: Cecília Bittencourt Severo; Helena Schirmer
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