Inaugurando a nossa série "Pingos extensionistas" trazemos esse pingo a ser refletido com intensidade pela comunidade acadêmica: "Extensão não é assistência!". E com essa pequena sentença a gente quer refletir com vocês sobre a importância do entendimento de que a extensão universitária não pode ser compreendida como assistencialismo, mas precisa ser vivida como interação, como diálogo social, como conjunção com as parcerias comunitárias, como ciência compartilhada. A função da Extensão na universidade é promover o aprendizado que transpasse os espaços acadêmicos e possibilite a interlocução entre o conhecimento científico e o popular, viabilizando a relação transformadora entre universidade e sociedade. Ou seja, não dá para chegar nos espaços e locais e assistir apenas as pessoas ou ensinar por via de mão única, mas sim incluí-las nos processos de construção, na escolha de prioridades e nas decisões de condutas e ações a serem realizadas. Assistência pode ser uma das ações de um projeto ou programa extensionista, mas não um fim por si só e nunca o objetivo principal de uma proposta. Extensão não é assistência, é diálogo, o que exige olhar, acolhimento, escuta qualificada e a possibilidade de construção de espaços de gestão colaborativa. Porque de gota em gota a gente vai construindo um mar de ideias e ações que valorizam e fortalecem a extensão na UFCSPA!