Atividade ocorreu durante o II Congresso UFCSPA.

Durante a tarde desta quinta-feira, 2 de dezembro, ocorreu a mesa-redonda “Arte e saúde mental: o que aprendemos com a pandemia”. A mesa foi mediada pelo regente do Coral da UFCSPA Marcelo Rabello dos Santos e contou com a presença dos convidados para a condução da atividade, foram eles: a egresso do Curso de Medicina da universidade e psiquiatra pelo Programa de Residência Médica do Hospital Psiquiátrico São Pedro (HPSP) Daniel Luccas Arenas, a psicóloga, mestre em psicologia social e institucional Bruna Gazzi Costa e da doutoranda em educação pela UFPR, mestre em psicologia, pedagoga e musicista Crismarie Casper Hackenberg.

Os convidados falaram sobre suas experiências com a arte durante a pandemia, falaram sobre a suas visões sobre arte e saúde mental como algo dissociado.

Crismarie Casper Hackenberg iniciou sua fala contando sobre a música e sua relação com a saúde mental na pandemia da Covid-19, relatando um pouco sobre sua atuação musical, com resultados de pesquisas de mestrado e percorrendo sobre observações que contribuem para a sua produção doutoral. Ela compartilhou brevemente sobre o aprendizado dentro do contexto da pandemia para a trabalho na música e os desafios encontrados. Hackenberg estuda idosos cantores na pandemia, avaliando seus estilos de aprendizagem e como as tecnologias digitais estão possibilitando essa integração de pessoas idosas cantoras no contexto pandémico.

A psicóloga Bruna Gazzi Costa, que tem pesquisas sobre coletivos artísticos e como eles interagem nos momentos de criação. Sua fala abordou como a pandemia interferiu nos formatos de laços sociais.

Ela deu continuidade à mesa apresentando informações sobre o luto, que se apresenta como uma das consequências da realidade na pandemia. Também mostrou exemplos de expressões artísticas ocorridas durante a pandemia e as inquietações propostas por elas como forma de protesto para contextualizar o luto coletivo vivido no atual momento.

Já Daniel Luccas Arenas discorreu sobre alguns dos problemas enfrentados pelas pessoas durante a pandemia, como as fragilidades das redes de suporte, trabalho e renda, luto, incertezas, entre outros. Sua apresentação trouxe informações sobre as populações mais afetadas nesse momento e sobre o uso da arte no contexto de saúde mental. Destacou dados que apontam o setor da arte como o que terá mais dificuldade de recuperação pós-pandemia e que mesmo diante desse disso houve um aumento do seu consumo nesse cenário. O psiquiatra finalizou falando sobre a aplicabilidade dos jogos para a saúde mental durante a crise sanitária.

Os convidados encerraram a mesa-redonda conversando com o mediador Marcelo Rabello dos Santos sobre suas percepções a respeito do tema proposto para a atividade e expondo suas visões sobre as tecnologias digitais como recurso para expressões artísticas.

A programação do II Congresso UFCSPA ocorre entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro, de forma gratuita e online. A apresentação completa pode ser conferida no site do II Congresso UFCSPA ou pelo canal do evento no YouTube.

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