Evento realizado no Prédio 2 promove a integração entre veteranos e ingressantes por meio do ensino, pesquisa e extensão

A Feira das Ligas Acadêmicas da UFCSPA movimentou os halls do 1º e do 3º andar do Prédio 2 nesta quarta-feira, 25. Realizada das 14h às 19h, a atividade teve como objetivo central apresentar os diferentes grupos de estudo e atuação à comunidade interna, com foco especial nos estudantes ingressantes. Durante o evento, os participantes puderam dialogar com alunos veteranos para compreender como essas iniciativas fortalecem a formação profissional e acadêmica através do tripé universitário.
Para a presidente da Liga de Estudos de Gênero, Sexualidade e Saúde, Hellen Brito Pereira, a participação nesses grupos é fundamental para a conexão com o ensino, a pesquisa e a extensão. "Acreditamos que esse é um assunto que precisa ser falado e que a participação discente é muito importante para a nossa representatividade e integração com outros cursos", afirmou a estudante de Psicologia. Segundo ela, as ligas permitem que o conhecimento gerado na universidade "saia do castelinho" e alcance a sociedade e outras instituições.
A interdisciplinaridade foi um dos pontos altos destacados pelos ligantes. Natália Simões, integrante da Liga de Linguagem e Comunicação, ressaltou que o contato com profissionais de diferentes áreas prepara o aluno para o trabalho em equipe multidisciplinar, essencial em cursos como a Fonoaudiologia. "Muito do que tu pesquisas sozinho ou em grupo te ajuda a entender na prática e muito mais a fundo a teoria que tu aprendes dentro de sala de aula", explicou a discente, enfatizando que esse saber acumulado facilita o ingresso em projetos de extensão.
No curso de Farmácia, a diversidade de saberes também é vista como um diferencial para as mais de 130 áreas de atuação da profissão. A estudante Helena Cruz, da Liga de Farmacoterapia, demonstrou entusiasmo com a mistura de diferentes cursos dentro das atividades da liga. "Eu acho que a possibilidade de você participar de pesquisas e de aulas extracurriculares ajuda a fomentar muito essa vontade de saber sobre coisas que a gente não tem tanto acesso em aula", avaliou a futura farmacêutica.
O impacto das ligas no desenvolvimento de competências técnicas específicas foi exemplificado pela Liga de Programação e Tecnologia em Saúde. Giovanna Gehlen, acadêmica de Informática Biomédica, relatou que o grupo auxilia na capacitação em tecnologias e linguagens de programação que nem sempre são abordadas diretamente na grade curricular. Além do ganho técnico, a estudante destacou a importância do networking e do contato com situações reais do mercado de trabalho que a vivência em uma liga proporciona.
O crescimento em relações interpessoais e a produção científica desde o início da graduação também foram citados como benefícios por Bianca Denardi, da Liga de Medicina Interna. Integrante de ligas acadêmicas desde o primeiro semestre, a aluna de Medicina mencionou a ajuda mútua entre estudantes de diferentes períodos para a produção de capítulos de livros e trabalhos para congressos. "Acredito que contribui muito em todo o desenvolvimento dentro da faculdade, não só nas aulas teóricas que a gente tem", concluiu.
>> As fotos registradas pela Assessoria de Comunicação Social durante o evento podem ser acessadas neste link.





