Até 27 de setembro, a Federal da Saúde recebe o VIII Congresso Internacional de Integração de Língua e Conteúdo no Ensino Superior (ICLHE Conference 2025)

De 24 a 27 de setembro, a UFCSPA é a instituição anfitriã do VIII Congresso Internacional de Integração de Língua e Conteúdo no Ensino Superior (ICLHE Conference 2025), realizado pela primeira vez fora da Europa. Promovido em coorganização com a UFRGS, o encontro tem como pano de fundo a urgência de repensar o papel das línguas - especialmente o inglês e outros idiomas - na formação de profissionais em um mundo cada vez mais conectado, mas também cada vez mais sensível à necessidade de inclusão e respeito à diversidade linguística.
Ao fazer uso da palavra, a professora Simone Sarmento destacou o peso simbólico do encontro ao relembrar sua longa trajetória de colaboração com Ana Luiza Freitas, copresidente do congresso. “Voltamos a nos encontrar depois de tantos anos, unindo esforços para construir espaços de debate acadêmico, mas confesso que nenhum dos eventos anteriores - nem mesmo aqueles que reuniam mais de 600 pessoas - alcançou o grau de internacionalização e de ambição intelectual que temos aqui”, afirmou.
A professora Ana Luiza lembrou que a realização do congresso no sul do Brasil carrega um significado especial para as instituições envolvidas. “Quando começamos o planejamento, o Rio Grande do Sul enfrentava uma das maiores tragédias de sua história, com enchentes que ceifaram vidas e esperanças. Em meio à devastação, toda a comunidade acadêmica se uniu para atender as urgências da população”, relatou.
Diante das circunstâncias, a realização do encontro transformou-se em símbolo de resiliência. “Receber a confiança para sediar, pela primeira vez fora da Europa, um congresso desta magnitude é uma alegria e uma responsabilidade”, destacou, ressaltando o protagonismo da UFCSPA - a menor universidade federal do país em tamanho, mas com a melhor avaliação no estado nos cursos de graduação - e da UFRGS, uma das maiores e mais tradicionais instituições do país, que juntas lideraram iniciativas de apoio às vítimas dos desastres climáticos.
Ana Luiza também enfatizou o papel da diversidade linguística e da inclusão no ensino superior. “Nosso objetivo é mostrar que línguas adicionais, especialmente o inglês e outros idiomas, podem ser ferramentas de integração, e não de exclusão, mesmo diante dos desafios de implementação”, explicou.
A presidente da associação ICLHE e professora da Universidade de Viena, Ute Smit, destacou a alegria de conduzir pela primeira vez um congresso do gênero fora da Europa e lembrou da solidariedade entre países e continentes: “Somos uma associação jovem, mas vibrante, e acreditamos que o conhecimento deve ser construído com base na troca e no acolhimento de todas as vozes”.
Ute traçou um breve histórico da associação, fundada em 2016 nos Países Baixos, país pioneiro na adoção do inglês como língua adicional no ensino superior, mas deixou claro que a ICLHE não se limita a questões linguísticas: “Nosso foco é integrar ensino, pesquisa e a experiência de falantes de diferentes línguas em contextos acadêmicos, sem hierarquias”. Ela citou Robert Wilkinson, um dos fundadores do movimento, como inspiração para gerações de pesquisadores e agradeceu às universidades gaúchas pela estrutura, acolhimento e por viabilizar o evento em formato híbrido, que permitiu a participação presencial e online.
Como coordenadora do Escritório de Internacionalização da UFCSPA, Isabela Esperandio destacou os esforços em prol da abertura de fronteiras. “Reunir esta conferência em nossa casa reforça o compromisso de integrar ensino, pesquisa e inovação com foco na diversidade linguística, na colaboração interdisciplinar e no impacto social”, afirmou, complementando que “preparar profissionais capazes de atuar além das fronteiras e dialogar em diferentes línguas é fundamental para uma educação superior cada vez mais inclusiva e global”.
“Que este encontro seja uma oportunidade de fortalecer laços, de aprender uns com os outros, de construir pontes e de confirmar nosso compromisso com uma universidade aberta, plural e transformadora”, concluiu Isabela, declarando oficialmente aberto o VIII Congresso ICLHE.
A programação completa do congresso pode ser acessada aqui.





