
A internacionalização da pós-graduação brasileira esteve em pauta na palestra "Conexões Pós-Graduação: CAPES Global", realizada nesta quinta-feira (13) durante a programação do 4º Congresso UFCSPA. A atividade contou com a participação do professor Rui Opperman, diretor de Relações Internacionais da CAPES, que apresentou as principais transformações nas políticas de internacionalização da agência, com destaque para o novo programa CAPES Global.
Na abertura da atividade, a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFCSPA, professora Aline Pagnussat, destacou a relevância do tema para o fortalecimento da pesquisa. "A internacionalização não se resume à mobilidade de estudantes, mas à construção de redes de cooperação científica que ampliem o alcance das pesquisas e formem profissionais com visão global", afirmou.
Durante sua exposição, o professor Rui traçou um panorama da atuação da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da CAPES, que atualmente mantém cerca de 10 mil bolsistas no exterior. Ele abordou também os desafios de ampliar a presença de estudantes estrangeiros no Brasil e de reduzir as assimetrias regionais de acesso aos programas de internacionalização.
"Com a qualidade dos nossos programas de pós-graduação, não há razão para não recebermos mais estrangeiros. Precisamos flexibilizar as modalidades e estruturar cooperações em temas estratégicos, como bioeconomia e energias renováveis", defendeu.
O professor também apresentou experiências de cooperação com a diáspora científica brasileira, os avanços em programas regionais com países da América Latina e Caribe, e a retomada da participação brasileira na rede de universidades do BRICS (BRICS-NU).
Entre as recentes parcerias, destacou o Fórum de Reitores Brasil-China, realizado em junho com a presença da reitora da UFCSPA, professora Jenifer Saffi, que resultou na assinatura de um memorando de entendimento entre a CAPES e a agência chinesa de relações internacionais na educação.
O ponto central da palestra foi a apresentação do Programa CAPES Global, que substituirá o CAPES-PrInt, encerrado em 2024. A nova política busca ampliar o alcance da internacionalização, formando redes interinstitucionais e temáticas mais inclusivas.
"Precisamos juntar os diferentes para que possam, juntos, potencializar as oportunidades de cada um. As redes são hoje o modelo preferencial de organização no cenário internacional da educação superior", afirmou o professor Rui.





