Lucia Pellanda abordou impactos sobre a saúde provocados pelas inundações ocorridas em maio de 2024

Em um cenário em que as mudanças climáticas intensificam os desastres naturais, como as inundações sobre o Rio Grande do Sul no mês de maio, a saúde da população se torna uma preocupação central. Uma das participantes do seminário “A Ciência no Enfrentamento ao Desastre de 2024 no RS: da Emergência à Reconstrução”, ocorrido nos dias 3 e 4 de dezembro no Salão de Atos da UFRGS, a reitora Lucia Pellanda destacou em sua fala a ligação intrínseca entre saúde e ambiente, abordando a necessidade de ações que vão da prevenção ao combate às consequências climáticas.
Durante sua fala, Lucia enfatizou o conceito de saúde ampliada, lembrando que bem-estar não é apenas a ausência de doenças, mas inclui acesso à moradia digna, educação, segurança alimentar e um meio ambiente saudável. "A nossa saúde está ligada à saúde do planeta e de todos os seres vivos", afirmou, citando a pandemia de Covid-19 como um exemplo dessa interconexão.
A questão da saúde única, que integra saúde humana, animal e ambiental, foi um dos pontos centrais destacados pela reitora. Este conceito busca soluções sustentáveis e integradas para promover o bem-estar de todos, incluindo os ecossistemas. Lucia alertou que a pandemia da Covid-19 não será a última, e enfatizou a importância de estar preparado para futuras crises sanitárias que possam surgir devido à perda de biodiversidade e outras mudanças ambientais.
Em relação aos impactos diretos das mudanças climáticas na saúde, a gestora mencionou tanto os efeitos imediatos de desastres, como traumas e estresse térmico, quanto os indiretos, incluindo problemas na qualidade da água, produção de alimentos e questões econômicas. "As mudanças climáticas podem também exacerbar vulnerabilidades sociais e econômicas, aumentando o risco para populações já em situação de desvantagem", observou.
A reitora ressaltou ainda a importância de um sistema de saúde resiliente, capaz de enfrentar as ameaças climáticas com agilidade e capacidade de adaptação. Investir na capacitação de profissionais da saúde, avaliar vulnerabilidades e planejar para aumentos de demanda são ações essenciais. "Precisamos preparar nosso sistema único de saúde para enfrentar essas ameaças com políticas públicas coordenadas", acrescentou.
A reitora da UFCSPA finalizou sua apresentação destacando o papel crucial das universidades e institutos federais na pesquisa, comunicação e apoio durante crises, como as enchentes que afetaram o estado. "A ciência é nossa aliada na preparação e prevenção de doenças e na promoção da saúde, e a educação é a ferramenta mais poderosa que temos", celebrou.





