Com a colaboração de instituições nacionais e internacionais, projeto busca soluções para o tratamento de doenças infecciosas a partir da biodiversidade amazônica
Aprovado em dezembro de 2023, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia coordenado pela UFCSPA e Universidade Federal do Pará e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) já vem conquistando os primeiros resultados em menos de um ano de operação. É o que aponta o vice-coordenador do INCT-PROBIAM, o docente da UFCSPA Pedro Romão, indicando os dados em fase de preparo de artigos ou patente. Com 18 grupos de pesquisa, 28 pesquisadores e 10 bolsistas, o instituto tem como foco o desenvolvimento de produtos farmacêuticos, destinados à rede de saúde pública, contra agentes infecciosos emergentes e/ou resistentes, como vírus, bactérias e fungos, além de antiparasitários para tratamento da leishmaniose, esquistossomose e tricomoníase (infecção genital causada por Trichomonas vaginalis).
Intitulado “Prospecção de biocompostos amazônicos com potencial ação contra agentes infecciosos emergentes e/ou resistentes para obtenção de produtos farmacêuticos”, o INCT integra um ecossistema de pesquisa com o objetivo de impulsionar a ciência, a tecnologia e a inovação no país. “Essas redes, formadas por instituições de excelência, são estruturadas em subprojetos que abordam temas de fronteira e áreas prioritárias para o desenvolvimento sustentável do país, incluindo saúde. Os projetos também contam com estreita colaboração com o setor produtivo e público para promover inovação e competitividade nas áreas do conhecimento”, contextualiza o professor.
Na UFCSPA, as pesquisas no âmbito do PROBIAM, conduzidas por Romão e também pelo docente Luiz Rodrigues, visam à obtenção de novos produtos para tratamentos de leishmaniose cutânea e visceral e infecções virais. “No momento estão em testes mais de 80 compostos de origem amazônica”, contabiliza o vice-coordenador. No Laboratório de Imunologia, acadêmicos de graduação e pós-graduação testam os produtos contra diferentes espécies de Leishmania. Já no Laboratório de Imunovirologia, os pesquisadores avaliam a ação dos compostos contra os vírus da Herpes tipo 2 (HSV-2), vírus sincicial respiratório (RSV) e Zika.
Geridos pela coordenadora do INCT-PROBIAM, a professora da UFPA Marta Chagas Monteiro, os grupos articulados em nível nacional e internacional têm o objetivo de promover a sustentabilidade na saúde por meio do uso responsável da biodiversidade amazônica, gerando produtos que incentivem a bioeconomia, a economia circular verde e a criação de bioprodutos. A criação de startups e a geração de emprego também são visados pelo estímulo à pesquisa promovido pelo instituto.
Além das universidades gaúcha e paraense, o INCT-PROBIAM também conta com mais de uma dezena de instituições participantes, inclusive do exterior. São elas: Universidade Federal Rural da Amazônia; Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará; Universidade Federal do Oeste do Pará; Universidade do Estado do Amazonas; Universidade Federal de Pernambuco; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Universidade Federal de São Carlos; Universidade Estadual de Londrina; Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto; Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Instituto Carlos Chagas; Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein; Fiocruz/RJ; Universidade de Coimbra; Universidad de Castilla/La Mancha; Technische Universität Braunschweig; Technische Universität Hamburg-Harburg; Leibniz-Institut für Agrartechnik und Bioökonomie e.V.; e o Vlaams Instituut voor Biotechnologie/VIB.
>> Novas atualizações sobre o INCT-PROBIAM podem ser acompanhadas nesta página.





