Com 709 casos confirmados no Brasil neste ano, a doença é caracterizada por lesões de pele e pode evoluir para casos mais graves

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, 15 de agosto, a ativação do Centro de Operações de Emergência em Saúde para coordenar as ações contra a Mpox. O anúncio do órgão é motivado pelo reestabelecimento, pela Organização Mundial da Saúde, do status da doença como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

O ministério reforça que o número de casos de Mpox segue estável no país, com 709 casos registrados neste ano. Para efeito de comparação com o pico da doença no Brasil, em 2022 foram confirmados 10 mil casos, com a morte mais recente registrada em abril de 2023.

Entenda a doença

A Mpox é uma doença zoonótica viral, ou seja, tem origem animal. Os macacos são hospedeiros eventuais do vírus, entretanto os últimos surtos da doença são caracterizados pela transmissão entre seres humanos.

As pessoas infectadas com o vírus costumam apresentar lesões de pele que podem ser dolorosas e deixar cicatrizes. Essas feridas tendem a evoluir de manchas para bolhas, bolhas rompidas e crostas, e aparecem em áreas como boca, olhos, genitais, palmas das mãos e plantas dos pés.

Outros sintomas costumam surgir entre uma e três semanas após a exposição, entre eles febre, cansaço, dores musculares e gânglios inchados. A maioria dos casos é leve, entretanto crianças, gestantes e pessoas com baixa imunidade podem evoluir para complicações mais sérias.

A transmissão pode ocorrer não apenas no contato com as lesões e suas secreções, mas também por vias respiratórias com a exposição próxima e prolongada à pessoa infectada.

Prevenção e vacinação

O Ministério da Saúde informa que a vacinação contra a Mpox foi iniciada em 2023 no país, com 29 mil doses aplicadas até o momento. O uso provisório da vacina foi liberado pela Anvisa para os indíviduos com maior risco de evolução para as formas graves da doença.

Para minimizar as chances de contágio, é recomendada a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%. O uso de máscara cirúrgica também é indicado se necessário o contato com casos suspeitos ou confirmados.

Em caso de exposição, é importante monitorar o surgimento de eventuais sintomas. Caso apareçam, o indivíduo deve procurar o serviço médico e manter-se isolado, sem compartilhar objetos, até a confirmação ou não do diagnóstico. Em caso positivo, o isolamento deve ser mantido até a cicatrização das lesões.

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