Deivis de Campos encontrou indícios da doença de Horton em retratos e escultura de gênio italiano

Um estudo publicado pelo professor da UFCSPA, Deivis de Campos, na revista italiana Neurological Sciences, traz descobertas a respeito de uma possível doença de Michelangelo em seus últimos anos de vida. O trabalho apresenta uma série de análises indicando que o gênio italiano sofria com a doença de Horton, uma patologia associada à cegueira e depressão.

De acordo com o professor, o estudo teve como base dois retratos e uma escultura de bronze que retrataram o artista depois dos 60 anos. Nas obras, Campos relata a presença de uma dilatação da artéria temporal superficial, compatível com o padrão verificado em pacientes com doença de Horton. O docente complementa que os achados são compatíveis com os registros, pela literatura especializada, de cegueira, depressão e frebre enfrentados por Michelangelo na velhice.

"No decorrer destes quase 10 anos de pesquisas envolvendo as grandes obras de Michelangelo Buonarroti, eu tive a oportunidade, através da UFCSPA, de viajar à Itália para realizar estudos in loco, o que foi fundamental para o aperfeiçoamento das análises nas obras do artista renascentista", detalha o professor.

A descoberta com menção ao professor e à UFCSPA teve repercussão na imprensa e agência de notícias (links abaixo).

ANSA Brasil

IstoÉ

UOL

Montagem da capa: ANSA BRASIL