Dominique Rubenich é doutoranda do PPG Biociências e está entre as oito cientistas brasileiras reconhecidas na 3ª edição do projeto conduzido pela empresa 3M

A estudante da UFCSPA Dominique Rubenich é umas das oito mulheres pesquisadoras brasileiras, que representam o país na 3ª edição do projeto “25 Mulheres na Ciência América Latina”.

Conduzida pela empresa 3M, a iniciativa visa ampliar a visibilidade das mulheres em iniciativas científicas e os impactos gerados na sociedade, inspirando meninas, jovens e mulheres em países latino-americanos a estudar as disciplinas STEM, que envolvem ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de reforçar a importância de sua participação em áreas onde os homens predominam.

Dominique representa o Rio Grande do Sul com sua pesquisa sobre o desenvolvimento de software com base em Machine Learning para identificar a plasticidade morfológica de células imunes de pacientes oncológicos e sua relação com a progressão tumoral, visando testes de baixo custo e amplo acesso, além de novas frentes de prognóstico e detecção precoce.

A doutoranda do PPG Biociências UFCSPA é orientada pela professora Elizandra Braganhol e atualmente está em período sanduíche na Universidade de Regensburg, na Alemanha. Ela desenvolve projeto com pacientes com câncer de células escamosas de cabeça e pescoço e o papel dos exossomos na modulação de neutrófilos.  

Para a biomédica, a experiência no “25 Mulheres na Ciência América Latina” foi curiosa e recompensadora. Ainda na primeira fase ela descobriu que o projeto recebeu mais de 860 inscrições na América Latina, sendo que mais 400 eram do Brasil. “O reconhecimento do nosso trabalho é uma das coisas mais gratificantes que podemos ter. Nos dedicamos muito para conseguir resultados e dar sequência às pesquisas. Enfrentamos tantas barreiras, que ter esse reconhecimento por estar fazendo um bom trabalho estimula ainda mais para seguir firme”, declara.

A pesquisadora relata que esse reconhecimento também pode abrir portas para novas oportunidades de networking com a indústria. “A visibilidade que ganhamos com essa iniciativa aproxima a universidade e a academia ao setor industrial”, completa.

Presença feminina da ciência

Dominique é doutoranda do PPG Biociências e orientada pela professora Elizandra Braganhol

Conforme dados da UNESCO, as mulheres representam apenas 35% dos que buscam o ensino superior em disciplinas STEM e menos de 30% dos pesquisadores científicos, em todo o mundo. O desequilíbrio de gênero limita as possibilidades de inovação e de novas perspectivas para solucionar desafios atuais e futuros.

Dominique acredita ser muito importante que as mulheres cientistas divulguem seus trabalhos e a diferença que eles fazem. Ela conta que a iniciativa da 3M a fez refletir mais sobre a necessidade do aumento de visibilidade feminina na ciência. “Temos que desmistificar a cientista como uma pessoa triste, desleixada, descabelada e louca como é retratado. Também expor que mulheres são responsáveis por várias descobertas e projetos que mudam vidas e nem lembramos de seus nomes, como lembramos os de Einstein, Pasteur, entre outros. Precisamos marcar nosso lugar de alguma forma, principalmente para encorajar mais meninas a seguirem os seus sonhos”, finaliza.