Atividade foi promovida por lideranças estudantis e ocorreu em frente à UFCSPA.
Na manhã de terça-feira, 18 de outubro, estudantes da UFCSPA e de outras IFES realizaram uma série de manifestações contra os cortes orçamentários na educação em frente ao campus central da universidade. O ato foi promovido por lideranças estudantis e sindicais e ocorreu simultaneamente em diversas universidades em todo o país.
Inicialmente, bloqueios à entrada do prédio 1 foram deflagrados, seguidos de protestos contra o desmonte da educação pública. Após diálogo com a reitoria da UFCSPA, o acesso ao prédio 1 foi normalizado, com a manutenção de todas atividades acadêmicas e administrativas, e os estudantes seguiram com manifestações pacíficas.
Desde a ocorrência dos bloqueios dos orçamentos das universidades, no final de setembro, posteriormente revertidos, e os cortes na ciência ocorridos em outubro, diversas entidades estudantis, apoiadas por entidades de docentes e de técnicos de diferentes universidades e institutos federais planejaram, em todo o país, aulas públicas, caminhadas e outras atividades para conscientizar a sociedade sobre a importância da educação, da ciência e tecnologia para o país. Na UFCSPA não foi diferente. A Reitoria foi informada pelas entidades que estavam previstos na universidade atos democráticos em defesa da educação pública, como a promoção de aulas abertas e debates sobre a importância da educação pública e da ciência, para o dia 18 de outubro, a partir das 12h.
No entanto, no início da manhã da terça-feira, um grupo de manifestantes, formado em sua maioria por estudantes de outras instituições de ensino superior, estavam impedindo o acesso da comunidade às dependências do prédio 1. Assim, para não ferir o direito da realização das atividades profissionais e acadêmicas, uma comissão da Reitoria foi formada para dialogar com o grupo buscando a liberação das entradas de forma pacífica. Outra demanda articulada junto aos manifestantes foi a moderação do uso de aparelhos sonoros, tendo em vista a proximidade do campus com os hospitais da Santa Casa de Porto Alegre, o que foi prontamente atendido.
Conforme a reitoria da UFCSPA, após uma série de conversas conduzidas pela manhã e início da tarde, os discentes concordaram em levar para deliberação o desbloqueio do prédio 1, o que foi concluído por volta das 15h: “Durante todo o episódio, a Reitoria teve como princípio, nos diálogos com os estudantes, uma atuação responsável e pacífica, para evitar ações violentas que poderiam ser provocadas dentro de um clima de acirramento dos ânimos”, destaca a vice-reitora Jenifer Saffi. Segundo a gestora, a universidade tem o dever de educar também nos momentos de crise, de modo a promover a reflexão por parte de todos, inclusive daqueles que não concordam com esse tipo de atividade. "A comunidade acadêmica tem a liberdade de organizar atividades orientadas ao diálogo, realizar manifestações, desde que não fira direitos fundamentais e preserve a instituição que todos defendemos", completa.
Alerta sobre divulgações parciais ou falsas
Frente aos acontecimentos de terça-feira, a Assessoria Especial de Comunicação da universidade faz um alerta à sociedade sobre a divulgação de informações falsas ou deturpadas sobre a UFCSPA em páginas e perfis de redes sociais. Manifestações individuais isoladas podem não conter a totalidade dos fatos, os quais devem ser buscados nos meios oficiais da universidade.
A UFCSPA não tem a prática, pessoal técnico disponível, nem mesmo considera recomendável monitorar redes sociais individuais de membros da universidade ou de pessoas externas. Desta forma, considerações sobre quaisquer manifestações sobre a universidade devem ser feitas através dos meios oficiais, a fim de que cheguem a conhecimento da gestão e possam receber o tratamento adequado.
Para sugestões, reclamações ou manifestações, contate a Ouvidoria, através deste link.
Veja mais
- Nota à comunidade sobre o Dia Nacional de Luta Contra os Cortes na Educação
- Nota à comunidade da UFCSPA sobre respeito à pluralidade de ideias





