25/10/2022 – Portal Prefeitura de Porto Alegre
Link:https://prefeitura.poa.br/smtc/noticias/porto-alegre-sediara-congresso-sobre-cidade-educadora
Porto Alegre sediará congresso sobre cidade educadora
Com a intenção de promover o diálogo e compartilhar experiências educadoras, a capital gaúcha sediará o 1° Congresso Porto Alegre Cidade Educadora. O evento, que acontecerá em consonância com o Dia Internacional das Cidades Educadoras, está previsto para ocorrer entre os dias 29 e 30 de novembro na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPA) e Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). As inscrições e o agendamento para a atividade das Experiências Educadoras na Cidade estão previstos para começar em 31 de outubro.
Conforme o titular da Secretaria Municipal de Transparência e Controladoria (SMTC), Gustavo Ferenci, é importante unir cada vez mais forças e promover ações que possam reforçar a educação. “O governo precisa da ajuda de todos os cidadãos para que Porto Alegre seja referência no contexto das cidades educadoras", destaca.
Na programação, além de palestras, compartilhamento de ideias, mostra de trabalhos, apresentação cultural e exposição de ilustração, está prevista a atração Experiências Educadoras na Cidade, onde os participantes vão poder escolher uma das sete rotas - Museus, Inovação, Comunidades, Territórios Negros, Protagonismo Infantil e Mobilidade Urbana - e verificar de perto diferentes ações que tornam uma cidade mais educadora.
A secretária municipal de Educação, Sônia Rosa, ressalta que uma cidade educadora é aquela que prospecta e realiza ações que vão além de um conceito tradicional e unilateral. Supera a ideia de que a escola é o único ator que ensina e educa. "Fazer parte da concepção de cidade educadora é pensar em território: como diferentes lugares se tornam espaços educativos e garantem a perenidade de várias políticas que se completam de forma intersetorial, com o objetivo de atingir cada cidadão. É um efeito de abraçar, de forma coletiva, a cidade. Afinal de contas, a gente vive, a gente cuida", acrescenta.
Retorno - No dia 4 de março, Porto Alegre retornou oficialmente à Rede Internacional das Cidades Educadoras. Trata-se de um conjunto de municípios de diversos países que compartilham princípios básicos de educação, partindo da convicção de que o desenvolvimento dos seus habitantes não pode ser deixado ao acaso.
24/10/2022 – Rádio Pampa
Link:https://www.radiopampa.com.br/porto-alegre-sediara-congresso-sobre-cidade-educadora/
Porto Alegre sediará congresso sobre cidade educadora
Com a intenção de promover o diálogo e compartilhar experiências educadoras, a capital gaúcha sediará o 1° Congresso Porto Alegre Cidade Educadora.
O evento, que acontecerá em consonância com o Dia Internacional das Cidades Educadoras, está previsto para ocorrer entre os dias 29 e 30 de novembro na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e Universidade do Vale do Rio dos Sinos. As inscrições e o agendamento para a atividade das Experiências Educadoras na Cidade estão previstos para começar em 31 de outubro.
Conforme o titular da Secretaria Municipal de Transparência e Controladoria, Gustavo Ferenci, é importante unir cada vez mais forças e promover ações que possam reforçar a educação. “O governo precisa da ajuda de todos os cidadãos para que Porto Alegre seja referência no contexto das cidades educadoras”, destaca.
Na programação, além de palestras, compartilhamento de ideias, mostra de trabalhos, apresentação cultural e exposição de ilustração, está prevista a atração Experiências Educadoras na Cidade, onde os participantes vão poder escolher uma das sete rotas – Museus, Inovação, Comunidades, Territórios Negros, Protagonismo Infantil e Mobilidade Urbana – e verificar de perto diferentes ações que tornam uma cidade mais educadora.
A secretária municipal de Educação, Sônia Rosa, ressalta que uma cidade educadora é aquela que prospecta e realiza ações que vão além de um conceito tradicional e unilateral. Supera a ideia de que a escola é o único ator que ensina e educa. “Fazer parte da concepção de cidade educadora é pensar em território: como diferentes lugares se tornam espaços educativos e garantem a perenidade de várias políticas que se completam de forma intersetorial, com o objetivo de atingir cada cidadão. É um efeito de abraçar, de forma coletiva, a cidade. Afinal de contas, a gente vive, a gente cuida”, acrescenta.
Retorno
No dia 4 de março, Porto Alegre retornou oficialmente à Rede Internacional das Cidades Educadoras. Trata-se de um conjunto de municípios de diversos países que compartilham princípios básicos de educação, partindo da convicção de que o desenvolvimento dos seus habitantes não pode ser deixado ao acaso.
19/10/2022 – GZH
Link:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2022/10/saiba-quais-sao-as-causas-sintomas-e-tratamento-da-endometriose-cl9d6dwrm00a8013pjobhchld.html
Saiba quais são as causas, sintomas e tratamento da endometriose
Estimativa do Ministério da Saúde é de que uma a cada 10 mulheres sofra da doença
A endometriose é uma doença benigna, relacionada com a menstruação, em que o corpo da mulher passa por um processo inflamatório sistêmico. Ela acontece quando o endométrio — camada uterina interna que descama durante o ciclo menstrual — começa a crescer fora do útero. Essa alteração pode causar sintomas como fortes dores abdominais, cólicas e problemas relacionados com a infertilidade feminina.
Além disso, a endometriose é uma patologia hormônio-dependente, o que significa que os sintomas se manifestam geralmente depois que as mulheres começam a menstruar. Ainda na adolescência é possível perceber sinais da doença, como cólicas intensas. Por ser crônica, não há cura, apenas tratamento.
Existem três tipos de endometriose. O primeiro é o superficial, que acomete o peritônio, uma membrana presente na cavidade abdominal e que envolve os órgãos internos, como estômago, intestinos, fígado e baço. Existe ainda a endometriose ovariana, onde a doença se manifesta por cistos no ovário, conhecidos como endometriomas. Por fim, a endometriose profunda, que como o nome sugere, as lesões, por conta da inflamação, são mais acentuadas, superando a marca de cinco milímetros de infiltração no peritônio e pode acometer órgãos como bexiga e intestino, por exemplo — geralmente, é um agravamento da forma superficial.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a estimativa é de que uma em cada 10 mulheres tenha endometriose no Brasil. Só em 2021, mais de 26,4 mil atendimentos foram feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 8 mil internações foram registradas na rede pública de saúde em razão da doença.
Causas da endometriose
Os estudos ainda não conseguiram definir qual é a causa da doença. Entretanto, já existem alguns fatores de predisposição identificados, como explica a médica ginecologista do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Moinhos de Vento e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Raquel Dibi.
— Já existem comprovações de que tem causa genética, mas não isoladamente. Causas relacionadas ao meio ambiente, como lugares muito industrializados, podem interferir. Ou então disfunções imunológicas características de cada paciente, que são outro fator ainda pouco esclarecido, mas que podem propiciar o aparecimento da doença — detalha a ginecologista.
Sintomas
O principal sintoma de alerta para a endometriose é a cólica menstrual, principalmente se ela piorar com o passar do tempo. Ou seja, a cada ciclo menstrual a paciente sente que a dor abdominal aumenta. Além disso, as mulheres podem ter outros sintomas associados, como por exemplo, dificuldade para engravidar, dor para evacuar e/ou urinar e dor durante as relações sexuais.
Diagnóstico
De acordo com Raquel, não só no Brasil, mas no mundo, a descoberta da doença ainda acontece de forma tardia, com um atraso de sete a 10 anos. Um dos motivos apontados pela médica é a dificuldade da população de entender a cólica como um problema e não como "algo normal".
— Existe algo cultural em achar que dor é normal. Cada vez nós estamos evoluindo mais, e entendo a importância de escutar a queixa das pacientes. Se a dor é incômoda, tem que buscar atendimento — destaca a médica.
Para solucionar este atraso, a ginecologista salienta que a informação é a melhor aposta.
— No momento que a gente conversa sobre a doença, que a gente leva informação e que se incentiva a busca por uma consulta médica, de preferência especializada, nós contribuímos para o diagnóstico mais precoce — explica.
Tratamento
Apesar de não ter cura, a ginecologista afirma que é possível controlar o avanço da endometriose e deixar a doença em estágio de remissão, o que proporciona mais qualidade de vida para a mulher. Segundo Raquel, existem dois tipos de tratamento para a endometriose, definidos a partir do que a paciente precisa tratar, se a dor ou a infertilidade.
No combate à dor, explica a ginecologista, o indicado é bloquear a menstruação e iniciar atividades como fisioterapia pélvica e acupuntura. Também é importante ter uma dieta rica em alimentos anti-inflamatórios como gengibre, brócolis, alho, frutas vermelhas e azeite de oliva. Em casos mais graves, é possível que uma cirurgia minimamente invasiva seja feita para a retirada dos focos de dor causados pelos tecidos que crescem fora do útero. Não são retirados nem o útero nem os ovários para tratar especificamente a endometriose.
Quando o objetivo da paciente é tratar a infertilidade, as únicas alternativas são o procedimento cirúrgico ou a reprodução assistida. O tratamento hormonal não é indicado nestes casos, pois impossibilita a chance de gestar.
— É importante destacar que ter endometriose não significa que a mulher não poderá ter filhos. Nem todas as mulheres diagnosticadas têm dificuldades para engravidar — destaca Raquel.
18/10/2022 – Portal da Assembleia Legislativa do Estado do RS
Link:http://www.al.rs.gov.br/agenciadenoticias/destaque/tabid/855/Default.aspx?IdMateria=329561
Presidente da Assembleia e GT do Teste do Pezinho cobram implementação de lei estadual
Em uma reunião de trabalho realizada nesta terça-feira (18), na sede do Parlamento gaúcho, entre o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdeci Oliveira (PT), e integrantes do Grupo de Trabalho (GT) do Teste do Pezinho, foram discutidas estratégias de ação para que o governo gaúcho efetivamente implemente a lei que aumenta de seis para mais de 30 o número de doenças a serem detectadas em recém-nascidos no Rio Grande do Sul. Considerada uma legislação com poder de redução da mortalidade infantil, a Lei 15.470/2020, de autoria de Valdeci, foi aprovada e sancionada no início de 2020, mas até o momento não foi colocada em prática na rede pública estadual.
Formado por profissionais da saúde, autoridades e representantes de entidades da área da triagem neonatal, o GT defende propostas como a implementação gradativa da medida e uma repactuação entre estado e municípios com vistas ao equilíbrio das responsabilidades e para a garantia da manutenção do serviço ao longo dos anos. Também integram a lista de ações necessárias, uma maior interlocução e diálogo entre o executivo gaúcho e as prefeituras e a revogação da Emenda Constitucional 95 (EC-95), que congelou por duas décadas todos os investimentos públicos em áreas como Saúde, Segurança, Educação, entre outras. "A parte mais complexa, que era a aprovação da nossa proposta, já foi vencida. Agora é necessário que se dê consequência a ela, mesmo que sua aplicação seja a curto, médio e longo prazos. O que não é aceitável é que esperemos pelo longo", avaliou Valdeci. "E quanto ao chamado Teto de Gastos , estamos falando de bilhões de reais por ano que o SUS vem perdendo por conta disso. E quem mais sofre é a população pobre", afirmou o parlamentar, que sugeriu ainda a ampliação de participantes no GT e a realização de novas audiências públicas para tratar do tema.
Durante o encontro, foram apresentados ao Grupo a proposta de emenda ao orçamento estadual no valor de R$ 15 milhões, que será encaminhada ao relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Mateus Wesp (PSDB). Apresentada pelo líder da bancada do PT no Legislativo estadual, deputado Pepe Vargas, a pedido de Valdeci (que como presidente da Assembleia não pode fazê-lo), os valores, caso a emenda seja acolhida, serão utilizados para garantir recursos para o Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Rio Grande do Sul - SRTN, mais precisamente na montagem e equipagem de um laboratório para tal fim.
A triagem neonatal é um programa de rastreamento populacional e tem como objetivo geral identificar distúrbios e doenças no recém-nascido, em tempo oportuno, garantindo tratamento e acompanhamento precoce dos pacientes detectados. Por sugestão do chefe do Parlamento gaúcho, será buscado ainda a ampliação do número de integrantes junto ao GT e a realização de novas audiências públicas com a participação da sociedade civil, pesquisadores e gestores públicos.
Também participaram da reunião a biomédica e consultora em Doenças Raras Cristina Cagliari, a farmacêutica e ex-coordenadora do serviço de triagem do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), Simone Castro, a presidente do Instituto Atlas Biosocial Deise Zanin, a coordenadora do SRTN-RS Vivian Coutinho, Cristiane Kopacek, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Geanice Cardoso (Secretaria Estadual da Saúde), e Gabriele Pan (Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre).
18/10/2022 – Rádio Acústica FM
Link:https://www.acusticafm.com.br/rio-grande-do-sul-atinge-a-marca-de-245-infectado-pela-variola-dos-macacos.html
Rio Grande do Sul atinge a marca de 245 infectado pela Varíola dos Macacos
A Secretaria Estadual de Saúde monitora 202 indivíduos com suspeita de infecção
O Rio Grande do Sul confirma a ocorrência de 245 casos de Varíola dos Macacos em 38 municípios. Conforme boletim atualizado nesta segunda-feira (17), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), 202 casos estão em investigação.
Até o momento, o Estado contabiliza casos positivos de Varíola dos Macacos nos seguintes municípios:
Alvorada (3); Arroio do Meio (1), Bagé (1), Cachoeirinha (2); Campinas do Sul (1); Campo Bom (3); Canoas (20); Carlos Barbosa (1); Caxias do Sul (4); Eldorado do Sul (2); Estância Velha (4); Esteio (1); Farroupilha (1); Garibaldi (3); Gramado (3); Igrejinha (3); Ijuí (1); Ivoti (1); Lajeado (2); Marau (1); Monte Belo do Sul (1); Morro Reuter (1); Nova Petrópolis (1); Novo Hamburgo (14); Parobé (1); Passo Fundo (1); Pelotas (1); Portão (2); Porto Alegre (140); Rio Grande (1); Santa Maria (1); Santo Ângelo (1); São Leopoldo (3); São Marcos (1); Sapiranga (2); Sapucaia do Sul (1); Uruguaiana (2); Viamão (13).
Proliferação e sintomas da doença
A transmissão ocorre por meio de contato direto ou indireto com gotículas respiratórias e principalmente através do contato com lesões de pele de pessoas contaminadas ou com objetos e superfícies contaminadas. O período de incubação do vírus (tempo entre o contágio e o aparecimento de sintomas) é geralmente de seis a 13 dias, mas pode chegar a 21.
O infectado apresenta quadro de febre, dor de cabeça intensa, dor nas costas e inchaço nos linfonodos (pescoço, axila ou virilha). Lesões na pele costumam surgir mais frequentemente na face e extremidades. Os pacientes com confirmação para o vírus devem receber líquidos e alimentos para manter o estado nutricional adequado e manter as lesões cutâneas limpas e secas.
Contágio pele a pele?
Há uma estudo sobre a possível infecção de trabalhadoras da saúde por contato com superfícies infectadas pelo vírus da varíola do macaco. O tema deste artigo sinaliza sobre cuidados adicionais a serem adotados na prevenção da doença.
O texto, intitulado Possible Occupational Infection of Healthcare Workers with Monkeypox Vírus, Brazil, será publicado na edição de dezembro da revista científica Emerging Infectious Diseases, editada pelos CDC (Centers for Disease Control and Prevention).
A Fiocruz Pernambuco e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (Cevs/SES-RS), participaram da pesquisa três universidades gaúchas (Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e Universidade Feevale) e o Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine - National Reference Center for Tropical Infectious Diseases, de Hamburgo (Alemanha).
Este estudo relata o caso de duas enfermeiras que desenvolveram a doença, cinco dias após atender um paciente em casa para coleta de material e diagnóstico de varíola do macaco. “Os cuidados adotados nesse atendimento são detalhadamente descritos, mostrando que elas utilizaram todo equipamento de proteção - exceto as luvas - enquanto estavam no período inicial de entrevista, no quarto do paciente. Esse item de proteção só foi colocado no momento da coleta, após elas esterilizarem as mãos”, diz o texto.
Conforme a Fiocruz, o estudo pode ser utilizado como referência para a adoção de melhores práticas preventivas para lidar com pacientes infectados com o vírus monkeypox. Os pesquisadores recomendam medidas de prevenção e bloqueio dessa rota de transmissão, que envolvem treinamento específico para coleta e utilização correta de EPIs (equipamentos de proteção individual).
17/10/2022 – Portal Costa Norte
Link:https://diariosm.com.br/pesquisa-aponta-que-superficies-infectadas-podem-transmitir-a-variola-do-macaco/
Pesquisa aponta que superfícies infectadas podem transmitir a varíola do macaco
A possibilidade de transmissão da varíola do macaco, conhecida também como monkeypox, por meio de superfícies contaminadas foi apontada por um estudo recente. Até o momento, o evento era considerado raro no meio acadêmico.
A pesquisa, que deve ser publicada na edição de dezembro de uma revista científica editada pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), foi desenvolvida pela Fiocruz Pernambuco e pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Estado (Cevs RS), com a participação de instituições gaúchas como a Universidade do Vale do Rio dos Sinos, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e a Universidade Feevale, e internacionais como a Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine, na Alemanda.
Análise
Entre os pesquisadores, estão os especialistas da Secretaria Estadual da Saúde (SES) Richard Steiner Salvato, Regina Bones Barcellos e Letícia Ikeda. Segundo Salvato, a pesquisa tem como base o caso de duas enfermeiras que desenvolveram a doença cinco dias após atender a um paciente em casa para coleta de material e diagnóstico da doença. Os cuidados adotados no atendimento estavam seguiram as normas estabelecidas, que indicam inclusive o uso de luvas no momento da coleta da amostra.
Também foi feita uma entrevista epidemiológica com as profissionais, tentando reconstruir o trajeto delas desde a chegada na casa do paciente e à interação com ele. A conclusão apontada é que as enfermeiras podem ter se contaminado pelo contato com superfícies infectadas da casa desse paciente. Há também a possibilidade de terem se contaminado ao manusear a caixa de transporte das amostras, de início com as luvas (infectadas) e, posteriormente, sem luvas.
Para Regina, trata-se de um resultado de grande relevância.
– Nossos resultados levantam um alerta para essa via de transmissão e recomendam cuidados para minimizar esse risco – afirma a especialista.
Os autores recomendam medidas de prevenção e bloqueio dessa rota de transmissão, que envolvem treinamento específico para essa coleta, implementação de medidas de controle, higienização frequente das mãos e utilização correta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). O uso das luvas é recomendado durante todo o período de visita a pacientes, contato com pessoas suspeitas de estarem infectadas e com ambiente/objetos de uso pessoal.
A higienização das superfícies com desinfetante efetivo contra outros patógenos (como norovírus, rotavírus e adenovírus) e a vacinação dos grupos de alto risco, incluindo os profissionais de saúde que atuam na linha de frente dessa doença, são outras medidas apontadas pelo grupo.
Cenário
Conforme o boletim da SES, publicado nesta segunda-feira (17), 245 casos de varíola do macaco foram confirmados, em 38 municípios, e 202 seguem em investigação no laboratório. Apesar de receber notificações, Santa Maria só tem um caso confirmado da doença até o momento, divulgado no dia 27 de agosto.
*com informações da SES
17/10/2022 – Portal Costa Norte
Link:https://costanorte.com.br/variedades/variola-do-macaco-pode-ser-transmitida-por-superficies-infectadas-entenda-tudo-sobre-a-doenca-1.400988
Varíola do Macaco pode ser transmitida por superfícies infectadas? Entenda tudo sobre a doença
Artigo estuda possível contaminação de varíola do macaco por superfícies infectadas
Um artigo que estuda a transmissão de Monkeypox analisa a possível infecção de funcionárias da área da saúde através de superfíces infectadas pela doença, intitulado de ‘Possible Occupational Infection of Healthcare Workers with Monkeypox Vírus, Brazil,’ será publicado na edição de dezembro da revista científica Emerging Infectius Diseases, editada pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC).
Universidades nacionais de renome participam das pesquisas, como: Fiocruz Pernambuco e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (Cevs/SES-RS), Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e duas internacionais: Universidade Feevale e o Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine - National Reference Center for Tropical Infectious Diseases, de Hamburgo (Alemanha).
O que diz o estudo?
Duas enfermeiras foram infectadas pela Varíola do Macaco cinco dias após atender um paciente em casa, ao coletarem material para o diagnóstico da doença.
“Os cuidados adotados nesse atendimento são detalhadamente descritos, mostrando que elas utilizaram todo equipamento de proteção - exceto as luvas - enquanto estavam no período inicial de entrevista, no quarto do paciente. Esse item de proteção só foi colocado no momento da coleta, após elas esterilizarem as mãos”, diz o texto.
A possibilidade levantada é de que as mulheres contraíram a doença ao encostar em superfícies infectadas da casa desse paciente, que se encontrava no pico de transmissão viral. Ou ainda ao manusear a caixa de transporte das amostras, de início com as luvas infectadas e posteriormente sem luvas.
Varíola do macaco é fatal?
O vírus pode ser grave entre 1% e 10% dos casos, principalmente em crianças, e pode até levar à morte pessoas com saúde debilitada.
Quais os sintomas da Varíola do Macaco?
Os sintomas da varíola do macaco variam entre pacientes, mas a principal característica são as erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, dor nas costas ou musculares, inflamações nos nódulos linfáticos, calafrio e exaustão. Após um tempo com o vírus, se inicia uma coceira dolorosa, que começa no rosto e se espalha por todo o corpo. A derme fica com diversas lesões que formam casquinhas. A infecção costuma passar por conta própria após 21 dias. Em alguns casos, médicos receitam tratamento com antivirais.
Quando surgiu a Varíola do Macaco?
A doença foi descoberta em 1958 na Dinamarca em macacos de laboratórios e por isso ganhou esse nome, mas o primeiro caso em humanos foi descoberto somente em 1970, na República Democrática do Congo.
16/10/2022 – Tribuna do Norte / Portal GMais Notícias / Jornal do Commercio, Recife
Link Tribuna do Norte: Estudo aborda transmissão de varíola dos macacos por superfície - 16/10/2022 - Notícia - Tribuna do Norte
Link Portal GMais Notícias: Estudo aborda transmissão de varíola dos macacos por superfície | G+ Notícias (gmaisnoticias.com)
Jornal do Commercio: VARÍOLA DOS MACACOS: estudo aborda transmissão por superfície (uol.com.br)
Estudo aborda transmissão de varíola dos macacos por superfície
A possível infecção de trabalhadoras da saúde por contato com superfícies infectadas pelo vírus da varíola dos macacos é tema de artigo que sinaliza os cuidados adicionais a serem adotados na prevenção da doença.
O texto, intitulado Possible Occupational Infection of Healthcare Workers with Monkeypox Vírus, Brazil, será publicado na edição de dezembro da revista científica Emerging Infectius Diseases, editada pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC).
Além da Fiocruz Pernambuco e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (Cevs/SES-RS), participaram da pesquisa três universidades gaúchas (Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e Universidade Feevale) e o Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine - National Reference Center for Tropical Infectious Diseases, de Hamburgo (Alemanha).
O estudo traz o caso de duas enfermeiras que desenvolveram a doença, cinco dias após atender um paciente em casa para coleta de material e diagnóstico de varíola dos macacos. “Os cuidados adotados nesse atendimento são detalhadamente descritos, mostrando que elas utilizaram todo equipamento de proteção - exceto as luvas - enquanto estavam no período inicial de entrevista, no quarto do paciente. Esse item de proteção só foi colocado no momento da coleta, após elas esterilizarem as mãos”, diz o texto.
Pesquisador da Fiocruz Pernambuco, Gabriel Wallau conduziu o estudo ao lado do especialista em saúde do Cevs Richard Steiner Salvato. A conclusão dos autores é que as enfermeiras podem ter se contaminado pelo contato com superfícies infectadas da casa desse paciente, que se encontrava no pico de transmissão viral. Ou ainda, ao manusear a caixa de transporte das amostras, de início com as luvas infectadas e posteriormente sem luvas.
Segundo a Fiocruz, o estudo pode ser utilizado como referência para a adoção de melhores práticas ao lidar com pacientes infectados com o vírus monkeypox. Os autores recomendam medidas de prevenção e bloqueio dessa rota de transmissão, que envolvem treinamento específico para essa coleta, implementação de medidas de controle, higienização frequente das mãos e utilização correta de equipamentos de proteção individual (EPIs).
De acordo com os pesquisadores, o uso das luvas é recomendado durante todo o período de visita a pacientes, contato com pessoas suspeitas de estarem infectadas e com seu ambiente/objetos de uso pessoal. A higienização das superfícies com desinfetante efetivo contra outros patógenos (como norovírus, rotavírus e adenovírus) - antes e depois da interação com casos suspeitos - e a vacinação dos grupos de alto risco, incluindo os profissionais de saúde que atuam na linha de frente dessa doença, são outras medidas apontadas pelo grupo da pesquisa.
“Trazer à luz o evento de transmissão por meio de superfície é importante para aprimorar as recomendações públicas voltadas para a proteção tanto dos profissionais de saúde que lidam diretamente com esses pacientes, como dos familiares e outras pessoas envolvidas nesse cuidado”, disse, em nota, o pesquisador Gabriel Wallau.
15/10/2022 – GZH
Link: Pesquisa aponta possível transmissão de varíola dos macacos por superfícies contaminadas | GZH (clicrbs.com.br)
Pesquisa aponta possível transmissão de varíola dos macacos por superfícies contaminadas
Estudo envolveu pesquisadores da Secretaria Estadual da Saúde, de três universidades do RS e de outras entidades
O caso de duas enfermeiras que desenvolveram varíola dos macacos cinco dias após atender um paciente em casa para coleta de material e diagnóstico é tema de um estudo que aponta para a transmissão do vírus monkeypox por meio de superfícies. Anteriormente, isso era considerado um evento raro pelo meio acadêmico.
A investigação desses casos faz parte de um artigo que será publicado na edição de dezembro da revista científica Emerging Infectius Diseases, editada pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), e envolveu pesquisadores da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), da Universidade Feevale, da Fiocruz Pernambuco e do Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine - National Reference Center for Tropical Infectious Diseases, de Hamburgo, na Alemanha.
No estudo, foram detalhadamente descritos os cuidados adotados no atendimento do paciente, mostrando que as enfermeiras utilizaram todo equipamento de proteção — exceto as luvas — enquanto estavam no período inicial de entrevista, no quarto do paciente. Esse item de proteção só foi colocado no momento da coleta, após elas esterilizarem as mãos.
Segundo Richard Steiner Salvato, especialista em saúde da Secretaria Estadual da Saúde (SES), que participou do estudo, os cuidados adotados no atendimento estavam de acordo com normas estabelecidas, que indica uso de luvas no momento da coleta da amostra.
— Assim que elas tiveram o diagnóstico de monkeypox confirmado, nós realizamos o sequenciamento genético do vírus presente tanto em uma das enfermeiras quanto no paciente e constatamos que se tratava do mesmo material genético — afirma.
Conforme Salvato, também foi feita uma entrevista epidemiológica com as profissionais, tentando reconstruir o trajeto delas desde a chegada na casa do paciente e como foi a interação com ele.
A conclusão dos autores do texto é que as enfermeiras podem ter se contaminado pelo contato com superfícies infectadas da casa desse paciente, que se encontrava no pico de transmissão viral. Ou ainda, ao manusear a caixa de transporte das amostras, de início com as luvas (infectadas) e posteriormente sem luvas.
Na terça-feira (11), o grupo apresentou o trabalho em um seminário online realizado pelo European Center for Disease Prevention and Control (ECDC), na Suécia, que contou com a participação de diversos pesquisadores e profissionais da saúde de todo o mundo.
— Nosso trabalho virou referência para o tema e está fornecendo informações para ações em tempo real no decorrer deste evento de circulação da monkeypox — destaca a especialista em saúde da SES, Regina Bones Barcellos que também faz parte da equipe de estudos.
Os autores recomendam medidas de prevenção e bloqueio dessa rota de transmissão, que envolvem treinamento específico para essa coleta, implementação de medidas de controle, higienização frequente das mãos e utilização correta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
O uso das luvas é recomendado durante todo o período de visita a pacientes, contato com pessoas suspeitas de estarem infectadas e com seu ambiente/objetos de uso pessoal. A higienização das superfícies com desinfetante efetivo contra outros patógenos (como norovírus, rotavírus e adenovírus) — antes e depois da interação com casos suspeitos — e a vacinação dos grupos de alto risco, incluindo os profissionais de saúde que atuam na linha de frente dessa doença, são outras medidas apontadas pelo grupo da pesquisa.
13/10/2022 – R7
Link: Brasil tem 62 universidades entre as melhores do mundo; saiba quais - Notícias - R7 Educação
Brasil tem 62 universidades entre as melhores do mundo; saiba quais
Instituições de ensino são referência global para estudantes, gestores e professores; cerca de 1.800 faculdades foram avaliadas
A consultoria britânica THE (Times Higher Education) divulgou nesta semana o ranking anual com as melhores universidades do mundo, com base em indicadores de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e reputação internacional. Ao todo 62 instituições brasileiras estão na lista, referência global para estudantes, gestores e professores.
A USP (Universidade de São Paulo) se manteve como a mais bem colocada em toda a América Latina, na faixa entre as 201-250 melhores. As instituições que estão abaixo do top 200 são organizadas em grupos. No total, cerca de 1.800 universidades foram avaliadas.
Este é o terceiro ano consecutivo em que a USP conquista essa colocação. A Universidade de Oxford (Reino Unido) segue pela sétima edição como a melhor instituição de ensino superior do mundo, seguida pela Universidade Harvard (EUA) e, em terceiro, as Universidades de Cambridge (Reino Unido) e Stanford (EUA), empatadas.
Entre as brasileiras, a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) foi a segunda mais bem colocada e se manteve entre o 401º e o 500º lugar. Em seguida, estão a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), que permanece entre as posições 601 e 800, o mesmo grupo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que subiu de posição em relação ao ranking do ano passado, quando estava no grupo de 801 a 1000.
A melhor estreia do ranking foi da Universidade Humanitas, da Itália, que aparece pela primeira vez na lista e já entre o grupo de 201 a 250. Os Estados Unidos têm o maior número de instituições listadas na classificação geral, com 177 universidades, e no top 200, com 58. A THE incluiu cinco nações africanas nesta edição: Zâmbia, Namíbia, Moçambique, Zimbábue e Ilhas Maurício.
Confira a lista com as dez melhores universidades do mundo, segundo a THE:
- Universidade de Oxford (Reino Unido)
- Universidade Harvard (EUA)
- Universidade de Cambridge (Reino Unido)
- Universidade Stanford (EUA)
- Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)
- Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA)
- Universidade de Princeton (EUA)
- Universidade da Califórnia, Berkeley (EUA)
- Universidade de Yale (EUA)
- Faculdade Imperial de Londres (Reino Unido)
Confira a posição das universidades brasileiras no ranking da THE:
Posições 201 a 250:
Universidade de São Paulo
Posições 401 a 500:
Universidade Estadual de Campinas
Posições 601 a 800:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Universidade Federal de São Paulo
Posições 801 a 1000:
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal de Sergipe
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Posições 1001 a 1200:
Universidade Estadual Paulista
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal de Santa Catarina
Universidade de Fortaleza
Posições 1201 a 1500:
Universidade de Brasília
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Federal do ABC
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal do Espírito Santo
Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal de Lavras
Universidade Federal do Paraná
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Universidade Federal de Santa Maria
Universidade Federal de São Carlos
Universidade Federal de Uberlândia
Universidade Federal de Viçosa
Universidade Estadual de Londrina
Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Unisinos
Posições acima de 1501:
Universidade Católica de Brasília
Universidade de Caxias do Sul
Universidade Estadual do Ceará
Universidade do Estado de Santa Catarina
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Universidade Estadual de Maringá
Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Universidade Federal de Itajubá
Universidade Federal de Juiz de Fora
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
Universidade Federal de Ouro Preto
Universidade Federal do Pará
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal de Pelotas
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal do Piauí
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Universidade Federal Fluminense
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Universidade Nove de Julho
Universidade de Passo Fundo
Universidade de Pernambuco
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Universidade Estadual de Ponta Grossa
Universidade Estadual de Santa Cruz
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
12/10/2022 – GZH
Link: UFRGS é a 3ª melhor universidade do Brasil, aponta ranking global | GZH (clicrbs.com.br)
UFRGS é a 3ª melhor universidade do Brasil, aponta ranking global
Brasil tem 62 instituições destacadas pela consultoria britânica Times Higher Education
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aparece na terceira posição entre as instituições brasileiras no ranking anual das melhores universidades do mundo, divulgado nesta semana pela consultoria britânica Times Higher Education (THE). A listagem é feita com base em indicadores de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e reputação internacional.
A UFRGS permanece em colocação semelhante à anunciada nos últimos anos, entre as posições 601 e 800 no mundo (as instituições que estão abaixo do top 200 são organizadas em grupos, sem uma posição mundial específica), mesmo grupo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em julho, a UFRGS já tinha sido citada na oitava posição no ranking da THE entre as melhores universidades da América Latina.
Ao todo, 62 instituições brasileiras estão na lista, referência global para estudantes, gestores e professores. No total, cerca de 1,8 mil universidades foram avaliadas. Além da UFRGS, outras sete universidades gaúchas são citadas no estudo: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Unisinos, Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade de Passo Fundo (UPF). Confira a posição de cada uma delas na listagem abaixo.
A Universidade de São Paulo (USP) se manteve como a melhor colocada em toda a América Latina, na faixa entre a 201-250 melhores. Esse é o terceiro ano consecutivo em que a USP conquista essa colocação. Dentre as brasileiras, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi a segunda melhor colocada e se manteve entre o 401º e o 500º lugar.
A Universidade de Oxford (Reino Unido) segue pela sétima edição como a melhor instituição de Ensino Superior do mundo, seguida pela Universidade Harvard (EUA) e, em terceiro, as Universidades de Cambridge (Reino Unido) e Stanford (EUA), empatadas.
A melhor estreia do ranking foi da Universidade Humanitas, da Itália, que aparece pela primeira vez na lista e já entre o grupo de 201 a 250. Os Estados Unidos têm o maior número de instituições listadas na classificação geral, com 177 universidades, e no top 200, com 58. A THE incluiu nesta edição cinco nações africanas: Zâmbia, Namíbia, Moçambique, Zimbábue e Ilhas Maurício.
Confira a lista com as 10 melhores universidades do mundo, segundo a THE:
Primeiro - Universidade de Oxford (Reino Unido)
Segundo - Universidade Harvard (EUA)
= Terceiro - Universidade de Cambridge (Reino Unido)
= Terceiro - Universidade Stanford (EUA)
Quinto - Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)
Sexto - Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA)
Sétimo - Universidade de Princeton (EUA)
Oitavo - Universidade da Califórnia, Berkeley (EUA)
Nono - Universidade de Yale (EUA)
10º - Faculdade Imperial de Londres (Reino Unido)
Confira a posição das universidades brasileiras no ranking da THE:
Posições 201 a 250:
Universidade de São Paulo (USP)
Posições 401 a 500:
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Posições 601 a 800:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Posições 801 a 1000:
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Posições 1001 a 1200:
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Universidade de Fortaleza (Unifor)
Posições 1201 a 1500:
Universidade de Brasília (UnB)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Universidade Federal do ABC (UFABC)
Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
Unisinos
Posições acima de 1501:
Universidade Católica de Brasília
Universidade de Caxias do Sul (UCS)
Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Universidade do Estado de Santa Catarina (UESC)
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)
Universidade Federal do Ceará (UFC)
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Universidade Federal de Itajubá
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
Universidade Federal Fluminense (UFF)
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Universidade Nove de Julho (Uninove)
Universidade de Passo Fundo (UPF)
Universidade de Pernambuco (UP)
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
07/10/2022 – Portal Governo do Estado do RS
Link: Seminário aborda prevenção ao suicídio na infância e adolescência com foco em instituições de ensino - Portal do Estado do Rio Grande do Sul
Seminário aborda prevenção ao suicídio na infância e adolescência com foco em instituições de ensino
Com foco nas instituições de ensino, foi realizado, nesta semana, em Porto Alegre, o Seminário Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio na Infância e Adolescência. O evento foi promovido pelo Comitê Estadual de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio, que é presidido pela Secretaria da Saúde e formado pelas secretarias da Educação, Segurança Pública, Justiça e Sistema Penal e Socioeducativo, entre outras entidades governamentais e não governamentais.
“Promover a vida de uma criança, de um adolescente, de um adulto jovem é algo tão significativo e tão grande que precisamos realmente estar juntos, porque não é uma tarefa simples e fácil", afirmou a secretária adjunta da Saúde, Ana Costa. Segundo ela, historicamente há um aumento da violência autoprovocada e do suicídio nesta faixa etária. Essa situação preocupa, disse, ainda mais no contexto pandêmico. “Não podemos desconsiderar, também, que o contexto da pandemia traz um acréscimo de desafios de saúde mental a todos, inclusive às crianças e aos adolescentes, acrescentou no evento realizado no Salão Nobre da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), apoiadora do seminário.
O painel de abertura foi conduzido por Kelly Graziani Giacchero Vedana, doutora pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP). Trazendo para o debate a prevenção da violência autoprovocada em instituições de ensino, Kelly explicou características fundamentais do que são autolesões não suicidas. “Não se trata de uma falsa tentativa, não são apenas cortes. Precisamos olhar para esses episódios como mecanismos de gerenciamento e regulação de emoções, como métodos encontrados para lidar com dificuldades e sofrimento, principalmente em adolescentes”, disse. A palestrante descreveu que a autolesão pode coexistir junto com comportamento suicida, iniciando por volta dos 11 a 13 anos de idade, tendo maior incidência em adolescentes e mulheres. “O aspecto pejorativo de ‘chamar a atenção’ é um dos estigmas de não compreensão que impedem esses jovens de pedir ajuda. É necessário qualificar a oferta de ajuda efetiva nas famílias e nos ambientes em que eles circulam”, ponderou.
Autolesão não suicida – o que fazer:
- Definir estratégias para redução de danos
- Acolhimento e psicoeducação (como lidar sobre o tema)
- Comunicação sobre emoções e necessidades
- Rede de apoio: adultos que saibam o que está acontecendo e possam agir
Nos casos de comportamento suicida, a característica diferencial é a intencionalidade das ações auto-inflingidas. “O suicídio é um fenômeno complexo e inquietante, multifatorial, de difícil previsibilidade e limitado poder preditivo dentro da clínica”, explicou Kelly. De acordo com ela, em posturas suicidas de fato, a raiva de si mesmo, a impulsividade, a dor emocional, a desesperança, o estresse, a agitação e a falta de sentido formam uma bola de neve, levando a criança, o adolescente ou o jovem adulto a um limiar de atitudes extremas com desejo de parar tal sofrimento. “É necessário buscar compreender a gama de fatores que envolve, mas sem uma perspectiva acusatória. Explicações reducionistas sobre o suicídio ou relacionar que alguém tenha alguma culpa tornam a busca improdutiva”, ressalta.
Fatores de risco e sinais de sofrimento na adolescência:
- Transtornos mentais
- Violências
- Alteração do comportamento no desempenho escolar
- Desinteresse pelo próprio bem-estar
- Acessibilidade a meios letais
- Estigma, discriminação
- Desafios/conflitos
Sobre o papel das instituições de ensino, Kelly destaca ainda a responsabilidade fundamental de abordagens complementares, tanto para risco imediato quanto para posvenção. “A escuta sem julgamento, a promoção da segurança, o suporte profissional, o entendimento de relações interpessoais, contexto social e cultura organizacional são maneiras de acolher, compreender e reduzir danos”, esclareceu.
Baseada na experiência em Ribeirão Preto, a palestrante evidenciou o quanto olhar para a realidade brasileira, e não para a literatura acadêmica de outros países, trouxe mudanças significativas. “O mapeamento da comunidade nos mostra exatamente onde estão as falhas. É essencial reconhecer o quanto instituições de ensino seguem perpetrando violências, especialmente em públicos mais vulneráveis, como LGBTQIAPN+. Ainda precisamos avançar muito, olhar de verdade para demandas como banheiro por gênero, nome social, exclusão dentro de ambientes de ensino”, destacou.
O que a instituições de ensino podem fazer:
- Proporcionar abordagens com medidas não guiadas pelo desespero – alternativas para alívio da dor e do sofrimento
- Cursos, disciplinas, consultorias e supervisão, oficinas que abordem inclusão e pertencimento de forma ampla
- Reconhecer violências institucionais e repensar os impactos na sociedade
- Formação de gatekeepers para identificação precoce e apoio à situação de crise
- Ações multiníveis e longitudinais
- Ações não restritas a campanhas pontuais ou quando algum evento indesejável acontece
- Postura acolhedora não só com estudantes: olhar também para professores
- Interface com famílias, colaborando para o aprimoramento de habilidades de comunicação, expressão assertiva e manejo de conflitos
- Interface com unidades de saúde que estão no mesmo território da instituição de ensino
O seminário também contou com a mesa redonda “Interfaces no trabalho de prevenção do comportamento suicida em crianças e adolescentes”, que teve as seguintes participações: Maria Luisa Braga Giacobbo, coordenadora Estadual do CIPAVE; Ana Luiza Tonietto Lovato, coordenadora da Política da Saúde do Adolescente da SES e do Programa Saúde na Escola; Maria Rosa Kramer Iorra Camargo, psiquiatra especialista em infância e adolescência de Lajeado; e Fernanda Barreto Mielke, da coordenação da Política Estadual de Saúde Mental/DAPPS/SES.
07/10/2022 – Sul 21
Link: Universidades gaúchas alegam falta de recursos para pagar luz e despesas básicas; UFRGS minimiza bloqueio - Sul 21
Universidades gaúchas alegam falta de recursos para pagar luz e despesas básicas; UFRGS minimiza bloqueio
UFRGS informou inicialmente que não iria se manifestar, mas reitor divulgou nota minimizando o bloqueio orçamentário
No último dia 30, o governo publicou um decreto bloqueando de forma imediata R$ 2,4 bilhões de recursos do Ministério da Educação (MEC), sendo R$ 328,5 milhões do orçamento das universidades federais. A decisão veio à tona nesta semana e gerou a indignação dos dirigentes das instituições, assim como a convocação de protestos por parte de estudantes. Nos últimos dias, o Sul21 procurou as seis universidades federais sediadas no Rio Grande do Sul para entender como elas serão impactadas.
Na quinta-feira (7), o ministro da Educação, Victor Godoy, publicou um vídeo em que afirma que não há cortes no orçamento do MEC e que o bloqueio seria, na verdade, um “ajuste operacional”, afirmando que ele será revertido em dezembro. Além disso, afirmou que universidades que precisarem de “apoio do governo” poderiam procurar o MEC, que “conversaria” com o ministério da Economia. Godoy ainda criticou o “uso político” do bloqueio.
Contudo, cinco das seis universidades federais sediadas no Rio Grande do Sul manifestaram preocupação com o bloqueio. A única exceção foi a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), cujo reitor é alinhado a aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Procurada pela reportagem, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) informou em nota que sofreu uma redução no seu limite de empenho de despesas em um montante de R$ 2,583 milhões. “O corte inviabiliza o término do semestre letivo. Os reflexos no não pagamento das despesas serão sentidos ainda no mês de outubro. A capacidade de atendimento às despesas está comprometida e a instituição deverá escolher quais das despesas serão atendidas prioritariamente”, diz a nota.
Segundo a UFPel, os recursos atuais garantem o funcionamento da instituição apenas até o final de outubro e, posteriormente, não há caixa para despesas como energia elétrica e combustível da frota de apoio. “A impossibilidade de atendimento a todas as despesas exigirá uma priorização dos empenhos para as despesas com assistência estudantil, bolsas e restaurante universitário. As demais despesas, como energia elétrica, água e combustível não poderão ser atendidas”, afirma a nota.
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) destacou que, em junho, a instituição já tinha sofrido um corte de R$ 9 milhões e que o novo bloqueio representa um contingenciamento de mais R$ 5,8 milhões. Considerando que a UFSM já iniciou o ano com uma previsão orçamentária de R$ 129 milhões, o que é R$ 27 milhões a menos do que em 2020, a instituição deve encerrar 2022 com uma dívida de R$ 18 milhões com fornecedores.
A UFSM já havia anunciado o fim do contrato com 115 profissionais terceirizados e a suspensão de obras e reformas. Com o novo corte, será suspensa a concessão de novas bolsas estudantis, as contas de luz não serão pagas, eventos serão cancelados, a jardinagem e arborização da instituição será suspensa, bem como o pagamento de passagens e diárias a servidores. O restaurante universitário não será aberto durante o período eleitoral, conforme orientação da Procuradoria Jurídica da instituição.
Procurada, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) informou que o novo bloqueio é grave, mas não inviabiliza o funcionamento da universidade. A UFCSPA ainda manifestou alinhamento à posição tomada pela direção da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) na quinta-feira (6).
Em sua nota, a Andifes destacou que, no ano, já foram retirados R$ 763 milhões dos orçamentos aprovados para 2022 e lembra que, ao todo, o MEC já sofreu um contingenciamento R$ 2,4 bilhões.
“A diretoria da Andifes, que já buscava reverter os bloqueios anteriores para o restabelecimento do orçamento aprovado para 2022, sem os quais o funcionamento das universidades já estava comprometido, aduziu que este novo contingenciamento coloca em risco todo o sistema das universidades. Falou ainda da surpresa com esse critério de limitação de empenhos no mês de outubro, quase ao final do exercício, que afetará despesas já comprometidas, e que, em muitos casos, deverão ser revertidas, com gravíssimas consequências e desdobramentos jurídicos para as universidades federais. Esta limitação estabelecida pelo Decreto, que praticamente esgota as possibilidades de pagamentos a partir de agora, é insustentável. Pediu-se, por fim, que, dada a gravíssima situação, fosse considerada a hipótese de o MEC absorver essa restrição de gastos das universidades com outras rubricas da pasta, tal como ocorreu no bloqueio anterior”, diz a posição tomada pela diretoria da Andifes na quinta.
A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) informou que teve R$ 2.306.435,41 contingenciados a partir do último decreto e que, em junho, já havia sofrido um corte de R$ 3,5 milhões, o que resulta na falta de recursos para o pagamento de despesas básicas como água, luz, internet, telefone e aluguéis das dez unidades da Instituição. Além disso, informa que o bloqueio impacta o pagamento de contratos de postos terceirizados de limpeza, vigilância, portaria, motoristas, auxiliares agropecuários, auxiliares do Hospital Universitário Veterinário, intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), entre outros.
“Embora haja esforços para que os programas que envolvem assistência estudantil não sejam atingidos, os programas e ações de ensino, pesquisa, extensão e inovação serão afetados com reduções de atividades e editais. Novas licitações e contratos também estão suspensos”, diz nota divulgada pela Unipampa.
Também por meio de nota, a Universidade Federal de Rio Grande (FURG) informou que foram contingenciados R$ 2.687.619,00 do limite de movimentação de empenho da instituição. A posição da universidade é que, caso o contingenciamento não seja revertido, não será mais possível realizar compras ou contratações.
O reitor da FURG, Danilo Giroldo, pontuou também o texto do decreto do governo, ao contrário do que o ministro Godoy disse, não garante a liberação do montante bloqueado. Ele reconhece que abre a possibilidade, mas pontua que o cenário é de incerteza. “Sendo assim, para os meses de outubro e novembro não existe a chance de fazermos nenhum outro movimento nos empenhos que não aqueles já realizados previamente”, adicionou o reitor.
Giroldo afirma que, apesar do contingenciamento, as atividades estão garantidas para o segundo semestre letivo de 2022. No entanto, ele projeta que, sem uma recomposição do orçamento para 2023, o início do ano letivo em março próximo será “complexo e inviável”, uma vez que o orçamento de 2022 já foi 12% inferior ao de 2021.
“Ainda que se discuta sobre ser um corte ou não, um bloqueio ou qualquer outro termo, não se pode deixar de registrar a gravidade da situação, já que a nomenclatura não torna o cenário prático menos impactante. As universidades tiveram, mesmo que indiretamente, seus recursos retirados, já que a impossibilidade de usar o dinheiro não deixa de ser uma forma de cortar a verba. Este cenário fica ainda mais claro quando, por determinação de um decreto vigente sobre execução orçamentária, toda administração federal pode executar seu orçamento apenas até o dia 9 de dezembro. Então, mesmo que esses valores sejam disponibilizados para uso em dezembro, não há tempo hábil para de fato utilizar a verba”, afirma.
Já a UFRGS inicialmente informou que não iria se manifestar. Contudo, no início da tarde desta sexta (7), o reitor Carlos André Bulhões Mendes divulgou um posicionamento em que afirma que o contingenciamento de recursos afetará apenas um “percentual reduzido” das despesas de custeio da instituição e não trará prejuízo ao funcionamento geral.
“Estão garantidos os valores para o pagamento de salários, bolsas, assistência estudantil, contas compulsórias (energia, água e telefonia), contratos de terceirizados e orçamento das Unidades Acadêmicas. Igualmente, registramos que, em contato com a União e lideranças do Congresso Nacional, foi sinalizado que, antes do final do ano, os recursos poderão ser liberados para utilização pela Universidade”, diz a nota assinada pelo reitor.
06/10/2022 – GZH
Link:Bloqueio no orçamento do MEC: universidades federais afirmam que não terão como pagar água, luz e vigilância até fim do ano | GZH (clicrbs.com.br)
Bloqueio no orçamento do MEC: universidades federais afirmam que não terão como pagar água, luz e vigilância até fim do ano
Na UFPel, atividades precisarão ser paralisadas em outubro se contingenciamento não for revertido. Ministério afirma que o bloqueio é temporário e que o valor será repassado em dezembro
Com o bloqueio de R$ 763 milhões no orçamento das universidades, institutos, centros de educação tecnológica e colégios federais imposto pelo Ministério da Economia para cumprir o teto de gastos, universidade gaúchas não terão dinheiro para pagar contas de água, luz, limpeza e segurança e nem para terminar aulas do semestre, apurou GZH nesta quinta-feira (6).
No fim de setembro, a pasta efetuou bloqueio de R$ 2,63 bilhões no orçamento da União, levando o montante congelado desde o início do ano para R$ 10,5 bilhões. No Ministério da Educação, R$ 1,3 bilhão estão indisponíveis para serem utilizados em despesas discricionárias (que não são obrigatórias).
Deste valor, R$ 763 milhões iriam para universidades e escolas federais, calculou a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que classificou o contingenciamento (bloqueio) como gravíssimo.
As instituições foram informadas pelo governo federal de que o valor poderá voltar ao caixa em dezembro. No entanto, o bloqueio se soma a um corte de 20% já sofrido no orçamento deste ano, a despeito dos maiores gastos gerados pela pandemia de coronavírus.
Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (6), o presidente da Andifes, Ricardo Fonseca, também reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), citou que o orçamento discricionário das federais, o que exclui gastos com pessoal, caiu cerca de 50% de 2016 a 2022. Ele sublinhou que universidades federais ficarão sem dinheiro para pagar despesas básicas de água, luz, eletricidade, vigilância e limpeza.
Outros impactos dependem do caixa de cada instituição, mas muitas já anunciaram corte de bolsas de auxílio-financeiro para alunos de baixa renda e em pesquisas e projetos de extensão. Algumas instituições brasileiras prenunciam impacto no restaurante universitário e em hospitais, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que pode interromper serviços neste ano.
— Contingenciamentos existem todos anos, mas não é comum nesta fase do ano. Muitas universidades que não tinham dinheiro ficam sem nada, e aquelas que assumiram compromisso (financeiro) ficam em situação complicada. Podemos ter problemas jurídicos ao descumprir pagamentos. Não existe mais gordura nem carne pra queimar. Agora, é cortar no osso, o que pode significar corte de bolsas, paralisar atividades da universidade, cortar trabalhadores terceirizados e até subsídios a estudantes — disse.
À Rádio Gaúcha, Fonseca acrescentou que ficar sem acesso a esses recursos neste período do ano, considerado reta final da execução orçamentária, significa limpar o caixa das universidades.
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) sofrerá um dos maiores baques em solo gaúcho. O bloqueio será de R$ 2,58 milhões, o que inviabiliza o término das aulas deste semestre, segundo a instituição. Não haverá dinheiro para pagar água, luz e combustível da frota já neste mês de outubro e será necessário escolher quais gastos serão pagos e quais não.
“A previsão de funcionamento é até o final do mês de outubro, quando não haverá recursos para atendimento de despesas como energia elétrica e combustível da frota de apoio. A impossibilidade de atendimento a todas as despesas exigirá uma priorização dos empenhos para as despesas com assistência estudantil, bolsas e restaurante universitário”, diz a UFPel.
Superintendente de Orçamento e Gestão de Recursos da UFPel, Denis Franco enfatiza que mesmo que a decisão não represente perda de orçamento, o contingenciamento significa que as instituições de ensino federais não poderão utilizar esses recursos para quitar contas atuais:
— Nenhuma dessas despesas está a salvo desse novo bloqueio, então uma situação que já era ruim, ficou pior ainda agora. As universidades estão tendo que reavaliar todo seu planejamento, mais uma vez, e vão ter que decidir o que vão pagar. Estamos no meio de um semestre letivo, o objetivo é tentar manter as atividades de ensino funcionando pelo maior prazo possível, mas com o novo corte não existe nenhuma garantia de que nós vamos conseguir manter o serviço funcionando.
A reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lucia Pellanda, disse à reportagem que a instituição será afetada em relação às despesas gerais. O bloqueio de agora foi de R$ 1,6 milhão, somado ao corte de R$ 2,2 milhões ainda deste ano. Não haverá impacto no auxílio-estudantil a alunos carentes.
— Possivelmente teremos que cortar compras programadas de equipamentos de laboratório. Isso afeta diretamente projetos de pesquisa e aulas — observa Pellanda, pontuando que não é possível realizar a aquisição em dezembro.
A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) informa que sofreu bloqueio de R$ 2,3 milhões e que não terá dinheiro para pagar água, luz, internet, telefone e aluguéis das 10 unidades da instituição. O contingenciamento também impacta o “pagamento de contratos de postos terceirizados de limpeza, vigilância, portaria, motoristas, auxiliares agropecuários, auxiliares do Hospital Universitário Veterinário, intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), entre outros”.
A Unipampa acrescenta que há esforços para não cortar a assistência estudantil para alunos carentes, mas que “programas e ações de ensino, pesquisa, extensão e inovação serão afetados com reduções de atividades e editais” e que novas licitações e contratos também estão suspensos.
A Universidade Federal de Rio Grande (Furg) está levantando o impacto do bloqueio, mas disse que “a situação já era grave antes", pois havia um déficit previsto na casa dos R$ 9,5 milhões. A instituição pontua que a dívida aumentará.
A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) afirma que sofreu bloqueio de R$ 2,86 milhões de reais, o equivalente a cerca de 6% do orçamento anual. Questionada, a instituição não informou onde o corte respingará e disse que “está avaliando os procedimentos a serem adotados, minimizando o impacto na execução orçamentária”.
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sofrerá perda de mais de R$ 5,8 milhões, e calcula fechar o ano com dívida de R$ 18 milhões para 2023. Para fazer frente à perda, todas as bolsas estudantis de dezembro, pagas em janeiro, oriundas de recursos da UFSM estão suspensas até novo limite orçamentário. Contas de energia não serão pagas nos próximos meses, apenas em 2023.
— Ações que já tomamos de imediato: suspendemos a Jornada Acadêmica Integrada (JAI), o maior evento científico da nossa cidade e região, com mais de 5 mil trabalhos submetidos. O Descubra UFSM, evento em que toda comunidade da região, com mais de 30 mil alunos, visita nossa universidade para conhecer nossos cursos, também está suspenso. E o Viva Campus, que é sobre a universidade (também está suspenso) — desta o reitor da UFSM, Luciano Schuch, em entrevista à Rádio Gaúcha.
A UFSM ainda informa também que, a partir de agora, estão suspensos os serviços de jardinagem, corte de grama e poda de árvores. Pagamento de diárias e passagens só ocorrerão com extrema necessidade, e as obras de reforma e manutenção de prédios e salas ficam paralisadas.
— E estamos esperando passar o período eleitoral para poder submeter um reajuste no restaurante universitário — acrescenta Schuch.
Contatada na manhã de quinta-feira (6), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) manifestou-se somente nesta sexta, quando a reportagem já estava publicada. Por volta do meio-dia, em nota assinada pelo reitor Carlos André Bulhões, a universidade, ao contrário do citado pelas outras instituições federais gaúchas, diz que não haverá "qualquer prejuízo às verbas necessárias ao funcionamento geral da UFRGS", citando que o valor bloqueado é pequeno frente ao total das despesas de custeio. O montante, no entanto, não foi informado.
O reitor da UFRGS acrescenta ainda que "estão garantidos os valores para o pagamento de salários, bolsas, assistência estudantil, contas compulsórias (energia, água e telefonia)". Bulhões também endossa a afirmação do ministro da Educação, Victor Godoy, de que os recursos poderão ser liberados no fim do ano.
Corte e bloqueios também no orçamento dos IFs
O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) diz que a rede federal de Educação Básica sofreu bloqueio de R$ 147 milhões e que estudantes serão afetados.
“Recursos da assistência estudantil são fundamentais para a a permanência na instituição. Transporte, alimentação, internet, chip de celular, bolsas de estudo, dentre outros tantos elementos essenciais para o aluno não poderão mais ser custeados pelos Institutos Federais, pelos Cefets e Colégio Pedro II”, diz a entidade, em nota.
O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) citou que muito provavelmente não terá dinheiro para pagar as contas de dezembro, “o que inclui água, energia, limpeza e vigilância, além de benefícios de assistência ao estudante de baixa renda no mês de dezembro”. A vice-presidente de Relações Parlamentares do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e reitora do Instituto Federal Farroupilha, Nídia Heringer, relembra que os institutos federais estão na metade do último trimestre do ano letivo de 2022 e que a retirada desse recurso irá prejudicar o andamento das atividades previstas para o ano.
— É importante referir que o decreto diz que a gente terá perspectiva de ter a devolutiva desse valor em dezembro. Mas quem trabalha com orçamento público sabe que, dependendo do momento em que isso for devolvido às instituições no mês de dezembro, nós já não teremos uma série de atividades que repercutem fundamentalmente nas ações estudantis — explica Nídia.
“Outro ponto importante é que houve um esforço institucional para possibilitar algumas obras para atendimento ao Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) e finalização de salas de aula e quadras esportivas, cujos processos licitatórios estão em andamento, e que também serão comprometidos”, acrescenta o IFRS.
Para reverter o quadro, a Andifes terá reunião com o MEC, fará articulação política e levantará com professores das faculdades de Direito se é possível reverter o bloqueio juridicamente. A UFSM também informa que, na sexta-feira (7), haverá reunião com o Ministério Público, em Porto Alegre, para analisar a situação e viabilizar uma ação suspendendo o decreto do Ministério da Economia.
O que diz o governo federal
O Ministério da Educação (MEC) afirma que o bloqueio é temporário e que o valor será devolvido em dezembro, o que reitores temem que não ocorra. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, o titular da pasta, Victor Godoy, disse que as universidades federais fazem queixa com motivação política e que não há risco de paralisação de atividades.
— Quero deixar claro que não há corte do ministério, não há redução do orçamento das universidades federais, não há por que dizer que faltará recurso ou paralisação nos institutos federais. Nós tivemos uma limitação na movimentação financeira baseada na Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa limitação de empenho faz um ajuste da execução do recurso até dezembro — disse o ministro em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (6).
05/10/2022 – Portal SMS POA
Link: Projeto propõe novo formato para avaliação do desenvolvimento infantil | Prefeitura de Porto Alegre
Projeto propõe novo formato para avaliação do desenvolvimento infantil
Facilitar o diagnóstico de alterações no desenvolvimento infantil está entre as linhas de cuidado do projeto de extensão Arena, com enfoque na avaliação multiprofissional simultânea de crianças com suspeita de transtorno ou atraso para a faixa etária. Inovadora no Sistema Único de Saúde da Capital, a proposta de atendimento está em fase de implantação no Ambulatório de Pediatria de Distúrbio do Desenvolvimento do Centro de Saúde IAPI, no bairro Passo d’Areia.
No modelo proposto pelo projeto, crianças de zero a 12 serão avaliadas ao mesmo tempo por profissionais das áreas de psicologia, pediatria, terapia ocupacional, nutrição, enfermagem, neuropediatria, fonoaudiologia e fisioterapia. Dessa forma, elas não precisarão repetir várias vezes a mesma informação em diferentes momentos do acompanhamento de saúde. “O olhar de vários profissionais facilita o diagnóstico e posterior encaminhamento ao tratamento mais indicado em cada caso”, diz a médica Cláudia Reck, coordenadora da Atenção Especializada da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Inspirada em atendimentos bem-sucedidos realizados na Inglaterra, a iniciativa é supervisionada em Porto Alegre pelos pediatras Ricardo Sukiennik e Renato Santos Coelho, da Universidade Federal de Ciência da Saúde de Porto Alegre, parceira da SMS. “Estou muito feliz, pois parcerias com a saúde pública possibilitam que a universidade esteja a serviço da população, essa é a nossa missão”, afirma Sukiennik.
No projeto Arena, o atendimento das crianças é acompanhado de pais ou responsáveis. O encaminhamento é feito pelas unidades de saúde, muitas vezes por solicitação das escolas e instituições de educação infantil. “Esta é uma abordagem mais qualificada aplicada em prol da infância, permitindo obtermos várias visões ao mesmo tempo, uma economia de tempo e dinheiro, com a possibilidade de discutirmos a melhor estratégia para cada criança”, avalia o pediatra. Após a fase inicial, a ideia é aumentar a frequência dos atendimentos e replicar em outros setores do SUS em Porto Alegre.
04/10/2022 – Portal Governo do Estado do RS e Rio Grande Tem
Link: Outubro Rosa tem programação com lives sobre câncer de mama e prevenção ao HPV - Portal do Estado do Rio Grande do Sul
Link Rio Grande TEM: Outubro Rosa tem programação com lives sobre câncer de mama e prevenção ao HPV - RIO GRANDE TEM
Outubro Rosa tem programação com lives sobre câncer de mama e prevenção ao HPV
Começa na sexta-feira (7/10), o ciclo de lives da programação do Outubro Rosa promovido pela Secretaria da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).
- Serão quatro lives, sempre às 13h30, no canal da Unisc n, que fazem parte da programação da Educação em Saúde-Oncologia.
Veja a seguir o calendário de lives:
7/10 - Situação do Câncer de Mama no RS
14/10 - Estratégias de Qualificação de profissionais sensíveis ao combate do câncer no RS
19/10 - A vacinação contra o HPV como estratégia de prevenção precoce
26/10 - Fatores de proteção e prevenção do câncer de mama
03/10/2022 – Portal UFRGS
Link: Evento aproxima startups e instituições de saúde — UFRGS | Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Evento aproxima startups e instituições de saúde
Na manhã desta segunda-feira, 3, iniciou, no Parque Científico e Tecnológico Tecnopuc, o Health Meeting: Encontro de Startups, que tem como propósito promover conexões entre as instituições de saúde e o universo de healthtechs e também preparar a feira Health Meeting: Business Innovation, que acontecerá nos dias 2, 3 e 4 de outubro de 2023 no Campus da PUCRS.
Contando com o apoio da Pró-Reitoria de Inovação e Relações Institucionais (Proir) da UFRGS, o evento está organizado em dois momentos: na parte da manhã, foram apresentados os pitches das 20 startups inscritas; enquanto à tarde acontecem as rodadas de negócios, em que representantes de instituições de saúde conversam com os membros das startups, vislumbrando possíveis parcerias.
O Health Meeting está organizado em três áreas temáticas:
- Segurança e experiência do paciente – promovendo o cuidado centrado no paciente e em suas necessidades
- Logística e eficiência operacional – automatizando processos e otimizando os custos
- Coordenação de cuidado dos pacientes – atuando proativamente na prevenção e promoção da saúde.
Estiveram presentes na cerimônia de abertura: o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul Alsones Balestrin, o secretário da Saúde de Porto Alegre Mauro Sparta, o pró-reitor de Inovação e Relações Institucionais da UFRGS Geraldo Pereira Jotz, o presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa) Henri Siegert Chazan, o superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS Jorge Audy, e o diretor da empresa HM Brasil Feiras e Eventos Gilmar Dalla Roza.
O Health Meeting: Encontro de Startups é uma realização da HM Brasil Feiras & Eventos com o apoio da Aliança para Inovação (UFRGS, PUCRS e Unisinos), das aceleradoras Grow, Ventiur e Wow, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sict/RS), do Sebrae/RS, do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa) e da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul (Fehosul).






