30/06/2021 – BBC Brasil
Link: https://www.bbc.com/portuguese/geral-57660043
Não mexe no DNA nem causa câncer: entenda como a vacina da Pfizer age no corpo
Apesar de serem pesquisadas há décadas, as vacinas de mRNA fizeram sua "estreia" em larga escala entre o final de 2020 e o início de 2021, como uma das opções para prevenir a covid-19 e ajudar a acabar com a pandemia.
Mas a chegada de produtos novos baseados em informações genéticas, como os imunizantes desenvolvidos pelas farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Moderna, deixou algumas pessoas com a pulga atrás da orelha: será que eles não podem mexer no nosso DNA ou causar efeitos colaterais de longo prazo, como o surgimento de um câncer?
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Embora essas perguntas sejam legítimas e a ciência já tenha respostas bastante satisfatórias para elas, esse cenário de incertezas serviu de pretexto para o surgimento de boatos, que chegam até a desencorajar algumas pessoas a tomarem essas doses.
"Não adianta: quem é contra as vacinas sempre vai achar algum argumento ou teoria da conspiração para lançar dúvidas na cabeça das pessoas", lamenta a imunologista Cristina Bonorino, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Mas não precisa ficar preocupado: essas vacinas não chegam nem perto do nosso DNA e os estudos demonstram que elas são bastante seguras, afirmam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
Mas para entender como os cientistas conseguem fazer afirmações do tipo, é preciso dar alguns passos para trás e explicar um aspecto bem interessante sobre o funcionamento de nosso corpo.
A receita da vida
Todas as nossas características físicas (e até algumas psicológicas) são determinadas pelo DNA, um conjunto de bilhões e bilhões de bases nitrogenadas organizadas em 46 cromossomos, que estão guardados no núcleo de todas as células que compõem nosso corpo.
E nosso genoma é dotado de uma simplicidade fascinante: ele é composto de apenas quatro tipos diferentes de bases nitrogenadas (conhecidas pelas letras A, T, C, G), que geram sequências intermináveis e determinam a cor do cabelo, a altura, o funcionamento do intestino grosso e até a propensão a desenvolver um tumor ou uma doença neurodegenerativa.
O funcionamento do nosso corpo é basicamente regido pelo código genético: quando uma célula do estômago precisa secretar uma substância ácida, que vai ajudar na digestão de um alimento, por exemplo, a sequência de genes responsável por essa função se manifesta no local e dita o que deve ser feito.
Para que isso ocorra dentro do esperado, esse pequeno trecho do código genético responsável por essa "tarefa" cria uma fita de RNA mensageiro, que sai do núcleo da célula e se dirige para uma estrutura chamada ribossomo.
É justamente ali que esse tal de RNA mensageiro (ou mRNA para os íntimos) é interpretado e gera uma reação em cadeia para chegar a uma resposta adequada — seguindo no nosso exemplo anterior, será a partir daqui que a célula gástrica vai produzir o ácido digestivo.
Mas o que isso tem a ver com as vacinas? Bem, você se lembra que os imunizantes de Pfizer/BioNTech e Moderna se baseiam justamente na tecnologia de mRNA?
É isso mesmo: esses produtos são feitos a partir de uma fita de RNA mensageiro criada em laboratório.
Os especialistas montaram uma sequência genética com instruções detalhadas para que as nossas próprias células, a partir do contato com esse mRNA específico, sejam capazes de fabricar a proteína S, que está presente na espícula do coronavírus.
Essa espícula (ou spike, em inglês, de onde deriva o "S") é uma estrutura que fica na superfície do vírus e permite que ele se conecte com receptores das nossas células e dê início à infecção.
O que acontece na vacinação?
Quando tomamos as doses dessas vacinas, portanto, esse mRNA entra nas células e vai até o ribossomo, que lê aqueles comandos e desencadeia a produção da proteína S.
"É como se essas vacinas trouxessem uma receita, que ensina nossas células a preparar um determinado produto", compara o imunologista Carlos Zárate-Bladés, pesquisador do Laboratório de Imunorregulação da Universidade Federal de Santa Catarina.
Quando está pronta, essa proteína S sai das células e é detectada pelo sistema imunológico, que vai gerar anticorpos contra ela.
Assim, o organismo fica "treinado" e sabe como reagir numa situação real: caso um coronavírus de verdade apareça, as células de defesa já conhecem a espícula e sabem como lidar com ela antes que a invasão seja consumada.
E isso, por sua vez, vai prevenir o surgimento dos sintomas ou a evolução do quadro para estágios mais complicados da covid-19, que exigem internação e intubação.
Toda essa explicação nos sinaliza uma coisa muito importante: o RNA mensageiro da vacina de Pfizer/BioNTech ou Moderna não chega nem perto do núcleo de nossas células, onde está guardado nosso DNA.
"Depois de usadas, essas moléculas [o mRNA] acabam degradadas e não são mais encontradas no organismo após dois a sete dias", estima Zárate-Bladés
"E não há risco nenhum de interação entre esse mRNA e nosso DNA, pois o genoma está protegido no núcleo das células", reforça Bonorino, que também integra a Sociedade Brasileira de Imunologia.
Considerando então que essas vacinas não interagem diretamente no nosso código genético, também não há perigo de elas provocarem o surgimento de um câncer, como acusam algumas das teorias da conspiração divulgadas por aí.
Tecnologia nova?
Outro argumento comum em correntes de WhatsApp e conteúdos falsos nas redes sociais é o de que esses produtos são muito novos e a ciência não possui experiência suficiente para justificar seu uso em bilhões de seres humanos.
Sim, é verdade que essa é a primeira vez que as vacinas de mRNA são aprovadas para uso em larga escala e seu processo de desenvolvimento e aprovação aconteceu em tempo recorde.
Mas pouca gente sabe que essa tecnologia é estudada há muitas décadas.
"Nos anos 1950, quando se descobriu a estrutura do DNA, alguns grupos de pesquisa já avaliavam a possibilidade de manipular material genético e, a partir disso, obter tratamentos, imunizantes e maneiras de consertar mutações", recapitula Zárate-Bladés.
As vacinas de mRNA se tornaram uma realidade palpável ainda na década de 1990 e diversos protótipos já foram desenvolvidos para fazer frente a outras doenças, como gripe, zika, raiva, catapora e herpes.
O grande desafio, explica Bonorino, era desenvolver uma fórmula estável e com capacidade de gerar uma resposta imune forte e duradoura.
Isso só foi obtido mais recentemente, graças aos esforços de inúmeros cientistas e aos investimentos em pesquisa.
Mas a infectologia não é a única área a se beneficiar dessa ferramenta: desde 2010, especialistas em oncologia estão criando terapias baseadas no RNA mensageiro para tratar alguns tipos de câncer.
Os especialistas, portanto, possuem muita experiência nessa área.
Outro ponto que traz alívio é o fato de diferentes agências regulatórias, como a Anvisa do Brasil, terem aprovado as vacinas e se mostrado bastante confiantes sobre seu uso nas campanhas.
Apesar de todas essas informações, os envolvidos nesse processo seguem atentos e acompanham dezenas milhares de pessoas já vacinadas.
Essa é a chamada fase 4 da pesquisa clínica e acontece depois da liberação para uso em diferentes países.
Caso qualquer efeito colateral seja notado, os especialistas e os órgãos de controle e fiscalização serão os primeiros a saber e notificar para toda a sociedade.
Mas tudo indica que um cenário desses é bastante improvável diante de todas as evidências disponíveis até o momento.
Reações esperadas
Um último ponto importante para entender as vacinas de mRNA é saber os efeitos colaterais que ela pode causar no nosso corpo.
No geral, as reações mais comuns são dor no local da aplicação e um pouco de febre. Algumas pessoas também podem sentir calafrios, dor de cabeça e incômodos musculares.
Mas a boa notícia é que essas sensações costumam durar no máximo dois ou três dias e logo se resolvem.
Vale notar, inclusive, que um cenário muito parecido se repete com outros tipos de imunizantes, como aqueles de vírus inativados, caso da CoronaVac, e os de vetor viral não replicante, como a AZD1222, de AstraZeneca e Universidade de Oxford.
Por isso, nem adianta escolher ou preferir algum tipo de vacina: quando chegar a sua vez, tome a dose que estiver disponível na hora, é o que recomendam especialistas da saúde. Todas as opções tiveram a eficácia e a segurança comprovadas e foram liberadas pela Anvisa.
Essas reações pós-vacinação podem até não ser muito agradáveis, mas elas representam um sinal de que o sistema imune está reagindo e gerando uma resposta satisfatória.
É por isso que os médicos só sugerem o uso de remédios, como anti-inflamatórios e antitérmicos, quando os sintomas estão muito fortes mesmo — uma febre baixa não justifica o uso de dipirona, por exemplo.
"E aquelas pessoas que foram imunizadas e não sentem nenhum incômodo também não precisam ficar preocupadas. Isso não significa que a vacina não funcionou nelas, pois cada sistema imune reage de uma maneira diferente", esclarece Bonorino.
E, claro, aquela clássica recomendação do final das propagandas de medicamentos continua a valer: se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.
Ou seja, caso os incômodos não melhorem após dois ou três dias, ou se surgirem outras manifestações, vale procurar um especialista ou o posto de saúde onde você tomou a dose para uma investigação mais detalhada e para receber orientações personalizadas.
30/06/2021 – GZH
Link:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/abstencao-de-485-mil-pessoas-para-segunda-dose-da-vacina-contra-a-covid-19-preocupa-prefeitura-de-porto-alegre-ckqjv9avh006s013b2y14m5eb.html
Abstenção de 48,5 mil pessoas para segunda dose da vacina contra a covid-19 preocupa prefeitura de Porto Alegre
Número dificulta o atingimento da meta de pelo menos 70% da população completamente protegida do coronavírus
Apesar da disponibilidade de imunizantes e dos apelos de profissionais de saúde, cerca de 48,5 mil pessoas deixaram de tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19 no prazo previsto até esta quarta-feira (30) em Porto Alegre.
A proporção de moradores que não completaram o esquema vacinal, após esforços oficiais para regularizar a oferta de produtos, agilizar o registro das aplicações no sistema informatizado e reduzir a subnotificação, preocupa a Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A elevada abstenção dificulta o atingimento da meta de pelo menos 70% da população completamente protegida para interromper a transmissão do coronavírus.
Conforme os dados atualizados até o começo da tarde, ao redor de 30,4 mil pessoas que tomaram CoronaVac não apareceram no prazo para receber o reforço que garante a produção máxima de anticorpos. Outras 16,4 mil pessoas que contaram com o produto da Oxford/AstraZeneca estavam em atraso, aproximadamente, além de 1,6 mil beneficiados com apenas uma injeção da Pfizer.
— Equalizamos o problema da falta de registro no sistema. Hoje, as unidades de saúde e as farmácias estão notificando a aplicação das doses em tempo real. Ou essas pessoas estão se vacinando em algum outro lugar, ou estão deixando de ir. Por isso, essa situação nos preocupa bastante — afirma o diretor da Vigilância em Saúde da Capital, Fernando Ritter.
O alerta se deve à proporção de gente que está deixando a proteção imunológica pelo meio do caminho – sob risco aumentado de contrair, de desenvolver e de transmitir a covid-19. Essas 48,5 mil pessoas equivalem a 13,5% de todos os 359,7 mil moradores da Capital com o esquema vacinal completo, e a 3,3% de toda a população da cidade.
— Isso vai repercutir na nossa busca pela imunidade coletiva, que exige 70% de vacinados integralmente para impedir a transmissão sustentada do vírus — alerta Ritter.
Não há uma explicação consolidada para esse problema, até o momento. Entre as hipóteses cogitadas pela SMS estão o descuido dos vacinados com a dose inicial em completar o esquema ou a decisão de não tomar a injeção complementar com a expectativa de mudar o tipo de imunizante.
— Há uma possibilidade de que parte dessas pessoas esteja querendo escolher a vacina (de reforço), esperando que seja permitida a possibilidade de intercambiar vacinas, usando para segunda dose uma diferente da que foi usada para a primeira, conforme uma discussão que está havendo internacionalmente — avalia Ritter.
O diretor da Vigilância em Saúde lembra que pessoas que porventura estejam agindo dessa forma estão colocando em risco a sua própria saúde e a do restante da população.
— Pode ser que algumas pessoas estejam esperando para tomar a segunda dose com a justificativa de que querem uma vacina que permita viajar, por exemplo, contando que será possível essa intercambialidade em algum momento. É importante ressaltar que todas as vacinas em uso no Brasil, aprovadas pela Anvisa, são eficazes contra a covid-19 — destaca Ritter.
A imunologista e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Cristina Bonorino lembra que ainda faltam estudos mais amplos e duradouros sobre a possibilidade de se usar vacinas diferentes entre as duas aplicações. Por isso, não se deve contar com essa possibilidade para breve no Brasil, onde o cenário do coronavírus é um dos mais graves do planeta.
A SMS afirma que já iniciou uma operação de busca ativa de pessoas com a imunização em atraso, mobilizando as unidades de saúde para tentar localizar e entrar em contato com quem não compareceu na data prevista para receber a injeção de reforço.
Rio Grande do Sul
No Estado, o percentual de pessoas com segunda dose atrasada é menor do que na Capital, 10,58%, mas também suscitou medidas para tentar reduzir o contingente. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 199.358 pessoas não buscaram a segunda dose ou não tiveram a aplicação da vacina registrada no sistema de informações do Plano Nacional de Imunizações (SI-PNI). Do total, 121.908 são referentes à CoronaVac, 77.357 à AstraZeneca e 21 à Pfizer. No total, 1.883.366 imunizações foram completadas no RS.
Para tentar reduzir o contingente em atraso, a SES realiza busca ativa por nome dos faltantes. Para isso, está enviando listas atualizadas com esses nomes para cada município. Outra medida sugerida aos municípios é mobilizar as associações comunitárias espalhadas por todos os bairros e ampliar a divulgação dos públicos definidos para receber os imunizantes e dos locais de aplicação das doses em cada cidade.
— Não temos falta de vacina no Estado. As doses estão nas geladeiras das salas de vacina esperando os cidadãos para completar o esquema vacinal. Não podemos deixar doses paradas. Quem receber só uma dose de vacina que requer reforço não está ainda imunizado. É como se tivesse tomado apenas metade de um medicamento — disse a secretária adjunta da SES, Ana Costa.
A abstenção da dose de reforço se concentra, na ordem, nos grupos prioritários das pessoas entre 65 a 69 anos (46.230) e dos trabalhadores da saúde (41.947), seguido pelo grupo das pessoas entre 60 e 64 anos (21.778) e do grupo das pessoas com 80 anos ou mais (21.414).
Como proceder
O prazo para segunda dose da CoronaVac é de até 28 dias. No caso da Pfizer e da AstraZeneca, é de 12 semanas (a Capital usava 21 dias para a Pfizer até 15 de junho, quando mudou a orientação). A Janssen é de dose única.
A data de retorno vem indicada no cartão de vacinação recebido após a aplicação inicial.
Para tomar a segunda dose, devem ser apresentados documento de identidade e cartão de vacinação recebido na primeira aplicação.
Quem perdeu o prazo para aplicação da dose 2 deve retornar à unidade de saúde indicada no momento da aplicação da primeira dose ou procurar os drive-thrus.
Quem perdeu o cartão de vacinação deve procurar uma unidade de saúde antes de ir ao ponto de vacinação. Na unidade, a equipe acessa o sistema, confere o registro da primeira dose e fornece um novo cartão.
29/06/2021 – Portal Revista Expansão
Link:https://expansao.co/iniciou-nesta-semana-a-acao-de-controle-sanitario-na-estacao-mercado/
Iniciou nesta semana a ação de controle sanitário na estação mercado
A partir desta segunda-feira (28), usuários do metrô que desembarcam na Estação Mercado da Trensurb e apresentam temperatura acima de 37,5ºC são convidadas a fazer teste rápido de antígeno (TR Ag) para diagnóstico de Covid-19. A ação de controle sanitário é uma parceria da empresa metroviária com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). O objetivo é detectar pessoas com sintomas compatíveis com a Covid-19. A previsão é de realizar o monitoramento por pelo menos duas semanas, sempre de segunda a sexta-feira, inicialmente das 9h às 17h e, após integração da equipe da UFCSPA, das 7h às 19h. Após esse período de duas semanas, a continuidade das atividades será avaliada.
Para o diretor-presidente da Trensurb, Pedro Bisch Neto, a ação “contribui para criar um ambiente mais seguro para os usuários do metrô e também para a população de Porto Alegre”. Bisch também destaca a iniciativa da prefeitura da capital: “Essa ação só é possível graças à atuação da Prefeitura de Porto Alegre e à parceria da UFCSPA”.
A parceria entre a Prefeitura e a Trensurb foi firmada na quarta-feira (23) com o início do monitoramento. Anteriormente, em caso de necessidade de testagem, os usuários eram encaminhados a unidades de saúde próximas. A temperatura corporal é medida por câmeras com sensores térmicos, cedidas para testes pelo Grupo Amper e monitoradas por agentes da segurança metroviária. Além da testagem para Covid-19 realizada na estação, também é feita orientação aos passageiros do metrô sobre prevenção à doença causada pelo novo coronavírus.
“Estamos tomando todas as providências para que Porto Alegre possa superar esse momento difícil e possa voltar a sua normalidade”
O prefeito da capital, Sebastião Melo, afirmou que o objetivo da ação é “proteger a nossa cidade contra a Covid”. “Estamos tomando todas as providências para que Porto Alegre possa superar esse momento difícil e possa voltar a sua normalidade”, disse.
Na segunda-feira, a operação foi realizada por equipe técnica da Secretaria de Saúde com apoio de acadêmicos da Factum. Técnicos e estudantes da UFCSPA serão integrados à atividade após capacitação técnica sobre a coleta do exame, a ser realizada pela Secretaria.
O teste do tipo TR-Ag detecta uma proteína presente no vírus. O resultado positivo significa infecção viral ativa. Casos positivos serão encaminhados para avaliação em serviço de pronto atendimento.
29/06/2021 – Folha do Mate
Link: https://folhadomate.com/livre/pesquisa-coordenada-pela-univates-e-publicada-na-scientific-reports-nature/
“Pesquisa coordenada pela Univates é publicada na Scientific Reports Nature
Uma pesquisa coordenada pela Universidade do Vale do Taquari (Univates) foi recentemente publicada na revista científica Scientific Reports, um megajornal científico do grupo Nature. O trabalho, que lança luz sobre mutações no vírus SARS-CoV-2, é um esforço na tentativa de identificar mecanismos envolvidos em processos virais que podem contribuir para o desenvolvimento futuro de fármacos para tratar a Covid-19.
O trabalho liderado pelo professor Luis Fernando Saraiva Macedo Timmers analisou 627 sequenciamentos genéticos de amostras do SARS-CoV-2 coletadas no Brasil e identificou 109 mutações no vírus causador da Covid-19. O estudo dá aos pesquisadores condições de avaliar mecanismos de evolução viral, ou seja, quais proteínas estão sofrendo mutações e em quais elas são mais prevalentes. “Podemos ter indícios de como o vírus está se adaptando ao meio”, explica Timmers.
O estudo é uma visão geral sobre as mutações que aconteceram no Brasil e, ao estar agora disponível à comunidade científica internacional, contribui para a adoção de diferentes abordagens possíveis no campo do desenvolvimento de fármacos para o tratamento da Covid-19. Devido ao alto índice de transmissibilidade, o Brasil se tornou um epicentro de Covid-19 no mundo e, desde então, vem sendo monitorado para entender onde ocorrem as mutações no genoma do SARS-CoV-2 e como essas variações se disseminam.
“Combinamos análises genômicas e estruturais para avaliar genomas isolados de diferentes regiões do Brasil e mostrar que as mutações mais prevalentes estavam localizadas nos genes S, N, ORF3a e ORF6, que estão envolvidos em diferentes estágios do ciclo de vida viral e sua interação com células hospedeiras”, descreve o docente. Esses dados mostram como a biologia estrutural, combinada com a genômica, pode ser aplicada para entender melhor a variabilidade viral e ser útil em estudos de descoberta de fármacos com base na estrutura e desenvolvimento de vacinas.
A análise estrutural realizada na pesquisa evidenciou as posições dessas mutações nas estruturas das proteínas. “Essas informações podem ajudar a entender o impacto das mutações sobre a estabilidade das proteínas virais, a eficácia das vacinas e também monitorar o quão diferentes os vírus são no Brasil quando comparados a outras regiões”, revela o pesquisador.
Sequência dos estudos
O mundo está numa corrida para tentar encontrar fármacos desde o começo da pandemia, mesmo que a atenção internacional tenha se voltado inicialmente para os imunizantes. “A partir do momento em que a pessoa está doente, também vamos precisar de remédios eficazes, um tratamento farmacológico”, relata Timmers.
Nessas condições, o estudo tem a perspectiva de continuar. A doutoranda Débora Bublitz Anton, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) da Univates, orientada pelo professor Timmers e coorientada pela professora Márcia Inês Goettert, está trabalhando na prospecção de moléculas que possam ser usadas como inibidores com características antivirais e anti-inflamatórias contra o SARS-CoV-2, utilizando técnicas de biologia molecular e bioinformática.
“O SARS-CoV-2 apresenta a enzima 3CL protease (3CLpro), a qual é responsável por clivar as poliproteínas formadas após a tradução do RNA viral, que são essenciais para o seu processo de replicação. Se impedirmos que essa proteína funcione, o vírus não vai se formar e replicar”, explica Timmers. Outra possibilidade do estudo é analisar se existem mutações na proteína 3CLpro, a protease principal do SARS-CoV-2.
“Se aconteceram mutações nessa proteína, precisamos levar o fato em consideração, porque os fármacos em estudo podem interagir de forma diferente com elas”, analisa o pesquisador. “O interessante de modular a atividade dessa proteína em específico é que ela é importante para a replicação viral, ou seja, se conseguirmos impedir a replicação, podemos parar o vírus”. Essa poderia ser uma abordagem para tratamento farmacológico antiviral para a Covid-19.
O trabalho desenvolvido vai além. Os pesquisadores da Univates estão na busca por uma molécula que, além de antiviral, possa ser anti-inflamatória. “Se conseguirmos encontrar uma molécula que funcione nessas duas áreas, teremos uma vantagem muito grande em relação ao vírus. Um dos maiores problemas da Covid-19 reside em decidir quando iniciar o tratamento”, acrescenta Timmers. “Identificar uma molécula antiviral que auxilie na modulação do processo inflamatório no organismo do hospedeiro seria muito vantajoso para nós, além de abrir mais uma porta para o desenvolvimento de fármacos”.
Este é o primeiro trabalho de Timmers como autor principal publicado em uma revista científica de grande prestígio internacional. “É uma satisfação constatar o respaldo da comunidade científica no nosso trabalho, publicado agora na Scientific Reports. O trabalho colaborativo é essencial para que as pesquisas aconteçam. Não se faz ciência sozinho. Só podemos entregar um trabalho como esse com colaboração”, explica o professor.
Time
Além da Univates, participam da pesquisa a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a Universidade de Tübingen (Alemanha).
O artigo é assinado por Luis Fernando Saraiva Macedo Timmers, Julia Vasconcellos Peixoto, Rodrigo Gay Ducati, José Fernando Ruggiero Bachega, Leandro de Mattos Pereira, Rafael Andrade Caceres, Fernanda Majolo, Guilherme Liberato da Silva, Débora Bublitz Anton, Odir Antônio Dellagostin, João Antônio Pegas Henriques, Léder Leal Xavier, Márcia Inês Goettert e Stefan Laufer.
A pesquisa tem fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da BRF.”
29/06/2021 – GZH
Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/combinacao-de-vacinas-diferentes-contra-a-covid-19-ganha-forca-no-mundo-veja-pros-e-contras-ckqil3frs00bi0180qvvzhq5e.html
“Combinação de vacinas diferentes contra a covid-19 ganha força no mundo; veja prós e contras
Ainda não há sinalização de que novo modelo de imunização será adotado no Brasil
Uma nova estratégia de combate ao coronavírus vem ganhando impulso em diferentes países após estudos iniciais indicarem bons resultados.
A combinação de imunizantes produzidos por diferentes laboratórios entre a primeira e a segunda dose, como AstraZeneca e Pfizer, tem desempenho promissor e já é admitida por governos como os de Alemanha, Canadá, Espanha e França. Mas há especialistas que consideram as pesquisas disponíveis sobre isso ainda insuficientes e avaliam como precoce e arriscada a adoção dessa estratégia – ainda não cogitada no Brasil ou pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul.
Um estudo pré-print (anterior à avaliação por outros cientistas), divulgado na sexta-feira (25) e sob análise da revista científica Lancet, aumentou o interesse internacional sobre essa nova abordagem: os pesquisadores compararam a resposta imunológica produzida por quem tomou duas doses da vacina de Oxford/AstraZeneca e quem recebeu duas aplicações da Pfizer com voluntários que tomaram Pfizer e depois AstraZeneca ou o inverso.
Em caráter preliminar, a análise conclui que o nível de anticorpos produzido em quem contou com uma dose de cada fabricante em intervalos de quatro semanas foi superior em comparação a quem foi contemplado somente com AstraZeneca, por exemplo. O texto do trabalho, que reuniu 830 voluntários, aponta que "essas informações apoiam a flexibilização na vacinação heteróloga (que usa produtos diferentes) das doses inicial e de reforço”.
— Essa é uma boa notícia por mostrar que todas as possíveis combinações envolvendo Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech geram uma forte resposta imune contra a covid-19 — avaliou a integrante da força-tarefa de covid-19 da Sociedade Britânica de Imunologia, Deborah Dunn-Walters, conforme o site Science Media Centre.
A partir de agora, uma nova etapa vai analisar a combinação entre produtos de outros laboratórios, como Moderna e Novavax, e testar outros intervalos, como períodos de 12 semanas. Ao mesmo tempo, entre outras iniciativas, pesquisadores russos estão testando a mescla da Sputnik V com o imunizante de Oxford.
No Rio, a prefeitura autorizou gestantes que tomaram a primeira dose com AstraZeneca a receberem reforço com Pfizer (em razão de questões de segurança envolvendo o imunizante de Oxford para as grávidas). Mas há cientistas, como a imunologista e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Cristina Bonorino, que recomendam maior prudência em relação ao cruzamento desses produtos.
— A maior parte dos estudos já feitos sobre isso é observacional, com base em pessoas que tomaram a segunda dose de forma equivocada com outra vacina, e com amostras ainda pequenas em comparação aos ensaios clínicos feitos pelos laboratórios de cada vacina com 40 mil, 50 mil pessoas e por períodos de tempo mais longos — argumenta Cristina, que também integra o comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI).
A imunologista avalia que não é hora de os gestores da saúde brasileiros fazerem “apostas”. Ela entende que o melhor é aguardar resultados mais robustos de análises em andamento:
— Seria uma irresponsabilidade fazermos isso agora (mudar o regime de vacinação), quando enfrentamos uma das piores situações em relação à pandemia no mundo. A hora é de seguir os protocolos estabelecidos.
Consultada por GZH, a SES informou que, até o momento, “o RS segue a recomendação do Ministério da Saúde de que as gestantes e puérperas vacinadas com AstraZeneca não devem receber a segunda dose com nenhuma vacina”. A prefeitura da Capital disse que qualquer mudança dependeria do envio de uma nota técnica da SES ou do governo federal.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se manifestou por meio de nota informando que “a decisão de utilizar diferentes vacinas combinadas no esquema vacinal é uma estratégia do PNI. Assim, o protocolo de imunização não é definido pela Anvisa, mas deve levar em consideração as informações conhecidas sobre cada vacina e seu perfil de segurança e eficácia”.
O órgão regulador sustenta ainda que “este é um tema de interesse para as estratégias de vacinação pública coordenadas pelos governos e não é, no momento, tema de discussão de agências regulatórias. Todas as vacinas analisadas e autorizadas pela Anvisa possuem perfil de segurança bem estabelecido”. Procurado, o Ministério da Saúde não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Estudos promissores
A biomédica Mellanie Fontes-Dutra, integrante dos grupos Rede Análise Covid-19, equipe Halo da ONU, InfoVid, Todos Pelas Vacinas e União Pró-Vacina, vê um bom potencial nas primeiras pesquisas sobre a combinação de produtos de laboratórios diversos em duas aplicações:
— É uma estratégia interessante, que tem trazido resultados sólidos de segurança e resposta imunológica. Ainda faltam mais estudos complementares com dados de eficácia, mas pesquisas de imunogenicidade (capacidade de estimular a geração de anticorpos) e segurança são promissores.
Uma possibilidade aberta por essa frente de pesquisa é permitir flexibilizações no plano de imunização para obter melhores resultados, seja pelo indicativo de maior geração de anticorpos ou para compensar a eventual escassez de um produto específico. Ainda assim, Mellanie não acredita que seja uma fórmula a ser colocada em prática imediatamente no país:
— Acho complicado fazer isso no Brasil porque falta uma maior coordenação. Seria mais um regime diferenciado de aplicação de vacinas. Pode ser algo a ser visto até no contexto de, mais adiante, se oferecer uma terceira dose.
A oferta de uma terceira aplicação, com um imunizante diferente (para quem tomou as duas doses inicialmente previstas com um mesmo produto), é outro ponto em discussão em países como a Inglaterra – onde pesquisadores seguem estudando esse novo front de combate à pandemia.
Tire suas dúvidas
O que é a vacinação cruzada, combinada ou heteróloga?
É a utilização de um imunizante para uma dose inicial e de um produto de outro laboratório para a dose de reforço ou, até, para a aplicação de uma terceira dose.
Onde já vem sendo utilizada?
Países como Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Chile, França, Finlândia, Noruega, Portugal, Suécia e Emirados Árabes recomendam ou autorizam a combinação de vacinas de AstraZeneca e Pfizer. Outras combinações, envolvendo imunizantes da Moderna e Novavax, por exemplo, também serão estudadas. Os EUA, por enquanto, preveem essa possibilidade apenas para casos excepcionais.
Qual o intervalo?
Ainda estão sendo estudados os melhores intervalos entre as doses. Um dos estudos mais recentes, feito na Inglaterra, utilizou inicialmente quatro semanas, e agora vai empregar 12 semanas.
Quais as vantagens?
Há indícios preliminares de que a resposta imunológica pode ser até melhor com a mistura de laboratórios do que com o uso de um mesmo produto. Uma das possibilidades é de que as vacinas estimulem setores um pouco diferentes do sistema imunológico ou ajudem os anticorpos a reconhecer o vírus de maneira mais ampla. Isso também ode facilitar estratégias nacionais de imunização ao possibilitar a substituição de uma vacina escassa por outra.
Quais as desvantagens?
Há especialistas que consideram os estudos ainda muito preliminares, alguns deles observacionais (sem tanto rigor quanto estudos mais estruturados) e com muito menos participantes do que os ensaios clínicos que levam à liberação das vacinas (com dezenas de milhares de voluntários em diferentes países). Nem sempre resultados iniciais se confirmam, na prática, quando um número muito maior de pessoas é envolvido. Isso poderia levar a prejuízos nas campanhas de vacinação em andamento.
Além disso, um estudo em fase de preprint (preliminar) enviado à revista Lancet informa que foram detectadas reações colaterais um pouco mais intensas à vacina quando há a mistura de imunizantes – como febre, fadiga e dor de cabeça. Esses sintomas geralmente desapareceram em até 48 horas.
Qual a perspectiva para entrar em uso no Brasil?
A prefeitura do Rio decidiu por conta própria admitir essa possibilidade no caso das gestantes que tomaram primeira dose com AstraZeneca (que tem questões de segurança em relação à gestação), mas ainda não há mudança à vista no plano nacional de imunização. Seria necessário que o Ministério da Saúde incluísse essa nova estratégia nas orientações nacionais a Estados e municípios. As secretarias de saúde do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre informaram não ter qualquer mudança de posicionamento à vista nesse sentido.”
29/06/2021 – Portal Folha Z
https://folhaz.com.br/opiniao/estudante-de-medicina-de-aparecida/
“ESTUDANTE DE MEDICINA DE APARECIDA PARTICIPA DO CONGRESSO PAULISTA DE NEUROLOGIA
Evento é um dos maiores do gênero no Brasil
Aluna do 3º período de Medicina do Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan), Alice Campos Meneses foi uma das participantes da 13ª edição do Congresso Paulista de Neurologia, um dos maiores eventos do gênero no Brasil.
Este ano ele aconteceu entre os dias 27 e 29 de maio totalmente por via eletrônica, dados os riscos impostos pela pandemia de Covid-19 e a necessidade de distanciamento social.
Conforme explica o Presidente da Associação Paulista de Neurologia (Apan), Dr. Rubens José Gagliardi, “as atividades focaram em discutir os principais temas da atualidade, debatendo os grandes ensaios clínicos, as políticas de Saúde, os aspectos culturais da especialidade – sempre com as principais autoridades do País conduzindo as conversas”, disse.
Também foram temas: AVCs, epilepsias, novidades sobre a doença de Parkinson, o mundo crescente das demências, muitas pesquisas, testes e medicamentos que estão chegando, neuroinfecções, cefaleias, doenças periféricas musculares, distúrbios do sono, todas as formas de reabilitação, simulação magnética.
A relação da Covid-19 e da Neurologia, evidentemente, também foi abordada.
A acadêmica do terceiro período de Medicina do Centro Universitário Alfredo Nasser, Alice Campos Meneses, foi uma das participantes da 13ª edição do Congresso Paulista de Neurologia.
Alice apresentou dois trabalhos no Congresso.
Um deles abordou o impacto do COVID-19 na cognição de pacientes que tiveram a doença e o outro artigo discorreu sobre as consequências do isolamento social em idosos com e sem demência durante a pandemia do coronavírus.
“A busca e a leitura dos artigos das bases de dados foram divididas entre os integrantes do grupo, o qual foi composto por mim (estado de Goiás), outros cinco acadêmicos de outras Faculdades de Medicina ao redor do Brasil, dos estados de Minas Gerais, Amazonas e Rio Grande do Sul, e pela nossa orientadora, Neurologista e professora associada à Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)”, destaca Alice Meneses.
A discente explica ainda que participar desse Congresso foi o passo inicial para a realização do seu sonho de ser cientista.
Para a coordenação de Pesquisas da Unifan a participação dos acadêmicos em Seminários, Fóruns Congressos e eventos similares, além de ampliar os conhecimentos em suas áreas, eles têm a oportunidade de interagir com pesquisadores que lhe proporcionarão o ingresso à comunidade científica.
“A permuta de conhecimentos motiva os acadêmicos ao estudo e à superação dos obstáculos naturais do caminho do saber. A aluna Alice Campos Meneses, notável acadêmica de Medicina, muito nos honrou com a sua participação valiosa nesse evento internacional de Neurologia”, ressalta o coordenador, professor Emídio Silva Falcão Brasileiro.
Ao longo dos anos, o Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan) tem proporcionado oportunidades aos seus acadêmicos com o propósito de facultar a formação necessária para os seus desenvolvimentos científico e profissional.
A Unifan tem patrocinado cursos de Formação e de Pós-Graduação aos seus docentes e egressos tanto no lato sensu (especialização) quanto no stricto sensu (mestrado e doutorado).”
28/06/2021 – GZH
Link:https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2021/06/trensurb-tem-primeira-manha-de-testes-para-covid-19-em-porto-alegre-ckqgs1kmm000t0180ckp1fnkm.html
“Trensurb tem primeira manhã de testes para covid-19 em Porto Alegre
Câmera com sensor térmico identifica temperatura corporal; se for superior a 37,2°, pessoal é convidada a fazer o exame
A manhã desta segunda-feira (28) marcou o início da fase de aplicação de testes para detecção de covid-19 na Estação Mercado da Trensurb, no centro de Porto Alegre. O objetivo da ação, feita em parceria pela prefeitura da Capital, Trensurb e universidades, é identificar o percentual de positividade para a doença entre os usuários do trem.
A ideia principal é testar as pessoas que desembarcam na estação. Uma câmera com sensor térmico instalada em um dos corredores detecta os rostos dos passageiros e também a temperatura corporal de cada um - assim, se for superior a 37,2°, a pessoa é convidada a fazer o teste.
Das 8h até as 11h, 1885 haviam sido monitoradas pelo sensor. No entanto, o total de pessoas que desembarcou do trem no mesmo período era superior a este número. Isso porque são dois corredores de desembarque, e a câmera está posicionada somente em um. Além disso, como o fluxo de passageiros é grande, nem sempre é possível identificar todos.
Além das pessoas identificadas por meio do sensor térmico, também são testadas aquelas que voluntariamente procuram as equipes e que estejam com sintomas. Foi o caso de Fabrício dos Anjos Fidelis, 23 anos, o primeiro a procurar o local desde as 9h, quando a testagem começou. Como a mãe dele havia testado positivo para a doença e ele apresentou sintomas semelhantes, decidiu se prevenir.
— Passei uma semana com ela e apresentei sintomas semelhantes, como tosse, dor de cabeça e coriza. Como estava disponível o teste, decidi fazer — contou o estudante de Ciências Contábeis, que recebeu resultado negativo.
Até as 11h30, o movimento era tímido — e apenas Fabrício havia sido testado no local. Outras pessoas paravam e perguntavam sobre a testagem. A atendente de Educação Infantil Carla Gonçalves Moreira, de 37 anos, parou para tentar fazer o teste, mas, por falta de tempo, não ficou para finalizar o processo — já que as equipes ainda aplicavam o teste no primeiro passageiro.
— Vi na internet e decidi passar aqui. A gente tem bastante contato com as crianças, então achei melhor prevenir.
O teste
O teste do tipo TR-Ag detecta uma proteína presente no vírus e fica pronto em 15 minutos. O resultado positivo significa infecção viral ativa.
Em caso positivo, a pessoa precisa assinar um termo de isolamento e é levada em casa por transporte da Trensurb, se necessário.
— Quando a pessoa receber o teste positivo, ela deve deixar de circular. Neste caso, assim um termo de isolamento e vai para casa — explica a diretora da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A ação conta com a parceria da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Nesta manhã, também contou com apoio da Factum.
Nesta segunda, a atividade segue até 17h. Após a integração da equipe da universidade, o horário será das 7h às 19h, sempre de segunda a sexta-feira. A previsão é realizar o monitoramento por um período mínimo de 14 dias, quando a continuidade será avaliada.
Segundo a Trensurb, as prefeituras de Canoas e de Esteio também demonstraram interesse em realizar a ação. A empresa informou que oferece a estrutura da estação, mas que o município precisa ter testes e profissionais habilitados. “
28/06/2021 – Revista News
Link:https://revistanews.com.br/2021/06/28/porto-alegre-inicia-testagem-para-covid-19-no-trensurb/
“Porto Alegre inicia testagem para covid-19 no Trensurb
A partir desta segunda-feira (28), passageiros que desembarcarem do trem na Estação Mercado da Trensurb com temperatura acima de 37,5ºC serão convidadas a fazer teste rápido de antígeno (TR Ag) para diagnóstico de covid-19.
A ação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) será coordenada pela Atenção Primária à Saúde, em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
O objetivo é detectar pessoas com sintomas compatíveis com a Covid-19. A atividade na segunda-feira será das 9h às 17h. Após a integração da equipe da universidade, o horário será das 7h às 19h, sempre de segunda a sexta-feira. A previsão é de realizar o monitoramento por um período mínimo de 14 dias, quando a continuidade será avaliada.
A parceria entre a prefeitura e a Trensurb foi firmada na quarta-feira (23). A temperatura corporal é medida por câmeras com sensores térmicos instaladas no local pela Trensurb. Além da testagem, haverá orientação aos usuários do modal de transporte coletivo sobre prevenção à doença causada pelo novo coronavírus.
Na segunda-feira, a operação será realizada com equipe técnica da APS/SMS, com apoio de acadêmicos da Factum. Técnicos e estudantes UFCSPA serão integrados à atividade após capacitação técnica sobre a coleta do exame, a ser realizada pela Diretoria de Vigilância em Saúde da SMS.
O teste do tipo TR-Ag detecta uma proteína presente no vírus. O resultado positivo significa infecção viral ativa. O chefe de gabinete da SMS, Gilvane da Silva, enfatiza que casos positivos serão encaminhados para avaliação em um serviço de Pronto Atendimento pela Trensurb, que destinará um veículo para o transporte do paciente.”
28/06/2021 – Jornal O Sul
Link:https://www.osul.com.br/primeiro-dia-de-testagem-de-passageiros-no-trensurb-em-porto-alegre-confirma-dois-casos-de-coronavirus/
“Primeiro dia da testagem de passageiros no Trensurb em Porto Alegre confirma dois casos de coronavírus
Anunciado recentemente, monitoramento de coronavírus junto aos passageiros que desembarcam na Estação Mercado do Trensurb, no Centro Histórico de Portoi Alegre, teve nesta segunda-feira (28) o seu primeiro dia de operação, com dois casos positivos detectados por teste rápido de antígeno (TR Ag). Um deles é de Cachoeirinha (Região Metropolitana).
Trata-se da principal parada (de um total de 23) e a última da capital gaúcha para quem chega dos demais municípios contemplados pelo transporte ferroviário, inaugurado em 1985. Os exames – voluntários, a partir da abordagem de pessoas cuja temperatura corporal é medida à distância por um equipamento – totalizaram até agora sete procedimentos.
O serviço controle sanitário no local realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), sob coordenação da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Daps) e em parceria com a Escola Factum de graduação e cursos técnicos. O local foi escolhido devido à alta circulação de pessoas de diferentes cidades na Região Metropolitana.
A partir desta terça-feira (29), professores de cursos da área da saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e acadêmicos da instituição se somam à equipe que já está na Estação Mercado para a tarefa.
Os agentes atuarão no local de segunda a sexta-feira, também prestando orientações aos passageiros. No primeiro o horário foi das 9h às 17h, horário que nesta terça-feira será expandido até as 19h e deve ser ampliado nos próximos dias. O monitoramento deve prosseguir ao longo de pelo menos duas semanas.
A intenção é abordar pessoas com temperatura acima de 37,5ºC ou que apresentem sintomas compatíveis com a covid. Com esses critérios, as pessoas são convidadas a passar pela testagem, podendo recusar o procedimento.
A parceria entre a prefeitura e a Trensurb foi firmada na semana passada. A temperatura corporal é medida por câmeras com sensores térmicos instaladas no local pela Trensurb. Além da testagem, haverá orientação aos usuários do transporte coletivo ferroviário sobre medidas de prevenção à doença.
Capacitação
Nesta segunda-feira, enfermeiras da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) da prefeitura de Portoi Alegre promoveram uma atividade de capacitação para professores e acadêmicos da UFCSPA que atuarão no local.
Dentre os itens abordados estavam a notificação de dados das pessoas testadas por meio da plataforma “E-SUS Notifica”, a aplicação dos testes “TR Ag” e os procedimentos corretos de colocação e retirada dos equipamentos de proteção individual que devem ser usados pelas pessoas responsáveis pela coleta das amostras.”
28/06/2021 – Jornal O Sul
Link: https://www.osul.com.br/em-porto-alegre-acao-de-controle-sanitario-na-estacao-mercado-da-trensurb-detecta-dois-casos-positivos-de-covid/
“Em Porto Alegre, ação de controle sanitário na Estação Mercado da Trensurb detecta dois casos positivos de Covid
Nesta segunda-feira (28), dois casos positivos de Covid-19 foram detectados por teste rápido de antígeno (TR Ag) na Estação Mercado da Trensurb, em Porto Alegre.
Os passageiros tinham como origem o município de Cachoeirinha, na Zona Metropolitana da Capital. Este foi o primeiro dia da operação de controle sanitário no local realizada pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde), com coordenação da Daps (Diretoria de Atenção Primária à Saúde) e em parceria com a escola de graduação e cursos técnicos Factum. Entre 9h e 17h, sete testes de TR Ag foram feitos no local.
A partir de terça-feira (29), professores de cursos da área da saúde da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e acadêmicos da instituição se somam à equipe da APS na tarefa. As equipes atuarão no local de segunda a sexta-feira, também prestando orientações aos usuários do serviço. Na terça (29), o atendimento será das 9h às 19h. O horário será ampliado nos próximos dias.
A intenção é abordar pessoas com temperatura acima de 37,5ºC ou que apresentem sintomas compatíveis com a Covid-19. Com esses critérios, as pessoas serão convidadas a passar pela testagem.
Nesta segunda-feira, enfermeiras da DVS (Diretoria de Vigilância em Saúde) da SMS promoveram capacitação para professores e acadêmicos da UFCSPA que atuarão no local. Os itens abordados foram a notificação de dados das pessoas testadas no E-SUS Notifica, a utilização dos TR Ag e procedimentos corretos para colocação e retirada dos equipamentos de proteção individual que devem ser usados pelas pessoas que farão a coleta das amostras.”
28/06/2021 – Jornal O Sul
Link: https://www.osul.com.br/comeca-o-monitoramento-da-temperatura-corporal-e-a-testagem-para-o-coronavirus-na-estacao-mercado-do-trensurb/
“Começa o monitoramento da temperatura corporal e a testagem para o coronavírus na Estação Mercado do trensurb
A partir desta segunda-feira (28), pessoas com temperatura corporal acima de 37,5ºC que desembarcarem na Estação Mercado do trensurb, em Porto Alegre, são convidadas a fazer teste rápido de antígeno (TR Ag) para diagnóstico da Covid-19.
A ação da Secretaria Municipal de Saúde é feita em parceria com a UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e a Trensurb. O monitoramento ocorrerá das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira. A previsão é realizar a ação por um período mínimo de 14 dias, quando a continuidade será avaliada.
A temperatura corporal é medida por câmeras com sensores térmicos instaladas no local. As pessoas que testarem positivo para a Covid-19 serão encaminhados para avaliação em um serviço de pronto-atendimento pela Trensurb, que destinará um veículo para o transporte dos pacientes.”
26/06/2021 – Portal Campos 24 horas
Link: https://www.campos24horas.com.br/noticia/cpi-da-covid-como-saber-se-um-estudo-cientifico-para-tratar-doenca-e-confiavel-ou-nao
“CPI da Covid: Como saber se um estudo para tratar doença é confiável
Senadores e depoentes da CPI da Covid costumam citar pesquisas com os mais diversos resultados para embasar seus argumentos. Saiba como diferenciar as evidências científicas
A microbiologista Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência, acredita que ninguém precisa ser especialista em método científico para separar o joio do trigo e diferenciar um estudo confiável de outro com conclusões duvidosas.
"É possível, sim, desenvolver o mínimo de senso crítico para não aceitar todas as informações que são divulgadas", diz.
Esse, inclusive, foi o tema principal da participação dela na CPI da Covid, numa sessão realizada no dia 11 de junho: Pasternak contextualizou como as pesquisas são feitas, quais são os resultados mais confiáveis e como se constroem os consensos científicos.
Mas mesmo com toda a explicação da microbiologista, os senadores continuaram a citar trabalhos controversos e com falhas graves, especialmente quando o tema era o "tratamento precoce" da Covid-19 e o uso de remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina, cuja ineficácia está mais que comprovada.
Essa, aliás, tem sido a tônica dos debates entre os membros da comissão parlamentar: não raro, uma pessoa cita o estudo X e outra se lembra da pesquisa Y, que apresenta resultados contraditórios.
No meio disso, participantes e espectadores ficam perdidos: afinal, em quem (ou no quê) acreditar?
O primeiro passo para não cair em armadilhas é entender direitinho o que é um estudo observacional.
O pontapé inicial
Você já deve ter ouvido essa frase por aí: tal cidade/estado/país usou o medicamento A, B ou C e os casos ou as mortes por Covid-19 "despencaram" por lá.
Na CPI, locais como Rancho Queimado (SC), Porto Feliz (SP) ou Porto Seguro (BA) sempre aparecem como cases de sucesso no combate à pandemia por supostamente terem usado o tal "kit Covid" nos pacientes infectados com o coronavírus.
O problema é que exemplos como esses estão cercados de armadilhas e têm pouco valor científico. Eles se encaixam nos chamados estudos observacionais: são trabalhos em que os especialistas olham para o que aconteceu com determinado grupo de pessoas após uma intervenção.
Muitas vezes, como parece ser o caso dessas três cidades citadas anteriormente, as análises também não levam em conta toda a realidade, e chegam a omitir fatos, números ou a verdadeira situação da pandemia. Para compreender melhor esse conceito, vamos usar uma situação hipotética: suponha que a prefeitura de São Paulo tenha instalado aparelhos de musculação numa praça localizada num bairro da Zona Leste da cidade.
Passados alguns meses, o posto de saúde que atende a região começa a reparar que os moradores da vizinhança emagreceram, estão com a pressão arterial mais baixa e até tiveram uma redução nos níveis de colesterol. Um estudo observacional, portanto, poderia relacionar os dois eventos (novos equipamentos de ginástica e melhora nos indicadores de saúde cardiovascular) e chegar à conclusão de que uma coisa está ligada à outra.
Ou seja: a disponibilidade dos aparelhos incentivou a prática de atividade física na comunidade e isso, por sua vez, repercutiu bem e pode até reduzir o número de infartos e derrames futuramente entre esses paulistanos. O problema é que essa relação de causa e efeito nem sempre é 100% verdadeira: será que não aconteceram outras coisas que ajudem a justificar e dar sentido a essa observação?
Ainda nesse nosso exemplo fictício, o cancelamento de uma linha de ônibus que levava os moradores do bairro até o centro da cidade pode ter exigido que as pessoas caminhassem por mais tempo. Ou a morte repentina de uma pessoa famosa após um ataque cardíaco deixou todo mundo mais preocupado com a própria saúde.
"Os estudos observacionais são válidos, mas eles não trazem conclusões. Na verdade, eles nos oferecem perguntas, que poderão ser respondidas por outros tipos de pesquisa", resume Pasternak.
Confusão de conceitos
Seguindo essa linha de raciocínio, o que aconteceu (ou não) em Rancho Queimado, Porto Feliz ou Porto Seguro não deveria servir como argumento para embasar o uso de um remédio ou outro.
Ao mesmo tempo em que estimularam a prescrição de um fármaco para seus cidadãos, esses mesmos municípios podem, em tese, ter feito um lockdown mais rigoroso, ou possuir uma população mais jovem e menos suscetível às complicações da infecção pelo coronavírus.
Um terceiro fator que entra nessa conta: a maioria dos acometidos por Covid-19 melhora após algum tempo, independentemente de qualquer fármaco. Será que esses indivíduos "curados" não relacionaram a melhora ao tratamento, quando o resultado seria o mesmo se eles não tivessem tomado nada?
Logo, é impossível separar fatores de confusão que podem estar camuflados numa observação que a princípio parece tão óbvia e certeira.
Há outros exemplos cômicos de como pesquisas desse tipo podem levar a conclusões precipitadas: em 2012, um grupo da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, publicou um artigo num importante periódico científico relacionando o consumo de chocolate com a quantidade de prêmios Nobel de diversos países.
Em resumo, a conclusão era: as nações cujos cidadãos comem uma maior quantidade desse alimento possuem mais medalhas da prestigiada premiação.
Não demorou muito para que manchetes e reportagens de todo o mundo cravassem "certezas" do tipo "coma chocolate para ficar mais inteligente".
A grande questão era que o "experimento" não passava de uma piada: os autores queriam justamente chamar a atenção para o fato de como os estudos observacionais podem levar a uma série de conclusões precipitadas (e erradas).
Para que essa relação entre chocolate e inteligência fosse mais confiável, seria necessário investir num outro tipo de trabalho: o teste randomizado, duplo cego, controlado por placebo, sobre o qual falaremos mais adiante.
Da bancada do laboratório à prateleira da farmácia
Se os estudos observacionais levantam as perguntas, as respostas serão obtidas a partir dos ensaios pré-clínicos e clínicos.
A diferença aqui está no papel do cientista: no primeiro tipo de pesquisa, ele é apenas um coadjuvante que analisa um fenômeno que já aconteceu, faz conjecturas e elabora questões a partir disso.
Na segunda, ele é o protagonista responsável por fazer acontecer, dar início a uma intervenção, controlar possíveis vieses e obter os resultados após algum tempo. No caso de um medicamento ou uma vacina, esse processo se inicia nas bancadas dos laboratórios: a nova molécula é testada em culturas de células para ver quais reações acontecem ali.
Se os resultados forem bons, é possível partir para a próxima etapa: as análises com cobaias. "Geralmente são usados animais que mimetizam nossa anatomia e fisiologia, como ratos, camundongos, coelhos, porcos, ovelhas e primatas", detalha o médico intensivista Luciano Cesar Pontes de Azevedo, professor da Faculdade de Medicina da USP.
O objetivo é avaliar os potenciais daquele candidato a remédio e como ele interage e funciona num organismo mais complexo. Caso o experimento caminhe bem, os especialistas dão o próximo passo e partem para os estudos clínicos, que envolvem seres humanos. Essa etapa costuma ser dividida em três partes: as fases 1, 2 e 3.
"Na fase 1, testamos a nova molécula num pequeno grupo de voluntários saudáveis, para entender os efeitos fisiológicos daquele composto e como ele se distribui pelo organismo", diz Azevedo, que também integra o Coalizão Covid-19 Brasil, um grupo de pesquisadores que busca descobrir e validar novos tratamentos para a doença responsável pela atual pandemia.
A fase 2, por sua vez, envolve um grupo ligeiramente maior de participantes, que têm a enfermidade para qual o novo remédio é avaliado. A meta aqui é determinar a dose ideal da medicação capaz de trazer o melhor resultado com a menor proporção de efeitos colaterais. Detalhe importante: a progressão das pesquisas está necessariamente vinculada aos resultados obtidos até então. Se uma molécula foi bem em cobaias, mas apresentou resultados frustrantes, preocupantes ou fora do esperado na fase 1, não há razão para seguir adiante.
Prova de fogo
E aí vem a tão esperada fase 3, que pode envolver até dezenas de milhares de participantes com algumas características em comum. "Esses estudos costumam ser multicêntricos, randomizados, duplo-cegos e controlados", conta Azevedo.
Vamos por partes: multicêntrico quer dizer que ele é realizado por vários institutos de pesquisa, que muitas vezes estão espalhados por mais de um país. Randomizado significa que os voluntários são divididos em diferentes grupos, ou "braços" de pesquisa. Essa separação é feita por um programa de computador.
Duplo-cego é um jargão científico para indicar que nem os participantes e muito menos os cientistas sabem quem faz parte de qual grupo — isso ajuda a prevenir vieses ou o popular efeito placebo.
Para fechar, o termo "controlado" serve para indicar que um desses tais grupos randomizados não receberá o candidato a remédio, mas, sim, uma substância sem efeito nenhum no corpo (chamada de placebo) ou o melhor tratamento disponível para aquela doença até o momento.
Vamos a mais um exemplo hipotético: imagine que o medicamento X foi muito bem na etapa pré-clínica (células e cobaias) e nas fases 1 e 2 dos estudos clínicos.
Na fase 3, os responsáveis recrutaram mil pessoas de uma mesma faixa etária e com condições parecidas, que foram divididas de forma aleatória e secreta em dois grupos: 500 delas receberam o remédio e as outras 500 tomaram o placebo.
Só a partir daí será possível determinar de verdade a segurança e a eficácia do remédio X.
Na sequência, os autores escrevem e publicam nas revistas especializadas da área artigos relatando todo o procedimento, os métodos e os resultados.
Depois (ou de forma concomitante) acontece o pedido de aprovação para o uso comercial nas agências regulatórias, como a Anvisa do Brasil.
Um rito complicado
Como você já deve estar imaginando, esse caminho das pedras é muito rigoroso e são pouquíssimas as candidatas bem-sucedidas nessa maratona que vai do experimento com células até a fase 3.
"De cada 30 moléculas avaliadas nos ensaios pré-clínicos, só uma chega aos estudos clínicos. E das 100 substâncias que partem para as fases 1, 2 e 3, só uma é aprovada para utilização na vida real", calcula Azevedo.
E não pense que o processo está finalizado após o ok das agências regulatórias: os laboratórios ainda ficam responsáveis por conduzir a fase 4, que monitora o aparecimento de efeitos colaterais inesperados na população.
Pode acontecer de uma droga se mostrar segura nos testes clínicos, mas causar algum evento adverso quando prescrita para centenas de milhares ou milhões de pessoas.
Ainda nesse universo da ciência, há ainda dois termos muito batidos nas sessões da CPI: a revisão sistemática com metanálise.
Em resumo, trata-se de uma técnica em que os cientistas coletam diversos estudos que investigaram a mesma questão e tentam "unificar" suas conclusões num artigo só.
Esses resultados da revisão sistemática, portanto, são ainda mais confiáveis, já que trazem a melhor evidência científica, com a ponderação de diversas fontes e grupos de pesquisa.
Mas há um porém: se a metanálise for mal feita, ela também pode levar a uma série de conclusões erradas. Para que isso aconteça, basta que os autores incluam estudos ruins, que usaram métodos equivocados ou que "forçaram a barra" em seus resultados.
Numa série de postagens no Twitter, a médica Lucia Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, usou uma analogia culinária para explicar como a seleção das evidências científicas numa revisão dessas é fundamental:
"Revisão sistemática é como fazer torta de maçã. Se colocar uma maçã estragada, estraga a torta. Por isso, é preciso avaliar os métodos de cada artigo de uma forma padronizada. Ou seja, olhar cada maçã e não só atirar tudo na torta. Se não tem [esse cuidado], não é uma revisão sistemática."
É por isso que os cientistas criam critérios de seleção de pesquisa muito bem definidos para evitar qualquer desvio das interpretações e conclusões.
Fontes confiáveis
Vale ponderar que, para quem não é especialista no assunto, identificar se uma metanálise selecionou estudos confiáveis ou não pode ser algo um tanto difícil.
Mas há alguns truques para saber se trabalhos do tipo (e mesmo aquelas pesquisas clínicas que explicamos mais acima) foram bem conduzidos.
Uma boa dica é ficar atento ao local em que eles foram publicados.
Isso porque no mundo acadêmico há revistas que são mais respeitadas do que as outras. (leia mais abaixo)
Na área da medicina, periódicos como The Lancet, The New England Journal of Medicine (NEJM), Journal of the American Medical Association (Jama) e British Medical Journal (BMJ) são muito reconhecidos.
Essas publicações adotam um sistema chamado "revisão por pares", em que cada artigo enviado é analisado e editado por um grupo de cientistas independentes, que não trabalharam diretamente com aquela pesquisa. (leia mais abaixo)
"Isso significa que colegas da área poderão ler, levantar dúvidas e fazer críticas antes de o trabalho sair efetivamente na revista", complementa Azevedo.
Essa checagem é um cuidado extra, que dá mais confiabilidade àquelas informações.
"As boas revistas não são infalíveis e já erraram no passado, mas um estudo publicado ali pelo menos tem a garantia de ter passado por uma revisão qualificada", acrescenta Pasternak. (leia mais abaixo)
Ainda nessa seara, tome cuidado com os chamados "pré-prints", que são trabalhos divulgados na internet antes da revisão por pares: eles são ótimos para acelerar o compartilhamento de informações na comunidade acadêmica durante uma pandemia, mas seus resultados não devem servir para tirar conclusões ou sustentar políticas públicas.
Uma outra maneira de saber se um trabalho científico é confiável ou não está em notar o quanto ele é citado por instituições de referência. (leia mais abaixo)
Autoridades como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido e a Organização Mundial da Saúde lançam diretrizes sobre a prevenção e o tratamento de doenças como a Covid-19.
No contexto da pandemia, esses órgãos possuem profissionais gabaritados para analisar as pesquisas e utilizá-las como base para tomar as decisões alinhadas com a evidência científica, que atestam a importância do uso de máscara, do distanciamento físico e da vacinação, por exemplo. (leia mais abaixo)
É importante então ficar de olho no que essas instituições dizem e que estudos são utilizados para embasar as recomendações.
No caso do tratamento precoce contra a Covid-19 que mencionamos no início do texto, nenhuma dessas entidades concluiu que hidroxicloroquina, ivermectina ou outros medicamentos trazem algum benefício. (leia mais abaixo)
Para chegar a essa conclusão, elas levaram em conta os melhores estudos disponíveis, que seguiram e respeitaram todo aquele caminho que explicamos mais acima.
Dicas e ensinamentos
Se você considerar que é difícil guardar tantas informações no dia a dia, Pasternak entende que há pelo menos dois detalhes que são decisivos para que qualquer pessoa fique com o pé atrás ao ouvir falar de uma pesquisa. (leia mais abaixo)
Em primeiro lugar, tenha sempre em mente que um estudo observacional não permite estabelecer relação de causa e efeito", recomenda.
Ou seja: se ouvir alguém dizer que tomou um medicamento e ficou melhor, ou que determinada cidade fez uso desse remédio e controlou uma doença, fique com a pulga atrás da orelha.
"Segundo, estudos in vitro ou feitos com cobaias não permitem tirar qualquer conclusão sólida", completa. (leia mais abaixo)
Em outras palavras, caso você leia em sites e redes sociais que tal fármaco inibiu um vírus numa cultura de células ou em ratinhos de laboratório, lembre-se sempre que não é possível extrapolar esses resultados para seres humanos: há ainda um longo caminho a ser percorrido antes que essa substância tenha a segurança e a eficácia comprovadas. (leia mais abaixo)
E todo esse cuidado, empenho e organização dos cientistas permitem saber quais remédios funcionam de verdade e como construir políticas públicas na área da saúde realmente capazes de salvar vidas.”
25/06/2021 – Jornal Matinal / Roger Lerina
Link: https://www.matinaljornalismo.com.br/rogerlerina/agenda/banda-virtual-da-ufcspa-faz-pre-estreia-de-nova-musica-em-live/
“Banda Virtual da UFCSPA faz pré-estreia de nova música em live
Nesta segunda-feira (28/6), às 19h, ocorre a live Banda Comunitária da UFCSPA: Muita História Pra Contar no canal do YouTube do Núcleo Cultural da UFCSPA. Participam do evento o maestro do grupo Marcelo Rabello dos Santos e os instrumentistas Rô Santos e Sérgio Nunes Antonio, com mediação do educador Léo Rocha. Os músicos discutirão sobre a experiência da banda em tempos de pandemia e isolamento físico.
Durante a live haverá a pré-estreia de Wave, nova gravação da banda que vem atuando, em formato virtual, desde abril de 2020. A música, em estilo bossa nova, é um dos clássicos de Antônio Carlos Jobim. Wave é a primeira música do álbum homônimo, gravado em 1967, nos Estados Unidos. A interpretação da banda terá arranjo do maestro do grupo. No dia 29 de junho haverá o lançamento oficial em todas as redes sociais do Núcleo Cultural e da Banda Comunitária da UFCSPA.
Nesta apresentação participaram 22 instrumentistas que tocam: flauta doce, clarinete, saxofones, escaleta, trompete, trombone, bombardino, violinos, violão, baixo elétrico, tamborim, metalofone, cajón, pandeiro, chocalho e bateria. Atualmente, as apresentações não são ao vivo. São gravadas individualmente e depois reunidas em um vídeo único.
A Banda Virtual é um projeto que tem como característica a inclusão social. Nasce em 2013, atuando na região central, no campus da UFCSPA, e no Bairro Rubem Berta, onde ensaiava presencialmente até a pandemia. A grande maioria dos músicos são da Zona Norte da capital. Com um repertório eclético, o grupo interpreta músicas de diferentes estilos e nacionalidades, desde a tradicional de banda até a popular.”
24/06/2021 – Aos Fatos
Link:https://www.aosfatos.org/noticias/video-nao-mostra-vermes-dentro-de-mascaras-cirurgicas-vindas-da-china/
“Vídeo não mostra vermes dentro de máscaras cirúrgicas vindas da China
Um vídeo que circula nas redes sociais e no WhatsApp engana ao sustentar que máscaras cirúrgicas vindas da China estariam contaminadas com vermes que poderiam ser engolidos por quem as usa (veja aqui). O experimento feito na gravação, em que o equipamento é posicionado sobre uma tigela com água fervente, mostra apenas filamentos do tecido de fibra sintética que se movem após contato com o vapor.
Os pedidos de checagem deste conteúdo foram enviados por leitores ao Aos Fatos pelo WhatsApp (Fale com a Fátima). Devido à natureza da plataforma, não é possível estimar o alcance do conteúdo. No Facebook, o vídeo reunia centenas de compartilhamentos nesta sexta-feira (25) e recebeu selo FALSO na ferramenta de verificação (saiba como funciona).
Não é verdade que um vídeo que circula nas redes sociais provaria que máscaras cirúrgicas vindas da China contém vermes que podem contaminar quem as usa. No experimento da gravação, um equipamento de proteção novo é posicionado sobre uma tigela com água quente e, após contato com o vapor, pequenos fios começam a se mexer. Os elementos mostrados nas imagens são fios de TNT (Tecido Não Tecido), material plástico com que a máscara é confeccionada, não parasitas.
Fernando Kokubun, professor de física da FURG (Universidade Federal do Rio Grande), explica que a temperatura e o vapor “empurram” as moléculas dos filamentos do tecido, que passam a se mover. Tal fenômeno também não se repetiria durante a respiração com a máscara, como alega o narrador do vídeo, porque o ar exalado dos pulmões tem uma temperatura muito mais baixa que a do vapor gerado por água fervente, segundo Carlos R. Zárate-Bladés, pesquisador do Laboratório de Imunorregulação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
Vermes também não sobrevivem ao transporte de longa distância em locais lacrados e sem oxigênio, como ocorre com máscaras importadas da China. “São organismos que existem em situações extremamente controladas. Não tem como manter onde há variação de temperatura, pressão, umidade e falta de oxigênio”, disse Melissa Markoski, professora de biossegurança da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre).
Aos Fatos não localizou a origem do vídeo, mas verificou que já circulou em outros países com esta alegação falsa, tendo sido checado por AFP, Maldita, Polígrafo e Myth Detector.”
24/06/2021 – ZH
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"Trensurb começa a medir temperatura por câmera
Zero Hora24 Jun 2021TIAGO BITENCOURT Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Teve início de forma parcial o controle sanitário na estação Mercado da Trensurb, em Porto Alegre, ontem. A câmera que indica a temperatura corporal de quem chega à estação funciona desde às 5h, no entanto, os testes rápidos de coronavírus só devem começar a ser aplicados na próxima semana.
Até as 11h, 2.532 pessoas tiveram a temperatura medida, e nenhuma apresentou elevação e necessitou ser abordada. Por enquanto, quem for flagrado com temperatura elevada será orientado por agentes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a procurar um local para teste e realizar consulta.
No final da manhã, houve um encontro entre integrantes da SMS e da Trensurb para acertar os últimos detalhes. Três estagiárias da secretaria ficarão junto à sala de testes e serão avisadas caso a temperatura de alguma pessoa esteja elevada.
As imagens da câmera estarão disponibilizadas em tempo real nas telas de computadores, que ficam em uma sala logo depois das catracas da estação Mercado. Um funcionário da Trensurb ficará responsável por monitorar em tempo integral.
A tecnologia da câmera térmica permite medir a temperatura de cerca de 5 mil pessoas em 30 minutos. Além disso, segundo a Trensurb, o equipamento é capaz de verificar a utilização de máscara, entre outros dados dos passageiros.
A empresa já disponibilizou a estrutura do controle sanitário para outras cidades como Canoas e Esteio. Se for de interesse das prefeituras, as estações localizadas nestes municípios também podem receber o controle sanitário. A tendência é de que, devido à Expointer em setembro, Esteio também passe a ter o controle.
O serviço conta ainda com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), prefeitura da Capital e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). A expectativa é de que essa barreira sanitária seja realizada por aproximadamente 30 dias."
23/06/2021 – Gazeta do Sul
Link: https://www.gaz.com.br/alivio-nas-restricoes-para-conter-a-covid-19-ainda-deve-demorar-no-brasil/
“Alívio nas restrições para conter a Covid-19 ainda deve demorar no Brasil
Especialista afirma que pode ser necessária cobertura vacinal de até 85%, com duas doses, para que a população esteja segura
Diferente do que já ocorre nos Estados Unidos e em diversos países da Europa, a redução ou mesmo a extinção das medidas de segurança para conter a Covid-19 ainda deve demorar para acontecer no Brasil. Isso porque, além do ritmo lento de imunização da população, as vacinas utilizadas no País têm menor eficiência, exigindo que uma porcentagem maior de pessoas seja imunizada para que as restrições possam ser aliviadas. A avaliação é da professora Melissa Markoski, que ministra a disciplina de biossegurança na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa) e é especialista em imunologia.
“Se você tem uma cobertura vacinal de em torno de 70% para uma vacina de alta eficácia é uma coisa, você já pode começar a pensar em colocar as medidas preventivas em segundo plano porque a cobertura está protegendo a população”, disse Melissa em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9. Ao analisar o contexto brasileiro, contudo, ela salientou que a situação é diferente. “As vacinas mais aplicadas na nossa população até o momento são a Coronavac e a Covishield (AstraZeneca), então a nossa eficácia de vacinação é bem mais baixa em comparação aos Estados Unidos.”
Melissa explicou que essa menor eficiência tem reflexo direto na cobertura vacinal, que precisa ser maior para que se obtenha o mesmo efeito prático. “Para a nossa população, 70% talvez ainda seja muito pouco, talvez tenhamos que atingir 80% ou 85%.”
Ela lembrou ainda que essas porcentagens se referem ao esquema vacinal completo. “A primeira dose não é suficiente para garantir a imunização. Hoje nós temos no Brasil 30% com primeira dose e beirando os 12% com a segunda. Então estamos ainda muito, muito longe de atingir a cobertura vacinal para que tenhamos uma população em sua maioria protegida e possamos abandonar as medidas preventivas”, afirmou.
A especialista alertou que enquanto isso não ocorrer, a população não pode deixar de se prevenir, visto que os descuidos podem fazer a pandemia durar ainda mais tempo. Além de novas ondas, aumento das restrições e das hospitalizações, o surgimento de novas variantes mais transmissíveis é um risco.
“Nós estamos na iminência dessa variante Delta, que surgiu na Índia, então precisamos ter cuidado com isso também. Daqui a pouco, tem alta transmissibilidade e isso aumenta os casos de pessoas que vêm a falecer em decorrência da taxa de transmissão”, disse. Acrescentou que uma quantidade maior de casos está diretamente ligada a uma maior quantidade de mortos.
A importância da imunização
Ao comentar sobre a importância da vacinação, Melissa Markoski relembrou que doenças como a hanseníase (lepra), peste bubônica, varíola e paralisia infantil, entre outras, foram combatidas e erradicadas pelas vacinas. “São doenças gravíssimas, e a a vacinação livrou a população de altas taxas de mortalidade nos séculos 20 e 21. Então nós precisamos ter fé, acreditar que as vacinas funcionam como elas sempre funcionaram, fazendo o seu papel de proteção”, ressaltou. A decisão de não se vacinar não é apenas individual, pois causa redução na cobertura vacinal da população como um todo e também acaba influenciando outras pessoas que têm dúvidas.”
23/06/2021 – Correio do Povo
Link:https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/esta%C3%A7%C3%A3o-da-trensurb-recebe-instala%C3%A7%C3%A3o-de-bloqueio-sanit%C3%A1rio-em-porto-alegre-1.642218
"Estação da Trensurb recebe instalação de bloqueio sanitário em Porto Alegre
Bloqueio conta com o uso de uma câmera térmica capaz de verificar a temperatura corporal
A Estação Mercado da Trensurb recebeu, nesta quarta-feira, a instalação de um bloqueio sanitário com o objetivo de realizar testes para Covid-19 em passageiros que desembarcam em Porto Alegre. O bloqueio conta com o uso de uma câmera térmica capaz de verificar a temperatura corporal e uma estrutura para realização de testagem rápida dos usuários do metrô. Com duração inicial prevista de 30 dias, a ação é uma iniciativa da administração municipal da Capital em parceria com a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Com a tecnologia da câmera térmica, em 30 minutos, podem ser feitas cerca de 5 mil medições de temperatura corporal. Além disso, o equipamento, cedido para testes pelo Grupo Amper, é capaz de verificar informações como utilização de máscara, gênero e idade do passageiro.
As imagens da câmera serão controladas por empregados da Trensurb na Estação Mercado. Aqueles que apresentarem alta temperatura corporal devem ser abordados e encaminhados para um teste rápido de Covid-19, feito pela Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre em parceria com a UFCSPA, dentro da própria estação.
Além disso, também devem ser realizados testes aleatórios nos passageiros, buscando contemplar até 10% dos usuários que desembarcam na estação. Caso teste positivo, o passageiro será encaminhado para atendimento médico.
Os testes passarão a ser feitos na Estação a partir de segunda-feira, mas desde ontem as abordagens e orientações já estão sendo realizadas pela SMS e, antes disso, os passageiros que apresentarem sintomas da Covid-19 serão encaminhados para realização de testagem na Unidade de Saúde Santa Marta, próximo À Estação Mercado."
22/06/2021 – Jornal Matinal
Link: https://www.matinaljornalismo.com.br/matinal/newsletter/com-avanco-da-vacinacao-covid-afeta-faixa-etaria-mais-jovem/
"Com avanço da vacinação, Covid afeta faixa etária mais jovem
Enquanto os números da pandemia se mantêm em um patamar alto no Rio Grande do Sul, a face das vítimas mudou. E essa situação fica mais clara com a análise de dados recentes sobre os impactos da Covid-19 nos hospitais: os pacientes – e as vítimas – estão mais jovens, o que pode ser um reflexo do avanço e da eficiência da vacinação, que já provocam “um resultado incontestável”, na opinião do presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, Carlos Fortaleza.
O boletim da Secretaria Estadual da Saúde atesta o cenário de rejuvenescimento. Se até fevereiro, a faixa etária que predominava as estatísticas tanto de hospitalizações quanto de óbitos relacionados ao coronavírus era aquela dos que tem a partir de 70 anos, agora é o público entre 50 e 59 anos que está sendo mais afetado. Uma em cada cinco pessoas que morrem de Covid no RS tem essa idade. Além disso, a faixa é a mais hospitalizada dentre os casos confirmados.
“Certamente isso tem relação com a vacinação com duas doses dos idosos, que já impactou em um menor número dessa população em UTI”, afirmou a GZH a coordenadora do grupo de trabalho de enfrentamento ao coronavírus no Hospital de Clínicas, Beatriz Schaan. Ontem, o RS tornou-se o primeiro estado do Brasil a alcançar o índice de 15% da população com ciclo vacinal completo – isto é, com as duas doses já aplicadas. Se considerar a fatia da população vacinável, sobe para 19,1%. Porto Alegre ainda está um pouco na frente, com quase 30% dos adultos tendo recebido as duas injeções.
No entanto, ela faz coro ao alerta de outros especialistas sobre a alta circulação do vírus, algo notado pela quinta alta consecutiva do total de surtos ativos da doença no Estado. Ou seja, o ritmo acelerado da vacinação não deve ser acompanhado de relaxamento nas medidas, como também frisou o professor UFCSPA, Alessandro Pasqualotto, ao Correio do Povo: “Hoje vivo uma fase muito otimista e até o final do ano, vamos superar. Mas até lá muita gente ainda vai sucumbir”."
21/06/2021 – Correio do Povo
Link:https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/porto-alegre-supera-marca-dos-cinco-mil-mortos-por-covid-19-1.641123
"Porto Alegre supera marca dos cinco mil mortos por Covid-19
Número de infectados pelo coronavírus já ultrapassou os 155 mil na Capital gaúcha
Em 24 de março de 2020, Porto Alegre teve a sua primeira morte por Covid-19. A vítima era mulher de 91 anos e estava internada no Hospital Moinhos de Vento. Mas 454 dias depois, a Capital passou a contar mais cinco mil vidas perdidas por esta doença. É como se o município de Brochier, no Vale do Caí, ou de Erval Grande, no Norte do Rio Grande do Sul, simplesmente desaparecesse.
Quando a primeira pessoa morreu na pandemia na Capital, a cidade tinha pouco mais de 100 casos. Mas nesta segunda-feira, além da enorme quantidade de infectados, que já bateu nos 155 mil, mudou também o perfil das vítimas, agora mais jovens, devido ao avanço da vacinação sobre os mais idosos. O que não mudou foi o nível de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que ainda segue num patamar muito alto, acima dos 80%, e portanto, muito suscetível a qualquer aumento súbito de internações.
Até o início da noite desta segunda, Porto Alegre soma 5.004 mortes, o que dá 11 mortes por dia, em média. Mas não se engane. Durante a pandemia, houve dias em que a situação foi dramática, como em 16 de março, quando 65 vidas foram perdidas em um intervalo de 24 horas. A terceira onda de contágios, que coincidiu com os dias de maior mortalidade, também foi um divisor de águas.
Faixa etária
Na comparação deste começo de junho com o mês de janeiro, o percentual de vítimas com idades entre 70 e 79 anos vem dando sinais de redução, com uma queda de 0,27%. No mesmo período, ainda se manteve um crescimento de 1,47% na faixa etária dos 60 aos 69 anos, mas disparou nos adultos com idades dos 50 aos 59 anos, com uma alta de 2,86% na participação dos óbitos. Justamente a faixa etária que ainda não está plenamente imunizada, principalmente os homens, que com 52%, são as maiores vítimas desta pandemia.
"O número é alto e impressiona”, pontua o chefe do Serviço de Infectologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e professor na Universidade Federal de Ciências de Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Alessandro Pasqualotto. “É lamentável termos essa quantidade de mortes. Lamento por todos que perderam seus entes queridos. Mesmo com esse processo de vacinação, com 53% na primeira fase, a pandemia continua com dados ainda impactantes”, afirmou o secretário de Saúde da Capital, Mauro Sparta.
"Mundo poderia ter feito a diferença"
O infectologista acredita que não apenas Porto Alegre, mas o mundo todo poderia ter feito diferente para evitar um número tão expressivo de vidas perdidas. “Mas o que porto Alegre tinha que ter feito, é ter reconhecido mais cedo a relevância da doença e ter tomado as medidas que realmente previnem a transmissão do vírus, como o distanciamento social, o uso de máscaras e a testagem. Fazendo buscas e testes por suspeitos com a doença. Nós teríamos contido mais as pessoas que estariam espalhando a doença”, avaliou.
Os números sobre a situação da pandemia na Capital têm figurado com diferenças entre o que a Prefeitura e o Governo do Estado divulgam. Hoje, o Município informou 155.948 casos acumulados, mais que os 133.727 reportados pelo Piratini. Em relação aos óbitos, o quadro é oposto, com a Prefeitura contabilizando 4.993 mortes e o Estado, 5.004. “Os hospitais, quando fazem a notificação do óbito, fazem primeiro para a Secretaria Estadual de Saúde e depois para a gente. E nos casos, é porque o Município é notificado antes”, explicou o secretário, que já começa a ver uma luz no fim do túnel, ao observar apenas um terço dos leitos de UTI ocupados por doentes da Covid-19."
21/06/2021 – Veja Saúde - portal
Link: https://saude.abril.com.br/medicina/por-que-as-vacinas-contra-o-coronavirus-tem-efeitos-colaterais-diferentes/
“Por que as vacinas contra o coronavírus têm efeitos colaterais diferentes
Cada imunizante provoca o sistema imunológico de um jeito. Mas todos são seguros e têm como objetivo proteger o organismo contra a Covid-19
Lembra quando diziam que aquela febre depois de determinada vacina é sinal de que ela “pegou”? É sabido que alguns imunizantes provocam mais sintomas que outros, e a história não é diferente em relação aos que protegem contra o coronavírus. Por isso, não é preciso temer as reações causadas por uma vacina ou outra. Conversamos com especialistas para entender essas particularidades.
"O papel das vacinas é justamente provocar um processo inflamatório, fazendo com que o sistema imunológico responda a esse ataque. Esse acontecimento pode ser dolorido ou não, gerar sintomas ou não", resume o biomédico Daniel Bargieri, professor e pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).
Cada pessoa reage de forma distinta às vacinas, e não é possível prever qual terá mais ou menos efeito. Mas há algumas probabilidades.
Uma vacina como a Covishield, da AstraZeneca, por exemplo, pode causar sintomas mais intensos porque foi produzida por meio de um adenovírus, causador de resfriados em humanos. Vale frisar que esse vírus, apesar de teoricamente estar “vivo”, é modificado para não conseguir se replicar. Ou seja, não existe a possibilidade de ele se reproduzir no organismo humano.
A vacina da AstraZeneca recorre a um tipo de adenovírus de chimpanzés – e isso não deve ser encarado como um problema. “Vírus de resfriado são comuns em humanos e chimpanzés. Esses que são utilizados não causam doença nas pessoas”, reforça o professor.
A vacina da Janssen segue a mesma lógica. “Ela usa o adenovírus humano 26, também alterado para não se replicar”, ressalta Daniel. Trata-se do mesmo vetor utilizado na Sputnik Light e na primeira dose da Sputnik V, complementada na segunda dose com o adenovírus 5.
A CoronaVac, do Instituto Butantan, tende a provocar menos o organismo porque é produzida com o vírus morto. “Para que a inflamação ocorra, ele é combinado com um adjuvante, o hidróxido de alumínio. É essa substância que dá o alerta ao sistema imunológico”, ensina Daniel.
Já o imunizante do laboratório Pfizer é feito à base de RNA (ácido ribonucleico), e o nosso sistema imune foi treinado para encará-lo como sinal de perigo. “Nesse caso, a sirene que toca no organismo para informar que uma inflamação está ocorrendo é bem alta”, compara Daniel. Mas esse processo é controlado, isto é, o RNA é modificado para manter a resposta no nível desejado.
A Covaxin, vacina indiana já comprada pelo Ministério da Saúde, promete menos reações, já que sua fórmula é bem semelhante à da CoronaVac. A resposta inflamatória é parte da construção da imunidade e não é preocupante. “A gente começa a perceber esses sintomas em cerca de 24 horas, e eles podem durar até três dias. Depois, quem assume é a resposta adaptativa, que gera uma memória específica do vírus, consolidando-se em cerca de 14 dias”, afirma a imunologista Cristina Bonorino, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Vacinas devem provocar menos efeitos no futuro
Embora as vacinas tenham sido desenvolvidas em tempo recorde, é crucial lembrar que houve muita pesquisa antes de cada lançamento. “Nada é descartado. Se o participante do estudo espirrou ou teve uma unha encravada, tudo é investigado”, tranquiliza o pesquisador da USP.
A partir de agora, as farmacêuticas devem focar na produção de vacinas com menos efeitos colaterais. “Nunca tivemos tantas opções para uma doença só. Então, daqui para frente os laboratórios vão se concentrar na redução das reações adversas”, diz Cristina.
A evolução dos imunizantes faz parte da rotina da ciência. “Antes, a tríplice bacteriana, que age contra coqueluche, difteria e tétano, deixava a perna dos bebês dolorida. O médico até pedia para manter a fralda mais solta”, lembra Cristina. Hoje, essa injeção já conseguiu ser modulada para causar menos sintomas na criançada.
"Ainda estamos aprendendo muito com as vacinas. Mas uma certeza nós temos: elas não fazem mal", assinala a imunologista.”
19/06/2021 – Jornal Correio do Povo
Link: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/mais-de-3-7-mil-pessoas-recebem-a-segunda-dose-da-coronavac-em-mutir%C3%A3o-em-porto-alegre-1.640328
"Mais de 3,7 mil pessoas recebem a segunda dose da Coronavac em mutirão em Porto Alegre
Nos três drive-thrus, foram mais 2.010 doses aplicadas
Um mutirão de vacinação contra a Covid-19 foi realizado neste sábado em Porto Alegre, priorizando a conclusão do esquema vacina com a aplicação da Coronavac. Segundo a prefeitura de Porto Alegre, 3.750 pessoas receberam a segunda dose do imunizante. Nas quatro unidades de saúde que abriram até as 15h, foram aplicadas 1.740 doses. Nos três drive-thrus, foram mais 2.010 doses.
O enfermeiro e responsável pela imunização da D2 da Unidade de Saúde Jardim Leopoldina, Gustavo Scaravonanatti, afirmou que mil doses foram destinadas para o estabelecimento. Scaravonatti contou que foram distribuídas senhas para organizar o atendimento. Até às 10h30min, 200 doses foram aplicadas. “Recebemos reforços de outras unidades de saúde e 25 profissionais trabalharam no sábado”, explica.
A educadora física Sosi Santana, de 40 anos, recebeu a primeira dose em 19 de abril. No dia em que fechou dois meses de atraso, concluiu a imunização. “Estou aliviada porque a gente vê toda a conscientização na mídia, mas não tem vacina para todos”, comentou.
A atendente de farmácia de, Ana Carolina Lima, de 22 anos, que realizou a primeira dose no dia 20 de abril, relata que foi até a unidade de saúde IAPI para tentar a segunda dose, mas não teve êxito. “Graças a Deus eu consegui, é uma preocupação a menos”, destacou.
Drive-Thru
Filas de carros se formaram no drive-thru do Big Sertório. A enfermeira e responsável pela ação, Marilene Lopes Vieira, disse que o movimento no começo da manhã era regular, que já houve dias bem mais intensos. “Nossa expectativa é vacinar duas mil pessoas”, ressaltou. Além dos servidores municipais, acadêmicos da área da saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), integrantes da Farmácia São João e militares do Exército Brasileiro (EB).
O motorista Eliseu Sousa de Britto, de 48 anos, e mais quatro colegas de trabalho receberam a D2. “Estou muito satisfeito”, enfatizou, dizendo que fez a primeira dose em abril. A assistente administrativa Maria Fernanda Gonçalves Vargas, de 19 anos, que também fez a primeira dose em abril, lembra que contraiu Covid-19 em agosto de 2020 e, por isso, a segunda dose tem um sentimento especial. “Gratidão”, definiu.
O técnico de enfermagem Jonas Amaral, de 23 anos, que recebeu a primeira dose em 1º de abril, estava feliz com a finalização do processo. “Tinha procurando em outros postos e não tinha conseguido”, disse.
O mutirão foi realizado pela Secretaria Municipal de Saúde com coordenação da Atenção Primária à Saúde, e apoio da Equipe G, farmácias Panvel, Droga Raia e São João, Exército Brasileiro e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs). Os locais de vacinação também contaram neste sábado com a atuação voluntária de servidores de diversas secretarias, gabinetes e de outros órgãos da prefeitura.
A iniciativa para a aplicação da segunda dose seguirá neste domingo para as pessoas que receberam a primeira aplicação há mais de 28 dias. A unidade móvel da SMS que estará na Escola Educação Infantil Portal Encantado (rua Jaime Lino dos Santos, 604, Quinta do Portal, na Lomba do Pinheiro), das 9h às 13h. É necessário levar documento de identidade com CPF e carteira com registro da primeira dose no local de vacinação. Não haverá aplicação da primeira dose da vacina AstraZeneca. Será oferecida somente a primeira dose da Pfizer.
Domingo
O quê: Dose 1 Pfizer
Público: Gestantes e puérperas, pessoas com 51 anos ou mais, sem comorbidades; trabalhadores da educação no ensino superior, profissionais da educação infantil, fundamental e médio do ensino municipal, estadual e rede privada e profissionalizante da rede estadual; pessoas com deficiência permanente e comorbidades a partir de 18 anos.
O quê: Dose 2 de Astrazeneca/Oxford
Público: Pessoas que receberam a primeira dose de Astrazeneca/Oxford há mais de 12 semanas.
O quê: Dose 2 Coronavac
Público: Pessoas com D1 há mais de 28 dias.
Onde: Unidade móvel da SMS na Escola Educação Infantil Portal Encantado
Endereço: Rua Jaime Lino dos Santos 604. Quinta do Portal, Lomba do Pinheiro
Horário: 9h às 13h"
16/06/2021 – G1 RS
Link? https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2021/06/16/estudantes-de-enfermagem-vacinam-os-pais-contra-a-covid-em-porto-alegre.ghtml
"Estudantes de enfermagem vacinam os pais contra a Covid em Porto Alegre
Três colegas de curso puderam imunizar a família no mesmo dia na PUCRS, que aplicou a primeira doses para funcionários nesta semana. E na UFCSPA, uma estudante aplicou a vacina na mãe pelo critério de idade.
A chegada do momento para vacinação contra a Covid foi ainda mais emocionante para quatro famílias de Porto Alegre. Pais e mães puderam receber a imunização contra a doença da próprias filhas, que são estudantes de enfermagem.
Amigas e colegas de classe, Giullia Sisto Poersch, Jennifer Lipert e Brenda Lopes Pereira dividiram esse momento na última segunda-feira (14). Alunas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, elas atuam como voluntárias da vacinação no local.
Ela vacinou o pai Adriano Alves dos Santos Poersch, que atua como vigilante na PUCRS há 8 anos e sempre sonhou com a formação das filhas na universidade.
Já Brenda pôde vacinar a mãe, Carla, contra o coronavírus. "Foi um momento que nenhuma de nós duas esperávamos que pudesse acontecer, mas aconteceu e foi muito emocionante", afirma Brenda.
Carla também atua como vigilante da instituição (veja vídeo abaixo do momento da vacina). E Jennifer pôde imunizar o padrasto, que ela considera pai. O momento foi uma mistura de sentimentos. Ela afirma ainda que na hora conseguiu conter as lágrimas, mas depois acabou chorando: "Foi emocionante".
Vacinação na UFCSPA
A pouco mais de três quilômetros da PUCRS, a estudante do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Alessandra Luiza Tolentino da Silva teve a felicidade de vacinar a sua própria mãe.
A imunização aconteceu na unidade móvel de vacinação, estacionada na Escola Estadual de Ensino Médio Antão de Faria, no bairro Bom Jesus, no domingo (13).
A mãe de Alessandra, Denize Tolentino da Silva, foi vacinada pelo critério de idade, pois tem 54 anos.
Nesta quarta-feira (16), a campanha de vacinação alcança a faixa etária de 52 anos completos para homens e mulheres na Capital. A imunização será feita em 12 unidades de saúde, das 8h às 17h, e no drive-thru da PUCRS, das 9h às 17h (confira aqui)."
16/06/2021 – GZH
Link:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/sistema-3as-completa-um-mes-com-14-areas-em-alerta-e-dificuldades-para-reverter-crises-regionais-ckpzxqd6l00750180qnopwbai.html
"Sistema 3As completa um mês com 14 áreas em alerta e dificuldades para reverter crises regionais
Em oito regiões, governo do Estado tenta convencer prefeitos a adotarem medidas mais duras para reverter indicadores críticos
Criado às pressas pelo governo do Rio Grande do Sul para viabilizar a volta das aulas presenciais, o sistema 3As de gestão da pandemia completa nesta quarta-feira (16) um mês de aplicação colhendo, por um lado, maior agilidade na análise dos indicadores e, por outro, dificuldades regionais para reverter cenários de crise. Das 21 regiões do Estado, 14 estão em alerta (nível máximo de risco), e oito delas sofrem cobranças do Palácio Piratini para que adotem restrições mais efetivas.
Desde a última sexta-feira (11), o Palácio Piratini passou a cobrar diretamente dos prefeitos medidas mais duras nessas regiões em alerta e que não estão tendo sucesso na reversão da crise sanitária.
— Tivemos, de fato, planos de ação em nível local que não satisfizeram, sob o olhar técnico, diante da gravidade do que a gente observa nas regiões. Por isso, determinei que as nossas equipes se reunissem com os grupos de prefeitos dessas regiões mais críticas. Até aqui, estou satisfeito com o modelo — avaliou o governador Eduardo Leite sobre o primeiro mês do novo sistema.
Já receberam o “puxão de orelha” do Palácio Piratini os gestores das regiões de Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Erechim, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Santa Rosa e Ijuí. Na sexta-feira (18), será a vez dos prefeitos da região de Caxias do Sul.
No sistema 3As, o governo do Estado foca a sua energia na análise diária dos indicadores, emitindo dois comunicados de risco: os avisos para as regiões com leve piora e os alertas para as zonas de crise sanitária. Diferentemente do modelo anterior, agora a decisão sobre quais medidas adotar para frear o coronavírus cabe aos prefeitos, e não mais ao governador do Estado.
Caso o governo do Estado entenda que alguma das regiões não está dando conta de reverter a crise local, pode aplicar a chamada “intervenção” e retomar o controle sanitário da região. Por ora, o governo do Estado evita trabalhar com esse cenário, que geraria conflito junto aos prefeitos.
— Não trabalhamos com intervenção até que esteja esgotada a possibilidade de entendimento (com prefeitos). Espero que não seja o caso de o Estado intervir — disse Leite.
Ocupação das UTIs acima de 90%
O primeiro mês do sistema 3As se completa com 11 das 21 regiões do Estado com ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) acima de 90%. Estão no nível crítico as zonas de Cachoeira do Sul, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santo Ângelo, Uruguaiana, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Erechim, Santa Rosa e Guaíba. O boletim emitido na tarde desta quarta-feira pelo governo também mostra 19 das 21 regiões com agravamento no indicador semanal de novos casos.
Enquanto o antigo modelo de bandeiras atualizava o mapa de risco uma vez por semana, o atual sistema 3As revisa os indicadores diariamente. Lucia Pellanda, epidemiologista da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), comemora esse avanço na avaliação dos indicadores, mas aponta que o novo sistema não está dando conta de reverter os cenários críticos.
— A qualidade da informação melhorou bastante. Mas isso não está chegando na ponta, na ação. Só a informação, sem ação, não é suficiente para melhorar a realidade. Comparando o sistema 3As a um paciente, é como se fizéssemos um bom diagnóstico mas não fizéssemos nada para tratar o paciente. Em termos de resultados, não estamos vendo uma mudança importante nas regiões com alerta — avalia a epidemiologista.
Lucia também diz que o novo sistema falha na comunicação dos níveis de risco:
— Minha maior preocupação, de novo, é na comunicação. As pessoas não estão se dando conta da gravidade da situação. Praticamente todas as regiões estão no que antigamente seria a bandeira preta. E agora, sem a comunicação por bandeiras, as pessoas pensam que o risco passou. Temos que ver redução de novos casos e de internações.
O infectologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Alexandre Zavascki alerta que, após um mês de novo sistema, os indicadores seguem em patamar elevadíssimo no Estado. Para ele, um modelo eficiente precisaria ter metas claras de redução de casos.
— O sucesso, entre aspas, do novo sistema foi normalizar os casos e mortes por covid-19 na vida das pessoas. Se pegar qualquer indicador, a gente vai ver que está pior do que os piores momentos de 2020. Lamento esta estabilização em níveis tão ruins. Temos níveis de casos, de hospitalizações e de mortes muito altos. O modelo precisa estabelecer metas, onde quer chegar. E, aparentemente, esse modelo caminha sem uma direção. A única direção é não piorar muito, aparentemente. Vai se mantendo em nível estável e vai se tocando a vida. Parece que estão apostando todas as fichas na vacinação — afirma Zavascki.
Em termos de indicadores estaduais, são mais de 2,5 mil pacientes com covid-19 internados em leitos clínicos. Esse número subiu cerca de 50% desde a metade de maio e, na última semana, dá sinais de recuo."
16/06/2021 – GZH
Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2021/06/nem-dolar-em-alta-freia-a-procura-pelo-turismo-da-vacina-que-tem-pacotes-a-partir-de-r-20-mil-ckpzn1rb6002x0180ospa1oq4.html
"Nem dólar em alta freia a procura pelo "turismo da vacina", que tem pacotes a partir de R$ 20 mil
Procura por passagens aéreas para os Estados Unidos vem crescendo. No país, turistas podem fazer a imunização contra o coronavírus
Com a vacinação contra a covid-19 a passos miúdos no Brasil – em razão da demora na aquisição dos imunizantes e também por conta do atraso no envio das doses –, quem tem dinheiro passou a fazer as malas em busca da imunização. Países que estão com a vacinação mais adiantada e liberada até mesmo para turistas passaram a receber um grande fluxo de brasileiros. Entre as opções mais procuradas estão os Estados Unidos, já que para receber a imunização, o turista não precisa comprovar residência ou qualquer outro elo fixo com a localidade.
Roberto Nedelciu, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), afirma que a procura por passagens aéreas para o país norte-americano vem crescendo, mesmo com o preço do dólar nas alturas, quando comparado ao real.
— Essa procura é real, diversos associados vêm relatando essa situação ao longo dos meses e pude perceber essa movimentação do turista brasileiro até mesmo na minha empresa. Quem nos procura, geralmente, são pessoas que já se vacinaram, mas que estão preocupadas com os filhos, que por não serem do grupo prioritário, não foram imunizados ainda e estão lá atrás na fila. São pessoas ricas que unem o útil ao agradável. Ou seja, a vacinação e a vontade de viajar — relata.
Nedelciu destaca, contudo, que a compra de um pacote de viagem em direção aos EUA não garante a vacinação. Ele relembra ainda que, para entrar em território norte-americano, os brasileiros precisam passar por uma quarentena de 14 dias em alguma localidade que já tenha acesso livre ao país, visto que os EUA não permitem a entrada de pessoas que tenham passado pelo Brasil 14 dias antes do desembarque.
Por isso, é realizado teste PCR antes de sair do Brasil. Depois, as pessoas fazem quarentena de 15 dias em países como México, República Dominicana, Costa Rica ou outros países do Caribe. Por fim, eles ingressam pela Flórida, pela Califórnia ou por Nova York. Essa viagem, incluindo todas as etapas, parte de valores entreR$ 20 e R$ 25 mil e pode ficar mais cara dependendo dos outros confortos que o turista vai exigir, diz o presidente da Braztoa.
Locais como Rússia, Ilhas Maldivas, San Marino, Romênia também oferecem imunizante aos turistas, diz Nedelciu. Inclusive, um dos postos de vacinação dos viajantes que estão na Romênia fica no "Castelo do Drácula", famoso ponto turístico do país. Para o presidente da entidade, a imunização virou atrativo:
— Eles usam a vacina como ferramenta para atrair turistas. Acredito que não seja um problema porque a dose dessa pessoa aqui no país será dada para outro indivíduo com mais celeridade. Teremos mais pessoas imunizadas e mais rápido.
Aumento da injustiça social
Paulo Leivas, professor de Biotética na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), avalia que a opção de viajar a outro lugar para garantir a vacina não é ilegal, porém ela colabora para o aumento e solidificação da injustiça no Brasil e no mundo. Ele relembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a vacina contra o coronavírus um bem público mundial.
— Decorrente disso, podemos entender que ela deve ser um bem de acesso universal. Mas, na medida em que se abre possibilidade para que pessoas ricas acessem as vacinas em outros países, essa declaração cai por terra porque revela ainda mais a desigualdade em que estamos mergulhados — pontua.
Ele ainda complementa:
— Além disso, esse turismo em busca da vacina não impacta nem a camada mais externa da vacinação no Brasil porque o número de pessoas que têm condições de pagar por essa viagem é ínfimo. E os que podem arcar com esse turismo geralmente são os que têm a oportunidade de cuidar da sua saúde, de ficar trabalhando de casa, de diminuírem suas chances de serem infectados, logo, de esperarem por sua vez na fila de vacinação.
Impacto na campanha brasileira
O baque sofrido pelo setor do turismo afetou todos os países do mundo. De acordo com levantamento da Organização Mundial do Turismo (OMT), devido à pandemia, as viagens internacionais registraram uma queda de 70% nos oito primeiros meses de 2020, em relação ao mesmo período de 2019.
Para Aluísio Barros, médico epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a prática não resolve o problema da imunização no Brasil.
— Essa é uma solução para o turismo dos EUA, não para a vacinação do Brasil porque abrange um punhado de gente abastada que vai para os EUA a trabalho ou turismo. A nossa solução para esse problema, como país, é investir na compra de vacinas e acelerar a imunização por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS tem seus problemas, mas promove a imunização de maneira muito eficiente há anos. Nós temos a estrutura para acelerar esse processo, mas falta a vacina — avalia.
Outro ponto de atenção, segundo Barros, é o alto índice de prevalência do coronavírus no Brasil. Para isso, ele faz um recorte. Conforme a 10ª fase da Epicovid-19, 18,1% da população gaúcha têm anticorpos contra a covid-19. Isso quer dizer que 80% da população do Rio Grande do Sul está suscetível a contrair a doença:
— O risco de contaminação no Brasil continua alto mesmo para vacinados, isso indica que o perigo ainda ronda. Os imunizados podem não agravar, mas podem ser infectados. Se os vacinados vierem para cá e começarem a forçar uma vida normal, sem uso de máscara e promovendo aglomerações teremos mais um elemento que vai reforçar o período de outro pico de casos em nosso país."
15/06/2021 – GZH
Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2021/06/vacinacao-de-professores-e-de-funcionarios-nao-deve-alterar-calendario-universitario-a-curto-prazo-ckpydpoa30061018m36v1mvvf.html
"Vacinação de professores e de funcionários não deve alterar calendário universitário a curto prazo
Algumas universidades preveem retomada presencial de parte das atividades quando for finalizado o ciclo vacinal
A pandemia alterou o calendário letivo das universidades, que tiveram as aulas presenciais interrompidas em março de 2020. Desde a semana passada, professores e funcionários de universidades de Porto Alegre e de São Leopoldo passaram a receber a imunização contra o coronavírus.
Porém, a chegada da vacinação não significa, necessariamente, a retomada das aulas presenciais de imediato nas instituições de ensino. Esse é um plano ainda a médio prazo para algumas universidades.
Confira abaixo como ficará o calendário acadêmico em algumas instituições:
UFRGS
Com a imunização de professores e servidores iniciada nesta terça-feira, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) afirmou que “o início da vacinação de profissionais do ensino superior, com a primeira dose, não muda a programação da graduação da UFRGS”.
Afirmou ainda que os planejamentos de ensino para 2021/1 “estão sendo aprovados no formato Ensino Remoto Emergencial (ERE) e as aulas estão previstas para início em 2 de agosto, nesse formato” e seguem até 4 de dezembro.
UFSCPA
A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) informa que, após a segunda etapa de vacinação, prevista para setembro, e o prazo necessário para imunização dos servidores (docentes e técnicos), “devem ser reiniciadas, de forma escalonada, algumas atividades administrativas e acadêmicas”.
Por enquanto, não há mudanças. O atual semestre segue até 18 de setembro. O período 2021/2 terá início no dia 10 de outubro com término previsto para 1º de março de 2022.
Por enquanto, as atividades de estágio dos últimos anos dos cursos de graduação também não sofrem alteração, “pois continuaram a ser realizadas de forma prática mesmo durante o período da pandemia, devido à sua importância para a formação profissional dos estudantes e pelo serviço prestado à sociedade”, afirma a instituição.
E as atividades práticas elencadas como prioritárias pelas coordenações dos cursos de graduação, que foram interrompidas em março deste ano, pico da pandemia no Estado, seguem sendo realizadas por meio de gravações e aulas teóricas continuam de forma totalmente online, no formato EAD emergencial.
PUCRS
Para a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), “a vacinação é uma premissa para ampliar ainda mais atividades presenciais no campus, então, isso deve se confirmar”. Contudo, foi informado que o calendário previsto pela universidade para o semestre corrente se mantém. Porém, foi dado o alerta de que, na semana que vem, será anunciado o modelo de aulas planejado para 2021/2.
No momento, o funcionamento prioriza as aulas teóricas online, dá continuidade às atividades de estágios obrigatórios e práticas para a conclusão de cursos na área da saúde em regime especial, prossegue com as pesquisas relacionadas à covid-19 e as daqueles estudantes que precisam concluir seus cursos e tenham atividades inviabilizadas de maneira remota.
Além disso, segue a retomada das demais práticas assistidas e de laboratórios dos diversos níveis de cursos na área da saúde, estágios e práticas individuais ou em pequenos grupos. Por fim, os serviços de atendimento ficam em regime de plantão.
Unisinos
Segundo Cristiano Richter, diretor da Unidade de Apoio de Operações e Serviços da Universidade do Vale do Sinos (Unisinos), o avanço da vacinação trouxe uma nova perspectiva para a abertura dos campi no segundo semestre:
— Atualmente, estamos com 82% de todos colaboradores vacinados com a primeira dose da AstraZeneca. A perspectiva é termos o esquema vacinal individual completo no início de setembro, o que traz a possibilidade de um incremento gradual das atividades presenciais nos campi ao longo do semestre.
As aulas do período de 2021/2 se iniciam no dia 9 de agosto na Unisinos. O esquema, por ora, permanece o mesmo. Com atividades presenciais em laboratórios e sendo realizadas na sala de aula simultânea, com a opção facultativa para os alunos estarem presentes nos campi ou assistirem de forma remota.
UniRitter
Por meio de nota, a UniRitter informa que "em momento oportuno, avaliaremos e compartilharemos com a comunidade acadêmica as orientações para o próximo semestre". No momento, não há qualquer mudança nos protocolos adotados pela universidade."
14/06/2021 – GZH
Link:https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2021/06/vacinacao-de-homens-de-54-anos-comeca-com-poucas-filas-e-movimento-tranquilo-em-porto-alegre-ckpwq3mr0002k018m0ktz9zp2.html
“Vacinação de homens de 54 anos começa com poucas filas e movimento tranquilo em Porto Alegre
Novo público pode se vacinar em 12 unidades de saúde e no drive-thru da PUCRS. Mulheres da mesma faixa etária e trabalhadores do Ensino Superior também estão sendo imunizados
A abertura da vacinação contra a covid-19 para homens a partir de 54 anos, nesta segunda-feira (14), teve movimento tranquilo e poucas filas durante a manhã em Porto Alegre. Este novo público, além de mulheres da mesma faixa etária, trabalhadores da educação do Ensino Superior e os outros grupos prioritários que já vinham sendo atendidos podem se vacinar em 12 unidades de saúde e no drive-thru da PUCRS até as 17h (veja o serviço abaixo).
No Centro de Saúde IAPI, na Zona Norte, por volta das 8h15min, havia 20 pessoas na fila e o atendimento era rápido. A diarista Maria do Socorro Procedômio da Silva, 48 anos, tem comorbidades e levou 40 minutos para tomar a primeira dose.
— Eu cheguei às 7h50min, e 8h30min já estou saindo feliz e aliviada. Espero que daqui a pouco estejamos todos vacinados — disse.
No único drive-thru em operação nesta segunda-feira, no estacionamento da PUCRS, uma fila de cerca de 40 veículos se formou antes das 9h. Mas, assim que a vacinação teve início, ela diminuiu.
Na Igreja Nossa Senhora da Glória, na Avenida Oscar Pereira, havia 20 pessoas na fila às 10h30min, e o tempo de espera era de 30 minutos. A mesma situação era vista no Centro de Saúde Modelo, na Avenida João Pessoa: fila pequena e tempo de espera entre 30 e 40 minutos.
A Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UCSPA), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) optaram por fazer a vacinação nos próprios locais. Para isso, contam com apoio da Secretaria Municipal da Saúde, que fornece vacinas e insumos.
As vacinas oferecidas nas 12 unidades de saúde e no drive-thru são da Oxford/AstraZeneca, para primeira e segunda dose. A da Pfizer também está disponível, segundo a prefeitura, especificamente para gestantes e puérperas — contudo, o imunizante foi aplicado em professores, em alguns locais, durante a manhã.
Já a segunda dose da Pfizer pode ser aplicada em três unidades de saúde (Panorama, Belém Novo e Assis Brasil) por pessoas que receberam a primeira há mais de 21 dias. Não há aplicação de doses da CoronaVac.
Veja os locais de vacinação nesta segunda-feira (14):
Primeira e segunda dose de Oxford/AstraZeneca
Onde: no drive-thru da PUCRS e em 12 unidades de saúde.
Público:
Primeira dose - homens e mulheres com 54 anos ou mais, funcionários e professores de escolas de nível superior, profissionais da educação infantil, fundamental e do ensino médio e profissionalizante das redes municipal, estadual e privada, pessoas com deficiência permanente e com comorbidades a partir de 18 anos.
Segunda dose - pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante há mais de 12 semanas
Horários: 9h às 17h no drive-thru; 8h às 15h nas unidades de saúde
Endereços:
Drive-thru da PUCRS - Acesso pela Avenida Ipiranga, 6.681 - entrada ao lado do Museu da PUCRS - Bairro Partenon
US Álvaro Difini - Rua Álvaro Difini, 520 - Bairro Restinga
US Belém Novo - Rua Florêncio Farias, 195 - Bairro Belém Novo
US Camaquã - Rua Professor Dr. Pitta Pinheiro Filho, 176 - Bairro Camaquã
US Glória - Av. Professor Oscar Pereira, 3.229 - Bairro Glória
US IAPI - Rua Três de Abril, 90 - Bairro Passo das Pedras
US Moab Caldas - Av. Moab Caldas, 400 - Bairro Santa Tereza
US Modelo - Rua Jerônimo de Ornelas, 55 - Bairro Santana
US Morro Santana - Rua Marieta Menna Barreto, 210 - Bairro Protásio Alves
US Assis Brasil - Avenida Assis Brasil, 6.615 - Sarandi
US Santa Cecília - Rua São Manoel, 543 - Bairro Santa Cecília
US Santa Marta - Rua Capitão Montanha, 27 - Centro
US São Carlos - Av. Bento Gonçalves, 6.670 - Bairro Partenon
Primeira dose da Pfizer
Público: gestantes e puérperas.
Onde: nas 12 unidades de saúde listadas acima.
Horário: 8h às 17h
Segunda dose da Pfizer
Público: indivíduos que receberam a primeira dose desse imunizante há mais de 21 dias (até 23 de maio)
Onde: em três unidades de saúde (Panorama, Assis Brasil e Belém Novo)
Horário: das 8h às 17h
Endereços:
US Panorama - Rua Rômulo da Silva Pinheiro, s/nº - Bairro Lomba do Pinheiro
US Assis Brasil - Avenida Assis Brasil, 6.615 - Bairro Sarandi
US Belém Novo - Rua Florêncio Faria, 195 - Bairro Belém Novo
Vacinação da população em situação de rua
Onde: Consultório na Rua, no Centro de Saúde Santa Marta (rua Capitão Montanha, 27, térreo, Centro Histórico). Equipes da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) estão fazendo a abordagem a esse público e orientando para a necessidade da imunização.”
13/06/2021 – Jornal do Comércio
Link: https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/especiais/coronavirus/2021/06/796752-porto-alegre-amplia-vacinacao-contra-covid-19-para-homens-de-54-anos-e-outros-grupos-nesta-segunda.html
"Porto Alegre amplia vacinação contra Covid-19 para homens de 54 anos e outros grupos nesta segunda
A prefeitura de Porto Alegre irá ampliar o público que pode se vacinar contra a Covid-19 nesta segunda-feira (14). A primeira dose da vacina estará disponível para homens de 54 anos, que se unem às mulheres da mesma idade na imunização, contempladas desde o último sábado.
A imunização também será estendida a funcionários e professores de escolas de nível superior. O atendimento será realizado por equipes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em 12 postos, das 8h às 17h, e no drive-thru da PUCRS, das 9h às 17h.
Veja o serviço completo abaixo.
A imunização segue para profissionais da educação infantil, fundamental e do ensino médio e profissionalizante das redes municipal, estadual e privada, pessoas com deficiência permanente de 18 anos ou mais, pessoas com comorbidades a partir de 18 anos e população de rua.
Documentos - Para receber a vacina, pessoas com 54 anos ou mais precisam apresentar documento de identidade com CPF e comprovante de residência em Porto Alegre. Para profissionais da educação e funcionários, é necessário documento de identidade com foto e CPF, contracheque ou crachá e declaração da instituição ao qual o profissional está vinculado. No caso da segunda dose, precisa levar documento de identidade e carteira de vacinação com registro da primeira aplicação.
A Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UCSPA), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) optaram por fazer a vacinação nos próprios locais. Para isso, contam com apoio da SMS, que fornece vacinas e insumos.
As vacinas oferecidas são AstraZeneca (todos os públicos, exceto gestantes e puérperas) e Pfizer, cuja primeira dose está disponível especificamente para gestantes e puérperas. Já a segunda dose de Pfizer pode ser aplicada em três unidades de saúde por pessoas que receberam a dose 1 há mais de 21 dias.
Locais de vacinação nesta segunda-feira, 14:
D1 e D2 da vacina AstraZeneca/Oxford
Público D1: homens e mulheres com 54 anos ou mais, funcionários e professores de escolas de nível superior, profissionais da educação infantil, fundamental e do ensino médio e profissionalizante das redes municipal, estadual e privada, pessoas com deficiência permanente de 18 anos ou mais, pessoas com comorbidades a partir de 18 anos
Público D2: quem tomou a primeira dose há mais de 12 semanas
Onde: Drive-thru da PUCRS
Horário: 9h às 17h
Endereço: Acesso pela av. Ipiranga, 6681 - entrada ao lado do Museu da PUCRS – Partenon
Onde: 12 unidades de saúde
Horário: 8h às 17h
Endereços:
Álvaro Difini - Rua Álvaro Difini, 520 - Bairro Restinga
Belém Novo - Rua Florêncio Farias,195 – Bairro Belém Novo Camaquã - Rua Professor Dr. Pitta Pinheiro Filho, 176 - Bairro Camaquã
Glória - Av. Professor Oscar Pereira, 3229 - Bairro Glória
IAPI - Rua Três de Abril, 90 - Bairro Passo das Pedras
Moab Caldas - Av. Moab Caldas, 400 - Bairro Santa Tereza
Modelo - Rua Jerônimo de Ornelas, 55 - Bairro Santana
Morro Santana - Rua Marieta Menna Barreto, 210 - Bairro Protásio Alves
Assis Brasil - Avenida Assis Brasil, 6615 – Sarandi
Santa Cecília - Rua São Manoel, 543 - Bairro Santa Cecília
Santa Marta - Rua Capitão Montanha, 27 – Centro
São Carlos - Av. Bento Gonçalves, 6670 - Bairro Partenon
D1 da vacina Pfizer
Público: gestantes e puérperas
Onde: 12 unidades de saúde
Horário: 8h às 17h
Endereços: mesmas unidades listadas acima
D2 da vacina Pfizer
Público: pessoas que receberam a dose 1 há mais de 21 dias (até 23 de maio)
Onde: três unidades de saúde (Panorama, Rubem Berta e Belém Novo)
Horário: das 8h às 17h
Endereços:
US Panorama - Rua Rômulo da Silva Pinheiro, s/nº - Lomba do Pinheiro
US Rubem Berta Rua Wolfram Metzler, 675 - Bairro Rubem Berta
US Belém Novo - Rua Florêncio Faria, 195
Comprovação:
Pessoas com comorbidades: atestado médico, laudo médico, prescrição de medicamentos de uso contínuo, de acordo com o agravo.
Pessoas com deficiência (PCD): documento que comprove a deficiência. Além de laudo médico, pode ser cartão de transporte público especial, cartão de estacionamento para PCD.
Gestantes e puérperas com comorbidades: carteira da gestante.
Gestantes e puérperas sem comorbidades: atestado médico.
Gripe - Pessoas que receberam a dose da vacina contra gripe devem aguardar 14 dias para fazer a primeira ou segunda dose da vacina Covid-19. O primeiro dia a ser contado é o seguinte ao da aplicação.
População de rua - A partir desta semana, a vacinação contra a Covid-19 para a população em situação de rua prossegue no Consultório na Rua, que fica no Centro de Saúde Santa Marta (rua Capitão Montanha, 27, térreo, Centro Histórico). Equipes da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) estão fazendo a abordagem e orientando para a necessidade da imunização. É necessário apresentar documento de identificação com foto ou cópia. Caso não tenha, pode informar o nome completo, pois as equipes de saúde pesquisam no sistema o número do CPF ou CNS. O Plano Municipal de Vacinação prevê o total de 3 mil doses em Porto Alegre para esse público."
13/06/2021 – GZH
Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/coronavirus-servico/noticia/2021/06/vacinacao-teve-movimento-tranquilo-neste-domingo-em-porto-alegre-ckpvigmkr0024018mvrp80qan.html
"Vacinação teve movimento tranquilo neste domingo em Porto Alegre
Houve registro de filas somente no início da manhã no único ponto de imunização disponível, a unidade móvel no bairro Bom Jesus
A vacinação contra a covid-19 se deu sem atropelos neste domingo (13) em Porto Alegre. O único local a fazer a imunização foi a unidade móvel de saúde, um ônibus estacionado junto à Escola Estadual de Ensino Médio Antão de Faria (rua Bom Jesus, 505), no bairro Bom Jesus
A vacinação transcorreu entre 9h e 13h e foi aplicada em mulheres de 54 anos ou mais e homens, dos 55 anos em diante. A faixa etária se somou aos grupos que vêm sendo imunizados pela Secretaria Municipal de Saúde: profissionais da educação infantil, fundamental e do ensino médio e profissionalizante das redes municipal, estadual e privada, pessoas com deficiência permanente de 18 anos ou mais e pessoas com comorbidades a partir de 18 anos.
Foram aplicadas 188 vacinas em primeira dose e sete de segunda dose. A imunização foi feita por seis vacinadores e teve também apoio da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), que enviou residentes para ajudar. Muita gente procurou esse único posto, e chegaram a se formar filas no início da manhã, mas o movimento diminuiu depois."
12/06/2021 – GZH
https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/especialistas-apontam-razoes-para-aumento-da-mortalidade-por-covid-19-no-estado-ckpu9nb8u001v0180gax5nh26.html
"Especialistas apontam razões para aumento da mortalidade por covid-19 no Estado
Mudança no comportamento da população e o afrouxamento nos protocolos de distanciamento social são tidos como os principais fatores
O avanço da pandemia fez do Rio Grande do Sul um dos locais de maior mortalidade por covid-19 no país. A curva de contágio se acentuou nos últimos meses, levando o território gaúcho para o grupo dos 10 Estados com maior número de mortes por 100 mil habitantes.
Em maio de 2020, o Rio Grande do Sul ocupava o 21º lugar nessa lista, exibindo um controle invejável da circulação do vírus. Atualmente, o Estado é o nono nesse ranking, com 259,15 mortos a cada grupo de 100 mil pessoas.
Se o período de tempo analisado for somente os últimos sete dias, o desempenho é ainda mais triste, com o RS no sexto lugar em mortalidade, com quociente de 7,22 óbitos, atrás apenas de Mato Grosso, Paraná, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os números foram compilados pelo comitê de dados que assessora o governo do Estado.
Especialistas consultados por GZH apontam várias razões para o aumento da mortalidade. A mudança no comportamento da população e o afrouxamento nos protocolos de distanciamento social são tidos como os principais fatores.
— As pessoas cansaram, deixaram de seguir as medidas que a gente propõe. Esse crescimento se deu justamente no final do ano passado, com as férias, quando houve um aumento maciço da mobilidade, com aglomerações. O vírus não viaja, mas pessoas viajam com o vírus. Não sobrou um canto do Estado onde o vírus não tenha circulado mais — afirma o infectologista Eduardo Sprinz, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Responsável pelo Epicovid, o maior estudo sobre a disseminação do coronavírus no país, o epidemiologista Pedro Hallal salienta que a estratégia gaúcha para contenção da pandemia funcionou bem enquanto a população respeitou o antigo modelo de bandeiras adotado pelo governo do Estado. A partir do momento em que o Piratini passou a flexibilizar o cumprimento das regras, permitindo aos municípios adotarem protocolos mais brandos, a situação teria piorado.
— Nós vínhamos bem, mas houve a politização do modelo de bandeiras, com a cogestão. Daí a população parou de levar a sério. Se tu perguntasse para alguém na rua sob qual bandeira estava sua cidade, quase ninguém sabia. E também não sabiam a diferença entre uma bandeira vermelha e laranja, por exemplo. Pra piorar, criaram um novo sistema mais permissivo ainda — critica Hallal.
Tal entendimento é compartilhado pela reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lúcia Pelllanda. Médica e epidemiologista, Lúcia diz que as pessoas foram perdendo a percepção dos riscos acarretados pela contaminação. A sucessiva liberação de inúmeras atividades e o comportamento equivocado de celebridades e ídolos da música e do esporte, flagrados em festas e aglomerações, também teriam colaborado para a sensação de que o pior já havia passado. Segundo Lúcia, o avanço da vacinação também provoca a adoção de comportamentos de riscos.
— Vacinação é uma coisa maravilhosa, mas, quando não é feita com a rapidez necessária, traz problemas. Os vacinados se sentem com passaporte liberado para fazer qualquer coisa. Claro que há menos pressão sobre o sistema de saúde, mas há a probabilidade de surgirem novas variantes. Vai cada vez ficando mais difícil controlar a transmissão — explica.
Um dos coordenadores do estudo da vacina de Oxford feito no Estado, Sprinz lembra que a cepa Gama, mais agressiva e contaminante, se disseminou no Estado justamente no período do Carnaval, quando houve grande mobilidade da população. O infectologista diz que o avanço da imunização deve provocar um novo fenômeno nas próximas semanas, sobretudo em Porto Alegre. Com 30% da população da Capital já tendo recebido duas doses, é provável ocorram menos mortes, a despeito de um crescimento no número de casos a partir de uma mobilidade social maior, aponta.
— O vírus vai se especializando. As pessoas geram anticorpos, mas ele acumula mutações, vai evoluindo em função da circulação maior — argumenta o médico.
Veja o ranking da mortalidade
Estado Taxa de mortalidade por covid-19
RO 332,2
MT 320,65
AM 316,77
RJ 304,88
DF 295,93
RR 276,84
ES 276,71
MS 265,06
RS 259,15
SP 255,55
GO 254,52
PR 244,19
SE 232,48
CE 231,11
SC 221,85
AP 207,04
MG 201,19
PB 200,54
AC 1 92,87
TO 190,61
PI 188,77
RN 183,1
PE 174,75
PA 173,43
BA 150,08
AL 148,74
MA 119,74
Fonte: Comitê de Dados"
11/06/2021 – Jornal ZH
Versão Impressa
"Especialistas reagem
Para não usar máscara, precisamos ter menos incidência de casos, menos pessoas internadas. A gente precisa ter a pandemia controlada.
JERUZA NEYELOFF Médica epidemiologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
A recomendação da OMS e dos especialistas continua a mesma: use máscara. Máscara salva.
PORTAL DRAUZIO Do médico Drauzio Varella
Segura, barata e protege muito. Por que não usar? É um hábito de saúde importante.
LUCIA PELLANDA Médica e reitora da UFCSPA
Se (o ministro da Saúde) deixar de recomendar o uso (de máscara), vai mostrar claramente quem manda na saúde e promove o contágio.
ÁTILA IAMARINO Biólogo e divulgador científico"
11/06/2021 – Jornal do Comércio
Link:https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/geral/2021/06/796568-universidades-gauchas-vacinam-professores-e-colaboradores-das-instituicoes-veja-os-calendarios.html
“Universidades do RS vacinam professores e colaboradores; veja os calendários
Algumas das maiores universidades gaúchas dão início este mês à aplicação das vacinas contra Covid-19 em professores e trabalhadores da educação. Até esta quinta-feira (10), o Rio Grande do Sul já havia aplicado a primeira dose do imunizante em 136,6 mil trabalhadores da área.
A primeira cidade da Região Metropolitana a realizar a vacinação desse grupo foi São Leopoldo. Entre os dias 7 e 8 de junho, 1.382 colaboradores da Unisinos e de outras instituições de ensino superior da cidade receberam a vacina. Por lá, essa etapa da campanha já foi encerrada.
A vacinação contra a Covid-19 dos profissionais da comunidade interna da UFCSPA, em Porto Alegre, começa nesta sexta-feira (11). Docentes, técnico-administrativos, terceirizados, bolsistas de apoio técnico e institucional e estagiários serão vacinados na Praça dos Cubos da universidade (R. Sarmento Leite, 245).
A escala será dividida por faixas etárias para evitar aglomerações no campus. O Grupo 1, formado por pessoas acima de 50 anos, se vacina entre 9h e 10h. As pessoas acima de 40 anos (Grupo 2) devem comparecer ao local entre 10h e 12h.
À tarde (12h – 15h) começa a aplicação das doses em pessoas acima de 30 anos na UFCSPA (Grupo 3). Pessoas entre 18 e 30 anos (Grupo 4) devem se vacinar das 15h às 17h.
Para servidores da universidade, a documentação necessária será crachá ou documento com foto. Para bolsistas de apoio técnico e institucional, estagiários e terceirizados é essencial documento com foto e CPF. A vacina disponibilizada pela SMS é a da Oxford/AstraZeneca.
Como alternativa, também haverá aplicação da vacina no drive-thru da PUCRS, do Barra Shopping e da Sertório. Neste caso, os servidores devem levar comprovação funcional e documento de identidade.
UFRGS inicia vacinação de mais de 6 mil pessoas nesta terça-feira
A partir desta terça-feira (15) até sexta-feira (18), a UFRGS vacinará todos os seus servidores contra a Covid-19. A vacinação será feita das 9h às 16h, na Escola de Enfermagem (Rua São Manoel, 963 – Campus Saúde). No local, haverá aplicação de doses pelo sistema drive-thru e também para as pessoas que comparecerem a pé.
Serão vacinados técnicos administrativos, professores e trabalhadores terceirizados, sendo que a aplicação será organizada por ordem alfabética, conforme escalonamento a ser divulgado pela Superintendência de Gestão de Pessoas (Sugesp) nesta sexta-feira.
Para receberem a vacina, os servidores devem apresentar documento com foto e documento que comprove vínculo (Cartão UFRGS, contracheque ou impressão/print da aba "Vínculos", em "Informações Funcionais" presente no Portal do Servidor). Conforme a superintendente de Gestão de Pessoas da UFRGS, Marília Borges Hackmann, serão imunizados nesta etapa em torno de 1,3 mil trabalhadores terceirizados e 5 mil servidores técnico-administrativos e docentes.
Imunização de profissionais da PUCRS será nos dias 14 e 15 de junho
Na segunda e terça-feira (14 e 15), os colaboradores vinculados às atividades acadêmicas da PUCRS serão vacinados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. A aplicação será feita no hall da Biblioteca, da seguinte forma:
De 46 a 59 anos – dia 14/6, pela manhã;
De 38 a 45 anos – dia 14/6, à tarde;
De 29 a 37 anos – dia 15/6, pela manhã;
De 18 a 28 anos – dia 15/6, à tarde.
Os horários de cada turno serão informados em breve pela universidade. Não serão contemplados os colaboradores com menos de 18 anos ou acima de 60 anos, já considerados no cronograma da SMS. Além disso, quem enviou a carteirinha de vacinação à Gerência de Gestão de Pessoas (GePes), ou informou que já recebeu a 1ª dose, também não será vacinado.
No dia e turno correspondente à aplicação da vacina para a sua faixa etária, o colaborador deverá comparecer ao hall da Biblioteca levando o seu crachá e o documento de identidade – esses serão os documentos necessários para garantir a 1ª dose. Caso o colaborador não compareça na data da aplicação para a sua faixa etária, não haverá segundo momento para aplicação da 1ª dose na PUCRS. Quem não puder comparecer, deverá seguir as orientações do seu município para vacinação, conforme calendários municipais de imunização estipulados.”
10/06/2021 – Sul 21
https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/coronavirus/2021/06/vacinacao-em-universidades-de-porto-alegre-comeca-pela-ufcspa-nesta-sexta-feira-11/
Vacinação em universidades de Porto Alegre começa pela UFCSPA, nesta sexta-feira (11)
A Universidade Federal de Ciências da Saúde (UFCSPA) será a primeira das principais instituições de ensino superior de Porto Alegre a vacinar seus funcionários contra a covid-19. A imunização vai acontecer nesta sexta-feira (11) e será dividida por faixas etárias, entre 9h e 17h, para evitar aglomerações no campus. Docentes, técnico-administrativos, terceirizados, bolsistas de apoio técnico e institucional e estagiários poderão se vacinar, de acordo com a escala divulgada pela UFCSPA.
A Universidade Federal de Ciências da Saúde (UFCSPA) será a primeira das principais instituições de ensino superior de Porto Alegre a vacinar seus funcionários contra a covid-19. A imunização vai acontecer nesta sexta-feira (11) e será dividida por faixas etárias, entre 9h e 17h, para evitar aglomerações no campus. Docentes, técnico-administrativos, terceirizados, bolsistas de apoio técnico e institucional e estagiários poderão se vacinar, de acordo com a escala divulgada pela UFCSPA.
Já a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) confirmou nesta quinta (10) que irá imunizar a partir da próxima terça-feira (15) todos os seus servidores contra a covid-19. Serão vacinados técnicos, professores e trabalhadores terceirizados. A aplicação será organizada por ordem alfabética, conforme escalonamento a ser divulgado pela Superintendência de Gestão de Pessoas (SUGESP) na sexta (11). Para receberem a vacina, os servidores devem apresentar documento com foto e cartão da universidade.
Conforme a superintendente de Gestão de Pessoas da UFRGS, Marília Borges Hackmann, serão imunizados nesta etapa em torno de 1.300 trabalhadores terceirizados e 5.000 servidores técnicos e docentes. “Estamos ultimando a listagem única com base nas informações recebidas pelas unidades, excluindo da lista aqueles servidores que já receberam alguma dose de imunizante. No primeiro dia, estimamos vacinar cerca de 1.000 pessoas”, informou.
O atendimento será das 9h às 16h, na Escola de Enfermagem (Rua São Manoel, 963 – Campus Saúde). No local haverá aplicação de doses pelo sistema drive-thru e também para as pessoas que comparecerem a pé.
Em reunião na manhã desta quinta com a presença de representantes das universidades e do coordenador da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, o superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, Luis Audy, informou que, na instituição, a vacinação deve ocorrer nos dias 14 e 15 de junho, e imunizar cerca de 2,7 mil pessoas.
10/06/2021 – GZH
https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/mascara-ainda-e-importante-para-ajudar-a-controlar-pandemia-no-brasil-dizem-especialistas-ckprmdalv00d2018020fpddv7.html
"Máscara ainda é importante para ajudar a controlar pandemia no Brasil, dizem especialistas
Mesmo que país tenha alta taxa de contágio, presidente manifestou intenção de fazer com que o acessório deixe de ser obrigatório para vacinados e pessoas que já tiveram a doença
A máscara deve continuar no rosto dos brasileiros mesmo que o país esteja avançando na vacinação contra a covid-19. Para especialistas, o Brasil ainda não vive um cenário tranquilo na pandemia, com poucos casos de contágio e muitas pessoas imunizadas, como os Estados Unidos, onde a obrigatoriedade do acessório foi retirada, conforme deseja fazer o presidente Jair Bolsonaro.
Em cerimônia nesta quinta-feira (10), Bolsonaro informou que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para assinar um parecer desobrigando a máscara para quem se vacinou ou já foi contaminado pelo coronavírus. Em ambos os casos, segundo a médica epidemiologista Jeruza Lavanholi Neyeloff, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o acessório ainda é importante, pois o Brasil segue registrando uma alta taxa de contágio. Nos Estados Unidos, a obrigatoriedade caiu em maio para algumas situações, depois de os americanos virem a incidência de casos despencar.
— Os Estados Unidos têm registrado menos de 50 casos a cada milhão de pessoas por dia. Baixou muito. Isso dá liberdade para tirar medidas de proteção. Nós, no Brasil, temos uma incidência maior de casos. Temos cerca de 300 novos casos por milhão de habitantes por dia. É cinco vezes mais casos por dia do que os Estados Unidos. Ainda precisamos de todas as medidas de proteção e ainda não é o momento de liberar — pontua.
Bolsonaro nunca escondeu sua contrariedade com a máscara. Diversas vezes foi criticado por circular sem o acessório mesmo em eventos públicos, com aglomeração. Em julho do ano passado, no entanto, sancionou, com vetos, uma lei que tornou o item obrigatório em ruas e lugares públicos, inclusive no transporte coletivo.
Se usada corretamente, a máscara reduz em 87% a chance de contaminação pelo Sars-CoV-2, segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMS).
Médica epidemiologista que participou dos testes, a professora e reitora da UFCSPA Lucia Pellanda diz que o acessório ainda é fundamental porque as infecções estão em um patamar elevado e não temos um número alto de imunizados. No Brasil, 23,3 mil pessoas já tomaram as duas doses da vacina contra o coronavírus, ou seja, 11,1% da população. Nos Estados Unidos, são 43%.
Lucia gosta de fazer uma certa analogia para explicar como a vacina contra a covid-19 funciona em um momento em que a pandemia ainda não foi controlada:
— Se tu vais comprar uma camiseta que custa R$ 10 e o desconto é de 50%, a camiseta vai custar R$ 5. Agora, se tu comprares uma camiseta de R$ 1 mil com o mesmo desconto de 50%, mesmo assim ela vai ficar muito cara. Uma camiseta caríssima mesmo com um superdesconto. A vacina é como um desconto, ela reduz o risco. Só que a gente está num preço muito alto, em que, mesmo com o desconto, temos um risco grande de contágio.
Símbolo de proteção de uma doença que mudou o mundo no último ano, a máscara só deve ser deixada de lado quando houver um equilíbrio entre muitos indicadores.
— Para não usar máscara, precisamos ter menos incidência de casos, menos pessoas internadas. A gente precisa ter a pandemia controlada. Não tem como prometer para a população que será com tal número de vacinados. A gente tem que olhar para os dados. Reduziu casos, número de internados, temos leitos nos hospitais? Vamos começar a levantar restrições para ver se conseguimos manter a pandemia sob controle, e não ao contrário, levantar as restrições e torcer para os casos não subirem — frisa Jeruza.
Vacinados podem circular sem máscara? E quem já pegou coronavírus?
Quem já tomou as duas doses da vacina precisa seguir usando a máscara porque ainda tem chance de se contaminar e de passar o vírus adiante, mesmo que o risco seja baixo, lembra Jeruza:
— O risco dessa pessoa se contaminar é muito menor com a vacina porque a vacina funciona. Só que, como temos muitos casos circulando ainda, muitos infectados, mesmo que essa pessoa tenha risco reduzido, ainda não é zero.
Achar que vai se livrar do vírus porque já se contaminou uma vez é uma ilusão, dizem as duas médicas. A máscara, para o grupo dos que já pegaram a doença, mas não se vacinaram, é ainda mais importante do que para quem já tomou as duas doses.
— Segura, barata e protege muito. Por que não usar? Tem culturas, principalmente na Ásia, em que qualquer pessoa com sintoma de doença já põe a máscara para proteger os outros. É um hábito de saúde importante — reflete Lucia."
10/06/2021 – GZH
https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/queremos-que-seja-o-mais-rapido-possivel-mas-precisamos-vacinar-a-populacao-diz-queiroga-sobre-desobrigacao-de-mascaras-ckprhfnqx00bm0180qhm426x3.html
"Queremos que seja o mais rápido possível, mas precisamos vacinar a população", diz Queiroga sobre desobrigação de máscaras
Ministro afirmou que medida é estudada por sua equipe
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quinta-feira (10) que realizará um estudo para analisar se o uso de máscara pode ser desobrigado para pessoas vacinadas contra covid-19 ou que já tenham contraído o vírus. O pedido, de acordo com o ministro, partiu do presidente Jair Bolsonaro que, mais cedo, afirmou que Queiroga assinaria um parecer liberando a utilização do equipamento para esse grupo.
— Queremos que (a liberação das máscaras) seja o mais rápido possível, mas precisamos vacinar a população — afirmou o cardiologista à CNN.
Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMS) apontou que o uso de máscaras reduz em 87% a chance de ser infectado pelo SARS-CoV-2.
Em evento em Brasília, na tarde desta quinta, Bolsonaro afirmou:
— Acabei de conversar com o (ministro da Saúde) Queiroga e ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que já foram vacinados ou que já foram contaminados, para tirar essa... Esse símbolo que, obviamente, tem a sua utilidade, para quem está infectado.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que, no atual contexto de grande circulação da covid-19 em muitos países, mesmo os vacinados contra o vírus devem manter os cuidados recomendados, como uso de máscaras e distanciamento social. Diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Biológicos da OMS, Kate O'Brien, lembrou que nenhuma das vacinas disponíveis é 100% eficaz.
Além disso, ela comentou que os vacinados podem desenvolver apenas casos leves da doença, mas ainda assim contaminar outras pessoas:
— Não sabemos o quanto as vacinas protegem da infecção contra a covid-19.
O'Brien advertiu que, quanto mais o vírus circular, maior o risco de surgirem cepas resistentes a alguma vacina."
10/06/2021 – GZH
https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/geral/noticia/2021/06/chegada-do-inverno-acende-alerta-para-doencas-respiratorias-em-caxias-ckprcw1ue004e018mrxbzkzql.html
"Chegada do inverno acende alerta para doenças respiratórias em Caxias
Em abril e maio, atendimentos de crianças com doenças respiratórias nas UBSs da cidade aumentaram 170% em comparação com 2020
A chegada do inverno no próximo dia 21 reforça um alerta para as famílias: a estação mais fria do ano traz consigo o período mais crítico para doenças respiratórias, principalmente, entre crianças. Neste ano, a preocupação é ainda maior diante da retomada das aulas presenciais em todas as esferas do ensino básico e a propagação do coronavírus, que continua lotando leitos em hospitais da região, e outras doenças.
Para profissionais da área de saúde, 2020 foi um ano atípico de atendimentos infantis relacionados a doenças virais, em sua maior parte, respiratórias. Uma das hipóteses para a redução de procura em serviços públicos e particulares está relacionada ao fechamento das escolas e, por consequência, a permanência das crianças em casa. Ou seja, em resumo: menos circulação, menos contágio.
Dados da Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul revelam que a procura por atendimentos de doenças respiratórias nas unidades básicas de saúde (UBSs) aumentou mais de 170%, comparando-se os meses de abril e maio de 2020 com o mesmo período deste ano. O levantamento leva em consideração consultas para crianças de 0 a 12 anos. Em abril e maio de 2020, foram registrados 855 atendimentos deste tipo. Já no mesmo período deste ano, as consultas de crianças até 12 anos por doenças do aparelho respiratório chegaram a 2.312.
Não é somente no sistema público que o aumento de atendimento foi percebido. O pediatra Marcelo Saldanha, que atende em consultório particular de Caxias, também notou maior procura entre os seus pacientes no último mês, principalmente, após a volta das crianças para as escolas. Ele comenta que 2020 foi um ano totalmente fora do padrão de internações infantis:
— Estou há mais de 25 anos em UTI pediátrica e ano passado foi totalmente atípico, o inverno mais calmo que eu já vi. Isso se deve pelo distanciamento social, não teve escolinha aberta, as escolas fundamentais estavam fechadas. A gente até brincava que os plantões eram moleza porque não havia crianças internadas por doenças respiratórias. Acontece que o inverno é um período que nós esperamos com intensa atividade, com muitas crianças graves e lotação de emergências e UTIs pediátricas. Agora, esse ano já está entrando num padrão normal, como sempre foi. Em abril, já começaram as doenças respiratórias. E, sem dúvida, o retorno das escolas está intensificando os casos de doenças respiratórias entre crianças. Na minha cartela de mais de 2 mil pacientes, aumentou muito a quantidade de doentes, com sintomas de resfriados — avalia o médico que também atende as UTIs pediátricas do Hospital Geral e do Círculo.
Embora tenha notado o aumento da procura por atendimento nesse último mês, Saldanha revela que os casos graves de doenças respiratórias ainda são em baixo número. Ele também não vê um cenário de lotação de emergências e UTIs pediátricas por conta de casos de covid-19. Segundo o médico, o mais preocupante, na sua opinião, são os outros vírus já conhecidos.
— Notei que houve mais infecção por covid nos meses de abril e maio. Só que as crianças não costumam fazer um quadro grave. Elas cursam, geralmente, como uma doença respiratória mais leve. Mas eu acho que a covid não vai mudar seu padrão nas crianças nesse inverno. Pode ser que seja mais lesivo, sim, mas não neste momento. O que a gente já sabe é que vai ser um inverno típico e o que, provavelmente, vai incomodar mais as nossas crianças são as doenças respiratórias habituais, como a bronquiolite, o adenovírus e os (vírus) influenza, que tradicionalmente lotam nossos atendimentos no inverno — explica o pediatra.
Janelas abertas são desconfortáveis, mas necessárias
Entre os protocolos firmados e documentados pelas secretarias estaduais de Saúde e Educação para a volta às aulas presenciais, estão a obrigatoriedade de uso de máscara para trabalhadores e alunos (exceto situações específicas como para crianças menores de dois anos), distanciamento entre os estudantes nas salas de aula, além da higienização mãos e ventilação dos ambientes.
São justamente essas as medidas principais que a médica e reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lucia Pellanda, acredita serem as mais importantes para evitar novos picos de contágio a partir da permanência do ensino presencial:
_ Sabemos que é frio e pode ser um pouco desconfortável, mas é fundamental manter os ambientes bem ventilados. A principal forma de transmissão da covid-19 é respiratória, assim, as três principais formas de prevenção são a máscara bem ajustada, o distanciamento e a ventilação dos ambientes. A ocorrência de novas ondas de contágio também vai depender do comportamento das pessoas — avalia Lucia.
Diante da orientação de manter portas e janelas abertas para circulação do ar, o pediatra Marcelo Saldanha explica que os pais devem agasalhar as crianças para manter o conforto térmico:
— Nos períodos que as crianças não estão na escola a orientação é não expô-las ao frio e, quando forem à aula, que sejam bem agasalhadas — orienta o médico.
Família da pequena Maitê teve que testar para covid-19 após resfriado
Logo que Maitê, de um ano e oito meses, voltou para a escolinha, em maio, sofreu com um resfriado. O quadro, felizmente, não evoluiu para uma complicação mais grave, mesmo assim deixou a mãe dela, a consultora de imagem Juliana Monjardim, apreensiva.
— Mesmo sabendo que isso aconteceria, a gente está vivendo em uma pandemia e o medo da covid sempre estará presente. Logo que ela apresentou os primeiros sintomas, eu informei a escola e deixei ela em casa para observar. Como eles persistiram, resolvemos fazer o teste em todos aqui em casa e, de fato, era só um resfriado, todos testamos negativo — explica Juliana.
A consultora de imagem diz que sentiu que a instituição que Maitê frequenta estreitou ainda mais os laços com as famílias para monitorar possíveis casos de resfriados e viroses e proteger as demais crianças. Natural do Rio de Janeiro, ela também não tem rede de apoio na cidade, por isso, precisou optar pelo retorno da filha à escolinha.
— Vejo a escola fazer tudo o que é possível e necessário para proteger as crianças e seus funcionários. Senti a necessidade de matricular a Maitê, primeiramente, para o desenvolvimento dela. Em um segundo momento, pesou muito o fato de não termos nenhuma rede de apoio em Caxias, somos do Rio de Janeiro e estamos sozinhos aqui. Era bem exaustivo dar conta de tudo sozinha com ela, pois o meu marido é atleta e fica muito tempo fora de casa. Eu precisava ter tempo de qualidade nas minhas funções. Acho que fizemos a melhor escolha e essa resposta vem através dela que mudou completamente com a rotina de escola — conta Juliana.
DICAS PARA PROTEGER SEU FILHO
- Oferecer alimentação saudável para as crianças.
- Manter o aleitamento materno até os dois anos ou mais.
- Evitar aglomerações familiares e não expor as crianças ao contato com pessoas resfriadas.
- Melhorar os hábitos de vida da família, como ter um bom período de sono e hidratação adequada.
- Crianças e bebês, principalmente, não devem ter contato com a fumaça de cigarro.
- Higienização das mãos com água e sabão antes de tocar no bebê.
- A bronquiolite é uma doença com sintomas como tosse, congestão nasal, dificuldade respiratória, chiado no peito e febre. Pais e responsáveis devem ficar atentos a esses sinais."
09/06/2021 – Jornal do Comércio – Programa Direto ao Ponto
https://www.correiodopovo.com.br/podcasts/direto-ao-ponto/entenda-o-que-%C3%A9-fungo-preto-e-sua-rela%C3%A7%C3%A3o-com-a-covid-19-1.634190
"Entenda o que é "fungo preto" e sua relação com a Covid-19
Enfermidade tem alta letalidade e acomete principalmente pacientes com baixa imunidade
A mucormicose, uma doença provocada por um fungo, causou uma explosão de casos na Índia, sobretudo em pacientes com Covid-19, e já registra diagnósticos em diversos outros países, dentre eles o Brasil. Até o momento, Pernambuco e Rio Grande do Norte possuem pacientes com o "fungo preto", como popularmente é chamada a enfermidade. Além da alta letalidade que pode chegar até 70%, o fungo provoca casos de mutilação. Nesta quarta-feira, a Secretaria de Saúde afirmou que não há registro de mucormicose no Rio Grande do Sul.
O Direto ao Ponto desta quarta-feira vai explicar o que é o "fungo preto" e sua relação com a pandemia de coronavírus. Para isso, conversamos com o Alessandro Pasqualotto, médico infectologista e professor da UFCSPA, e com a Kelly Ishida, professora e pesquisadora líder do Laboratório de Quimioterapia Antifúngica no Departamento de Microbiologia da USP."
09/06/2021 – Jornal ZH
Versão impressa
"O que se sabe sobre as vacinas Sputnik V, Covaxin e GSK
Doses russas e indianas serão distribuídas no país. Fórmula de companhias canadense e britânica vai realizar estudos no Brasil
Zero Hora9 Jun 2021MARCEL HARTMANN* Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Primeira vacina do mundo autorizada para uso contra covid-19, a russa Sputnik V recebeu liberação parcial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última sexta-feira, para ser distribuída sob condições específicas e em quantidade limitada em seis Estados (Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe). Poderão ser importadas doses para 1% da população de cada um dos Estados, totalizando 928 mil vacinas, incluindo a segunda aplicação.
Hoje, a Sputnik V é usada em mais de 60 países. A temperatura de armazenamento necessária é de -18ºc, mas, durante a aplicação da vacina, as doses podem ficar entre 2ºc e 8ºc, tal como para a vacina da Pfizer. Os ensaios de fase 3 estão sendo realizados em Emirados Árabes Unidos, Índia, Venezuela e Belarus, segundo o fabricante, o Instituto Gamaleya.
O imunizante usa tecnologia de vetor viral, que insere um pedacinho do coronavírus dentro de um adenovírus (vírus de resfriado), que funciona como vetor (veículo de carregamento) para ensinar o sistema imune a se proteger contra o Sars-cov-2. No caso da Astrazeneca e da Janssen, é um adenovírus humano e, na Sputnik V, dois adenovírus diferentes.
Quando o sistema imune identifica o pedacinho de coronavírus e o adenovírus que funciona como vetor, as células de defesa atacam ambos os invasores, o que em última instância reduz a eficácia da vacina. A Sputnik V usa um vetor diferente em cada dose (chamados de D-26 e D-5) para que, na segunda aplicação, o sistema imune não tenha tanta força para atacar o adenovírus – essa sacada parece estar ligada à maior eficácia do imunizante russo, acima de 90%. – Sabemos que o corpo pode realizar uma resposta contra o vetor adenoviral. A combinação de dois diferentes pode ser uma estratégia para minimizar isso – afirma a biomédica Mellanie Fontes-dutra, coordenadora da Rede Análise Covid-19.
Distribuição
Também aprovada de forma excepcional, na sexta-feira, a vacina indiana Covaxin, que poderá ser distribuída pelo país sob condições específicas e em quantidade limitada: 4 milhões de doses – o suficiente para 2 milhões de brasileiros.
Ainda não há data para a chegada deste primeiro lote, importado diretamente do laboratório Bharat Biotech, da Índia. Se for seguida a regra de distribuição que ocorre até agora, o Rio Grande do Sul receberá cerca de 120 mil doses para 60 mil gaúchos.
A Covaxin já havia tido solicitação de uso emergencial negada em março pela Anvisa, mas o órgão alegou, à época, falta de dados e ausência de certificado de boas práticas na fabricação.
Segundo a agência reguladora, as condições de produção melhoraram, conforme atestou visita de inspetores no laboratório na Índia, o que ajudou na liberação parcial das 4 milhões de doses. Contou a favor, também, a liberação para que a Bharat Biotech conduza estudo de fase 3 no Brasil – o que ocorrerá em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Bahia. Ainda assim, a Anvisa fez série de ressalvas, como a exigência de que os lotes a serem enviados passem pelo controle de qualidade brasileiro.
Mais de 12 países utilizam a Covaxin, aplicada em quase 25 milhões de pessoas, segundo o laboratório Precisa Medicamentos, representante do Instituto Bharat Biotech no Brasil baseado em Barueri, interior de São Paulo.
A Covaxin usa o coronavírus inativado, assim como a Coronavac.
Sabemos que o corpo pode realizar uma resposta contra o vetor adenoviral. A combinação de dois diferentes pode ser uma estratégia para minimizar isso.
MELLANIE FONTES-DUTRA Doutora em Neurociências sobre o imunizante russo e já se mostrou efetiva contra a variante britânica. A eficácia e a segurança foram testadas em grande estudo feito na Índia.
Os resultados de segurança de ambas as vacinas foram publicados em revista de prestígio, mas a imunologista Cristina Bonorino, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e integrante do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), estranha a aprovação parcial por parte da Anvisa:
– Quem decide se a fabricação está nos padrões aceitáveis do Brasil é a Anvisa. E isso a Anvisa ainda não fez. Ela parece ter sofrido pressão forte para aprovar.
Questionado por GZH, o Ministério da Saúde afirmou por meio de nota que está em contato com governadores e com os laboratórios fabricantes das vacinas Covaxin e Sputnik. O governo ressalta que “as vacinas são seguras e eficazes, no entanto, esses imunizantes serão usados de forma mais restrita e monitorados, seguindo as recomendações da Anvisa”.
O Ministério da Saúde também se colocou à disposição dos Estados para elaborar estudos de efetividade e acompanhar as pessoas que receberem esses imunizantes. “Em breve, a pasta fará uma reunião com os gestores estaduais para discutir os próximos passos para aplicação da Sputnik. Quanto à Covaxin, a pasta está em contato com o laboratório para agilizar a importação e o cronograma de recebimento das doses”, diz o texto.
A Secretaria da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul não respondeu aos questionamentos de GZH sobre o impacto da aprovação da Sputnik V e da Covaxin para a vacinação no Estado e se o governo gaúcho aproveitará a liberação para o consórcio de governadores do Nordeste para solicitar, também, a importação da Sputnik V."
07/06/2021 – GZH
Link:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/teste-apos-a-vacina-contra-a-covid-19-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-realizar-qualquer-testagem-ckpinmo2n005u018mi01tev7t.html
"Teste após a vacina contra a covid-19? O que você precisa saber antes de realizar qualquer testagem
Especialistas e entidades médicas não recomendam fazer os exames
Usados largamente para indicar a infecção pelo coronavírus ou o contato prévio com ele, os testes disponíveis no mercado têm ganhado outro viés. Recentemente, algumas pessoas com o esquema vacinal completo contra a covid-19 têm lançado mão dessa estratégia para, supostamente, atestar o potencial protetor dos imunizantes. O que especialistas ouvidos por GZH afirmam, porém, é que esses exames são desnecessários neste momento. Contudo, testes adequados para este fim podem avaliar a resposta pós-vacina.
Uma das razões para não se fazer um teste é que eles usam um antígeno diferente daquele que está disponível na vacina. Acontece que a maioria dos exames foi desenvolvida para identificar a proteína N do coronavírus, e não a S, que é a que está presente em grande parte dos imunizantes.
A proteína N é aquela que está dentro do vírus e que enrola o RNA viral. Já a proteína S está na superfície. Para infectar uma pessoa, é necessário que a proteína S se ligue à célula humana. A escolha pela proteína N se deu porque é mais fácil e barato de produzir testes com ela, explica o médico e doutor em biotecnologia Fernando Kreutz, professor licenciado da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e diretor-técnico da Imunobiotech.
— A N me dá a informação se a pessoa entrou em contato com o vírus ou não. Todas as vacinas foram desenvolvidas com alvo na S. Eu ter anticorpos contra a N não me protege em nada. Anticorpos protetores são, obrigatoriamente, contra a proteína S, que é a que se liga na nossa célula — justifica.
Kreutz, também aponta que a eficácia das vacinas está correlacionada diretamente com a quantidade de anticorpos gerados contra a proteína S. As vacinas com maior eficácia produzem quantidades maiores de anticorpos.
A imunologista Cristina Bonorino, professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e membro do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), dá um exemplo:
— Se compararmos uma pessoa que fez a (vacina) CoronaVac com outra que fez a Pfizer, veremos que quem tomou a segunda fez muito mais anticorpo para a proteína S, pois o imunizante só a usa. A CoronaVac utiliza o vírus inteiro, e a gente ainda não sabe o que protege mais desse imunizante: se é "essa célula" ou "esse anticorpo".
Isso significa que nosso sistema imunológico é muito complexo e não reage ao "invasor" apenas por meio de anticorpos (a chamada imunidade humoral), podendo haver, também, uma resposta celular. No caso da CoronaVac, como explicou Cristina, esse mecanismo de proteção ainda não é conhecido. Portanto, medir anticorpos, com os testes disponíveis no mercado, ainda não apresenta resultados fidedignos.
— Nesse momento, o grande interesse em pesquisa é descobrir quais são os correlatos de proteção, ou seja, o que a pessoa efetivamente vacinada tem que a protege — afirma Fernando Spilki, professor da Universidade Feevale.
Kit de detecção
Embora os testes rápidos ou sorológicos não sejam recomendados para pessoas pós-vacina, Kreutz destaca que um ensaio foi feito exatamente para essa finalidade: o ImunoScov19, que usa como alvo a proteína S total. O exame pode ser feito em casa com uma amostra de sangue colocada em um papel filtro — aos moldes do teste do pezinho — que é remetido ao laboratório. Além de identificar a proteção, o teste ainda consegue quantificar a resposta imune. Para isso, foi criado um valor de referência com base no perfil de resposta de pessoas recuperadas da covid-19.
— Atribuímos valores aos pacientes que tiveram covid-19 e se recuperaram. Assim, definimos unidades. Quando eu faço uma vacina, espero atingir esse nível compatível com a imunidade pós-covid. Tem que testar, mas com o teste correto — argumenta o pesquisador, responsável pelo desenvolvimento do exame. — Além disso, temos observado que alguns pacientes pós-vacina não desenvolvem o nível de resposta humoral (anticorpos) esperado. Precisamos avaliar o que fazer com estes pacientes — afirma Kreutz.
A testagem pós-vacina é algo que já foi utilizado em outras doenças como por exemplo a Hepatite B, completa o especialista.
Em contrapartida, a docente da UFCSPA refuta a ideia da testagem. Para ela, o sucesso do processo de vacinação é conquistado pelo coletivo, e não o individual, a exemplo do que foi visto no município de Serrana, em São Paulo. Por lá, 75% da população tomou as duas doses da CoronaVac, que resultou em uma queda de 95% das mortes, 86% das internações e 80% dos casos sintomáticos.
— Se fosse assim que a gente estudasse a imunidade das pessoas para a vacina, cada vacinado precisaria medir o Igg e diríamos: "tu estás protegido, tu não estás, tem que vacinar de novo". Mas não é assim. A proteção é vista na população. Estamos vendo o que a Organização Mundial da Saúde previu há um ano: uma vacina com eficácia de 50% e, se 70% da população for imunizada, a pandemia é controlada — defende.
Cuidados permanecem
Spilki acrescenta dois aspectos que também precisam ser levados em conta antes de fazer um teste após a vacina. Primeiro, é que um resultado negativo pode gerar a falsa sensação de insegurança. Por outro lado, um possível positivo pode trazer uma segurança exacerbada.
— Então, não há grande utilidade em fazer esses testes nesse momento. Ele não é definidor de nenhuma situação. O mais importante é tomar as duas doses do imunizante, isso está muito claro, e a continuar tomando os mesmos cuidados. Como nossa cobertura vacinal é baixa, usar máscara e evitar aglomerações.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, da sigla em inglês) não recomenda a testagem de pessoas completamente vacinadas e sem sintomas mesmo após a exposição a um indivíduo com covid-19. Segundo Kreutz, isso ocorre justamente em razão de os testes detectarem a proteína N sem conseguir quantificar a resposta imune.
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) também emitiu, em março deste ano, uma nota técnica desaconselhando a realização de sorologia para avaliar a resposta imunológica às vacinas.
No texto, assinado pelos médicos Mônica Levi e José Eduardo Levi, sublinham que "A complexidade que envolve a proteção contra a doença torna desaconselhável a dosagem de anticorpos neutralizantes com o intuito de se estabelecer um correlato de proteção clínica, pois certamente não se avalia a proteção desenvolvida após vacinação apenas por testes laboratoriais "in vitro" através da dosagem de anticorpos neutralizantes".
07/06/2021 – O Matinal
https://www.matinaljornalismo.com.br/rogerlerina/agenda/classicos-da-literatura-mundial-sao-tema-de-aula-gratuita-e-acessivel-em-libras/
Clássicos da literatura mundial são tema de aula gratuita e acessível em Libras
A UFCSPA realiza nesta quarta-feira (9/6), às 18h, a aula aberta “Por que ler os clássicos”, ministrada por quatro especialistas em literatura. Para participar não é necessário fazer inscrição. A aula gratuita será transmitida pelo canal do YouTube do Núcleo Cultural da UFCSPA e contará com intérpretes de Libras para tornar acessível a mais participantes.
Os palestrantes serão os docentes da UFCSPA Ana Boff de Godoy (Língua e Cultura Italiana – doutora em Teorias do Texto e do Discurso); Luciana Boose Pinheiro (Literatura – doutora em Literatura Brasileira); Rodrigo de Lemos (Literatura francesa – doutor em Literaturas Francesa e Francófonas) e Ana Rachel Salgado (Língua Espanhola e doutora em Linguística Aplicada).
O encontro aberto antecede o curso “Por que ler os clássicos”, que ocorre entre 16 de junho e 11 de agosto. Para este as vagas já foram preenchidas, mas ainda é possível se inscrever na lista de suplentes pelo link.
07/06/2021 – Sul 21
https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/coronavirus/2021/06/professores-da-unisinos-comecam-a-ser-vacinados-ufrgs-ufcspa-e-puc-imunizam-na-proxima-semana/
Professores da Unisinos começam a ser vacinados. UFRGS, UFCSPA e PUC imunizam na próxima semana
Professores e funcionários da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) começaram a ser vacinados contra a covid-19 nesta segunda-feira (7). A imunização ocorreu no saguão da biblioteca e movimentou o campus da universidade.
O reitor Marcelo Fernandes de Aquino considerou o momento histórico. “É um processo que nos traz grande alegria desde que nos chegou a notícia. Está tudo muito bem-organizado. Isso mostra o bom entendimento entre a instituição e o poder público”, disse. A vacinação dos funcionários e docentes da Unisinos continua nesta terça-feira (8).
Em Porto Alegre, professores e funcionários da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) serão vacinados contra a covid-19 provavelmente partir do dia 14 de junho.
A imunização foi acordada com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Vigilância em Saúde de Porto Alegre, mas pode haver alteração da data conforme disponibilidade de doses.
Na UFCSPA, a vacinação está prevista para será realizada no próprio campus. A universidade diz estar com a logística organizada. Para receber a vacina, a documentação necessária será crachá da UFCSPA ou documento com foto. Para bolsistas e terceirizados, é essencial documento com foto e CPF. A lista até o momento inclui 587 pessoas. O total ainda pode mudar em função de muitos servidores e alunos estarem atuando em serviços de saúde e já terem sido vacinados.
Na UFRGS, os docentes e técnicos-administrativos devem preencher formulário até esta quarta-feira (09). Os servidores que atuam em outros municípios também serão contemplados com a vacinação, desde que se desloquem até o campus central em Porto Alegre. Os funcionários terceirizados que prestam serviço na universidade igualmente serão imunizados.
A aplicação das vacinas no campus central da UFRGS está sendo planejada para ocorrer por meio de drive-thru, em frente à Faculdade de Educação (FACED), enquanto para servidores a pé haverá um posto no prédio atrás da Faculdade de Direito.
07/06/2021 – GZH
Link:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/o-que-se-sabe-sobre-a-vacina-indiana-covaxin-ckpn79wkn00c9018mfq781jad.html
“O que se sabe sobre a vacina indiana Covaxin
Imunizante será distribuído no Brasil em condições específicas e limitação de 4 milhões de doses
Aprovada de forma excepcional na sexta-feira (4) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina indiana Covaxin poderá ser distribuída pelo país sob condições específicas e em quantidade limitada: 4 milhões de doses — o suficiente para 2 milhões de brasileiros.
Ainda não há data para a chegada deste primeiro lote, importado diretamente do laboratório Bharat Biotech, da Índia. Se for seguida a regra de distribuição que ocorre até agora, o Rio Grande do Sul receberá cerca de 120 mil doses para 60 mil gaúchos.
As 4 milhões de doses da Covaxin fazem parte das 20 milhões de doses compradas pelo Ministério da Saúde para este ano. Mas a distribuição em massa das outras 16 milhões segue em aberto.
A autorização da Anvisa de sexta-feira é apenas parcial, referente às 4 milhões de doses, e não configura aprovação para uso emergencial nem definitivo, o que permitiria o uso disseminado.
Para aprovar o uso das outras 16 milhões de doses, a Anvisa precisa aprovar o uso emergencial das doses compradas pelo governo federal, algo que a agência reguladora ainda não fez. Isso envolve receber mais informações e “analisar os dados de monitoramento do uso da vacina para poder avaliar os próximos quantitativos a serem importados”, informou a agência reguladora em nota.
A Covaxin já havia tido solicitação de uso emergencial negada em março pela Anvisa, mas o órgão alegou, à época, falta de dados e ausência de certificado de boas práticas na fabricação.
Segundo a agência reguladora, as condições de produção melhoraram, conforme atestou visita de inspetores no laboratório na Índia, o que ajudou na liberação parcial das 4 milhões de doses. Contou a favor, também, a liberação para que a Bharat Biotech conduza estudo de fase 3 no Brasil — o que ocorrerá em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Bahia.
Ainda assim, a Anvisa fez uma série de ressalvas, como a exigência de que os lotes a serem enviados passem pelo controle de qualidade brasileiro. O órgão ainda afirma que a responsabilidade pela eficácia e segurança será compartilhada com a fabricante e o Ministério da Saúde, responsável pela compra.
Caso o uso emergencial seja negado ou se houver parecer contrário da Organização Mundial da Saúde (OMS), a aplicação das 4 milhões de doses pode ser suspensa.
Uso restrito
Neste primeiro momento, o uso será focado em adultos saudáveis, entre 18 e 60 anos. Ficarão de fora gestantes, puérperas (mulheres em até 45 dias após o parto), lactantes e mulheres em idade fértil que planejem engravidar nos próximos meses e pessoas com comorbidades graves ou não controladas.
Também não receberão a Covaxin pessoas que receberam outra vacina contra a covid-19, pessoas com HIV, hepatite B ou C, quem tomou alguma vacina quatro semanas antes, quem recebeu imunoglobina ou imunoderivados três meses antes e quem realizou tratamento com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação 36 meses antes.
— Não estamos atestando qualidade, segurança e eficácia dessas vacinas. Existem pendências técnicas que precisam ser resolvidas. Contudo, a Lei 14.124/2021, que abre espaço para importação excepcional existe e foi pensada no contexto da pandemia, por isso há recomendação de que esse uso seja controlado — afirmou, na sexta-feira, o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.
Mais de 12 países utilizam a Covaxin, aplicada em quase 25 milhões de pessoas, segundo afirma o laboratório Precisa Medicamentos, representante do Instituto Bharat Biotech no Brasil baseado em Barueri, interior de São Paulo.
A Covaxin usa o coronavírus inativado, assim como a CoronaVac, e já se mostrou efetiva contra a variante britânica. A eficácia e a segurança foram testadas em grande estudo feito na Índia.
Os resultados de segurança foram publicados em revista de prestígio, mas a imunologista Cristina Bonorino, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e integrante do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), estranha a aprovação parcial por parte da Anvisa.
— Acho estranho a Anvisa ter liberado sem a empresa ter completado os requisitos básicos para a liberação. Existem dados de que é segura. Agora, quem decide se a fabricação está nos padrões aceitáveis do Brasil é a Anvisa. E isso a Anvisa ainda não fez. Ela parece ter sofrido pressão forte para aprovar — diz Cristina.
A biomédica Mellanie Fontes-Dutra, doutora em Neurociências e coordenadora da Rede Análise Covid-19, avalia que as condições levantadas pela Anvisa garantem segurança no processo.
Ela reconhece que a aprovação parcial pode levantar dúvidas, mas destaca que a pandemia é uma situação excepcional e que o uso das 4 milhões de doses deste primeiro lote será acompanhado.
— Uma vez que, neste momento, não foi feita a análise de segurança e eficácia, as condicionantes devem ser atendidas, somadas a um monitoramento pela agência e pela assinatura de termos de compromissos pelas farmacêuticas para garantir um processo seguro. A aprovação é para esse lote em específico, o qual será monitorado e pode ser suspenso na menor intercorrência. As condicionantes vão nos auxiliar para que, nessa situação, possamos colher o melhor custo-benefício enquanto a aprovação para uso emergencial tramita — diz Fontes-Dutra.
Questionado por GZH, o Ministério da Saúde não informou quando as doses da Covaxin poderão ser entregues. A pasta afirmou, por meio de nota, que está em contato com o laboratório fabricante “para agilizar a importação e o cronograma de recebimento das doses”.
O governo ressalta que a Covaxin e a Sputnik V “são seguras e eficazes, no entanto, esses imunizantes serão usados de forma mais restrita e monitorados, seguindo as recomendações da Anvisa”.
O Ministério da Saúde também se colocou à disposição dos Estados para elaborar estudos de efetividade e acompanhar as pessoas que receberem esses dois imunizantes. “Em breve, a pasta fará uma reunião com os gestores estaduais para discutir os próximos passos para aplicação da Sputnik”, diz o texto. A Secretaria da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul não respondeu aos questionamentos de GZH.
A Precisa Medicamentos enviou nota à reportagem na qual afirma que as 4 milhões de doses autorizadas pela Anvisa estão prontas para sair da Índia e embarcarem para o Brasil, “assim que os trâmites de importação, que incluem a emissão da Licença de Importação, estiverem concluídos”.
Ficha técnica da Covaxin
Número de doses: 2
Intervalo entre as doses: 28 dias
Taxa de eficácia: 78%
Laboratório produtor: Bharat Biotech (Índia) e Precisa Medicamentos (Brasil)
Tipo de tecnologia: vírus inativado
Países em que foi aprovada: Índia, Filipinas, Mongólia, Mianmar, Bahrein, Mongólia, Sri Lanka, Omã, Ilhas Maldivas e Ilhas Maurício
Quantas doses o Brasil contratou: 20 milhões
Temperatura de armazenamento: entre 2ºC e 8ºC (freezers comuns em postos de saúde)
Capacidade de produção do laboratório: 560 milhões de doses por ano
Estágio de aprovação: lotes específicos liberados, em análise para uso emergencial
Público-alvo: adultos saudáveis entre 18 e 60 anos”
07/06/2021 – Sul 21
Link:https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2021/06/vereador-propoe-homenagear-reitora-da-ufcspa-com-a-mais-alta-honraria-da-camara/
"Vereador propõe homenagear reitora da UFCSPA com a mais alta honraria da Câmara
O mandato do vereador Giovani Culau (PCdoB) propôs homenagear com a comenda Porto do Sol a professora Lúcia Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). A iniciativa faz referência ao papel desempenhado pela reitora como defensora da ciência no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Além de integrar o comitê científico criado pelo governo estadual, Lúcia tem sido uma voz ativa em suas redes sociais ao comunicar e explicar como se proteger da crise sanitária que já dura mais de um ano.
O vereador, que assumiu o mandato após pedido de licença temporária da vereadora Bruna Rodrigues (PCdoB), destaca a homenagem no contexto do momento pelo qual passa o Brasil, em que a defesa da ciência é necessária para enfrentar a pandemia e a onda negacionista e de notícias falsas que circulam no País. Culau integra o mandato coletivo intitulado Movimento Coletivo.
“Ela é uma grande referência. A homenagem se refere ao papel individual e também a tudo o que ela representa como defensora do SUS, da ciência, da educação e da universidade pública”, explica Culau.
Para ele, a defesa enfática destes outros temas muito antes da pandemia também colabora para o necessário debate público com a sociedade.
“A atuação da reitora no combate ao desmonte e sucateamento da universidade pública é mais um dos motivos que justificam está homenagem. Em tempos em que a mentira de que as universidades promovem ‘balbúrdias’ circula livremente, defender seu caráter estratégico no desenvolvimento econômico, social e intelectual do país é um ato revolucionário”, justifica trecho da proposta de homenagem.
A comenda Porto do Sol é a mais alta honraria concedida pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre. A proposta para homenagear a reitora da UFCSPA será apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça e pela Comissão de Educação. Culau diz não ter dúvida de que a proposta será aprovada."
06/06/2021 – GZH
Link:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2021/06/entenda-como-a-ciencia-quer-usar-vacinas-para-combater-o-cancer-ckpcvpuxq003o01806my1koc6.html
“Entenda como a ciência quer usar vacinas para combater o câncer
Conheça a terapia oncolítica viral
Os vírus se tornaram os grandes vilões deste planeta — um deles, aliás, o responsável pela maior pandemia do século, a de coronavírus —, mas essa classe de seres vivos também pode contribuir para o avanço na luta contra o câncer. A ideia, aqui, é colocá-los a nosso favor para atacar tumores.
Durante décadas, as terapias tradicionais contra o câncer se resumiam a cirurgia, quimioterapia e radioterapia — ou seja, usar fortes remédios para atacar o tumor ou extrair fisicamente o tecido maligno. Mas a ciência pesquisa outras saídas mais efetivas e capazes até de vencer metástases — nos últimos 10 anos, a mais promissora é a imunoterapia, que estimula o sistema imune a lutar contra as células cancerígenas.
Há diferentes tipos de imunoterapia, algumas das quais já em uso contra alguns cânceres, como de estômago, pele, pulmão, rim, cabeça e pescoço, e bexiga. Uma nova frente que vem recebendo mais atenção nos últimos anos, com o avanço da engenharia genética, é a terapia oncolítica viral (onco = câncer e lise = destruição), que pode até virar vacina.
A ciência sabe que alguns vírus naturalmente preferem se replicar dentro de células cancerígenas a fazê-lo dentro das saudáveis. Partindo dessa premissa, a ideia é injetar vírus manipulado geneticamente para atacar células cancerígenas, poupando as que não têm a ver com a história. Dentre os mais pesquisados, estão o vírus da herpes, o adenovírus (típico de resfriado) e o vaccinia (da varíola).
Os vírus oncolíticos costumam despertar a resposta do sistema imune por serem vistos como invasores. Cientistas descobriram que esses vírus, durante o ataque aos tumores, ainda convocam as células de defesa para brigar contra as células cancerígenas, no melhor estilo "o inimigo do meu inimigo é meu amigo".
— Faz tempo que sabemos que alguns vírus, quando entram no organismo, infectam preferencialmente células tumorais e podem até destrui-las. A ideia é sedutora: sempre tratamos vírus como um inimigo, mas aqui usamos algumas características dele a nosso favor. Quando o vírus entra na célula para se replicar, ele também se torna um vetor, então eu posso modificar esse vírus geneticamente e colocar algumas proteínas para ele levar coisas que queremos, mas sem se replicar, o que evita que cause doenças — explica o médico Sérgio Roithmann, chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre.
T-VEC estás em uso nos Estados Unidos
Apenas uma terapia oncolítica viral está aprovada hoje, com efeitos interessantes, mas restritos a um tipo específico de câncer: a T-VEC, em uso nos Estados Unidos, que injeta diretamente no melanoma um vírus da herpes geneticamente modificado. Ao entrar nas células cancerígenas, o vírus as destrói — mas, como foi programado para não se replicar, poupa as células saudáveis. Além disso, chama células de defesa para combaterem o tumor.
Outra versão de terapia oncolítica viral em desenvolvimento, e ainda mais promissora, é uma potencial vacina contra o câncer. Há ao menos 3.233 estudos em andamento com vírus oncolítico, dos quais quase 500 estão em fase 3, conforme revisão publicada em 2020 no Journal of Immunotherapy of Cancer.
A ideia central é pegar o vírus programado para atacar tumores e modificá-lo geneticamente para levar proteínas presentes também nas células malignas, algo parecido com a tecnologia das vacinas de vetor viral usadas contra a covid-19, como o imunizante de Oxford/Fiocruz.
— A diferença entre a terapia oncolítica e a vacina de vetor viral é que a terapia oncolítica mata as células tumorais que infecta, enquanto que a vacina de vetor viral não causa dano às células do corpo do vacinado — esclarece a imunologista Cristina Bonorino, coordenadora do Laboratório de Imunologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Ao entrar no organismo, o "invasor" ativa as células dendríticas, as primeiras guardas do sistema imune, responsáveis por encontrar um intruso, identificá-lo (é vírus? Bactéria? Parasita?) e instruir os linfócitos T a atacar as células cancerígenas que possuem a proteína inserida artificialmente no organismo.
Para além de matar o tumor em um local específico, o sistema imune fará uma varredura em todo o corpo para encontrar outros tumores com essa proteína, como um aspirador-robô autônomo, o que poderia encontrar e eliminar metástases. A médio prazo, o corpo também aprenderia a eliminar futuras células cancerígenas derivadas do primeiro tumor, caso haja recidiva — mas não de outros cânceres, vale destacar.
Gráficos (ver no link acima)
Personalização do tratamento
Um obstáculo é que cada indivíduo tem um tumor específico, com células distintas e proteínas únicas, o que reduz a eficácia de uma possível vacina que use proteínas vistas como "universais" para qualquer tumor. Em busca de personalizar o tratamento para aumentar a eficácia da vacina, cientistas estudam coletar uma amostra do tumor, sequenciar as células cancerígenas, reunir algumas proteínas presentes e modificar o vírus para trazer as substâncias específicas das células cancerígenas de cada paciente.
Manipular um vírus geneticamente é caro, complicado e exige laboratório equipado e barreiras sanitárias, então ainda se busca um atalho no processo: simplesmente colocar as proteínas do tumor sequenciado no líquido da vacina, ao lado do vírus. Em camundongos, essa solução funcionou bem, mostrou estudo do Centro de Pesquisas do Hospital da Universidade de Montréal, no Canadá, divulgado neste mês na revista Nature Communications.
Essa seletividade da terapia oncolítica viral é um dos grandes pontos fortes: o foco é apenas nas células cancerígenas, e não as sadias, que morrem na quimioterapia e radioterapia. Pacientes sofreriam menos efeitos colaterais (como queda na imunidade, fraqueza e perda de cabelos) e ainda estariam protegidos, no futuro, contra o aparecimento de novos tumores.
— O vírus oncolítico leva uma proteína do tumor na qual tu vai focar a resposta imune. A químio e a radioterapia simplesmente matam células que estão em divisão, incluindo as boas, causando todos aqueles efeitos adversos. Por enquanto, não existe terapia perfeita e única para ser usada. Mas a imunoterapia virou o jogo no combate ao câncer. É outro paradigma, assim como a vacina de RNA mudou a paisagem das vacinas. Câncer era a coisa mais complexa que existia e agora estamos nos aproximando da cura. É uma questão de tempo. E dinheiro — sintetiza a imunologista Cristina Bonorino.
Tire suas dúvidas
O que é um vírus oncolítico? É um vírus que mata células cancerígenas.
O que é a terapia de vírus oncolítico? É um tipo de imunoterapia que usa alguns vírus para atacar células de certos tipos de câncer.
O que é a imunoterapia? É um tipo de tratamento contra o câncer que estimula o sistema imunológico a combater as células cancerígenas.
O sistema imune não ataca, normalmente, o tumor? O sistema imune sabe que o tumor é um inimigo e que não deveria estar ali, mas as células cancerígenas conseguem escapar do ataque das células de defesa. O pulo da imunoterapia é adaptar nossa imunidade para impedir que as células cancerígenas escapem de nossas defesas.
Quais são os principais tipos de câncer? O Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que os tipos mais comuns de câncer são de pulmão, próstata, intestino, estômago e fígado. Nas mulheres, a incidência maior é de mama, intestino e pulmão.
Não será a bala de prata
Especialistas observam que a terapia oncolítica viral não deve ser a bala de prata para resolver todos os cânceres, mas pode ser uma ótima opção para tratar tumores que, hoje, não têm cura. Vencidas as limitações estruturais de manipular um vírus dentro de hospital para personalizar o tratamento, o uso desse tratamento tem grande potencial, sobretudo ao lado de outras imunoterapias, diz Vladmir Lima, diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e coordenador do Comitê de Oncogenômica.
— A imunoterapia é um universo, o que inclui a terapia de vírus oncolítico. Provavelmente, ela terá, no futuro, uma aplicação cada vez maior e individualizada, usada com outras imunoterapias. Você pode pegar um câncer que não responde a inibidores de checkpoint (um tipo de imunoterapia que tenta estimular a resposta das células de defesa), infectar o tumor com vírus oncolítico para gerar uma resposta imune do organismo e aí adicionar o inibidor de checkpoint para aumentar a resposta imune. Muito provavelmente, é isso que vai acontecer — afirma Lima.
O médico Sérgio Roithmann, do Hospital Moinhos de Vento, projeta o dia em que será possível modular o sistema imune para o melhor tratamento.
— Quem sabe, no futuro, teremos a manipulação de nosso sistema imunológico para o tratamento contra o câncer. Acho que usaremos várias armas, dependendo do tipo de tumor e de onde ele está no corpo. O que a humanidade precisa é de mais cartas na manga. Acho que daqui a cinco anos vamos testar fortemente em seres humanos uma vacina contra o câncer — diz.”
05/06/2021 – Gazeta o Sul
Link:https://www.gaz.com.br/prolongamento-da-pandemia-testa-resistencia-de-pessoas-e-negocios/
"Prolongamento da pandemia testa resistência de pessoas e negócios
A imunização avança e traz esperança à população, mas pesquisadores apontam que os números e a dinâmica de casos das últimas semanas podem indicar nova onda da doença
Uma corrida de longa distância. Um percurso repleto de obstáculos, que exige esforço e superação. Mesmo distante, quando o atleta consegue avistar a linha de chegada, experimenta a sensação de alívio pelo que está prestes a alcançar. E, então, relaxa. Essa pode ser a descrição da etapa final de uma maratona, mas da mesma forma ilustra o sentimento da população que vislumbra o fim da pandemia pela proximidade da vacina.
No entanto, essa corrida ainda não chegou ao fim por aqui. A imunização avança e traz esperança à população, mas pesquisadores apontam que os números e a dinâmica de casos das últimas semanas podem indicar uma nova onda da doença. Para o infectologista do Hospital Moinhos de Vento, Paulo Gewehr, isso é resultado do relaxamento das medidas de prevenção. “A população jovem está se expondo mais e ainda não foi vacinada. Vê a vacina chegando e acha que a pande-mia está perto do fim. Somado a isso, há o esgota-mento emocional em relação ao confinamento, as questões econômicas e a cepa brasileira P.1, que é mais transmissível e causa doença grave nos jovens”, enumera o especialista em controle de infecção e em vacinas.
O caminho para brecar a chamada “quarta onda” do coronavírus, segundo o professor Fernando Spilki, da Universidade Feevale, é acelerar a vacinação. “A pandemia não acabou, em absoluto”, reforça. Ele destaca que houve investimentos dos municípios em unidades de terapia inten-siva (UTIs), o que permite lidar com o último estágio do processo. “Deveríamos estar mais atentos ao bloqueio da transmissão, evitando novos casos”, alerta ele, que é coordenador da Rede Corona-ômica.BR-MCTI.
Indefinição agrava a ansiedade
Com a pandemia chegando ao seu 15o mês, o quadro da saúde mental da população também requer cuidados. “As pessoas estão exauridas emocionalmente e, ao mesmo tempo, precisando manter os protocolos. A necessidade de cuidado consigo e com os outros persiste, e a insegurança quanto ao futuro causa um aumento diário da ansiedade”, observa a psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento, Lorena Caleffi. Na avaliação dela, o aumento crônico de ansiedade traz consequências danosas para a saúde, sobretudo por desencadear reações inflamatórias no organismo, precursoras de diversas doenças clínicas.
Já no início da Covid-19, houve aumento na incidência de transtornos mentais: estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) revelou elevação de 90% nos casos de depressão, enquanto crises de ansiedade e sintomas de estresse agudo mais do que dobraram. “O prolongamento da pandemia trará mais casos dessa ordem, mas a progressão é aritmética, e não geométrica”, diz a doutora. Segundo ela, pessoas que já tinham predisposição são as que apresentarão sintomas, e quem já vinha em tratamento poderá piorar seu quadro.
De acordo com a psiquiatra, um importante sinal de alerta para depressão é quando o indivíduo perde a vontade de realizar as tarefas que antes eram prazerosas e percebe-se triste na maior parte do tempo. “Se esse estado é associado a um fator externo, podemos estar numa situação de luto, não necessariamente em um quadro depressivo. O luto tem sido muito mais comum no período da pandemia, tanto por perdas por falecimento, como por perdas de trabalho, financeiras e de convivência”, enumera. O abuso de álcool também é potencializado no cenário atual.
Nesse contexto, buscar a saúde mental é fundamental – e isso significa muito mais do que não ter uma doença, mas levar uma vida produtiva e com relacionamentos afetivos. “Conseguimos isso prestando atenção naqueles que são importantes para nós, exercendo atividades que nos tragam bem-estar físico e psíquico”, orienta Lorena.
A especialista é otimista ao pensar no futuro da sociedade pós-pandemia. “Mesmo em pequena escala, alguma mudança positiva sempre pode advir com a experiência”, afirma. Para a psiquiatra, a crise traz a oportunidade de modificar o comportamento. “Podemos deixar de ‘fazer por fazer’ ou dizer que ‘ sempre foi assim’, repensando atitudes antes automáticas. Dessa forma, poderemos ser pessoas mais autênticas, mais em harmonia com nosso jeito de ser.
Para evitar novos casos
Apesar do cenário desafiador, Paulo Gewehr avalia que as cidades gaúchas estão mais preparadas. “Há mais conhecimento sobre a doença, e parte importante da população está vacinada. Temos que evoluir para o uso da máscara e higienização das mãos, além do distanciamento social, da restrição de capacidade de estabelecimentos e da fiscalização”, defende.
Na interpretação da imunologista Cristina Bonorino, professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e integrante dos comitês científico e clínico da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), a sociedade ainda está no meio de uma terceira onda. A diferença em relação às anteriores é o fato de que parte da população está vacinada. “Na primeira onda, se fez isolamento. Agora, não temos isso”, destaca. A imunologista lembra que apenas o aumento do número de leitos não é o suficiente para enfrentar o quadro. É preciso ampliar o número de médicos, equipes de enfermagem, medicamentos e ventilação – além, é claro, de seguir vacinando.
Tecnologia, criatividade e gestão
“Já que o mundo está diferente, será que não temos de pensar diferente a operação dos negócios?”. A provocação de Eduardo Baltar, CEO da consultoria de gestão Merithu, faz ainda mais sentido diante do prolongamento da pandemia e da iminência de uma nova onda. Na avaliação dele, para fazer frente a esse momento, a tecnologia precisa estar inserida no contexto das organizações. Mas não basta a transformação digital: é preciso buscar a proximidade com o cliente e ter domínio da gestão. “Toda ameaça pode ser vista como oportunidade. É preciso ter visão e usar o poder mental do time, a criatividade. O que entrega resultado são os processos e como as pessoas estão organizadas”, observa.
Desde o início da pandemia, a Merithu vem monitorando os resultados de 300 empresas de capital aberto no País. O estudo da consultoria mostra que, no segundo trimestre de 2020, foi registrada uma queda de mais de 70% nos lucros. As adaptações foram feitas e, já no trimestre seguinte, houve uma clara recuperação. “E o quarto trimestre foi fantástico. Tudo isso mostra que essas companhias estão aprendendo a lidar com a pandemia”, esclarece Baltar.
Mesmo os pequenos negócios têm muito a aprender com essa lição, segundo o consultor. Gestão, governança, inovação e controle dos números são pontos em comum de todas as organizações que se sobressaíram. “É preciso ter a gestão na mão, ter dados”, reforça. Para chegar até aqui, os gestores precisaram apertar o cinto e criar processos para atender melhor os clientes e, assim, atravessar a turbulência. “As empresas fizeram tudo isso muito rápido. Certamente temos processos a otimizar, por isso é importante olhar para dentro. O mercado está reagindo, as empresas estão reagindo e, no pós-pandemia, todos estarão mais bem preparados.”
05/06/2021 – Portal Campos 24h
Link:https://www.campos24horas.com.br/noticia/obesidade-tem-inicio-no-primeiro-ano-de-vida-de-uma-crianca-diz-estudo
“Obesidade tem início no 1º ano de vida de uma criança, diz estudo
Alimentos como biscoitos, refrigerantes e doces não devem ser oferecidos às crianças menores de dois anos
Pesquisadores da Universidade de Columbia (Estados Unidos) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA - Brasil) descobriram que quando os profissionais de saúde são capacitados para orientar sobre práticas de alimentação saudável infantil às gestantes, as crianças consomem menos gorduras e carboidratos aos três anos de idade e têm menores medidas de gordura corporal aos seis. (leia mais abaixo)
O estudo, publicado no Journal of Human Nutrition and Dietetics, é o primeiro a mostrar que as raízes da obesidade começam ainda no primeiro ano de vida de uma criança, logo após as mães pararem de amamentar. (leia mais abaixo)
De acordo com os autores, o primeiro ano após o nascimento é uma janela crítica e importante para o estabelecimento de hábitos que influenciarão os padrões de saúde ao longo de toda a vida. Além disso, os achados mostram que é possível mudar o comportamento de uma mãe e evitar a obesidade ajudando-as a alimentar bem seus filhos.
O mais surpreendente para a equipe foi observar que as mães participantes ofereceram alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura para as crianças com apenas seis meses de idade. Esse comportamento, para os pesquisadores, pode ser explicado pelas influências culturais e pela forte comercialização desse tipo de alimento para bebês em todo o mundo.
Visitas e orientações
A pesquisa foi realizada na cidade de Porto Alegre, no Brasil, em 31 centros que prestam serviços de pré-natal, infantil e outros atendimentos de atenção básica a famílias de baixa renda.
A intervenção foi baseada em nascimentos de maio de 2008 a fevereiro de 2009 e consistiu em um programa de treinamento centrado no “'Dez Passos para Alimentação Saudável para Crianças Brasileiras de Nascimento a Dois Anos de Idade” (diretriz alimentar brasileira) para ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde da atenção básica.
Todas as famílias foram informadas sobre os alimentos complementares que não deveriam ser oferecidos às crianças menores de dois anos – como biscoitos, lanches, refrigerantes e doces – através de cartazes na sala de espera.
Os profissionais treinados mediram o crescimento das crianças e outros pontos aos seis meses, doze meses, três anos e seis anos por meio de visitas domiciliares. Os detalhes sobre os tipos de alimentos, quantidades e métodos de preparo também foram registrados.
Menor ingestão de calorias
Os achados revelaram que a ingestão de calorias em todas as idades foi menor no grupo de intervenção em comparação ao grupo controle, com uma diferença estatisticamente significativa aos três anos de idade. (leia mais abaixo)
Além disso, as crianças do grupo de intervenção nessa faixa etária apresentaram menor consumo de carboidratos e gordura total do que o grupo controle e, aos seis anos de idade, acumularam menos gordura corporal.
A ingestão de calorias em ambos os grupos estava acima da exigência em todas as idades, entretanto o excesso de consumo foi menor no grupo de intervenção. Segundo os pesquisadores, a diferença foi pequena no início, mas, em longo prazo, a redução de ingestão de 92 calorias por dia totaliza 33.000 por ano. Uma mudança dessa magnitude pode explicar alterações no ganho de peso durante a infância.
Os resultados foram particularmente marcantes em relação às calorias de biscoitos e chocolate em pó, ambos fontes importantes de gorduras e carboidratos. Durante a formação dos profissionais de saúde, açúcar, doces, refrigerantes, salgadinhos, biscoitos e alimentos ultraprocessados foram enfatizados como alimentos para as mães evitarem oferecer a seus bebês até os dois anos de idade.
7% menos sobrepeso
O grupo de intervenção aos seis anos apresentou menos gordura corporal em várias medidas, mas essa diferença não refletiu no Índice de Massa Corporal (IMC). No entanto, de acordo com os pesquisadores, a prevalência de sobrepeso no grupo de intervenção foi 7% menor quando comparada ao grupo controle, sugerindo um valioso impacto na saúde pública: estima-se que a redução de 1% da prevalência da obesidade entre crianças de até seis anos economize 1,7 bilhão de dólares em custos médicos.
Os pesquisadores enfatizaram a importância de uma alimentação saudável nos primeiros meses de vida dando o exemplo de pessoas notáveis como Alice Waters, Jamie Oliver e Michelle Obama, que dedicaram esforços para melhorar a merenda das instituições de ensino e os hábitos alimentares das crianças em idade escolar, ajudando na luta contra a obesidade.
Para os autores, todos esses esforços devem ser aplaudidos e encorajados, já que o estudo sugere que as práticas alimentares no início da vida já podem ter um impacto significativo no peso e na saúde das crianças em idade pré-escolar.”
04/06/2021 – GZH
Link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/coronavirus-servico/noticia/2021/06/professores-e-servidores-da-ufrgs-pucrs-e-ufcspa-serao-vacinados-nas-proprias-universidades-ckpj4w5qp00ax0180xrbtmvwg.html
“Professores e servidores da UFRGS, PUCRS e UFCSPA serão vacinados nas próprias universidades
Imunização deve começar na semana do dia 13 de junho
Universidades da capital gaúcha fecharam acordo com a prefeitura de Porto Alegre para vacinar em suas sedes professores e trabalhadores das instituições. O planejamento foi combinado em uma reunião realizada nesta semana entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a Vigilância em Saúde da capital e as universidades.
Segundo o diretor da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, em um primeiro momento, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) farão parte do projeto.
— Nós conversamos com reitores e pró-reitores, e a previsão é de que a imunização dos trabalhadores do nível superior comece na semana do dia 13 de junho. Agora as universidades vão decidir em quais locais farão a vacinação — comenta Ritter.
As universidades entregarão listas à secretaria, com os nomes de quais profissionais deverão ser vacinados. A partir daí, a prefeitura poderá disponibilizar a quantidade de doses necessárias.
Segundo o pró-reitor de Inovação e Relações Institucionais da UFRGS e parcerias da Aliança para a Inovação, professor Geraldo Jotz, a UFRGS já decidiu que a imunização será realizada no Campus Central, no estacionamento da Faculdade de Educação. Somente na UFRGS, são 6550 profissionais, entre docentes, técnicos em educação e terceirizados, como servidores da limpeza e segurança.
— Cada unidade acadêmica vai fazer a sua lista, e a Superintendência de Gestão de Pessoas fará a lista com o pessoal terceirizados. Como há médicos e demais pessoas que trabalham na saúde entre os servidores, e já estão vacinados, nós vamos fornecer uma lista com os nomes de quem ainda precisa ser vacinado — afirma o professor Jotz.
A PUCRS terá uma reunião no início da próxima semana para definir onde realizará a vacinação. De acordo com o superintendente para inovação da universidade, Jorge Audy, os funcionários serão avisados sobre como proceder. A UFCSPA também vacinará em seu campus, no centro de Porto Alegre. A Universidade busca montar uma lista com os servidores que ainda não receberam imunizantes."
02/06/2021 – GZH
https://gauchazh.clicrbs.com.br/coronavirus-servico/noticia/2021/06/inicio-da-vacinacao-da-populacao-em-situacao-de-rua-tem-movimento-tranquilo-em-porto-alegre-ckpfm465h002v018mn73u6b96.html
“Início da vacinação da população em situação de rua tem movimento tranquilo em Porto Alegre
Ônibus da Guarda Municipal foi disponibilizado para levar pessoas até os locais
O primeiro dia da vacinação contra a covid-19 para a população de rua, iniciada nesta quarta-feira (2), tem movimento tranquilo em Porto Alegre. Nos três locais disponibilizados no Centro e Zona Sul não houve o registro de extensas filas.
A escola municipal Porto Alegre, na rua Washinton Luiz, no centro da Capital foi o ponto de maior movimento. Em alguns momentos filas se formaram. Entre 9h e 11h, cerca de 60 doses foram aplicadas.
Parte da população em situação de rua chegou a pé. Alguns vinham acompanhado de seus animais de estimação, outros chegavam carregando sacolas. Outros foram levados por um ônibus da guarda municipal, que através de convênio com a FASC passou nos locais de convivência da prefeitura.
Foi o caso do Carlos Renato dos Santos Rodrigues, 46 anos. Ele é ex-morador de rua, passa o dia trabalhando como vendedor ambulante e toma café da manhã no Espaço Ilê na rua Santo Antônio, seu local de referência. Foi ali que ele pegou o ônibus e foi se vacinar.
— Nem doeu nada. Agora é tomar a segunda é se livrar desse vírus.
A presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) de Porto Alegre, Cátia Lara Martins, diz que o órgão vem trabalhando com a população de rua sobre a importância da vacina.
—A gente agora tem cópia das carteiras e vamos monitorar para que eles voltem para tomar a segunda dose.
Após receber a primeira dose da vacina, são entregues máscaras, um kit de higiene bucal e um tubo de plástico semelhante aos de ketchup. É álcool gel desenvolvido pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre em embalagens doadas pela empresa Oderich.
Marcone Lopes Fontoura, 27 anos, e Vívian François, 47 anos, dormem na rua, mas participam de oficinas e fazem refeições no POP RUA, Centro de Referência Especializado para essa População. Eles foram a pé até a escola.
—A gente sabia da vacinação. Agora vamos voltar lá no POP para tomar um banho e se alimentar— disse Marcone.
Houve aplicação de doses também na Unidade de Saúde Tristeza, Wenceslau Escobar. E na Sociedade Esportiva, Recreativa, Cultural e Comunitária Ervino de Assis, avenida Vicente Monteggia, bairro Vila Nova, das 8h às 10h30.
O Plano Municipal de Vacinação prevê o total de 3 mil doses para essa população até o dia 11 de junho. Amanhã, feriado de Corpus Christi, não haverá aplicação de doses para esse público, que será retomada na sexta-feira.”
01/06/2021 – Época Negócios via BBC
Link Época:https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2021/06/fungo-negro-brasil-teve-29-casos-de-mucormicose-neste-ano.html
Link BBC Brasil: https://www.bbc.com/portuguese/geral-57317760
“Fungo negro: Brasil teve 29 casos de mucormicose neste ano
Conhecida popularmente como "fungo negro", a mucormicose é causada por fungos e vem registrando um crescimento vertiginoso na Índia
O Brasil registrou neste ano até agora 29 casos de mucormicose - infecção conhecida popularmente como "fungo negro" - comparado com 36 casos em todo o ano de 2020, informou o Ministério da Saúde à BBC News Brasil.
Os dados são baseados em notificações feitas pelos Estados.
O Ministério da Saúde esclarece, no entanto, que "não é possível relacionar, até o momento, os casos de mucormicose registrados no Brasil com a covid-19 e as variantes do vírus". Apesar disso, o número de casos só neste ano chama atenção, pois já está próximo do total em todo o ano passado, e coincide com o agravamento da pandemia de covid-19 no país. Conhecida popularmente como "fungo negro", a mucormicose é causada por fungos e vem registrando um crescimento vertiginoso na Índia, onde já acometeu quase 9 mil pacientes com covid-19. A doença mata mais de 50% dos acometidos. Muitos precisam passar por cirurgias mutilantes, que retiram partes do corpo afetadas pelo micro-organismo, como os olhos.
Em entrevista recente à BBC News Brasil, epidemiologistas disseram que, embora os relatos vindos da Índia sejam preocupantes e precisem ser acompanhados de perto, não são motivo de grande alarme. Eles acrescentaram ser improvável que um cenário parecido se repita no Brasil ou em outros lugares do mundo.
"Essa situação local não constitui uma ameaça à saúde pública global", disse o infectologista Alessandro Comarú Pasqualotto, professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
"A mucormicose não é algo que vai se espalhar pelo mundo", acrescentou o também infectologista Flávio de Queiroz Telles Filho, professor da Universidade Federal do Paraná. E esse baixo potencial de perigo pode ser explicado por dois motivos. Em primeiro lugar, esses fungos são conhecidos e estudados desde o final do século 19. Segundo, eles já circulam livremente por boa parte do mundo, inclusive no Brasil.
Casos na Índia
Mas o que explica, então, o aumento de casos na Índia? No atual momento, a Índia reúne uma série de condições que ajudam a explicar o aumento dos casos de mucormicose. "Os agentes causadores da doença estão no ar e tiram vantagem da umidade alta e da temperatura quente daquele país", contextualiza Pasqualotto.
Vale reforçar que os fungos que provocam essa condição, conhecidos como Rhizopus, Rhizomucor e Mucor, estão presentes em muitos países (incluindo o Brasil) e podem ser observados no bolor do pão e das frutas, por exemplo. Mas se eles são tão comuns assim, por que só causam estragos em algumas poucas pessoas, enquanto outras sequer são afetadas?
A explicação está na condição de saúde de cada um.
Segundo explicou Telles Filho à BBC News Brasil, existem três situações que facilitam o desenvolvimento da mucormicose: ter diabetes descontrolado, ser portador de doenças oncohematológicas (como a leucemia), que requerem transplante de medula óssea, ou fazer uso de altas doses de remédios da classe dos corticoides, que possuem ação anti-inflamatória.
"A Índia é um dos países com maior quantidade de diabéticos do mundo e vive atualmente um descontrole da pandemia de covid-19, com um alto número de pacientes internados que necessitam tomar corticoides", disse o médico, que também coordena o Comitê de Micologia da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Para completar, em muitos locais mais afastados desse país, as condições sanitárias dos hospitais e das enfermarias não são as ideais, o que facilita o risco de contaminação por fungos.
Ou seja, trata-se de uma situação que reúne uma série de pacientes vulneráveis, com o sistema imunológico combalido pela covid-19, que muitas vezes apresentam doenças prévias (como o diabetes) e precisam de remédios que afetam ainda mais o funcionamento das células de defesa (caso dos corticoides). E eles são mantidos em locais que podem não apresentar a higiene adequada.
Esse é o cenário perfeito para que fungos como Rhizopus, Rhizomucor e Mucor tomem conta. Na quinta-feira (27/05), o Uruguai confirmou oficialmente o primeiro caso de mucormicose em seu território.
Infecção
Mas como esses seres microscópicos invadem o corpo humano?
No geral, eles podem ser aspirados pelo próprio paciente ou entrar através dos tubos e cateteres que ficam ligados nas veias.
Outra origem é o intestino: como os fungos colonizam boa parte do sistema digestivo junto com as bactérias, eles podem aproveitar um desequilíbrio na microbiota (causada pelo uso de antibióticos, por exemplo) para ganhar terreno ali mesmo ou até invadir a circulação sanguínea.
Cada um desses fungos pode afetar uma parte específica do organismo: a mucormicose, que ganhou destaque nos últimos tempos, costuma entrar pelo nariz e logo invade os vasos sanguíneos do rosto, criando manchas escuras por onde passa (daí a alcunha "fungo negro").
Numa situação normal, é bem provável que o sistema imunológico consiga lidar com esses avanços fúngicos para evitar repercussões maiores.
Mas, em um momento de fragilidade causado pela covid-19, esse mecanismo natural de defesa pode não funcionar tão bem e permitir que Mucor, Aspergillus, Candida e companhia limitada causem estragos.
"É como se o coronavírus começasse o serviço e os fungos completassem a tarefa", disse Pasqualotto.
E como evitar isso?
Tudo começa com a prevenção. "As equipes de saúde precisam ter muito cuidado com a higiene e a lavagem das mãos, principalmente quando vão mexer nos cateteres e demais dispositivos que estão próximos do paciente", recomendou Telles Filho.
Desse modo, já é possível evitar a contaminação desses materiais e a entrada de fungos pela respiração ou pelos vasos sanguíneos.
Outra tática usada em hospitais, especialmente nas alas que recebem os pacientes com sistema imune muito comprometido (como aqueles que passaram por um transplante de medula óssea, por exemplo) é a instalação de filtros Hepa nos sistemas de ventilação.
Esse material tem fibras capazes de reter partículas muito pequenas — entre elas, esporos de Aspergillus que poderiam invadir o organismo das pessoas mais debilitadas.
Uma terceira estratégia é lançar mão de remédios antifúngicos de forma profilática, para evitar que uma infecção oportunista apareça.
"Isso vale para alguns casos de câncer, mas não se encaixaria em quadros de covid-19", explicou Telles Filho.
Do ponto de vista individual, vale sempre tomar cuidado com a própria saúde e manter doenças crônicas, como o diabetes, sob controle.
"Também precisamos pensar no ambiente em que vivemos. Hoje em dia, passamos boa parte de nosso tempo em lugares fechados, então precisamos nos preocupar com a umidade e a ventilação", recomendou Pasqualotto.
O médico chama a atenção para o acúmulo de água e matéria orgânica em decomposição na geladeira e na despensa e diz que precisamos ficar atentos ao aparecimento de mofo nas paredes ou dentro de armários na cozinha e no banheiro.”
01/06/2021 – UOL - BLOG DA LÚCIA HELENA
Link:https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/lucia-helena/2021/06/01/a-imunidade-das-criancas-o-que-acontece-se-elas-pegam-o-virus-da-covid-19.htm
"A imunidade das crianças: o que acontece se elas pegam o vírus da covid-19?
Desde o início da pandemia, a criançada põe os cientistas para brincar de quebra-cabeças. Mas a impressão é que as primeiras peças começam a se encaixar só agora.
Os números, um tanto desproporcionais, logo de cara apontaram para um enorme enigma. Nos Estados Unidos, por exemplo, as crianças são 22% da população. No entanto, se a gente olha para todo mundo que pegou a covid-19 por lá, apenas 1,7% é caso de pediatria. Ou seja, minoria absoluta.
Relacionadas
Por aqui, a situação é parecida. A população infantil gira em torno de 25% dos brasileiros, mas representa somente 1,9% dos diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus no país e 0,5% das mortes causadas pela doença.
Estudos afirmam ainda que mais ou menos 6% dos pequenos infectados pelo Sars-CoV 2 desenvolvem quadros severos, enquanto os adultos nunca tiveram essa mesma sorte: entre eles, 26% acabam com formas mais graves da doença.
Daí que sobram pontos de interrogação. Por que, nas crianças, a infecção parece tão mais amena? Será que, nelas, a quantidade de vírus, ou carga viral, seria bem menor para justificar tanta diferença em relação à turma dos adultos? Ou será que guardam em seu organismo algum segredo capaz de levar a uma doença mais leve? E, se guardam, será que ele teria a ver com suas células de defesa?
A maior pergunta de todas, porém, talvez seja esta: será que, se esse segredo for decifrado, ele contribuirá para o surgimento de novos tratamentos ou até mesmo de vacinas?
A imunologista Cristina Bonorino, professora da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) foi quem levantou todas essas indagações em sua apresentação, ontem, no primeiro dia do workshop "Pandemia de covid-19: o que os cientistas brasileiros estão fazendo", promovido pela Sociedade Brasileira de Imunologia.
Por falar no que está fazendo, ela e seus colegas da UFCSPA, ao lado de médicos do Hospital Moinhos de Vento, também da capital gaúcha, estão correndo justamente atrás dessas respostas.
Estudar o que acontece com a garotada infectada não tem sido moleza. "Os pais muitas vezes não autorizam", conta a professora. "Diga-se que, quando os adultos da casa pegam covid-19, eles em geral nem sequer testam as crianças para saber se elas também têm o vírus."
Apague conceitos ultrapassados
Parte dessa atitude se explica pela ideia, bastante disseminada no início da pandemia, de que as crianças nem sequer seriam infectadas pelo novo coronavírus. Trate de esquecê-la. Ela já caiu por terra. Crianças pegam a covid-19 com frequência provavelmente bem maior do que as aparências.
Aliás, também na abertura do evento, o virologista Eurico de Arruda Neto, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), contou uma experiência interessante. Ele e seus colegas fizeram PCR nas tonsilas — nome médico das populares amígdalas — de 25 crianças sem qualquer sintoma de covid-19 que operaram a garganta entre o final do ano passado e o início deste ano. Pois o material genético do Sars-CoV 2 estava lá, em um quarto delas.
Também se especulou, no comecinho da pandemia, que o público infantil estaria protegido da doença porque suas células teriam menos receptores da ECA-2. Ora, esses receptores são a fechadura que o coronavírus usa para invadi-las. "Mas esse argumento também pode não ser verdade", afirma Cristina Bonorino. Ou, vá lá, pode não ser toda a verdade.
Para a imunologista, o que faria a criançada não ter sintomas ou manifestar a infecção com maior suavidade seria o modo como suas células de defesa agiriam na presença do vírus. E a surpresa em seu trabalho é esta: a resposta imunológica do paciente pediátrico é diferente da dos adultos infectados, inclusive daqueles que também mal e mal apresentam sintomas.
Uma carga viral impressionante
No estudo liderado pela professora Cristina Bonorino, os cientistas compararam amostras de 33 adultos com manifestações severas de covid-19, de outros 34 com quadros brandos e de 25 crianças com idade média de 9 anos, sem qualquer comorbidade, que tinham apresentado sintomas leves da infecção, cerca de dez a 18 dias antes.
"O que nos chamou a atenção foram as cargas virais super altas, semelhantes às dos adultos", conta a imunologista. Ela ainda não concluiu outra pesquisa que poderá responder se, com uma carga viral dessas, os pequenos transmitiriam a doença tanto quanto os mais velhos. A lógica diz que sim.
Vale eu contar que, no mesmo dia, o virologista Fernando Spilki, professor da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, comentou no evento da SBI que ele e seus colegas estudam o caso de uma família em que vários integrantes foram infectados.
"De um lado, havia o núcleo dos pais e seus filhos. De outro, o núcleo dos avós e dos tios", descreveu. "Sequenciamos o genoma do coronavírus nos diversos indivíduos e, por esse exame, notamos que provavelmente uma criança acabou sendo a porta de entrada para a transmissão, quando foi levada de uma casa à outra, embora ela não tivesse permanecido muito tempo em contato com os adultos que terminaram contaminados", informou o virologista.
Diferenças fundamentais entre adultos e crianças
Se, por sua vez, os pesquisadores da UFCSPA não estão entrando no mérito da transmissão por enquanto, o que eles descobriram na intimidade do sistema imunológico das crianças foi impressionante.
É bom dizer que eles vasculharam as amostras de todos os participantes, adultos e crianças, examinando tipinho por tipinho de célula e de estratégia de defesa — resposta inata, monócitos, granulócitos, linfócitos B, CD-4, CD-8... Eu poderia escrever linhas e mais linhas de nomes que vivem na boca e no pensamento dos imunologistas. Enfim, os cientistas observaram o que acontecia com cada um deles.
"De modo geral, dizemos que a criança tem um sistema imune mais naive", ensina Cristina Bonorino. Naive, termo emprestado do inglês, quer dizer ingênuo. E, sim, são células de certa maneira ingênuas, que não exibem marcadores indicando que tiveram muitas experiências com agentes infecciosos até aquele momento.
"As infecções que temos ao longo da vida marcam as células imunes e, quanto mais marcadas, mais elas ficam ativas, o que pode ser bom em algumas situações e, em outras, nem tanto", explica a professora.
Segundo a imunologista, no caso do Sars-CoV 2, as células imunes das crianças estudadas mostraram total ingenuidade. Agiram como se, inexperientes, nem estivessem enxergando o vírus. Mas, surpreendentemente, apesar da pouca ativação, elas fizeram uma resposta muito forte à sua presença.
O que os cientistas então notaram: diferentemente do que ocorre com pessoas adultas, cujos anticorpos têm como alvo preferencial a proteína S que o vírus usa para infectar as células, as defesas das crianças miram em outro canto — na proteína N, que nem sequer está na superfície do Sars-CoV 2, mas em seu interior. Esta é a proteína mais produzida pelas nossas células ao serem dominadas pelo vírus invasor, chamando talvez a atenção de linfócitos encarregadas de destrui-las.
Outras integrantes do sistema imune, as células dendítricas, também agem de modo diverso do de gente grande. Isso porque as crianças têm uma expressão menor de uma molécula conhecida por CX3CR1. "Ela é como se fosse uma etiqueta com o endereço dos tecidos do corpo que estão inflamados", compara a imunologista.
Portanto, com muita CX3CR1 — que é o caso dos adultos —, as células dendríticas vão parar nos pulmões inflamados. Começa uma cascata — ali desencadeiam mais e mais inflamação. Nas crianças, porém, sem esse mesmo destino, as tais células dendrítricas vão parar mais em linfonodos, onde ajudam o sistema imune a criar a memória do invasor.
A mudança de destino pode fazer total diferença, é a hipótese. "Se isso ficar comprovado, no futuro poderão surgir tratamentos para bloquear o receptor da CX3CR1 nas células dendríticas a fim de diminuir a agressividade da doença", diz a professora, ilustrando uma das possibilidades de achados assim.
Do que já temos uma dose de certeza?
O recado certeiro é que as crianças precisam fazer o teste de covid-19, se há a menor suspeita dessa infecção. "Até porque não sabemos do amanhã", justifica Cristina Bonorino, que faz uma comparação com o HPV, o papilomavírus humano. "Levou um tempo, mas a ciência descobriu que esse vírus estava por trás de tumores no útero e de garganta. No caso do Sars-CoV 2, eu não falaria em câncer, mas não sabemos quais sequelas ele poderá provocar a longo prazo. E penso que só será possível evitá-las ou controlá-las sabendo quem contraiu o coronavírus", opina.
Se bem que, dizem, daqui a poucos anos não haverá um único sujeito na face da Terra que não terá conhecido de perto esse vírus da peste. Espero que, até lá, todos estejam vacinados. E que de algum modo, quem sabe, o nosso sistema imune tenha aprendido a lutar como o de uma criança."
01/06/2021 – Rádio Guaíba
Link:https://guaiba.com.br/2021/06/01/populacao-em-situacao-de-rua-comeca-a-ser-imunizada-em-porto-alegre/
“População em situação de rua começa a ser imunizada em Porto Alegre
Imunização ocorre, por enquanto, em três pontos da região central e da zona Sul da cidade
A Prefeitura de Porto Alegre confirmou, nesta terça-feira, o início da vacinação contra a Covid-19 em pessoas em situação de rua a partir desta quarta-feira. O período de imunização desse público, conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vai até 11 de junho. A estimativa é de que 3 mil doses sejam aplicadas para este grupo.
A imunização vai ser feita na região central e na Zona Sul, na Escola Municipal Porto Alegre (EPA), na rua Washington Luiz, 203, das 9h às 16h, no Centro; na Sociedade Esportiva, Recreativa, Cultural e Comunitária Ervino de Assis (SER Assis), na avenida Vicente Monteggia, 2709, no bairro Vila Nova, das 8h às 10h30min, e na Unidade de Saúde Tristeza, que fica na avenida Wenceslau Escobar, 2442, no bairro Tristeza, das 10h30min às 12h. A vacinação nas demais regiões distritais de saúde depende da chegada de novas doses de imunizantes.
Para receber a vacina, é necessário apresentar documento de identificação com foto ou cópia. Caso não tenha, o morador de rua pode informar o número do CPF ou Cartão Nacional de Saúde (CNS). Segundo a Prefeitura, as equipes de abordagem social da Fasc vêm orientando a população sobre os horários e locais de vacinação.
O processo de imunização da população em situação de rua é uma iniciativa da SMS, com o apoio da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e da rede alimentícia Oderich, que doaram 3 mil unidades de álcool em gel para distribuição após a aplicação da vacina.”
01/06/2021 – Correio do Povo
Link:https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/porto-alegre-come%C3%A7a-a-vacinar-popula%C3%A7%C3%A3o-em-situa%C3%A7%C3%A3o-de-rua-nesta-quarta-feira-1.629791
“Porto Alegre começa a vacinar população em situação de rua nesta quarta-feira
Imunização ocorrerá nas regiões Centro e Sul da Capital gaúcha
A Prefeitura de Porto Alegre confirmou, nesta terça-feira, o início da vacinação contra a Covid-19 em pessoas em situação de rua a partir desta quarta-feira, apenas nas regiões do Centro e Sul da Capital. Na região Central, a imunização será realizada na Escola Municipal Porto Alegre (EPA), na Rua Washington Luiz, 203, no horário das 9h às 16h.
Já na Região Sul Centro-Sul, a vacinação será na Sociedade Esportiva, Recreativa, Cultural e Comunitária Ervino de Assis (SER Assis), na avenida Vicente Monteggia, 2709, no bairro Vila Nova, das 8h às 10h30, e também na Unidade de Saúde Tristeza, na avenida Wenceslau Escobar, 2442, no bairro Tristeza, das 10h30 às 12h.
O Plano Municipal de Vacinação prevê a aplicação de total de 3 mil doses para este grupo. O período de imunização desta população ocorre de 2 a 11 de junho na Capital.
Segundo a Prefeitura, as equipes de abordagem social da Fasc estão orientando a população em situação de rua sobre os locais de vacinação e horários. Será necessário apresentar documento de identificação com foto ou cópia. Caso não tenha, poderá informar o número do CPF ou CNS.
A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) conta com apoio da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e da rede alimentícia Oderich, que doaram 3 mil unidades de álcool em gel para distribuição após a aplicação da vacina.
A vacinação nas demais regiões distritais de saúde depende da chegada de novas doses do imunológico."
01/06/2021 – O Sul
Link:https://www.osul.com.br/pessoas-em-situacao-de-rua-comecam-a-ser-imunizadas-contra-a-covid-em-porto-alegre/
"Pessoas em situação de rua começam a ser imunizadas contra a covid em Porto Alegre
A prefeitura de Porto Alegre abre nesta quarta-feira (2) a vacinação contra o coronavírus para as pessoas em situação de rua. Equipes da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) farão abordagens e orientações aos indivíduos desse segmento em vulnerabilidade – será solicitada a apresentação documento de identificação ou cópia – para quem não tiver, basta informar o número do CPF ou Cartão Nacional de Saúde (CNS).
Com previsão de 3 mil doses para esse segmento populacional, a aplicação dos imunizantes terá três endereços, com diferentes faixas de horários, até o final da semana que vem.
– Centro-Sul (8h-10h30min): Sociedade Esportiva, Recreativa, Cultural e Comunitária Ervino de Assis (SER Assis) – Avenida Vicente Monteggia nº 2.709 – Vila Nova;
– Sul: (10h30min ao meio-dia): posto de Saúde da avenida Wenceslau Escobar nº 2.442 – bairro Tristeza;
– Centro (9h-16h): Escola Municipal Porto Alegre (EPA) – Rua Washington Luiz nº 203, bairro Centro Histórico.
Já para as demais regiões distritais de saúde, o início da imunização de pessoas em situação de rua ainda depende da chegada de novas doses do imunológico.
Parcerias
Na Escola do Centro Histórico, o procedimento será realizado pela equipe do chamado “Consultório na Rua”. Durante a manhã, haverá apresentação cultural no pátio, a cargo do projeto “Acústico Ilê Mulher” e com a participação de educadores sociais e usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos POP Rua, da Fasc.
A iniciativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) conta com apoio da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e da rede alimentícia Oderich, que doou 3 mil unidades de álcool-gel para distribuição após a aplicação da vacina. A Associação Brasileira de Odontologia também doou kits de saúde bucal."
01/06/2021 – BBC
Link: https://www.bbc.com/portuguese/geral-57317760
Fungo negro: Brasil teve 29 casos de mucormicose neste ano
O Brasil registrou neste ano até agora 29 casos de mucormicose - infecção conhecida popularmente como "fungo negro" - comparado com 36 casos em todo o ano de 2020, informou o Ministério da Saúde à BBC News Brasil.
Os dados são baseados em notificações feitas pelos Estados.
O Ministério da Saúde esclarece, no entanto, que "não é possível relacionar, até o momento, os casos de mucormicose registrados no Brasil com a covid-19 e as variantes do vírus".
Apesar disso, o número de casos só neste ano chama atenção, pois já está próximo do total em todo o ano passado, e coincide com o agravamento da pandemia de covid-19 no país.
Conhecida popularmente como "fungo negro", a mucormicose é causada por fungos e vem registrando um crescimento vertiginoso na Índia, onde já acometeu quase 9 mil pacientes com covid-19.
A doença mata mais de 50% dos acometidos. Muitos precisam passar por cirurgias mutilantes, que retiram partes do corpo afetadas pelo micro-organismo, como os olhos.
Em entrevista recente à BBC News Brasil, epidemiologistas disseram que, embora os relatos vindos da Índia sejam preocupantes e precisem ser acompanhados de perto, não são motivo de grande alarme.
Eles acrescentaram ser improvável que um cenário parecido se repita no Brasil ou em outros lugares do mundo.
"Essa situação local não constitui uma ameaça à saúde pública global", disse o infectologista Alessandro Comarú Pasqualotto, professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
"A mucormicose não é algo que vai se espalhar pelo mundo", acrescentou o também infectologista Flávio de Queiroz Telles Filho, professor da Universidade Federal do Paraná.
E esse baixo potencial de perigo pode ser explicado por dois motivos.
Em primeiro lugar, esses fungos são conhecidos e estudados desde o final do século 19.
Segundo, eles já circulam livremente por boa parte do mundo, inclusive no Brasil.
Casos na Índia
Mas o que explica, então, o aumento de casos na Índia?
No atual momento, a Índia reúne uma série de condições que ajudam a explicar o aumento dos casos de mucormicose.
"Os agentes causadores da doença estão no ar e tiram vantagem da umidade alta e da temperatura quente daquele país", contextualiza Pasqualotto.
Vale reforçar que os fungos que provocam essa condição, conhecidos como Rhizopus, Rhizomucor e Mucor, estão presentes em muitos países (incluindo o Brasil) e podem ser observados no bolor do pão e das frutas, por exemplo.
Mas se eles são tão comuns assim, por que só causam estragos em algumas poucas pessoas, enquanto outras sequer são afetadas?
A explicação está na condição de saúde de cada um.
Segundo explicou Telles Filho à BBC News Brasil, existem três situações que facilitam o desenvolvimento da mucormicose: ter diabetes descontrolado, ser portador de doenças oncohematológicas (como a leucemia), que requerem transplante de medula óssea, ou fazer uso de altas doses de remédios da classe dos corticoides, que possuem ação anti-inflamatória.
"A Índia é um dos países com maior quantidade de diabéticos do mundo e vive atualmente um descontrole da pandemia de covid-19, com um alto número de pacientes internados que necessitam tomar corticoides", disse o médico, que também coordena o Comitê de Micologia da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Para completar, em muitos locais mais afastados desse país, as condições sanitárias dos hospitais e das enfermarias não são as ideais, o que facilita o risco de contaminação por fungos.
Ou seja, trata-se de uma situação que reúne uma série de pacientes vulneráveis, com o sistema imunológico combalido pela covid-19, que muitas vezes apresentam doenças prévias (como o diabetes) e precisam de remédios que afetam ainda mais o funcionamento das células de defesa (caso dos corticoides). E eles são mantidos em locais que podem não apresentar a higiene adequada.
Esse é o cenário perfeito para que fungos como Rhizopus, Rhizomucor e Mucor tomem conta.
Na quinta-feira (27/05), o Uruguai confirmou oficialmente o primeiro caso de mucormicose em seu território.
Infecção
Mas como esses seres microscópicos invadem o corpo humano?
No geral, eles podem ser aspirados pelo próprio paciente ou entrar através dos tubos e cateteres que ficam ligados nas veias.
Outra origem é o intestino: como os fungos colonizam boa parte do sistema digestivo junto com as bactérias, eles podem aproveitar um desequilíbrio na microbiota (causada pelo uso de antibióticos, por exemplo) para ganhar terreno ali mesmo ou até invadir a circulação sanguínea.
Cada um desses fungos pode afetar uma parte específica do organismo: a mucormicose, que ganhou destaque nos últimos tempos, costuma entrar pelo nariz e logo invade os vasos sanguíneos do rosto, criando manchas escuras por onde passa (daí a alcunha "fungo negro").
Numa situação normal, é bem provável que o sistema imunológico consiga lidar com esses avanços fúngicos para evitar repercussões maiores.
Mas, em um momento de fragilidade causado pela covid-19, esse mecanismo natural de defesa pode não funcionar tão bem e permitir que Mucor, Aspergillus, Candida e companhia limitada causem estragos.
"É como se o coronavírus começasse o serviço e os fungos completassem a tarefa", disse Pasqualotto.
E como evitar isso?
Tudo começa com a prevenção. "As equipes de saúde precisam ter muito cuidado com a higiene e a lavagem das mãos, principalmente quando vão mexer nos cateteres e demais dispositivos que estão próximos do paciente", recomendou Telles Filho.
Desse modo, já é possível evitar a contaminação desses materiais e a entrada de fungos pela respiração ou pelos vasos sanguíneos.
Outra tática usada em hospitais, especialmente nas alas que recebem os pacientes com sistema imune muito comprometido (como aqueles que passaram por um transplante de medula óssea, por exemplo) é a instalação de filtros Hepa nos sistemas de ventilação.
Esse material tem fibras capazes de reter partículas muito pequenas — entre elas, esporos de Aspergillus que poderiam invadir o organismo das pessoas mais debilitadas.
Uma terceira estratégia é lançar mão de remédios antifúngicos de forma profilática, para evitar que uma infecção oportunista apareça.
"Isso vale para alguns casos de câncer, mas não se encaixaria em quadros de covid-19", explicou Telles Filho.
Do ponto de vista individual, vale sempre tomar cuidado com a própria saúde e manter doenças crônicas, como o diabetes, sob controle.
"Também precisamos pensar no ambiente em que vivemos. Hoje em dia, passamos boa parte de nosso tempo em lugares fechados, então precisamos nos preocupar com a umidade e a ventilação", recomendou Pasqualotto.
O médico chama a atenção para o acúmulo de água e matéria orgânica em decomposição na geladeira e na despensa e diz que precisamos ficar atentos ao aparecimento de mofo nas paredes ou dentro de armários na cozinha e no banheiro.
"Precisamos tirar o alimento para que os fungos não se desenvolvam", acrescentou.






