Ao espirrar, tossir e até mesmo falar alto, a pessoa produz gotículas de diferentes tamanhos, que podem ser agrupadas em dois grandes grupos: há as gotículas menores que 0,5 micrômetros, também chamadas de aerossóis e que podem permanecer durante certo tempo suspensas no ar; e as gotículas maiores que 0,5 micrômetros que, devido ao peso, tendem a cair mais rapidamente. Estudos recentes apontaram que essa nuvem de gotículas pode ser lançada a grandes distâncias, dependendo da força de exalação e da condição do fluxo de ar, podendo se propagar por até 8 metros. Além disso, o vírus permaneceria no ambiente, dependendo das condições, de 5 a 15 minutos. Também já foi descrito, através de experimentos de espalhamento de aerossóis (aerossolização) em laboratório, que partículas do vírus podem permanecer no ar (ambiente controlado) mesmo após 3 horas. Por isso, para se prevenir contra a COVID-19, o uso de máscaras e as medidas de distanciamento físico são indispensáveis.

Fonte: Jones NR, Qureshi ZU, Temple RJ, Larwood JPJ, Greenhalgh T, Bourouiba L. Two metres or one: what is the evidence for physical distancing in covid-19? BMJ. 2020;370:m3223. doi:10.1136/bmj.m3223; van Doremalen N, Bushmaker T, Morris DH, et al. Aerosol and Surface Stability of SARS-CoV-2 as Compared with SARS-CoV-1. N Engl J Med. 2020;382(16):1564-1567. doi:10.1056/NEJMc2004973