Dados epidemiológicos, publicados  a partir da população chinesa e italiana afetada pela COVID-19 e, depois, confirmados por casos ao redor do mundo, mostraram que a população acima dos 60 anos é mais propensa a desenvolver formas graves da doença. Essa população teria cinco vezes mais probabilidade de morte em comparação aos indivíduos acometidos pela COVID-19 com idades entre 30 e 59 anos. Isso ocorre por dois motivos: pessoas idosas, em geral, podem apresentar comorbidades, como doenças cardíacas, hipertensão, obesidade, diabetes, etc., que estão associadas ao quadro mais severo da doença; após os 60 anos, a resposta do organismo às infecções se torna mais debilitada devido à queda na produção de interferon, a principal proteína produzida pelos linfócitos (células de defesa do sistema imune) para combater as infecções virais. 

Fonte: Wu JT, Leung K, Bushman M, et al. Estimating clinical severity of COVID-19 from the transmission dynamics in Wuhan, China. Nat Med. 2020;26(4):506-510. doi:10.1038/s41591-020-0822-7