Com base nas informações disponibilizadas pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), pelos dados atuais (setembro/2020), 40% das pessoas que adoecem após contrair a COVID-19 desenvolvem os sintomas mais leves; 40% apresentam forma moderada da doença; 15% progridem para o estado grave; e 5% evoluem para o estado crítico. Pessoas idosas (acima de 60 anos) e com doenças pré-existentes (doenças cardíacas, doenças pulmonares, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças renais e/ou câncer) parecem desenvolver doenças graves com mais frequência do que as outras. Adicionalmente, a obesidade está também relacionada à maior prevalência de mortalidade entre pessoas com menos de 60 anos. Além de a doença ser mais severa na população idosa, uma revisão sistemática com mais de 17 milhões de indivíduos acometidos pela COVID-19 também associou o maior risco ao sexo masculino, a negros e a sul-asiáticos. Entretanto, existem vários estudos associando a gravidade da doença a mutações em genes alvos que possibilitam a entrada do vírus nas células ou resposta exacerbada do sistema imune, independente dos fatores de risco citados.

Fonte: Organização Pan-Americada de Saúde (https://www.paho.org/pt/covid19#risco); Seidu S, Gillies C, Zaccardi F, et al. The impact of obesity on severe disease and mortality in people with SARS-CoV-2: A systematic review and meta-analysis. Endocrinol Diabetes Metab. 2020;e00176. doi:10.1002/edm2.176; Williamson EJ, Walker AJ, Bhaskaran K, et al. Factors associated with COVID-19-related death using OpenSAFELY. Nature. 2020;584(7821):430-436. doi:10.1038/s41586-020-2521-4