O desenvolvimento de uma nova vacina é o resultado de um longo processo envolvendo várias etapas. Durante todas as fases do desenvolvimento, a prioridade é a segurança do tratamento. A fase inicial de pesquisa dura de alguns meses a anos e é seguida por uma fase de desenvolvimento clínico e farmacêutico (fases pré-clínica e clínica), que também pode durar de poucos a muitos anos. No caso da COVID-19, esforços estão sendo empregados em vários países para que este processo de testagem e liberação sejam otimizados. 

Devido ao sucesso dos programas de imunização, a incidência de doenças infecciosas prevenidas por vacinas diminuiu. Portanto, os indivíduos estão menos conscientes das graves consequências das doenças evitáveis por vacinas. Embora as vacinas sejam extremamente seguras e eficazes, nenhum produto médico é 100% seguro ou eficaz. As vacinas têm sido comprovadas, ao longo de décadas, como uma das ferramentas de prevenção de doenças mais seguras e poderosas disponíveis. Para a maioria das doenças preveníveis por vacinas, houve uma redução de 95% ou mais na incidência. A imunização de rotina erradicou a varíola e eliminou o vírus da poliomielite. Porém, por razões relacionadas ao indivíduo, nem todas as pessoas vacinadas desenvolvem imunidade. A maioria das vacinas de rotina na infância é eficaz para 85% a 95% dos receptores.

Para as vacinas que estão em fase III para a COVID-19, estima-se que desde o início dos testes à produção, podemos considerar de 12 a 18 meses. Entretanto, conforme mencionado, há um alto envolvimento de cientistas e autoridades em saúde no desenvolvimento dessas vacinas.

Fonte: https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/vaccines, https://redeaanalisecovid.wordpress.com/2020/05/25/desenvolvimento-de-vacinas-da-fase-exploratoria-as-fases-clinicas/, https://saude.abril.com.br/medicina/coronavirus-quanto-tempo-vacina/