Um grupo de professores e alunos da UFCSPA participou nos finais de semana de 11 e 12 de abril e de 25 e 26 de abril das atividades da pesquisa por amostragem para estimar o percentual da população do Rio Grande do Sul infectada pelo novo coronavírus, coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Eles realizaram testes rápidos para a Covid-19 e fizeram entrevistas em lares de Porto Alegre sorteados no projeto. A Assessoria de Comunicação Social da UFCSPA conversou com algumas delas para saber quais as suas impressões sobre a realização da pesquisa.
 
A aluna do curso de mestrado do PPG Biociências Estefany Carolina Ghisio realizou coleta nos bairros Bom Fim, São João, Jardim Carvalho e Mário Quintana. Ela afirma que no primeiro fim de semana de trabalhos, a receptividade das pessoas não foi boa, porque poucos sabiam da realização da pesquisa. Estefany relata que gostando muito de participar da ação, pois é uma forma de levar o conhecimento da universidade pública até a população.
 
 
A estudante de Toxicologia Analítica Roberta Silva Beux está sentindo a população carente de informação e acolhimento durante a pandemia. "Estou gostando da possibilidade de levar às pessoas conhecimento e informação que eu tenho sobre a doença, e, por outro lado, receber delas conhecimento e informação sobre infinitos assuntos", revela. Ela acredita que, em breve, os dados desta pesquisa possam ser utilizados para analisar os reais impactos do vírus, o real índice de isolamento da população e o percentual de indivíduos com anticorpos para o vírus. Ela visitou os bairros Petrópolis, Humaitá e Restinga. 
 
Caroline Rodrigues da Silva é mestranda do PPG Ciências da Saúde. Ela entrou na pesquisa através da chamada de voluntários que a UFCSPA fez logo após a chegada da epidemia ao Brasil. Segundo ela, nas saídas para realizar os testes e entrevistas, as pessoas param as equipes nas ruas para perguntar sobre a doença. Sobre a relevância desta pesquisa para a comunidade, Carolina destaca que é importante identificar a existência de pessoas portadoras do vírus de forma assintomática: "sendo identificado um portador assintomático, nós podemos ajudá-lo e a sua família, além de poder rastrear por onde o vírus vem se espalhando". Ela percorreu os bairros Bom Fim e São João.
 
 
As professoras Helena Shirmer e Manuela Poletto Klein atuaram na coordenação das atividades de campo realizadas pelos estudantes. Na primeira etapa, elas auxiliaram na realização da coleta para os testes e nas entrevistas. Na segunda, com a equipe de voluntários já mais preparada, orientaram os trabalhos. Manuela se inscreveu como voluntária para a participação no estudo. Embora sua área de atuação como docente (Tecnologia em Alimentos) seja em uma área  diferente das áreas de atuação do estudo, ela afirma estar gostando da participação, pois é "uma forma de ajudar neste momento de crise". Já a professora Helena destaca que o estudo têm sido uma forma de se aproximar mais da comunidade. Os deslocamentos para os diferentes bairros de Porto Alegre permitem "conhecer as várias realidades existentes dentro da cidade".
 
Além dos participantes citados, integraram as ações de pesquisa na UFCSPA as professoras Alice Zelmanowicz e Eliana Wendland. Da UFRGS, colaboram Marcelo Gonçalves e Cynthia Molina, e do Complexo de Ensino Superior de Cachoeirinha (Cesuca), Flavia Brust. 
 
 
A reitora Lucia Pellanda testemunhou o surgimento da pesquisa. Ela conta que a ideia do estudo surgiu em uma reunião do Comitê Científico do Conselho de Crise para o Enfrentamento da Epidemia COVID-19, do Governo do Estado, como uma sugestão do reitor da UFPel, Pedro Halal. A pesquisa foi então abraçada pelo PPG Epidemiologia daquela universidade e passou a contar com a participação de outras 12 instituições de ensino superior, entre públicas e privadas. "A oportunidade de participar desse estudo pioneiro tem sido incrível. Ver os nossos estudantes fazendo história com muito entusiasmo, pensando a realidade, vivendo a realidade de campo da epidemiologia, vendo o esforço enorme de colaboração que é necessário para que um estudo que normalmente leva meses seja feito em tão pouco tempo, tudo isso é uma experiência que não vamos esquecer", relata.
 
Além dos dois finais de semana de coleta já realizados, a pesquisa coordenada pela UFPel com parceria da UFCSPA e de mais 11 universidades vai realizar ainda mais duas sessões de testes, sempre uma quinzena após a realização da coleta anterior. O estudo foi encomendado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Mais informações sobre a pesquisa podem ser conferidas na página da UFPel.
 

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Agradecimentos da UFCSPA pela colaboração na pesquisa:
  • Docentes e técnicos da UFCSPA;
  • Docentes e técnicos da UFRGS e de outras universidades;
  • Secretaria Municipal de Saúde (especialmente da Dra. Diane Moreira do Nascimento);
  • Secretaria Estadual de Saúde;
  • Equipe da Brigada Militar;
  • Agentes de saúde;
  • Síndicos de prédios;
  • Líderes comunitários;
  • Participantes da pesquisa;
  • Gerson Silva, da Unimed POA, que doou equipamentos de proteção
  • Hugo Oliveira, da Famed (UFRGS), que doou escudos faciais