Os integrantes do Laboratório de Inovação, Prototipagem, Educação Criativa e Inclusiva (LIPECIN), vinculado à UFCSPA e Santa Casa, estão engajados na produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) contra o coronavírus. Conforme explica a coordenadora do LIPECIN, professora Gisele Orlandi Introíni, os acadêmicos atuam desde o início da pandemia no Brasil na elaboração de escudos faciais, laringoscópios e máscaras de tecido com óxido de zinco. "São protótipos criados de acordo com as normas de segurança, com custos reduzidos de fabricação, cujos arquivos serão disponibilizados gratuitamente para download", detalha a docente.

 

Até o momento foram produzidos cerca de 200 escudos faciais para destinação aos profissionais da Santa Casa. "Foi tomado o cuidado para que o material utilizado nos escudos garantisse o uso adequado e a possibilidade de higienização", explica Gisele. O modelo de escudo foi idealizado pelo colaborador externo Leandro de Oliveira. Em relação aos laringoscópios, utilizados no processo de intubação dos pacientes, se destaca a acessibilidade do modelo produzido pelo LIPECIN. "O valor de mercado desses instrumentos é de 20 mil dólares, enquanto o custo do nosso modelo é de 20 reais por unidade (com adição de câmera endoscópica de baixo custo)", salienta. Os protótipos desenvolvidos são feitos nos modelos adulto e pediátrico com colaboração dos professores Florentino Fernandes Mendes, Leandro de Freitas Spinelli e Simone Schneider Amaral.  

 

Outra inovação trazida pelo grupo é o desenvolvimento de máscaras de tecido reforçadas com óxido de zinco. "Trata-se de uma tecnologia patenteada pela UFRGS, cujo trabalho será conduzido por nossa engenheira colaboradora da FEEVALE Lauren Arrusul Carús, que garante proteção UV e tem ação bactericida e fungicida", esclarece. A coordenadora do laboratório acrescenta que a produção dos EPIs é viabilizada com doações de insumos por pessoas e empresas, como Braskem e Jimo.  

 

Com o objetivo de ampliar a acessibilidade aos equipamentos pelos profissionais de saúde, os integrantes do LIPECIN pretendem disponibilizar, no site da UFCSPA, os arquivos para impressão 3D dos instrumentos. Gisele ressalta que os arquivos serão lançados sob a licença "Creative Commons", ou seja, abertos para uso e compartilhamento, mas com proibição de comercialização. "Os protótipos serão avaliados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da universidade e, com a aprovação, poderão ser disponibilizados gratuitamente", projeta a coordenadora.